Sexta-feira, 20 de Julho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº996
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CÓDIGO ABERTO > Código Aberto

Os limites da participação do público na produção colaborativa online

Por Carlos Castilho em 11/04/2008 | comentários

Três anos de publicação do Código me ensinaram várias coisas em matéria de relacionamento com leitores e uma delas é que quando o post tem alguma relação com política ou com posicionamentos da imprensa em questões eleitorais, a temperatura sobe e vários comentaristas chegam muito perto do pugilato verbal.


 


Quando o público ingressa na produção colaborativa de notícias, cria-se um ambiente totalmente novo e essencialmente desconhecido. Usando lugares-comuns se poderia falar de uma caixa de surpresas, embora o mais correto seria usar a imagem da Caixa de Pandora[1].


 


Esta novidade cria o contexto para o grande dilema entre liberar totalmente os comentários e correr o risco de perder o controle, ou impor regras e abrir espaço para suspeições de censura ou conduta antidemocrática.


 


Para início de conversa, nesta questão não existe um lado bom e outro mau. O blog superliberal, não necessariamente é o good guy da polêmica, e o que impõe regras, o bad boy. A questão é muito mais complexa do que esta divisão em apenas dois lados. Não dá também para debater a questão da liberdade dos comentários sem examinar primeiro o contexto em que ela está situada.


 


A polêmica em torno aos comentários nos blogs é apenas uma parte da questão da participação do público na produção colaborativa online de notícias. Esta nova modalidade de produção de notícias entrou para a agenda do público e dos jornalistas com o amadurecimento da produção jornalística na internet e agora começa a ganhar ares de um provável modelo futuro na geração de informações.


 


A participação do público ocorre num contexto de frustrações acumuladas em relação aos vários veículos de comunicação e de um crescente passionalismo político-partidário, típico de períodos pré-eleitorais. Este ambiente contagia todos os comentários, mesmo quando o seu teor não tem nada a ver com o do texto postado no blog.


 


A irritação de muitos leitores, ouvintes, internautas e telespectadores em relação à imprensa é anterior ao surgimento da Web. Ela apenas viabilizou a sua manifestação rápida e extensa, ao criar ferramentas como correio eletrônico, fóruns, chats, comunidades, comentários etc.


 


A horizontalidade e descentralidade da Web também criaram embaraços para os jornalistas, muitos dos quais se sentiram patrulhados e reagiram reduzindo e até bloqueando a interatividade com o público, o que ajudou a alimentar ainda mais as recriminações mútuas.


 


O coletivo de comentaristas de blogs que tratam de política e imprensa está longe de poder ser comparado a um colégio de freiras. Eles também se comportam como um foro à parte do blog, quando surgem longas polêmicas entre comentaristas. Nestes casos, o autor do blog é colocado numa posição muito complicada e dificilmente conseguirá agradar a todos.


 


Também é necessário levar em conta que na blogosfera[2], os autores de blogs devem ter presente que a perda de controle do seu weblogs faz parte das regras informais do jogo. Aqui mesmo no Código, eu sugeri a vários leitores que criassem os seus próprios blogs, diante da qualidade dos comentários postados. A resposta de alguns me surpreendeu: “Por que vou criar meu blog se já tenho o seu?”.


 


Levei algum tempo para descobrir a lógica da resposta e acabei concordando com o leitor. Os comentaristas usam a visibilidade de um blog alheio para buscar um público mais amplo para suas idéias, propostas, críticas e reclamações pessoais. Não há como impedir isto e o resultado é que o autor passa a ser menos um sujeito que dita regras e posições, para ser mais um provocador e mediador. 


 


No estágio atual de desenvolvimento da cultura de colaboração entre profissionais e não profissionais na produção de notícias não há ainda um mínimo de senso comum capaz de embasar algum tipo de regra ou código. A Web atual já foi comparada a uma terra sem lei. Na verdade ela tem seu lado selvagem, mas é preciso ver que esta é uma etapa transitória de um processo em desenvolvimento. Quase todos os processo sociais tiveram seu lado selvagem antes de chegar à maturidade.


 


É a minha colaboração para um debate que está apenas começando e ainda vai render muitas discussões e boas idéias, como as que estão sendo discutidas, neste fim de semana (12/4) na Newscamp, uma “desconferência[3] gratuita entre jornalistas e não-jornalistas preocupados com a informação na Web.





[1] Expressão oriunda da mitologia grega e que simboliza a liberação de surpresas boas e ruins na discussão de um problema.



[2] Conjunto dos blogs publicados na Web, seus leitores e comentaristas.



[3] Expressão usada pelos criadores do evento, marcado para sábado (12/4), em São Paulo, para identificar a sua informalidade.


 


Conversa com o leitor
Num post anterior, um leitor criticou o uso de palavras em negrito nos textos do Código. A explicação é a seguinte: os especialistas em usabilidade e ergonomia na Web afirmam que há três níveis de leitura num texto online: o nível superficial (apenas a manchete e o primeiro parágrafo), o intermediário (uma espécie de leitura dinâmica feita a partir de palavras em negrito que aprofundam a leitura caso a  manchete tenha despertado o interesse do leitor); e o nível profundo (onde o visitante lê todo o texto linearmente e visita os hiperlinks). Todos os níveis estão interligados de forma a aumentar o interesse do leitor pela informação mais detalhada. Como toda a novidade, ela requer algum tempo para se incorporar à rotina dos inernautas.

Todos os comentários

  1. Comentou em 19/04/2008 Francisco Luz

    Carlos Castilho, editor do blogue Código Aberto, que se publica no Observatório da Imprensa, lança em debate este tema para a desconferência entre jornalistas e não-jornalistas preocupados com a informação na web. Castilho é mestre nas diversas áreas do Jornalismo, do papel impresso ao eletrônico.
    http://jfluz.blogspot.com

  2. Comentou em 16/04/2008 mauro de tarso

    acho que os especialistas em usabilidade e ergonomia vao acabar nos forçando a ler um texto estranho ao que estamos acostumados a vida toda. cheio de negritos e todas as novidades que estao por vir.

    acredito que esse ‘nível intermediario’ possa ser auxiliado com subtitulos convenientes, e nao negritos no meio do paragrafo. o emprego de subtitulos, alem do mais, deixam a coisa toda mais organizada, a informaçao mais ‘hierarquizada’. voce ja usa bastante paragrafos, o que eh muito legal e atraente. os paragrafos ja oferecem uma facilidade de eleitura que vc tenta conseguir novamente com os negritos, que acabam atrabalhando.

    bem, mas continuo achando que os negritos do seu blog devem ser extintos. mas entendo que eh uma novidade e eu sei que, apesar de eu ser novo, sempre fui meio rabugento para novidades. eu nao sou especialista em usabilidade e nem ergonomia, mas como usuario, acho importante que essa discussao exista para que o acesso a informaçao seja melhorado.

    eh issoae carlos! ou os negritos ou eu! brincadeira, eu nao vou parar de ler seu blog se voce decidir mante-los. e obrigado pela atençao ao assunto!

  3. Comentou em 16/04/2008 Ivan Moraes

    1-‘tema também deve ser abordado à luz da legislação brasileira sobre o uso da internet’: DEUS NOS LIVRE. Legislacao a mais eh cricrificacao, e alem disso, para colocar uma legislacao em pratica ela vai parar sempre nas maos de um juiz, e juizes protegem elite PONTO. Ja existem mil leis que nao sao colocadas em pratica exceto para protecao de elite, algumas delas decretadas na constituicao. 2- Ubirajara, o que voce sugere eh excelente ideia nao fosse por ser trabalho a mais, uma terceirizacao do ‘rebate’ -da ‘replica’- frequentemente nao-paga. Em blogs, por exemplo, nao existem funcionarios o bastante.

  4. Comentou em 14/04/2008 Marco Antônio Leite

    A imprensa só admite democracia, livre expressão de comunicação e outras coisinhas mais somente para aqueles que trabalham na imprensa. Já fui censurado por diversas vezes por este conceituado site devido certas palavras que no meu entender não feriu o moral de quem quer que seja, pois não usei palavras inadequadas, porém para esse observatório trata-se de posição verbal inadequada. Senhores desde que o comentarista não venha destilar seu rancor racista, preconceituoso, discriminador e similares ou usar palavras de expressão grosseira, não vejo motivo de exercer dura censura sobre palavras inofensiva.

  5. Comentou em 14/04/2008 ubirajara sousa

    Oportuno o artigo. Já tive algumos comentários ‘censurados’. Cada vez que reclamava da ‘censura’ o novo comentário (que questionava a censura) era censurado. Algumas vezes pedi que me dissessem, por e-mail, no que eu havia transgredido as normas. Poucas vezes deram-se ao trabalho de responder, ainda que por e-mail. Quando o fizeram não foram específicos. Aproveito a oportunidade para sugerir duas coisas: ou definem-se claramente as regras de comportamento a serem observadas, as quais, no meu entender, deverão valer tanto para os comentaristas, quanto para os articulistas; ou que, ao serem censurados, os textos sejam encaminhados aos seus subscritores, por e-mail, com as devidas observações sobre as razões do veto à publicação. Acredito que, assim, haverá maiores possibilidades de um equilíbrio nas opiniões quanto ‘ao que pode’ e ‘ao que não pode’ ser dito neste OI. Obrigado.

  6. Comentou em 14/04/2008 Paulo Bandarra

    Eu vejo ao contrário dos dois, uma lamentável tolerância com a censura. Ou seja, liberdade apenas a vigiada! Jamais a liberdade mesmo. Antigamente era justificável condenar o heliocentrismo, a defesa do divórcio, mulher trabalhar fora ou ser mãe solteira, pregar o fim da escravidão ou a existência da homossexualidade! Hoje parece que os dois jornalistas possuem certeza do que a polícia deve cuidar e calar! Eu acho lamentável que isto seja encarado assim por jornalistas. Acho que é um exemplo da ‘A imprensa e a naturalidade do mal’ postado por Luiz Weis em 12/4/2008. Aceitamos tão naturalmente a censura que até a praticamos inconscientemente! Até a achamos justificáveis agora, neste momento, que a lei puna o que é “certo” punir! Liberdade, mas nem tanto! Liberdade de expressão, mas limitada! Dizer heresias, jamais!

  7. Comentou em 14/04/2008 Henrique Marques Porto

    Prezado Castilho e galera, Bom artigo e bons comentários. Acrescento apenas uma questão. Tudo o que é publicado num blog, inclusive comentários dos visitantes, vai para a conta de quem responde pelo referido blog. Se um sujeito resolve espinafrar com insultos a mãe de alguém e o ‘comentário’ é aprovado e publicado a responsabilidade passa a ser de quem aprovou e publicou. Daí os filtros e os moderadores dos foruns. E daí também as frequentes acusações de censura. Recentemente, num blog muito frequentado de conhecido jornalista, li comentários de visitantes que eram manifestações flagrantes do mais grosseiro preconceito racial, um crime previsto no Código Penal. O jornalista ‘ponto com’ não percebeu que poderia ser responsabilizado pelas postagens delituosas. O tema também deve ser abordado à luz da legislação brasileira sobre o uso da internet. Como a própria web a legislação é nova, está crescendo e se aperfeiçoando. Sugiro dar a palavra também aos juristas e advogados. Abraços Henrique

  8. Comentou em 14/04/2008 Ivan Moraes

    Bom, ‘recriar’ o artigo que nao foi lido eh esperar demais. O que se espera eh, sempre, **compreensao do assunto** com o minimo de palavras possivel. (Exige lastro de conhecimento previo, certamente.)

  9. Comentou em 14/04/2008 Ivan Moraes

    ‘procuro fazer com que as expressões em negrito criem um sentido ao serem varridas numa leitura dinâmica. Mas pode ser que não esteja alcançando o meu objetivo’: esta sim. Se leitura dinamica eh o ponto, o boldface funciona muito melhor do que o ‘julgamento’ visual do leitor. Se no entanto o objetivo do artigo fosse desinformacao o uso acentuado seria dos italicos -sim, ja vi antes, mas nao no Brasil. Para quem nao conhece, ‘leitura dinamica’ nao eh expressao bonitinha, eh tecnica de leitura aonde o leitor esta suposto a procurar palavras-chave e recriar um enredo do que foi ‘lido’ sem de fato ler o artigo todo. Eh usado por pessoas que teem que ler muitos textos por dia sem poder trocar ‘c’s por ‘ss’s, acentuar palavras, e preocupacoes menores.

  10. Comentou em 14/04/2008 Paulo Bandarra

    Muito interessante o texto, e pertinente. Juntaria com o ‘O direito de saber e a resistência a saber’ postado por Luiz Weis em 9/3/2008 , mostram as dificuldades do dialogo na internet. Não é por nada que todos os grandes fóruns foram fechados pela inutilidade dos mesmos no objetivo de conseguir este chamado ‘dialogo’! Quando um não quer, dois não mantêm a conversa! Até quando o OI vai resistir é uma incógnita. A inteligência apenas é insuficiente para saber! Não é o que separa o sapateiro exímio do físico nuclear! Abraços

  11. Comentou em 13/04/2008 Andrea Helena de Castro

    Sou eu outra vez. Vim me desculpar por ter escrito muitas palavras em português pouco recomendável, incorreto e semelhante a uma provocação. Mas não foi. É que, na condição de leitora, não tenho revisor e escrevi com um pouco de pressa e um pouco irritada pelos negritos e o ‘desine’ das palavras desconexas. Gracias, Helena.

  12. Comentou em 13/04/2008 Andrea Helena de Castro

    Senhor Carlos.
    Visito com frequência blogs de todods od naipes. Sério. Há muito tempo visito este aqui também. Algumas vezes já postei comentários. Outras, preferi me bster, dado o ‘climão’ instaurado diante das ‘peovocações’ dos jornalistas.
    Bom, mas não foi sobre isso que vim postar. Vim falar sobre a questão dos ‘nefritos’. É apenas uma opinião, mas, creia, de alguém que já viu muita M. acontecer por causas aparentemente desimportantes.
    Os negritos interferem, acho, e irritam um pouco. Como se os leitores – por si – não pudessem eles mesmos sublinhar ou negritar o que pra eles lhes parece relevante ou não.

    Grata por manter este espaço destinada a opinião dos leitores sempre aberto.

    Sem mais,
    Helena.

    (Ah.. só mais uma coisa. Seria interessante que o designe das lpalavras desconexas que temos que digitar cada vez que temos que enviar uma postagem fosse melhorado. As letras são quase sempre ilegíveis, na quase totalidade dos blogs.)

  13. Comentou em 12/04/2008 Miguel Accacio

    Como eu dizia, o chamado Caso Tim Lopes merecia uma abordagem diferente que jamais foi feita.
    A da imprudência do profissional.
    A Rede Globo capitaneou todo o noticiário, vez que era seu o repórter, portanto, dela eu não esperava realmente essa abordagem, embora fosse também cabível.
    Mas, os outros veículos, tenham paciência.
    Não apareceu ninguém, nenhum especialista, que tivesse coragem para admitir publicamente que o repórter abusou da sorte.
    Ora, isso fica martelando na cabeça da gente…
    Que maluquice foi aquela, com todo respeito, de subir morro para documentar baile ´funk´. Morro que nem o chamado poder público sobe, sem antes tomar a bênção ao traficante.
    Ora, repito, isso fica martelando na cabeça da gente…
    Aí vem o William Bonner, pelo amor de Deus, haja paciência, dizer que ´o repórter nada estava fazendo, apenas buscava cumprir com profissionalismo o dever de informar´. Como se o traficante, educadamente, fosse receber a imprensa na entrada do baile ´funk´ e, ao final da reportagem ainda enviasse um abraço para toda a equipe da Globo.
    Ora, ´catso´, como diria o velho Giovanni Bianchimani, isso fica martelando na cabeça da gente…
    Fico por aqui e nada mais digo para não estragar a emoção do texto.
    De coração, agradeço a quem inventou o blog.

  14. Comentou em 12/04/2008 Miguel Accacio

    O articulista fala com propriedade. A clareza do raciocínio exposto satisfaz plenamente. Destaco esse aspecto em razão do valor que atribuo aos textos que realmente conseguem comunicar.
    Estou escrevendo direto, sem rascunho, portanto, peço vênia para alguma trapalhada.
    A elegância com que o articulista trata a questão do que chamou de ´pugilato verbal´ é digna de registro. Meu impulso, dado o selvagem que habita em mim, é de chamar essa gente, no mínimo, de mal educados, com tudo que isso tem de resultado.
    Quanto à frustração represada, realmente há. A mídia nos inclui numa abstração chamada ´opinião pública´ e freqüentemente nos atribui ações que nos são estranhas. Nesse espaço não cabe o aprofundamento, em razão do limite estabelecido. O noticiário edita os fatos deixando a ´opinião pública´ sem saber a verdade; e às vezes até acreditando nas inverdades. Recentemente, meus vizinhos quase formaram uma caravana para ir a São Paulo estudar uma forma de promover o linchamento do casal Nardoni. Merece também aprofundamento, mas o espaço é curto.
    Intuitivamente, percebo que o problema da imprensa é falta de sinceridade. Quero dizer que há casos cuja evidência salta aos olhos e aquilo nos é apresentado segundo uma visão distorcida.
    Um caso que destaco como de evidente, digamos, sonegação de opinião, foi o do jornalista Tim Lopes. Continua no próximo comentário…

  15. Comentou em 12/04/2008 Leticia Gonçalves

    Olá Castilho, sou estudante de jornalismo e começo uma pesquisa sobre experiencias de jornalismo hiperlocal na Internet. Em um post anterior, vc citou 3 exemplos (Team Wachdog , locallygrown e Consumer Reports). Por favor, vc teria algum link para sites em portugues ou espanhol com projetos semelhantes? Desde já agradeço.

  16. Comentou em 12/04/2008 Anderson Fujimori

    Olha aih, as sugestoes do Ricardo devem ser levadas a serio, sobretudo aquela concernente à saida para nos livrarmos dessas salas-de-bate-papo que alguns comentaristas insistem em instaurar. Perde-se o foco da discussao, nao se aprende nada com elas, as pessoas se irritam, porque querem contribuir com um argumento diverso, e por aih vai. Boa sugestao; reinviar os comentaristas para uma mesa de bar virtual. De resto, nao vejo tanto como censura o estabelecimento de regras minimas de educaçao – e para a educaçao, ora! A web é tambem espaço para isso; por exemplo, quando se introduz, no meio de uma calorosa polemica, um argumento nao falacioso. E quando se faz – a duras penas, nao raro – notar que a discussao mesma estah se desenvolve por falacias. Mas o boteco virtual me parece ainda uma grande saida!

  17. Comentou em 12/04/2008 calypso escobar

    É cômico as reações dos leitores ao artigo de Castilho,’callar’ o pensamento do leitor,controlá-lo ao bel-prazer e limitar(como existindo,já,na Imprensa)a opinião pró ou contra a edição em voga suscita a grande histeria para os que transitam.O comentário do Observatório da Imprensa,existe para que não haja um comando policiado,não usar nomes feios,já é suficiente,o resto que quer tornar-se apóstolo da verdade,faça um blog aparte…não o faço por falta de material e uso o alheio qdo. tem seu valor.Grata calypso escobar

  18. Comentou em 12/04/2008 Marco Antônio Leite

    Se eles não forem os matadores, com certeza corto todas as falanges de meus dedos. A não ser que nessa escabrosa história apareça o fantasminha camarada, aquele que mata e ninguém vêem? Esse é o papel da imprensa, pois quando se trata de um maluco pobre, esse é escrachado diuturnamente, mas como se trata de um classe média decadente não pode. Ambos são assassinos? Sim ou Não?

  19. Comentou em 12/04/2008 Eduardo Guimarães

    Prezado Carlos Castilho: tenho um dos blogs políticos mais visitados da internet brasileira. São milhares de visitantes únicos por dia. Tenho muito poucos problemas com baixarias. Quem faz comentários insultantes e resvalando para a área criminal, simplesmente eu veto. As acusações de ‘censura’ são literalmente esmagadas pela ampla possibilidade de contraditório que há ali, desde que o autor se manifeste de forma civilizada. Evidentemente que só censuro em último caso – ao tratar de política, não dá para esperar que se produzam comentários dignos de lordes ingleses… Acredito que o nível dos comentários depende muito do nível do blogueiro. Quando este pratica insultos, acusações levianas, chacota, não dá para esperar que seus leitores sejam melhores do que ele. A grande imprensa e suas ‘estrelas’, porém, abusam do direito – e do dever – de coibir baixarias e usam o fato de que elas ocorrem para bloquearem o contraditório. Ainda é muito forte na imprensa a crença em que o que ela não publica, não existe. Nessa novela recente sobre Dilma Rousseff e o dossiê, pega-se uma Folha, por exemplo, e constata-se uma das maiores campanhas censoras do contraditório – tanto do educado quanto do mal-educado – que já vi. Esse veículo, entre outros, cria realidades virtuais e acredita piamente em que pode transformá-las em materiais. A grande mídia está histérica com a perda de poder.

  20. Comentou em 12/04/2008 osvaldo camargo

    A cobertura que a imprensa vem fazendo do caso da garota paulistana jogada pela janela está exagerada. Os repórteres que estão cobrindo o caso parecem abutres. Acredito que depois da notícia dada e analisada, não haveria necessidade dessa ‘perseguição’ ao casal envolvido. A imprensa já os julgou. E se aparecer um maluco na investigações e ficar provado que eles não assassinaram a menina?
    O excesso da ‘cobertura’ – os noticiários dedicam grande espaço de tempo ao assunto – está comprometendo o nome da imprensa.
    Tudo bem que o crime foi hediondo, mas só no último mês quantas crianças morreram de dengue? A imprensa trata esse número como mera estatística – elas não têm nome, nem rosto.
    Por que será?

  21. Comentou em 12/04/2008 Marco Antônio Leite

    Quem sai na chuva é para se queimar, aquele que não tem competência que não se estabeleça. Este site tem que aceitar gregos e troianos, lagartixas e lagartos e sapos e pererecas?

  22. Comentou em 12/04/2008 Ricardo Pierri

    Publiquei, a esse respeito, um post no meu blog (http://blogdopierri.blogspot.com/) com algumas idéias de como poderíamos construir um espaço verdadeiramente livre e plural baseado em diálogo e não em seu engessamento, pois o espaço aqui é reduzido.

  23. Comentou em 12/04/2008 Jonatas Stanislau

    Não acho que deixar de publicar certos comentários seria censura. Seria melhor que fosse feito um cadastramento para a pessoa poder comentar, apesar de isso ser uma burocratização que afastaria muitos. Mas, acho que para manter a civilidade em espaços como esse tem que haver certas regras. Sou de opinião que comentaristas que abusam de ofensas e acusações e que não acrescentem nada seja banidos de postar qualquer texto no OI, ou suspensos por algum tempo. Sei que muitos são contra e se espantam com medidas extremas, mas em alguns casos é necessário. Aquele que não sabe se comportar tem que pagar um certo preço por suas ações. A internet, ao contrário do que muitos pensam, não é uma terra de ninguém.

  24. Comentou em 12/04/2008 Francisco Estorani

    Carlos Castilho, interessante o texto, sobretudo por resvalar numa questão de ética; a falta desta em certas opiniões acaba por inibir a abertura a futuros outros comentários de participantes que visam ao senso comum.
    Quando tinha um blog, por exemplo, volta e meia me deparava com ingerências execráveis de seresfeitos ´apenas´ de bits e bytes, que nem se davam ao respeito de usar o nome verdadeiro ou alguma referência na rede a qual eu pudesse enviar uma réplica. Levar um tapa na cara dum vulto indescritível é difícil e confesso que não aguentei a ´pressão´, preferindo o anonimato de meus alfarrábios de mesa de cabeceira.
    Lendo seu texto, refletindo melhor (pensamento que se aprofunda é pensamento que se aproxima de seu objeto), acredito que é sim importante dar voz a quem quer que seja, desde que tal voz esteja imbuída de respeito e que parta dum eu-social ciente que, além de amor próprio, faz-se necessário atentar à piedade (não fazer com os outros aquilo que não gostaríamos que fizessem conosco).

    Forte abraço duma outrora sesmaria.

  25. Comentou em 12/04/2008 fabio lopes

    Como é boa a selva. Em um mundo normatizado, manipulado, emparedado pelas imposições da economia e dos poderes políticos a internet aparece como o espaço da liberdade e da criatividade plena ou algo muito próximo disso. Alguns, acostumados ao pleno exercício de sua liberdade, não raro, em detrimento da dos demais, começam a se incomodar com isso. Me espanta ler o que determinados homens e mulheres de imprennsa, sempre tão céleres na defesa de sua liberdade de exprtessão, escrevem sobre a imposição de limites na internet. Não sou um liberal no sentido político e economico do termo, mas na web, mais do que em qualquer outro lugar deve prevalecer a máxima dos fisiocratas: ‘Laissez Faire, Laissez Passer,…’

  26. Comentou em 12/04/2008 Edmilson Fidelis

    Acredito que o modelo de interação dos blogs tende a melhorar significativamente já que a demanda é visível. A dedicação quase que exclusiva de alguns profissionais a esta ferramenta é um grande sintoma e poderá, talvez, chegar a horizontalidade, proposta pelo Pierri, onde o autor poderá interagir mais nas discussões. Esta interatividade hoje não é possível pela falta de tempo dispensada aos comentários. Demais facilidades de ordem técnica também tendem a ser implementadas quando os “donos” do site reconhecerem que vale a pena maior investimento na ferramenta e procurar atrair patrocinadores. Esta questão de patrocínio dá uma lista e tanto de comentários, mas é base para o desenvolvimento da ferramenta.

  27. Comentou em 12/04/2008 Edmilson Fidelis

    Simples, extremamente simples ou seria fácil, extremamente fácil como diz a canção. Porque ficar procurando cabelo em ovos. Só mesmo pelo medo da contestação ou pela falta de humildade de aceitar eventuais erros ou mesmo pela má intenção pura e simples.
    Por isto este meu comentário sobre o post acima é daqueles que todo bloqueiro ou aticulista deseja receber: perfeito.

  28. Comentou em 12/04/2008 Ricardo Pierri

    algumas sugestões que poderiam melhorar a comunicação: 1) ter uma área exclusiva para bate-bocas e mover para lá os comentários inflamados, em vez de censurá-los 2) Permitir q o comentário seja feito em um blog do próprio comentarista, linkando para o post na área de comentários 3) aumentar a horizontalidade, com os autores discutindo na área de comentários 4) adotar um sistema de avaliação positiva e negativa dos comentários e dos artigos, com reflexo na página inicial. Usar o formato de blogs para discussões é o mesmo que tentar pregar um prego com uma chave de fendas. O melhor seria adaptar o velho sistema do yahoo: para cada seção ter um fórum perene onde os comentaristas possam escrever a vontade, organizando os comentários em conversas na medida em que uns posts forem respostas de outros, permitindo avaliações de comentários ferramentas para ignorar comentaristas ou conversas nas quais não se tem interesse, movendo posts ofensivos para outra área não moderada, etc.

  29. Comentou em 12/04/2008 Fábio de Oliveira Ribeiro

    Ao contrário de seu colega, que escreveu um texto em que defende algum tipo de censura (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=480JDB002), você parece se inclinado à aceitar a diversidade e já se convenceu que a convivência é possível e necessária. Parabens. Você não precisa reler O ALIENISTA, de Machado de Assis.

  30. Comentou em 12/04/2008 Gersier Lima

    Castilho, olhando a foto que ilustra o seu blog, da uma vontade danada de conversar pessoalmente com vc, tomando uma cervejinha e rindo das “ babaquices” que certos internautas escrevem, incluso eu. Por considera- lo um amigo íntimo,mesmo não o conhecendo pessoalmente, acredito que tenho a liberdade de “xingar” e discordar vc e de vc de vez em quando. Os amigos a gente xinga e discorda mas sem aquela maldade e aquele rancor que existem em pessoas mesquinhas que querem a todo custo, impor o seu ponto de vista, achando que vc seja um idiota que precisa de um mentor. Seu último parágrafo que acredito seja uma resposta a um internauta que questionou o uso do negrito, é um recurso que também faço uso quando re-envio e-mails de coisas interessantes dos blogs a amigos, para destacar a importância daquilo. Mas sobre a interatividade, tão sonhada por alguns órgãos de imprensa e pelos telespectadores e leitores, não digo ouvintes porque no Rádio isso já ocorre há muitos anos, deu vazão também a certos instintos. Tem uma música de Roberto Carlos que tem uma frase que define muito bem o porque dos nossos erros e das nossas imperfeições: “afinal somos seres humanos, não somos perfeitos…ainda.”

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