Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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Os ´outros lados` da lei seca

Por Luiz Weis em 02/07/2008 | comentários

A lei seca está na boca do povo.

Qualquer pesquisa que se faça sobre o assunto que mais tem chamado nestes dias a atenção de ouvintes, espectadores e leitores com toda probabilidade dará tolerância zero na cabeça – como acontece com as notícias que mexem diretamente com a vida cotidiana das pessoas.

Nesse caso, a mexida é profunda. Envolve beber e dirigir, duas coisas – juntas ou separadas – de que a grande maioria gosta. Envolve o risco de sentir o bafo da polícia no cangote. Envolve ter de tomar decisões novas: sair para a vida de taxi, ou contar com o abstêmio de turno, ou simplesmente apostar na sorte.

Envolve pensar – até que enfim – nas inevitáveis tensões entre o direito individual e a segurança coletiva. E nos limites: se 0,29 miligramas de álcool por litro de sangue é muito pouco para o motorista merecer multa, e 0,3 mg/l muito pouco para merecer processo criminal, qual seria o ponto ótimo entre o permitido e o proibido?

A imprensa está tratando de cercar o assunto por todos os lados – menos um. Assim como repetem todos os dias quadros com as perguntas que o leitor se faz sobre a lei e as respostas que ele necessita conhecer para se orientar, os jornais precisariam fazer algo parecido com o teor da polêmica: mapear e manter na página os argumentos a favor ou contra a novidade, que vêm pipocando em entrevistas e artigos assinados.

Pode ser que os zangados com a medida permaneçam como estão, sejam quais forem as idéias dos seus defensores. Mas se fosse se pautar por isso a imprensa se trairia a si própria, deixando de dar os “outros lados” da questão – ou de qualquer outra que polariza a sociedade.

O que não dá, de toda forma, é cobrir o assunto pela rama, burocraticamente. Se é verdade que a polícia está de olho nos motoristas, muito mais ainda os motoristas e o público estão de olho no que a mídia lhes entrega sobre o caso de seu interesse personalíssimo.

Todos os comentários

  1. Comentou em 06/07/2008 Alexandre Carlos Aguiar

    Não me incomoda o papo de bebuns, que acham exagero se prender a carteira e multar ‘quem bebeu apenas um copo de cerveja’. Como disse, é papo de bebum e se que cura após uma ressaca (ou no 1o. poste da esquina). Se beber e dirigir a lei está aí. O que me incomoda é a profusão de articulistas nos jornalões (e até nos pequenos) a bater contra a lei, argumentando a falsa idéia de ‘pouco eficiente’, ‘lei-burra’, ‘excesso’, ou até mesmo que não será de longo tempo. Penso até que por trás desse discurso há uma tentativa de desmerecer a lei por se tratar de (boa!) iniciativa do governo federal. É possível que seja uma argumentação política. Engano! Engana-se quem bate contra esta lei, pois só com ela poderemos reverter o quadro de guerra civil que se instalou no trânsito brasileiro. Há necessidade de ajustes, de penalizar ainda com mais rigor a quantidade de bebuns-motoristas espalhados por aí. Mas a iniciativa já é extremamene válida e plausível. Quem usa automóvel todos os dias e se depara com a quantidade de bebuns que só tomaram um copinho de vinho, ou uma latinha de cerveja, sabe o quanto essa lei é importante. E que já veio tarde.

  2. Comentou em 03/07/2008 Ivo A. Auerbach

    Eu sou cético quanto à duração desta medida (a lei seca). Vamos ver quanto tempo vai durar a dita cuja; porque no Brasil temos dois tipos de leis: as que “pegam” e as que não “pegam”. Estou torcendo para que esta seja do tipo: das que “pegam”. Tudo vai depender das autoridades.

  3. Comentou em 03/07/2008 Jairo Fernando Oliveira

    Estou plenamente de acordo com a nova lei. E gostei muito quando o Jornal Hoje, da Rede Globo, desmentiu os boatos de que 2 bombons de licor seriam suficentes para infringir a nova lei. Na verdade, nem 7 bombons de licor não são sufientes. E o anti-septico bucal acusa álcool somente se usado imediatamente antes do teste. Não podemos considerar a lei excessivamente rigorosa porque há pessoas que bebem um copo de vinho e ficam bêbadas. Torço para que esta lei provoque uma conscientização nos motoristas brasileiros e que todos compreendam que bebida e direção não combinam, seja quantas ml for.

  4. Comentou em 03/07/2008 Jose de Almeida Bispo

    Nos vós preocupeis à toa, caro Weiss, o insuspeito Janio de Freitas, de fina cepa já faz o contraditório por vós reclamado no ‘ritmo Folha de oposição (qualquer oposição) ao Lula’: já bate na ‘insanidade’ da Lei. Claro, é para perspegar no governo federal. Já, já o Cansei sairá às ruas para protestar contra ‘mais essa atitude ditatorial desse governinho que está aí’… Êta província!
    Grande Max Gonzaga (aqui:www.youtube.com/watch?v=KfTovA3qGCs)

  5. Comentou em 03/07/2008 Ivo A. Auerbach

    Eu sou cético quanto à duração desta medida (a lei seca). Vamos ver quanto tempo vai durar a dita cuja; porque no Brasil temos dois tipos de leis: as que “pegam” e as que não “pegam”. Estou torcendo para que esta seja do tipo: das que “pegam”. Tudo vai depender das autoridades.

  6. Comentou em 03/07/2008 Alexandre Carlos Aguiar

    Concordo com o Marco Antonio: a lei é ainda muito branda. O pior de ouvir os beberrões de plantão a ‘exigir’ seu direito de poder ir a um restaurante e beber um vinhozinho com a esposa e a namorada, é ler e ouvir dos articulistas dos jornalões as defesas de tese quanto aos direitos e garantias individuais. Ora, direito a matar ninguém discute, não é mesmo? Pois é isso que fazem os beberrões quando tomam seu vinhozinho e pegam no volante. Ou o brasileiro abandona seu perdularismo, incluindo o desrespeito à lei, ou vai começar a mofar na cadeira.

  7. Comentou em 02/07/2008 marina chaves

    pois eu sou a favor da chamada lei seca…. não dá mais pra suportar ver pessoas morrendo no transito por causa de motoristas embriagados….

  8. Comentou em 02/07/2008 Marco Antônio Leite

    Senhora Eliana, o álcool também é considerado uma droga, que infelizmente, é permitida a venda desse cancro. O país precisa endurecer muitas leis, pois o brasileiro esta muito mal acostumado com a bagunça generalizada que impera em todas as áreas. Essa lei veio tarde demais, pois muitas vidas se foram em função do uso indiscriminado de bebidas alcoólicas. Esperamos que as ‘autoridades’ não voltem atrás e, continuem com a tolerância ZERO e, para quem for pego após ter ingerido um milímetro de álcool que vá para a cadeia e apodreça por longo período detrás das grades.

  9. Comentou em 02/07/2008 PAULO PEREIRA

    Dois dedos de falação e muita besteira para defender a cachaça, isto é o que tenho observado.
    É ridículo, quase hilário, “desculpar-se” afirmando que o bafômetro não coibi drogas.
    Tem gente criando teoremas para se justificar.
    A coisa é muito simples: se beber, não dirija.
    Torço para que lei realmente prevaleça.

  10. Comentou em 02/07/2008 André Merez

    Discutir as margens do assunto realmente tem sido uma constante na quase totalidade da imprensa brasileira. As questões que envolvem ética deveriam ser analisadas de maneira mais aprofundada, de modo que o foco não fosse a proibição, mas sim os efeitos lamentáveis da irresponsabilidade ao volante. Conscientizar é o verbo que devemos conjugar quando o assunto envolve risco de vida.

  11. Comentou em 02/07/2008 Ricardo Pereira

    Sabe quem ganha com isto: o bar mais proximo de casa. Afinal, beber ainda pode,né? Entao, vou sair a pé e tomar perto de casa pra nao ter que gastar com taxi. Se o objetivo é só tomar e conversar, qualquer lugar serve desde que a companhia seja boa.
    Esta lei tem um insuspeitado efeito ecologico: provoca uma queda no consumo de combustivel….

  12. Comentou em 02/07/2008 Jose Leitao Neto

    Em países civilizados, trânsito e álcool não se misturam, pois a lei é rígida não permitindo a venda de bebidas alcoólicas em postos de combustíveis, e nem o transporte dessas bebidas sem que estejam embaladas e no porta-malas. Qualquer um que já viajou pela Europa sabe disso. Resultado, um número praticamente insignificante de desastres de trânsito. O mais interessante é a perfeita colaboração da população. Eu gosto de tomar umas cervas de vez em quando e gosto de andar no meu carro, mas nunca junto as duas coisas. Isso não deveria ser obrigatório mas espontâneo. Só uma pessoa totalmente desprovida de senso é contra essa lei, pois o motorista embriagado é como uma arma engatilhada pronta para atirar para qualquer lado, até para o seu mesmo. Outro dia vi uma inscrição em um Táxi que me levava para casa, ‘ Se for beber tome um Táxi antes e um depois’, uma das melhores prescriçãos que eu já vi na minha vida.

  13. Comentou em 02/07/2008 Eliana oliveira

    O meu comentário seria a respeito do bafometro, foi muito bom e maravilhoso só que estão esquecendo do principal as’ Drogas’ a maioria de acidentes,violencias são cometido por Drogas ,os adolecentes estão se perdendo nas Drogas, nas propagandas de Tv voces chamam atenção de Fumantes,Bebidas alcoolicas, não entendo…será que a Droga foi liberada e eu não fiquei sabendo?

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