Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº975

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Os riscos ocultos na radicalização da cobertura eleitoral da imprensa

Por Carlos Castilho em 26/09/2010 | comentários


Faltando alguns dias para o primeiro turno das eleições de 2010 já dá para perceber que há no ar uma sensação de cansaço em relação à avalancha de denúncias publicadas pelos principais jornais do país, envolvendo integrantes e ex-membros do governo Lula.


O recurso ao denuncismo é classico em periodos pré-eleitorais, mas a versão 2010 mostrou duas características marcantes:


1) Toda a imprensa entrou no jogo das denúncias ao contrário de eleições anteriores, quando geralmente havia um ou mais orgãos dissidentes;


2) Ficou também evidente que a blitzkrieg da imprensa tem como pano de fundo a preocupação de setores conservadores e tradicionais núcleos de poder político e econômico com a perda irreversível de posições estratégicas no cenário nacional.


O terrorismo midiático contra Dilma é quase idêntico ao promovido contra Lula antes de sua primeira eleição para a presidência em 2002. Ao longo dos últimos oito anos nada aconteceu no país que pudesse justificar o recurso aos velhos fantasmas. Pelo contrário, a gestão de Lula deu à classe média muito mais do que ela esperava de um governo petista.


Assim, ao que tudo indica, o ataque contra a candidatura Dilma tem mais a ver com fatores subjetivos do que com realidades concretas. A questão das denúncias de corrupção provavelmente tem um fundamento real porque o sistema político do país já incorporou o componente do mau uso do dinheiro público como uma rotina que independe do partido no poder.


As acusações e suspeitas de corrupção devem ser investigadas por uma questão de princípio e de sanidade política no país, sejam os envolvidos petistas ou não. O problema é que só uns poucos serão punidos porque esta é a tradição. Foi assim com as suspeitas de corrupção no governo FHC na privatização das teles, no mensalão do governo Lula, e por aí vai.


O problema não está nos fatos concretos, porque se eles fossem levados a sério, a imprensa seria moralmente obrigada a questionar todo o sistema político. A questão principal está na intencionalidade oculta nas denúncias. É aí que está o fato politico relevante e o que pode nos levar a entender melhor a situação e evitar a posição niilista, de duvidar de tudo e de todos.


A intenção por trás de toda a avalancha de denúncias só pode ser explicada pela tentativa de quebrar a sequência de governos petistas porque eles estão criando uma nova força política no país, formada por setores da classe média e de empresários beneficiados pelo crescimento do consumo interno.


Não se trata de um segmento social ideologicamente revolucionário. Muito pelo contrário. Ele é até conservador se formos analisar os valores que defende e que foram expressos por Lula, em várias ocasiões. O problema é que os novos emergentes sociais estão ocupando espaços que pertenceram a velhos caciques políticos e empresarios cujo poder vinha da concentração de renda no país.


Nos oito anos de Lula houve uma mínima distribuição de renda em favor das classes C e D, mas ela foi suficiente para exarcebar os temores das elites tradicionais, que ainda são muito fortes no controle do partido Democratas, por exemplo.


A avalancha de denúncias de atos de corrupção e abuso do poder no governo atual seria positiva para o país se ela gerasse uma nova postura nacional diante de um problema crônico. Mas a intencionalidade das ações oposicionistas mostra uma preocupação em gerar um clima de incerteza cujo principal desdobramento é uma radicalização de posições.


É aí que reside o grande perigo da situação atual, porque a radicalização pode criar um ambiente político onde a tendência é todos perderem. É o que o processo da Venezuela está mostrando, para citar um exemplo mais conhecido.


Lá são cada vez mais limitados os ambientes em que o diálogo é possível. Todos estão entrincheirados. A oposição antichavista não tem forças para derrotar o presidente venezuelano e este, por sua vez, não consegue o que Lula logrou, ou seja, uma mínima distribuição de renda capaz de fortalecer a musculatura econômica da classe média.


A imprensa é quase sempre uma vítima dos processos radicalizados porque, ao se envolver neles, ela acaba perdendo a credibilidade e a isenção. É o que está acontencendo na Venezuela e pode vir a se repetir no Brasil caso a obsessão antipetista de boa parte da mídia nacional continue ignorando o fato de que Lula não representa mais um partido, mas sim um novo contexto social e econômico das classes C e D, com benefícios indiretos para os segmentos B e A.


Perder a credibilidade num momento de transição para novos modelos de negócios na imprensa pode ser particularmente trágico para empresas jornalísticas que dependem de grandes audiências.

Todos os comentários

  1. Comentou em 03/10/2010 Wendel Anastacio

    Excelente teto Carlos, principalmente lqdo vc diz que ‘A imprensa é quase sempre uma vítima dos processos radicalizados porque, ao se envolver neles, ela acaba perdendo a credibilidade e a isenção’.
    Concordo plenamente, e não acho justo que a imprensa, esteja tentando ludibriar a opinião de nós outros, e prejudicando a verdadeira Imprensa, tão necessária a nós Democratas!
    Qdo Lula declara que nesta eleição, iremos derrotar não só nossos adversários mas dois ou três jornais e revistas, a sensação que fica é de que os ânimos estão exaltados, e isto não é nada bom para nosso País. Não quero aquí entrar no mérito de que ao dizer isto foi porquê durante estes longos 8 anos foi escurraçado pela imprensa, o que de certa forma tem razão! O fato é que, a radicalização de ambas as partes não levará nem contribuirá para o nosso bem nem de nosso País!
    Se a tática for , dividir para governar, conforme o Manual de Maquiavel, acho que já estamos cem crescidinhos para notar que tanto um quanto outro, esqueceramf de que os stempos são outros, e que a consciência política dos brasileiros mudou e mudou muito nestes últimos anos, e que graças a internet, irá mudar ainda mais, para a evolução de nosso Povo!
    Que a eleição ora em curso, traga a serenidade que tanto precisamos para continuarmos crescendo e desenvolvendo com distribuição justa de renda!
    É o que tenho a declarar!
    Abraços e até..

  2. Comentou em 01/10/2010 Ney José Pereira

    É necessário a legalização ou a regulamentação da corrupção. A quem oferecê-la ou a quem aceitá-la trinta anos de prisão. Sem direito a impugnação ou a protelação da ação. Sem exceção para o jovem ou para o adulto ou para o ancião. Para o bem da administração da Nação. E também para o bem da futura geração. Pois, a presente geração já se acostumou com essa gozação. E a futura geração poderá achar que a corrupção é uma tradição, mas, na realidade a corrupção é uma perdição e uma desconsideração à população que já é apenada pelo excesso de tributação e pela ínfima redistribuição e pela diminuta politização, além da exacerbada lulação. Portanto, abaixo a corrupção, pois, com ela não há salvação. Mesmo com tanta lulação. Lulação. Lulação!.

  3. Comentou em 01/10/2010 Ibsen Marques

    Quando as cidades possuíam dez mil ou menos habitantes, as crianças de determinada faixa etária conheciam-se pelo nome, simpatizavam com algumas, com outras não, mas viam-se obrigadas ao exercício da tolerância e da aceitação do diferente. Nos dias de hoje, as crianças ignoram a existência de vizinhos e crianças quaisquer e procuram sempre aquelas com as quais possuem afinidades, isso parece natural ao ser humano, mas não é, essa é apenas a lógica natural das sociedades liberais-capitalistas. A internet veio para aprofundar essa busca pelo igual e o isolamento do diverso (não no sentido de comunidade, mas no de mesma autosuficiência e independência) . Inconscientemente esse modo de ser fomenta a intolerância diante do que não é espelho e faz delas adultos cada vez mais individualistas. Essa historinha serve para dizer que aqui na Net procuramos sempre os artigos, articulistas, sites, blogueiros que falem o que gostamos de ouvir. Acabamos perdendo como na TV e nos jornais a possibilidade do contato com o contraponto e com o diverso. A diferença é que na Net fazemos por opção, preguiça, hábito etc. A TV e os jornais teriam o grande mérito, se usassem da verdadeira liberdade de imprensa e pluralidade de idéias, obrigar-nos ao convívio com outras opiniões. Certamente implicaria um enorme ganho ao nosso modo de reflexão e produção do conhecimento e informação. Mas infelizmente . .

  4. Comentou em 30/09/2010 Luciano Prado

    Um exemplo claro de como a velha e carcomida imprensa brasileira “trabalha”: de forma conveniente e contra os fatos. Jornalista da Folha testemunhou Serra e Gilmar Mendes ao telefone. Ambos negam. Gilmar suspende a votação do STF com pedido de vistas quando o placar seguia em 7 x 0. “Meu presidente”, assim foi o tratamento dispensado por Serra a Gilmar segundo testemunho. A Folha não pôde esconder o fato nem o jornalista, mas o restante da velha imprensa silenciou. À conduta de Serra se dá o nome de tráfico de influência, e está tipificada no código penal. Tráfico de Influência, art. 332 – “Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função”: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. Vejam que o verbo “solicitar” por si só já configura a consumação do crime, não precisando da obtenção da vantagem. A isso se dá o nome de crime de mera conduta. O fato é gravíssimo, o silêncio pior ainda. Para os que cotidianamente denunciam a velha imprensa o fato é apenas mais uma confirmação da metástase que acomete a antiga mídia.

  5. Comentou em 30/09/2010 Reinaldo C. Zanardi

    Esse é o problema de uma cobertura jornalística irresponsável e partidária. Em vez de criar consciência política, joga-se a consciência na vala comum. Quem perde com isso é a própria democracia que se vê fragilizada pela falta de participação responsável. E quem ganha com isso? Os segmentos que souberem se organizar mais. E o eleitor comum continua achando político ‘tudo igual’, que todos roubam e que não adianta fazer nada. Combater a corrupção, e a imprensa verdadeiramente livre é fundamental, é uma tarefa muito maior que combater os corruptos deste ou daquele grupo político-econômico-ideológico.

  6. Comentou em 30/09/2010 Douglas Otaviani Tôrres

    O problema é quando se coloca as coisas em ‘um saco só’,’é tudo a mesma coisa’.A midia está no papel de dnunciar,mas o problema é se pegar um delito e transforma-lo em um mega delito,o jornalismo investigativo acabou,mostra-se um escanda-lo,mas ,sem provas,sem investigação,muitas vezes usando a palavra de um bandido,ou fontes ocultas,a blogosfera tem desmontado várias denuncias em questão de horas,pois não se sustentam a menor análise.O jornalismo investigativo acabou e junto a credibilidade da velha midia,como querer que a sociedade se indigne contra estes atos de corrupção se ela alem de achar que acontecem,tambem acredita que tambem há muita invenção da mídia,que ja mostrou sua parcialidade,ou até mesmo selecionando os desmandos de corrupção a noticiar,como ocaso da firma da filha do Serra que teve acesso a milhões de CPFs,veiculada na carta capital,e o escanda-lo do governo do Mato Grosso do Sul.Faltou esta separação em sua análise,o que é realmente fato de delito,o que é factóide,destruição de reputação.Assim como a oposição tem que se renovar a nova realidade do país,a midia tem que ter sua regulamentação,NÂO CENSURA,que é uma aberração,mas como nos paises mais democrátcos,Europa e EUA,a maioria tem leis e regras para a comunicção social,sem contudo ser censura.Amidia reage como um animal feroz para defener seu privilégio,de se achar dona da informação e da crítica.

  7. Comentou em 30/09/2010 Ibsen Marques

    Uma outra questão é que a função desse Observatório não é a notícia diretamente, mas a análise de como ela é produzida pela mídia. Talvez por isso aja uma aparência Petista nos comentários, justamente porque, via de regra, a imprensa, desde o início desse governo, tem feito muito mais do que noticiar. Há um profundo interesse político envolvendo os conteúdos noticiosos que, diante dos interesses corporativos, tem sido transmitido, sem qualquer filtro bloqueador dos interesses privados, para o leitor. Tudo ocorre como se a corrupção e os problemas de não atingimento de metas, politicagens etc, fosse exclusividade ahistórica desse governo. Veja, por exemplo, se algum dos jornais da grande mídia ou as grandes emissoras de TV estão fazendo uma cobertura isenta da greve dos funcionários dos bancos. Veja se alguma deles questionou a Febraban sobre os excessivos lucros amealhados por eles e o péssimo serviço e salários que oferecem a clientes e funcionários. Que nada, o que se põe é que esse ‘bando’ de grevistas estão p´rejudicando a população e impedindo os ‘bons’ trabalhadores exerçam seu direito ao trabalho.

  8. Comentou em 30/09/2010 Ibsen Marques

    Caro Igor, existem várias formas de ver a coisa. Vou te dar um exemplo. Meu voto não é petista, nem no primeiro nem, se houver, no segundo turno. Eu discordo em vários pontos do novo PT e acho que ele ficou aquém, muito aquém do que esperava. A questão aqui no Observatório está na constatação de que a grande mídia utiliza-se de dois pesos e duas medidas quando da fiscalização dos poders executivos e legislativos, quer dizer, onde estão, na mídias, as denúncias contra as CPIs abafadas pelo Governo Serra e Alkmin, e as denúncias dos problemas com a publicidade da sabesp e a manipulação da TV Cultura? Veja que há formas e formas de se fazer uma denúncia. A imprensa teria muito maior credibilidade se a reportagem que denunciou a corrupção na Casa Civil tivesse ouvido todos os lados interessados e, num primeiro momento, como não há nem havia provas, não estabelecer uma vinculação direta entre os acusados e a candidata do PT. Há um artigo do Venício A. de Lima neste OI que escancara os problemas que fazem da nossa mídia uma voz unívoca. A carta capital, que você citou, assumiu publicamente sua posição política. Assumir as posições é mandatório, mas não o único requisito para indicar uma cobertura honesta. Veja o caso do Estadão. Apesar de assumir-se pró PSDB em editorial, pesa sobre ele a acusção de preparar reportagens com o auxilio de assessores de campanha do PSDB.

  9. Comentou em 30/09/2010 Arnaldo Costa

    Acho que a campanha de Serra se tornou insustentável para o nosso Estado de direito e para a democracia, além de ser suja, é antiética e ilegal. a justiça e as pessoas de bem devem tomar sérias e enérgicas providências. É inadmissível e intolerável para nós cidadão e sociedade que esses episódios não sejam investigados e punidos, simplesmente porque a imprensa marrom e alguns pequenos grupos de interesses demotucanos não querem. Qualquer movimento que investigue esses canalhas é caracterizado rapidamente como dossiê e os fatos são abafados. Agora, vai ser feita vistas grossas para uma armação suja dessa? Não admitiremos mais isso. É um absurdo o que essa máfia está fazendo. Não se trata mais de uma campanha política, mas de atos criminosos. Justiça para esses elementos, doa a quem doer. Inclusive para os protegidos do comitê da campanha tucana. CANSAMOS DE SER ENGANADOS.

    http://www.conversaafiada.com.br/pig/2010/09/29/a-testemunha-bomba-do-pig-vai-tentar-associar-dilma-ao-pcc/

  10. Comentou em 29/09/2010 José Carlos Gondim

    Caro Castilho, como sempre, um texto irrepreensível. Mas acredito que há males que vêm para o Bem, porque ficou claro que precisamos urgentemente de um marco regulatório dos meios de comunicação, principalmente TVs e Rádios, que são concessões públicas, não são propriedade de tal ou tal família, como vemos atualmente. Isso, com a prerrogativa de total liberdade de imprensa, de expressão, de informação. Que a mídia sirva para informar (mesmo que se partidarize ou assuma posições parciais…) e não para caluniar, para negar a nós, cidadãos, a possibilidade de conscientização por meio da informação clara, correta, ética. E cabe a nós, jornalistas, essa luta sem trégua contra a imprensa marron. Um forte abraço amigo do
    Zé Gondim

  11. Comentou em 29/09/2010 Cláudio Dias

    Com toda boa-fé, sugiro a leitura do artigo ‘Queda na desigualdade de renda resultou de Direitos Sociais Constitucionais’ do Doutor em economia Guilherme Costa Delgado, consultor da Comissão Brasileira de Justiça e Paz: http://www.correiocidadania.com.br/content/view/4920/109/. É um bom começo para uma análise realmente honesta, embasada em números e critérios, sobre as melhorias que o Brasil tem apresentado. O Governo Lula é um bom governo, mas ele não iniciou o País do ZERO. Quando passou a governar, o País já possuía direitos sociais garantidos constitucionalmente, já possuía estabilidade econômica, já havia iniciado o processo de melhorias sociais e já possuía um processo político amadurecido em termos democráticos. E o artigo deixa claro que não se trata de uma conquista deste ou daquele governo, repito. Nós somos mais complexos do que sugere o Castilho. Somos direitistas, esquerdistas, conservadores, progressistas, honestos, corruptos e, nesta complexidade (veja que o Lula, para dar continuidade ao processo, precisa do Sarney – o maior cacique em atividade no Brasil…), estamos fazendo um País desde muito antes de 2003.

  12. Comentou em 29/09/2010 Cláudio Dias

    Isso não é observação da imprensa, isso é propaganda política explícita. Parece um comentário ponderado, mas não passa da mais escancarada argumentação falaciosa (ad hominem): ‘as críticas não passam de atuações de velhos caciques e empresários que querem manter a concentração da renda.’ E, claro, após a falácia, há um rosário de elogios ao Presidente Lula. Qualquer um que queira fazer uma pesquisa realmente honesta, vai constatar que ‘a mínima distribuição de renda em favor das classes C e D’ e a sua incorporação ao consumo se iniciaram antes do Governo Lula. E as causas foram a incorporação ao sistema previdenciário dos trabalhadores rurais, a previsão constitucional de diversos direitos da Seguridade Social, a descentralização advinda do SUS, programas de renda mínima e a estabilização econômica (o controle da inflação, por si só, já é um mecanismo de diminuição das desigualdades. Qualquer análise honesta em economia comprova isso). Todos fatores que se iniciaram antes do Governo Lula. Não se trata de questionar os méritos do atual governo, que são inúmeros, pois deu continuidade ao processo, mas ele se iniciou muito antes dos governos sucessivos do PT. Fica aqui uma sugestão: segundo o IBGE, o índice de Gini cai sistematicamente desde 1996. É só pesquisar. E a conquista não é deste ou daquele governo – é da sociedade, do processo de democratização.

  13. Comentou em 29/09/2010 Igor M. Rodrigues

    Outro fato é que o PT é inimigo das maiores empresas midiáticas brasileiras, mas não de TODA mídia. Nos de menor circulação (como Carta Capital e Caros Amigos), ou nos lugares onde os donos são de sua base aliada (como no Maranhão e parte do nordeste), a manipulação ou censura é pró-PT. Pode não se atingir uma enorme parcela da população igual aos grandes, mas atinge boa parte e com o mesmo modus operandi dos grandões (notícias manipuladas, compradas, denuncismo e etc.). Tenta se posicionar contra o PT neles para você ver. Foi o que falei: se o PT tivesse a grande mídia nas mãos, faria o mesmo que vocês criticam, só que em interesse próprio. Ah, e para finalizar: existe uma verdadeira oposição que não é PSDB e DEM. Cadê os articulistas desta corrente?

  14. Comentou em 29/09/2010 Igor M. Rodrigues

    Ibsen, você está sempre com permissão para discordar de mim (isso é democracia!) *risos*. O fato de haver articulistas pró-PSDB (e são poucos, porque é desproporcional o número de artigos pró-PT em relação aos pró-PSDB) não reduz a verdade de que o Observatório da Imprensa, em sua gigantesca maioria, é pró-PT. Só um cego não enxerga que qualquer espirro contra o PT é prontamente atacado e massacrado neste site – tanto pelos articulistas, quanto pelos comentaristas petistas. A patrulha vermelha fica sempre alerta! Além do que, o jornal O Globo tem o Jorge Morenos Bastos, DECLARADAMENTE PETISTA (faz campanha no jornal sem ser incomodado), e o Ancelmo Góis (que se derrete pelo Lula), e isso não retira o caráter tucano-peemedebista do Globo. Isso é só um exemplo de contraponto para demonstrar que não é porque você tem uma voz discordante que os interesses institucionais serão outros. Esse seu argumento, com todo respeito, é furado!

  15. Comentou em 29/09/2010 Arnaldo Costa

    Reportagem do site Terra:
    A candidata petista à presidência Dilma Rousseff é o assunto principal de uma reportagem publicada pela versão online do jornal britânico The Independent, que se referiu a ela como uma ‘ex-guerrilheira prestes a se tornar a mulher mais poderosa do mundo’.
    ‘Como líder de Estado, a presidenta Dilma Rousseff superaria Angela Merkel, chanceler da Alemanha, e Hillary Clinton, secretária do Estado dos Estados Unidos: seu enorme país de 200 milhões de pessoas está festejando sua nova riqueza em petróleo’, diz o texto. ‘A taxa de crescimento do Brasil, rivalizando com China, pode ser apenas invejada pela Europa e por Washington’.
    A publicação lembra o passado de Dilma na luta contra a ditadura, período no qual foi torturada, e afirma que a candidata se beneficia da grande popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente pela estabilidade econômica que o País apresenta.
    O candidato do PSDB José Serra, que é referido como um ‘homem do centro sem inspiração’.
    Segundo o Independent a eleição da petista será saudada por milhões e marcará o fim de um ‘estado de segurança nacional’, um ‘acordo que os governos conservadores dos Estados Unidos e da Europa uma vez viram como o melhor artifício para limitar a democracia’, mantendo boa parte da América Latina na pobreza, enquanto favorecia os países ricos.’

  16. Comentou em 29/09/2010 Herman Fulfaro

    O Roriz deu mesmo o drible da vaca nos eméritos julgadores do STF, pois eles acabam de determinar o arquivamento dos recursos extraordinários interpostos por ele, SEM JULGAMENTO DO MÉRITO, ou seja, a decisão sobre a Ficha Limpa vai ficar mesmo para o próximo caso (possivelmente o caso do ontológico Neném Itapipoca), vale dizer, vai ficar mesmo pra depois das eleições. – Na seqüência o STF está examinando a ação do PT contra a exigência dos dois documentos para votar no dia 03.10. A relatora Elen Gracie e o Marco Aurélio Mello já votaram, e pela procedência! Logo, mais 4 votos nesse sentido e a exigência dos dois documentos vai pra cucuia . Em todo caso, como de cabeça de juiz e barriga de recém nascido ninguém sabe o que poderá sair, vamos aguardar…

  17. Comentou em 29/09/2010 Ibsen Marques

    Castilho, no lançamento do livro do Venício, o PHA fez um comentário preocupante. Segundo ele está gavendo um movimento de censura aos blogueiros sob a forma de constantes processos. Como a grande maioria não tem recursos para a manutenção de advogados que os defendam, terminam por encerrar operações. Isso parece iniciar um movimento de concentração da informação, também aqui na NET. Você tem alguma informação relevante que pudesse desencadear a produção de um artigo sobre o tema?

  18. Comentou em 29/09/2010 Carlos Castilho

    Caros leitores, O meu maior prazer ao produzir o Código não é escrever os textos, mas ler o que vocês comentam. Os elogios são importantes, mas a crítica é tão ou até mais relevante porque ela nos induz a corrigir ou aprofundar a abordagem dos temas tratados. A crítica é também um indicador de diversidade de enfoques por parte de vocês leitores. Esta diversidade é essencial porque ela nos mostra que não existe uma verdade única e que nós não podemos saber de tudo. Se não conhecemos tudo, alguém sabe o que ainda não aprendemos. Logo este alguém é essencial para mim e para vocês também. A diversidade dos participantes da comunidade dos leitores deste blog é o maior acervo do Código. Trata-se de uma experiência muito especial de diálogo em condições novas como o ambiente virtual entre pessoas que só se conhecem pelo que escrevem. Um abraço a todos. Castilho

  19. Comentou em 29/09/2010 Túlio Villaça

    Excelente artigo, o melhor diagnóstico que vi sobre os acontecimentos político-econômicos dos últimos tempos. Parabéns.

  20. Comentou em 29/09/2010 Carlos N Mendes

    Queria só fazer um adendo ao comentário do autor, que essencialmente trata de liberdade e ideias conflitantes. O OI é a arena mais livre que encontrei nesses 16 anos de navegação pela internet. Exemplo: mês passado, tentei colocar comentário em um artigo do Augusto Nunes (VEJA) sobre pedágios, e fui censurado. O segundo também foi, assim como o terceiro (ele teve que ler, pelo menos valeu pelo recado). Eis a diferença entre jornalismo e militância. Na mesma VEJA, Reinaldo Azevedo e Caio Blinder publicaram meus comentários divergentes sem censura, ponto para eles. Vendo essas coisas, fica claro para mim que, enquanto alguns tem algo a zelar, outros apenas cumprem ordens, lacaios que são do dinheiro (ou ideologia) do patrão.

  21. Comentou em 29/09/2010 Ibsen Marques

    Igor, me permita discordar de você, por dois motivos: primeiro porque há vários articulistas pró PSDB aqui no Oi, dentre eles cito o BUCCI e o VAIA; segundo, porque nenhum órgão de imprensa me permitiria publicar comentário frontalmente discordante de sua ideologia, mesmo que versasse sobre fatos. É o caso de um artigo postado aqui dando conta de que um dos jornalões havia publicado inverdades sobre uma proposta de realização de eleições manuais em algumas seções eleitorais que tramitou no Congresso como forma de permitir acompanhamento material dos resultados pelos partidos: checagem; dizendo que queriam restabelecer um processo eleitoral extremamente caro e arcáico. O Dallari também já reclamou de não ter publicada carta sua denunciando erro de abordagem, pelo Estadão, em uma matéria sobre decisão judiciária. Isso só para citar algumas gotas num mar de censura à diversidade de idéias. Deixando o OI e indo ao governo federal, ele recuou de quase todas as propostas vanguardistas de controle social da mídia wm favor das grandes empresas midiáticas e, necessariamente contrárias à democratização das idéias, quer dizer, hoje permanece apenas o direito de determinadas empresas expressarem seu pensamento, a nós discordantes, nos resta, felizmente, esse observatório e a mídia independente que se espressa na grande rede.

  22. Comentou em 29/09/2010 Ibsen Marques

    Ricardo, não falo nada sobre a tentativa do PT de calar a Imprensa, porque ela simplesmente não existe, é uma falácia marqueteira criada pela grande imprensa. Me diga uma ação do governo que apontaria nesse sentido. O Lula ouviu, durante 8 anos, as imprecações da imprensa sobre seu governo e nunca ameaçou calar a imprensa, nem no auge do denuncismo mensaleiro. Sobre o Chávez, você sabia que o golpe de Estado contra ele foi organizado pela imprensa daquele país? Chavez só radicalizou após o evento. Aliás, Chavez é fruto da atuação da imprensa como partido político naquele país. Se não houvessem favorecido a expansão do abismo social vigente naquele país, Chavéz não teria sido eleito., pelo menos não naquele momento.
    Sei que não é pertinente ao tema, mas a propaganda eleitoral de ontem na TV do candidato Serra me fez rememorar o marketing da ditadura, a Educação moral e cívica e OSPB nas escolas, o slogan Brasil ame-o ou deixe-o e a música eu te amo meu Brasil eu te amo… . Verdadeiro horror.

  23. Comentou em 29/09/2010 CLAUDIO OLIVEIRA

    Radicalização? Do que você está falando?
    Até onde é definido, ‘radical’ é chegar na raíz.
    Politicamente, é ir a fundo num assunto, numa realidade.

  24. Comentou em 29/09/2010 Ricardo Ilário Moretto

    Por que vocês não comentam a extrema vontade do PT de calar a imprensa de modo geral?????? De criar um órgão acima do TCU, só porque o TCU paralisou obras com irregularidades????????? E vcs acreditam que a imprensa venezuelana é radical com Chaves ou Chaves é radical com a imprensa?????????????? vocês estão falando em RADICALIZAÇÃO, e esquecem de quão RADICAL era o PT e agora se apodera de uma política economica que eles nem sabe como funciona. A proximidade do PT com o autoritarismo é enorme. Eu poderia ficar quieto, afinal para mim o País está ótimo, contudo penso no futuro, e o PT não fez nada pelo Futuro, só pensou no Presente, não fez nenhuma reforma, FHC, pelo menos tentou, Lula nem ao menos fez esforço.

  25. Comentou em 28/09/2010 Eduardo B

    Carlos Castilho diz- ‘ ..o ataque contra a candidatura Dilma tem mais a ver com fatores subjetivos do que com realidades concretas.’ Isto quer dizer que Erenice Guerra e seus parentes não tem nenhuma ligação com a Casa Civil e subsequentemente à Dilma? E continua- ‘…a obsessão antipetista de boa parte da mídia nacional continue ignorando o fato de que Lula não representa mais um partido, mas sim um novo contexto social e econômico das classes C e D, com benefícios indiretos para os segmentos B e A.’ O novo contexto social citado não seria fruto do Plano Real iniciado no governo Itamar Franco? Acho bastante parcial o post do sr. C. Castilho, digno da cortina de fumaça que o petismo joga sobre as ações antecedentes ao seu governo e aos seus atos corruptos.

  26. Comentou em 28/09/2010 José Antonio Meira da Rocha

    Poucos parágrafos que resumem uma década e advertem para as mudanças gigantescas da mídia e do país neste início de século. Parabéns pela lucidez, Castilho. Você captou o espírito de nossa época.

  27. Comentou em 28/09/2010 Luciano Prado

    O jornalista Carlos Castilho presta um serviço relevante tanto à imprensa quanto ao povo brasileiro. Sua análise indica maturidade, serenidade e responsabilidade. Para tanto o jornalista se mantém eqüidistante das paixões políticas e de interesses que normalmente turvam os argumentos de jornalistas de reconhecida credibilidade. Parabéns ao jornalista Carlos Castilho. A sociedade brasileira agradece.

  28. Comentou em 28/09/2010 Paulo Pereira

    Parabéns,Carlos Castilho.

    A imprensa que foi do RS à Bulgária para falar da Dilma não
    manifestou o mesmo interesse pelo Serra e pelos seus arquivos. Um
    exemplo, a matéria da Folha de 22/05/2002 :
    “Pré-candidatura de Serra à Presidência é marcada por obstáculos”.
    http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u32820.shtml

  29. Comentou em 28/09/2010 Marinilda Carvalho

    Parabéns, Castilho! Alô, um brasileiro Nacionalista! Não espalhe desinformação! O PT votou sim a CF-88!!! Olhe os anais! Cito: ‘O documento da Câmara ´A construção da democracia´, de Casimiro Neto, derruba esse mito de que o PT não assinou a Constituição. Diz o texto que nove deputados do partido justificaram em pronunciamento, no dia 22 de setembro/88, por que estavam votando contra o texto global e por que assinariam a Carta Constitucional. Paulo Paim (RS) discursou: “(…) O PT vota contra o texto global porque não pode votar a favor de um texto que é contra a reforma agrária, não assegura a estabilidade, dá 5 anos para o presidente Sarney, como mantém na íntegra a estrutura militar. O PT assina a Carta porque reconhece os avanços principalmente nos direitos dos trabalhadores (…)”. (…) ‘O então deputado Luiz Inácio Lula da Silva: É por isto que o Partido dos Trabalhadores vota contra o texto e, amanhã, por decisão do nosso diretório — decisão majoritária — o Partido dos Trabalhadores assinará a Constituição, porque entende que é o cumprimento formal da sua participação nesta Constituinte. Muito obrigado, companheiros. (Muito bem! Palmas)”.

  30. Comentou em 28/09/2010 Igor M. Rodrigues

    Ibsen, não estou comparando poder da mídia, mas sim o fato de que neste Observatório da Imprensa se faz o mesmo que critica na “grande mídia”. E se tivesse a “abrangência massificadora da mídia que avassala o território nacional”, faria o mesmo denuncismo, só que em prol do PT. O falso discurso altruísta e maniqueísta é um engodo, pois a intenção é o mesmíssimo jogo sujo! E a democracia que se dane…

  31. Comentou em 28/09/2010 Ibsen Marques

    Igor, você pretende mesmom comparar 50 artigos publicados no OI com a abrangência massificadora da mídia que avassala o território nacional?
    A grande midia tem voz, nós apenas sussurramos.

  32. Comentou em 28/09/2010 Cristiana Castro

    Puxa. Excelente. Arrasou, Castilho. Enxuto e cristalino. Textos como esse, tem o condão de nos apaziguar, a gente vai dormir até com uma certa boa vontade. Daí qdo acorda e dá de cara com aquelas aberrações penduradas na banca por pregadores de roupa,começa tudo de novo.

  33. Comentou em 27/09/2010 José Albino

    Excelente artigo, caro Castilho. Excelente e lúcida análise. Obrigado pela clareza e
    lucidez!

  34. Comentou em 27/09/2010 Herman Fulfaro

    Excelente artigo, mas penso que a ação da imprensa está mais pra kamikaze do que para blitzkrieg, até porque de relampago não tem nada. Trata-se, na verdade, de uma guerra santa onde o novo está chegando e o velho agonizando.

  35. Comentou em 27/09/2010 Igor M. Rodrigues

    Mais de 50 artigos batendo na mídia NÃO É DENUNCISMO? Porque é isso que o Observatório da Imprensa vem fazendo! Ora, porque não tornar logo esse Observatório da Imprensa uma instância partidária do PT? Porque já está mais do que ridículo o fato do OI não se declarar favorável à Dilma (como querem que a mídia se declare pró-Serra). O que o articulista faz é panfletagem pró-PT, defendendo sua candidata (que é a Dilma) e fazendo campanha, sob um falso pretexto de se criticar a mídia. Os fatos, em parte, são verdadeiros; mas o altruísmo do articulista é uma grande mentira!

  36. Comentou em 27/09/2010 Ibsen Marques

    A imprensa é vítima sim, mas de si mesma. Ela é antipetista por associação, isto é, ela é parte intergrante da elite citada pelo Castilho. Precisa por necessidade de sobrevivência alterar o rumo das coisas. Não que um governo petista iria radicalizar em alguma área, infelizmente já mostrou que não, mas iria certamente desalojar e substituir determinadas posições da elite. A aplicação das recomendações da Confecom iria melhorar em alguns pontos o caráter da imprensa brasileira, mas não resolveria o problema, porque é preciso muito mais para tornar representadas a diversidade de opiniões político-econômicas aqui em terras tupiniquins. Como os jornais não conseguem dar voz à essa diversidade, apesar de não assumir editorialmente a posição político partidária que praticam, seria preciso criar mecanismos que favorececem o surgimento de outras publicações vinculadas a partidos, sindicatos etc para que outras idéias pudessem arejar e dar verdadeira voz à liberdade de o cidadão obter informação. Incrivelmente, há um consenso mais ou menos generalizado de que Liberdade de imprensa é o não impedimento das empresas donas de jornais publicarem o que bem quiserem, da forma que quiserem, sem critério ou caráter, ao invés de considerar a liberdade do ponto de vista do leitor, que tem direito de obter informação que dê conta das diversas correntes do pensamento humano.

  37. Comentou em 27/09/2010 Hermano Silva

    Excelente análise!

  38. Comentou em 27/09/2010 Dante Caleffi

    A exigência de dupla documentação, devia ter sido contestada quando da sua divulgação.É sabido,que embora zelosos com sua cidadania e os documentos que a representam,as classes desfavorecidas e os humildes
    poderão ficar marginalizados de se manifestarem. Preciosismo burocrático e elitista com propósito bem definido.

  39. Comentou em 27/09/2010 Boris Capone

    Texto cirúrgico e absolutamente inspirado do Castilho. Para quem procura entender as razões do terror antipetista, estão expostos os fatos de forma exemplar. E a comparação venezuelava, tantas vezes absolutamente deturpada, aqui é exposta de forma totalmente pertinente.

  40. Comentou em 27/09/2010 Um brasileiro Nacionalista

    Impressionante anti-petistas falarem em farsa. É logico que a imprensa deve investigar e denunciar, mas deve ser nessa ordem e não simplesmente acusar arbitrarimente e sem provas. E mais deve denunciar tudo que for necessário seja qual for o partido em questão, porém o que acontece é que se sabe de muita coisa sobre a direita peessedebista que a imprensa não divulga. E depois se diz neutra. Muita hipocrisia mesmo.

  41. Comentou em 27/09/2010 Roberto Xavier

    Não entendo como os adversários do PT nesta eleição não desmontam a farsa que é este partido. Bastava questionar Dilma e Lula quanto ao fato deles terem votado contra a Constituição de 1988 e também de terem sido veementemente contra o Plano Real, que deu estabilidade à moeda e derrubou a inflação que permitiu à Lula fazer um governo equilibrado. O PT e Lula resolveram finalmente tirar a mascara, eles não gostam de Democracia, como eu disse acima, terem votado contra a Constituição de 1988 é a maior evidencia disso. Impressionante é encontrar pessoas, principalmente no meio jornalístico, que não enxergam este fato.

  42. Comentou em 27/09/2010 Roberto Xavier

    Não dá para acreditar!!! Esse pessoal do O.I. ou é muito ingenuo (para não dizer burro) ou é de um cinismo pior do que o de Lula e Dilma. A imprensa está hoje, fazendo o que deveria ter feito durante os oito anos do governo do PT. Está apontando os crimes cometidos contra a Democracia e a violação constante da Constituição Federal (a mesma Constituição que o PT e Lula foram sistemáticamente contra). Chamar o trabalho da imprensa independente de ‘terrorista’ é uma vigarice semelhante à do seu chefão, Lula.

  43. Comentou em 27/09/2010 Arnaldo Costa

    Só mais uma observação sobre as ‘armações do poder’: A sociedade ainda terá que passar pelo último golpe do PIG e dos demotucanos. É o da exigência dos dois documentos para votar. O documento de identidade é aceito em todo território nacional e serve em todas as situações para identifcar um cidadão. Bastaria o eleitor saber seu local de votação e ampresentá-lo. Entrei em contato com o TRE e realmente nem eles conseguem explicar essa decisão. Dizem apenas que veio “de cima”. Além de saberem das prováveis consequências e admitirem que a divulgação não foi satisfatória. Confessaram também que conhecem exatamente quais são os grupos de eleitores que poderão ser impedidos de votar. Mas mesmo assim, ainda acredito que a eleição será decidida no 1º turno.

  44. Comentou em 27/09/2010 Arnaldo Costa

    Já que a imprensa marrom toca em uma nota só, quero saber quem vai denunciar a corrupção e os desmandos dos demotucanos(ex-PFL, ex-PDS)?Que, por acaso, sabemos que há décadas é colossal e desproporcional a de qualquer outro partido.Fico satisfeito nesse quesito com o atual governo já que, mesmo a dita “imprensa investigativa” tendo feito durante esses 7 anos uma devassa no governo, inclusive tentando armar “casinhas de caboclo”, forjando provas, inventando boatos e manipulando informações, o governo se saiu muito bem. Nenhum outro governo do passado resistiria a isso. Basta pensarmos nas privatarias. É interessante também observar que nos últimos 7 anos o PIG, essa imprensa marrom e golpista, errou todas as análises e previsões nas diversas áreas: econômica, política, internacional, entre outras. Não conversam nem representam mais a sociedade. Dessa forma, prestam um desserviço ao país. Vamos mostrar nossa vontade e respondê-los nas urnas.

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