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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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Para quem atira antes e pergunta depois

Por Luiz Weis em 04/07/2006 | comentários

A Folha traz hoje um texto e uma foto que dão o que pensar.

O primeiro é um furo. A repórter Andréa Michael antecipa que “a Polícia Federal dirá nesta semana à Justiça que concluiu que a origem dos cerca de R$ 25 mil depositados na conta bancária do caseiro Francenildo dos Santos Costa entre janeiro e março deste ano é legal’.

Ou seja, como se lê no sub-título da matéria, “Nada de irregular foi encontrado nos depósitos a Francenildo, que afirmou que Palocci ia à `casa do lobby’”.

Todos quantos afirmaram e reafirmaram que Francenildo tinha sido subornado pela oposição para difamar o então ministro da Fazenda têm agora a oportunidade de pensar sobre a indignidade que é acusar e caluniar alguém sem provas.

E não se diga que a Polícia Federal é suspeita. Ela responde ao ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos que decerto teria algo a ganhar se ficasse demonstrada a desonestidade do caseiro. Afinal, para os que ainda se lembram do escândalo da violação do seu sigilo bancário, o papel do ministro no episódio não foi propriamente cristalino.

A foto que também dá o que pensar saiu igualmente na Folha. De autoria de Raimundo Pacco, ocupa um espaço proporcional (14×19,5 cm) ao que mostra: três secretários do governo paulista em pleno trabalho – numa reunião na Associação Comercial de São Paulo, convocada para debater o programa de governo do candidato tucano Geraldo Alckmin.

A reunião, informa o jornal – o único a revelar a impropriedade – “começou às 15h e acabou pouco antes das 18h”, em pleno horário de expediente, portanto.

Para arrematar, a matéria informa que os nomes dos secretários – José Goldemberg (Meio Ambiente), Jurandir Fernandes (Transportes Metropolitanos) e Maria Helena Guimarães (Ciência e Tecnologia) – “não constavam da lista entregue à imprensa com as pessoas convidadas para a reunião”.

Pensem nisso os que dizem que a mídia está fechada com a candidatura Alckmin, por causa do seu “complô” contra o presidente Lula.

P.S. Da série “Como manda o figurino”:

O Estado foi o único dos três grandes jornais que publicou na íntegra o manifesto que defende a aprovação dos projetos da Lei de Cotas e do Estatuto da Igualdade Racial, junto com o que prega a sua derrubada no Congresso.

A propósito, esta é também a posição do jornal, expressa em diversos editoriais.

Na semana passada, o manifesto contrário aos projetos saiu como artigo na página de opinião da Folha. Compreende-se que o jornal não tenha podido fazer o mesmo com o novo, feito para rebater o outro, por ser quase 3,5 vezes mais extenso.

Mas tinha a obrigação de dá-lo na página em que o noticiou, como manda o figurino e como os jornalões faziam antes do surgimento da internet, em vez de apenas remeter o leitor para o link www.folha.com.br/061845

Até porque textos imensos, como o abaixo-assinado a favor do Estatuto, se lêem mais facilmente no papel do que na tela, e o interneteiro acabaria tendo de imprimi-lo.

***

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Todos os comentários

  1. Comentou em 05/07/2006 douglas puodzius

    Caro atanazio,
    Com relação a sua afirmação que queremos esclacer donde veio a grana do pobre caseiro. Sim! Ela é verdadeira. Porém, dizer que queremos quebrar mais alguns sigilos… Bem… pelos de sete mil reais, não há necessidade, porque um amigão do Pai(suposto), o emprestou ao amigo. Ele guardava embaixo do colchão de sua humilde barroca lá no sertão nordestino.
    Sei que vc e o nobre articulista engolem essa estoria com feijão e farofa… Mas, há de convir que, para uma parte da população, essa estória é meio dificil de engolir. Como se vê. É tudo uma questão de indgnação seletiva: Se quebram o sigilo do Caseiro. Weis escreve uns vinte textos indgnados porque o mundo esta por acabar! Onde estão as garantias do cidadão? Depois, procura de todos os modos livrar a cara do pobre homem. Se quebram o sigilo da Senadora Ideli… Nenhuma palavra. É jornalismo investigativo. A Senadora responde com documentos e desmonta as ilações tão bem vindas nestes tempos. Nesse caso, Weis, como bom jornalista, e com seu faro ultrasensivel, espera por mais informações.
    Enfim, esta combinado. Os fatos ficam pra depois, isso aqui é como aquele joguinho ‘Detetive’. Acredite na estoria que quiser aponte o seu culpado e vamos ver o que dá no final.
    Para mim foi coronel, na sala de jantar com a garrucha. Agora é sua vez. Escolha a sua estoria.

  2. Comentou em 05/07/2006 ecivaldo souza

    Oh céus!! dái-me forças para suportar a violencia cometida tão estupidamente contra este meu intelecto mediano;
    ajudai-me a suportar os bombardeio de discursos implicadamente idiotizantes;
    ensinai ao Helcio lunes, de São Paulo a pluralidade das formas, conceitos, cores e ideias…
    priva-me do lula, mas por Deus livra-me tambèm da mediocridade do Geraldo,
    fazei com que o lula descubra a magnitude da leitura;
    e enfim, arrumai um esteticista para o PSDB eles são todos muito feios sem resquicios algum de carisma…

  3. Comentou em 05/07/2006 Luciana Covolan

    É sabido que o suposto pai do Francenildo não tinha e não tem condições de fazer esses depósitos, porque até agora ninguém foi investigar de onde vem esse dinheiro? Um homem que tem R$ 25 mil reias para dar não mora num casebre daqueles e trabalha como mecânico. Por que nenhum jornalista foi investigar essa história?
    Por que a imprensa só tem repetido como papagaio o que os políticos dizem? Cadê o jornalismo investigativo?

  4. Comentou em 05/07/2006 João Atanazio

    Dá o que pensar também, o fato de a polícia federal demorar quatro meses para apresentar o resultado dessa dificil investigação. Principalmente porque o caseiro contou detalhadamente quem depositou, como e porque o dinheiro foi depositado na conta dele. Com o mínimo de eficiência, a veracidade ou não da informação, poderia ter sido apurada em 24 horas. E tem alguns manés ai que querem saber de onde veio o dinheiro. Querem quebrar mais alguns sigilos, no estilo KGB, na busca de elementos pra sustentar aquele argumentozinho ‘ a elite conservadora quer desastibilizar o governo popular de equerda’. Que Deus nos livre.

  5. Comentou em 05/07/2006 Eduardo Guimarães

    Infelizmente, devido a uma informação inverídica ter sido publicada, a do leitor Helcio Lunes, de SP, sou forçado a não deixar uma mentira passar em branco e escrever que laudo recente da Polícia Federal deu conta de que a Lista de Furnas é verdadeira.

  6. Comentou em 05/07/2006 henrique de oliveira oliveira

    Como é facil não , o dinheiro roubado do banco central se fosse depositado na minha conta por outra pessoa seria um deposito legal, a origem do dinheiro é criminosa , por falar nisso o que o caseiro fazia tantas vezes no congresso, como foi provado pelas camaras de tv interna, enfim se provar que o dinheiro saio de fonte limpa tudo bem, se o dna do caseiro e do suposto pai derem positivo ótimo e se não der.Quero saber a origem da grana e não seu destino.

  7. Comentou em 05/07/2006 Apolonio Silva

    O caso Francenildo mostra a realidade das instituições brasileiras, e em seu aspecto mais geral, como é frágil e instável é nossa democracia. Em qualquer país civilizado, por muito menos do que ocorreu nestes últimos quatro anos, um presidente teria sido deposto. O petê no poder foi não só uma fonte de frustrações para a nação quando, apesar de décadas viajando em caravanas da cidadania(?) – teoricamente elaborando sobre as condições sociais num país miserável, ‘aprendendo’ no próprio local segundo o Guia de plantão – criou o maior escândalo de corrupção da história do país, que dispensou corruptômetros, alimentado pela inocente incompetência de alguns e do programa ideológico de perenização no poder de outros. Resta aos xiitas que comentam por aqui o solipsismo como patologia. Negar a realidade, esquecer ou esconder tudo o que de errado fizeram, transformar inocentes em culpados e vice-versa. Este é o caso do caseiro Francenildo, que provavelmente vai ser vítima do ódio da petezada pelo resto de sua vida, ainda que tenha sofrido a violência que sofreu, de não uma, mas várias autoridades do governo que deveriam estar protegendo os direitos de um cidadão. Se tivéssemos instituições fortes, Ali Babá já estaria preso com seus 40 ladrões.

  8. Comentou em 05/07/2006 Hélcio Lunes

    Os petistas chutadores de sofá que frequentam esse blog, não tem mesmo, jeito. Primeiro: disseram que o dinheiro do Francenildo tinha origem criminosa! Não tinha, aí esta a Polícia Federal declarando alto e bom som. Logo, confirmado o crime e as intenções criminosas do governo Lula no caso. Segundo: disseram que a lista de Furnas era verdadeira implicando nomes graúdos da oposição. Tambem não era verdadeiro, o Ministro da Justiça, e a Polícia Federal já deixaram claro que se trata de ‘tosca’ armação.

  9. Comentou em 05/07/2006 douglas puodzius

    Vamos ficar com uma frase interessante que confere atestado de legalidade e idonieidade a algo e a alguem segundo o Sr. Weis:“Nada de irregular foi encontrado nos depósitos a Francenildo… Vejamos esta outra verdade. ‘Nada de irregular foi encontrado nos depositos dos a deputados sanguessugas…’ Ora, certamente, nada de irregular sera encontrado no deposito, já que alguem o fez atraves de dinheiro ou cheque, regularmente numa agencia e nenhum documento foi falsificado e etc… A pergunta é, e sempre foi a mesma: Donde veio a grana. Seria uma manchete esclarecedora fosse: ‘Policia Federal afirma que Caseiro não foi comprado’. Como essa será uma afirmação que não veremos tão cedo, até porque ingenuidade tem limite. Ficamos na seguinte posição… Com o articulista amigo é assim: Pingo nem letra é mais… É logo a Biblia toda. E é assim que ele quer por os pingos nos is? Tenha santa paciencia… Fui!

  10. Comentou em 04/07/2006 Alberto Magalhães

    Caro Sr. Eduardo Guimarães, como eu escrevi, os graves abusos contra o ‘pobre’ (adjetivo seu) caseiro, não devem ser relativizados pelo partidarismo nem justificados. O depoimento do ‘pobre’ caseiro derrubou o ministro da Fazenda. Certos setores do PT e simpatizantes são muito pouco tolerantes às críticas e se portam como vítimas, quando não são. É certo que há muito denuncismo contra o governo Lula, fruto da disputa política e oportunismo de alguns políticos, que obviamente não perderiam oportunidades de ‘malhar’ o presidente. Mas desqualificar toda e qualquer denúncia ou reportagem como perseguição ou aproveitamento político é ser desonesto e faccioso -as paixões muitas vezes cegam para a realidade. E a verdade não é monopólio de ninguém – muito menos de um partido.

  11. Comentou em 04/07/2006 josé Nogueira

    Tão legal quanto o diheiro recebido por Francenildo foi o receido por Al Capone. Ele só foi preso por não pagar imposto de reda. Quem se propõe a acrdditar a inocêcia de um é obrigado a acreditar na inocência de outro.

  12. Comentou em 04/07/2006 Carlos Braz bras

    Realmente este blog só tem O poder de distorcer fatos e tender para um lado duvidoso…mas nunca se interessou pela VERDADE ! Nem cogitou em questionar a imprensa sobre a falta de ‘interesse investigativo(?)’ neste caso, exceto Carta Capital. E não falei em momento algum que este blog teria poder de pedir DNA !! Mas parece que o autor se ofendeu. Por que será ? E se o grande jornalista não sabe, a Polícia Federal tb não tem poder de pedir este exame.

  13. Comentou em 04/07/2006 carlos braz bras

    Sr luis, é possível exolicar o que vem a ser depósito legal ? E o que seria um depósito ilegal ? Acho que seu artigo está com o foco disvirtuado. Espero que o sr tenha lido a Carta Capital sobre o assunto. Um suposto amigo do suposto pai do nildo emprestou 10 mil reais para este depositar pro novo filho. Este senhor , conforme as fotos mora num casebre, tem dois ônibus caindo aos pedaços, e um está parado há meses, inclusive já estava estragado na ocasião deste gesto fraterno, e faz bicos de meccânico para sobreviver. E mesmo assim, guardava R$ 10,000,00 em seu casebre. Falou também que se o suposto pai não pagasse não tinha problema?!!! Então seu luis, faça-nos o favor de não brincar com nossa inteligência ! O que queremos saber é onde está o exame de DNA ! Isto sim é relevante , e não falácias sobre ‘depósitos legais’…

  14. Comentou em 04/07/2006 Cristiana Oliveira Castro

    Desfecho??????? Como assim? desfecho? Afinal o tal cara do PFL não depositou o dinheiro ou depositou e ficou tudo bem pq era mesmo pai do filho que levou três anos na barriga da mãe? Fiquei sem saber do desfecho, pelo que li aqui ( não vi a matéria ) está mais parecendo ‘ encerramento de caso’ do tipo deixa como está pra ver como é que fica. Ah francamente, é como já foi postado aqui. O tratamento é o mesmo dado a lista de Furnas que todo o planeta sabia que era verdadeira e, dada como falsa, ficou por isso mesmo.

  15. Comentou em 04/07/2006 cid carneiro

    ‘ A Polícia Federal DIRÁ’ ?!!! DIRÁ OU DISSE ??? Quem foi a autoridade da PF que informou a fsp ? Nome ? Por gentileza, ela já disse ??? Ou estão atirando primeiro ??? Estarei no aguardo da resposta , não de suposições…

  16. Comentou em 04/07/2006 ALESSANDRO DE Sousa ALENCAR

    Não duvido que o dinheiro tenha chegado as mãos de Francenildo de forma legal. Seria ingenuidade de um dos senhores do clientelismo nordestino (aqui cito Senador Heráclito Fortes – PIAUÍ) não criar álibis dos mais diversos transparecendo a legalidade. Creio que o senhor seja partidário da opnião que a verdade sempre aparece, e na maioria das vezes ela chega como boataria, para depois ser constatada. E o que sabemos aqui, no Piauí, é que o Sr. Heráclito, através de sua extensa rede de ‘laranjas’ conseguiu articular sórdidamente tal complô, incitando Palloci ao erro. Objetivo conseguido por um dos pretensos coordenadores da campanha de Alckmim. Cá pra nós, as práticas desse senhor nunca foram das melhores, reunião às escondidas com o ilustríssimo Sr. Daniel Dantas com qual intuito não se sabe. Mas que essas ligações que ficão ocultas sejam alardeadas, quem sabe não está aí a ponta do iceberg.

  17. Comentou em 04/07/2006 Eduardo Guimarães

    Alguém disse aqui que o ‘pobre caseiro’ deveria ser indenizado por lhe terem violado o sigilo bancário. Concordo plenamente. Aliás, ele já está pedindo na Justiça uns 20 milhões de reais de indenização (se bem me lembro). Agora, se como diz o sr. gerente comercial, ‘o direito é para todos’, quero informá-lo de que várias violações de sigilos variados foram cometidas contra acusados de receber ou de pagar mensalão. O ‘pobre caseiro’ pode ter sido subornado, os acusados de pagar ou receber mensalão podem ter feito isso mesmo, e todos têm direito a indenizações por lhes violarem direito constitucional, sejam culpados ou não. Afinal, ‘o direito é para todos’. Só que, em algumas cabeças, é mais para uns dos que para outros, contanto que uns nos sejam simpáticos politicamente ao acusarem quem queremos ver acusado. Agora, só não entendo por que minhas manifestações seriam ‘destemperadas’ e as de quem diverge de mim, não. Recomendo ao meu agressor que busque um dicionário para conhecer o significado do adjetivo. Assim, deixará de usá-lo em vão.

  18. Comentou em 04/07/2006 José Ayres Lopes

    A mídia brasileira se pudesse já teria derrubado o presidente Lula. Só verbos soltos e jornalistas piegas não vêem. A Folha nem esperou o relatório estar pronto, bastou a fonte dizer que o relatório ‘dirá ‘ que ela já saiu publicando! E o pior de tudo é o Weis endossar, já tomar como definitivo o que a Folha disse e escrever um texto provocativo. O leitor Eduardo Guimarães já explorou bem as contradições da mídia. Enquanto a mídia tratar estas questões com dois pesos e duas medidas, nós só teremos um país injusto, mas não um grande país.

  19. Comentou em 04/07/2006 Alberto Magalhães

    Francenildo deveria receber indenização por danos morais. O seu caso foi uma gravíssima violação de sagrados direitos constitucionais. E que não deve ser relativizado por disputas políticas como fez o colega aí de baixo, sempre se esquecendo de que direito é para todos e que ele também levantou suspeitas sobre o caseiro em seus constantes e destemperados comentários nesse blog.

  20. Comentou em 04/07/2006 José Carlos dos Santos

    Caro Luiz, o problema nao é se é legal ou não e sim se é moral ou imoral o depósito na conta do caseiro o problema é saber quem depositou e porquê e 25mil é só parte do dinheiro que estava em sua conta e o restante os 15 mil, é um tanto difícil de engolir que um caseiro consiga juntar esse montante, não me parece plausível que ele tenha conseguido isso trabalhando, ou para você meu caro Luiz tem?

  21. Comentou em 04/07/2006 Maria Lúcia Hamilton Mendes

    Parabéns, Eduardo. Acho que os grandes jornais (e seus jornalistas) nos tomam por sequelados mentais para não perceber para quem eles trabalham e o tratamento diferenciado que fazem com os fatos/verdades.
    A propósito, sugiro um passeio na página
    http://blogs.periodistadigital.com/periodismo.php/2006/05/07/el_infierno_de_los_
    Aqui se pode ver um filme sobre como funciona a imprensa. É imperdível.

  22. Comentou em 04/07/2006 Eduardo Guimarães

    Acusações sem provas. É, é bom pensar antes de fazê-las. Lula e o PT inteiro estão sendo acusados de tudo há mais de um ano. Sem provas. Weis vive denunciando erros da mídia que só são cometidos contra Lula e o PT. Quando a Polícia Federal investiga Lula ou Márcio Thomas Bastos e diz que são inocentes, dizem que ela faz o jogo do governo. Quando diz (apenas) que o ‘pobre caseiro’ recebeu mesmo dinheiro de seu ‘pai’, contrariando os interesses do governo, aí quem diz que as acusações sem provas da mídia devem-se a partidarismo, ‘atira primeiro e pergunta depois’. A PF não disse que o ‘pai’ do ‘pobre caseiro’ o pagou pelas razões que ele alega e sim que o dinheiro doado não tem origem escusa. Há que saber se o dinheiro (legal ou não) foi doado pelas razões que o doador e o receptor alegam. Isso ainda não foi feito. Também seria bom descobrirmos por que o ombudsman da Folha anda ‘atirando primeiro e perguntando depois’, por que os ‘erros’ da mídia que Weis vive noticiando só são cometidos contra o PT, por que quando a Polícia Federal diz que a Lista de Furnas é verdadeira (uma lista em que Alckmin figura no 2º lugar’), dizem que a mesma PF que pode ‘inocentar’ o ‘pobre caseiro’ não tem credibilidade para acusar a oposição. O Brasil precisa urgentemente de um debate entre quem desqualifica a teoria de partidarismo da mídia e quem diz que esse partidarismo é bem real.

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