Domingo, 20 de Agosto de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº954

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Parece que não é o que parece

Por Luiz Weis em 08/08/2007 | comentários

O noticiário de hoje no Estado e na Folha parece levar às cordas a versão de que os pugilistas cubanos Guillermo Rigondeaux Ortiz e Erislandy Lara Zantaya abandonaram a delegação de seu país ao Pan para fugir de Cuba, foram capturados pela Polícia Federal e repatriados a toque de caixa [em um jatinho especialmente mandado ao Rio pelo governo de Havana].

Na mídia e no Congresso sobraram analogias com o caso da judia alemã Olga Benário, a agente soviética que se casara com Luiz Carlos Prestes, deportada para a morte certa na Alemanha nazista pelo ditador Getúlio Vargas, em 1938.

Compreende-se. Se fugas e pedidos de asilo de atletas em competições internacionais rendessem medalhas de ouro, Cuba entesouraria centenas delas ao longo dos anos.

É o caso do handebolista Rafael Capote, de 19 anos, que desertou do Rio e disse com todas as letras que quer ficar no Brasil. Ele vai atuar no Imes-Santa Maria-São Caetano, no ABC paulista.

“Perguntaram por que solicitei o refúgio e respondi que tenho possibilidade de jogar e ter melhores condições de vida”, disse ele numa entrevista. “Se voltasse a Cuba, minha família e eu sofreríamos pressão e perderíamos tudo.”

O fato de Cuba ser uma ditadura que, se abrisse as portas, provocaria uma debandada, pode explicar, mas não justifica as acusações instantâneas ao governo de que entregou os boxeadores a um regime que os punirá implacavelmente.

A história deles leva jeito de ser outra. Segundo a imprensa paulista, disseram à Polícia Federal que, tendo saído para fazer compras – um videogame – foram abordados por um certo Michel e mais um comparsa, dopados e levados a um apartamento em Copacabana, onde teriam pedido para voltar à vila do Pan. O tal de Michel é um aliciador de lutadores.

Acabaram localizados em Araruama, no litoral fluminense – depois de terem pedido a um pescador que chamasse a polícia. Ainda segundo a PF, recusaram oferta de refúgio e pediram para voltar a seu país.

“Desejo mil vezes, estou louco para voltar”, teria afirmado um deles. “Somos ‘personalidades’ em Cuba.

No Globo de hoje se lê que “a organização internacional Human Rights Watch, de defesa de direitos humanos, pediu uma investigação profunda, feita por uma comissão independente, com o apoio do Congresso e do Judiciário brasileiros, para esclarecer por que os atletas voltaram a Cuba depois de desertar da delegação de seu país durante o Pan”.

“Temos só a versão oficial da Polícia Federal”, disse um diretor da entidade.

A “investigação profunda” é obviamente bem-vinda. Se fosse possível, seria o caso de estendê-la à mídia, que – pelo sim ou pelo não – acusou Brasília de se acumpliciar com Havana num crime contra os direitos humanos.

Pela enésima vez, atirou-se primeiro para perguntar depois, como se dizia nos filmes de caubói. Aliás, nem se começou a perguntar.

O Globo, por exemplo, que relata a preocupação da respeitada Human Rights Watch, não dá hoje uma linha sobre a nota da Polícia Federal com a história resumida acima.

Mas publica um editorialete, afirmando que “diante das simpatias ideológicas em Brasília, é bom provar que não houve qualquer ajuda ao braço repressor do regime cubano. A imagem do país ficará manchada se o governo agiu em auxílio ao gulag de Fidel Castro.”

A Folha bate ainda mais forte no editorial “Direitos nocauteados”, acusando o Brasil de desrespeitar o princípio de asilo político. Pelo menos informa em alto de página: “Cubanos afirmam à polícia que foram dopados e presos”.

Agora vejam só. Pode haver órgãos brasileiros de mídia tão hostis à ditadura castrista quanto o Estado. Porém não mais do que este. Era de esperar, portanto, que o jornalão fizesse um escândalo com o caso. Sintomaticamente, talvez, o trata com discrição – e até hoje é o único dos três grandes diários a não sair com um editorial sobre o episódio.

Como se diz, nem tudo que parece é.

***

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Todos os comentários

  1. Comentou em 11/08/2007 Alexandre Carlos Aguiar

    O que me deixa extasiado é a capacidade da destra em sentir medo. Mas morrem de pavor de Cuba e de alguém que sorria para lá. ‘Não há transparência, não foi devidamente esclarecido, há algo estranho, o comandante não é assim, não, não, não.’ Calma, songos da destra, os comunas não comem mais criancinhas. Não se estressem tanto. Relaxem e gozem.

  2. Comentou em 09/08/2007 Paula Abreu

    Sr. Henry Fulfaro, vá me desculpar, mas acho que o senhor é que vive numa ilha da fantasia e está a falar de uma realidade que só existe em seu universo mental e de outros militantes petistas. Em primeiro lugar, os críticos da atitude do governo não são formados exclusivamente por pessoas ‘de direita’, uma entidade abstrata da qual vocês gostam de falar para promover o petismo, mas que eu só vejo ao lado do PT, constituindo sua base aliada e seus fiéis escudeiros. Em segundo lugar, estes críticos não estão a defender nenhum comunista, como diz, confundindo tudo, e sim a criticar o regime comunsita de Fidel, defendendo o direito de pessoas não serem submetidas aos desmandos de um ditador bronco, egocêntrico e megalomaníaco, como outros que se vendem como de ‘esquerda’.

  3. Comentou em 09/08/2007 Paula Abreu

    Paulo Cesar, o fato é que não existe oposição ao PT no jornalismo, ninguém que fiscalize esse governo como fiscalizaram aos demais, porque o PT continua capitalizando até hoje todos os símbolos dos Anos de Chumbo em seu favor. O que eu vejo na imprensa são dois grupos: um o dos jornalistas-militantes do petismo. Outro aquele onde se encontra o sr. Weis, que critica muito ocasionalmente o petismo, mas sempre se sentindo intimidados, seja por representações simbólicas que contaminam toda nossa cultura, seja pela própria militância petista, sempre atenta para sair em defesa do partido, sendo que a defesa petista é o velho método conhecido do ataque. O jornalismo crítoco do PT é esquizofrênico, alternando momentos de acusações diante do óbvio com momentos de completa cegueira até mesmo em relação ao que é óbvio, quando menos, é sinistro e requer cautela, que o jornalismo só tem em favor do petismo! A preocupação de Weis em relação a cometer uma possível injustiça contra Lula, mesmo diante de no mínimo inadequada maneira como o governo lidou com esse caso dos cubanos (acreditando aqui na mais benevolente das hipóteses, que vem a ser a mais improvável também) foi maior do que a possibilidade de estar sendo conivente com uma violência contra os mais básicos direitos humanos. E não é exceção. Direitos humanos, a depender de nossa imprensa, infelizmente tem coloração ideológica! Triste.

  4. Comentou em 09/08/2007 Jorge Xavier Pereira

    E por que não deportaram o jogador de Handebol? Por favor, respeitem a inteligência das pessoas.

  5. Comentou em 09/08/2007 José Ribamar

    NOSSA! O índice da LOUCURA da mídia conservadora (e golpista) já está chegando a níveis alarmantes!
    VÃO ARRUMAR OQUE FAZER BANDO DE DESOCUPADOS!JUNTAR SUAS FORÇAS NO CRIANÇA ESPERANÇA SERIA UMA ‘BOA’, uma das poucas coisas boas que a mídia golpista faz!(Obviamente porque é auditoriado pela UNESCO).
    COLOCAR A SERIEDADE DO TRABALHO DA POLÍCIA FEDERAL EM DÚVIDA? OS TRABALHOS DA PF NÃO SÃO FISCALIZADOS PELOS ORGÃOS COMPETENTES? ESTAMOS A VOLTAS COM O DOI-CODE? FAÇA-ME O FAVOR SRS. JORNALISTAS! PEÇO MAIS PROFISSIONALISMO EM SUAS REPORTAGENS E MENOS GANANCIA PELO FURO JORNALISTICO!

  6. Comentou em 08/08/2007 Gonçalo Osório

    Participei de campanhas internacionais para não deixar que uma cidadã brasileira continuasse numa masmorra durante a ditadura uruguaia. Participei de campanhas internacionais por Flavio Tavares. Seu colega, Weis. Você lembra? Devia lembrar. Causa-me nojo e vergonha o que aconteceu com os cubanos. Mais nojo e mais vergonha ainda causa-me ver esse tipo de comentário, muitos publicados aqui, sempre tentando proteger e justificar o injustificável. Sua geração, Weis, sacrificou-se para isso? Para esse tipo de proto-fascismo denegrir o adversário político, defender a mentira oficial, aninhar-se no aparelho do Estado? Você, Weis, é veterano o suficiente para saber do que se trata o ovo da serpente. Infelizmente, são tempos negros os que vivemos no Brasil, hoje. E boa parte de quem ataca quem apenas diz o que está acontecendo (é o que a imprensa faz, em sua enorme maioria) é a grande prova disso./

  7. Comentou em 08/08/2007 Clovis Fernandes

    Texto fraco. Argumentos fracos. História mal contada. No sabado à noite, uma pesquisa no Google mostrou apenas uma reportagem da Folha Online, repetida em diversos orgaos, que relatava alguma coisa antes da deportacao dos atletas. Nesse mesmo dia, pelo que consta, eles já estavam embarcando para os bracos do ditador. Por que eles nao foram apresentados a imprensa? Por que nenhum defensor dos direitos humanos tradicionais do Brasil levantou a voz para defende-los ou pelo menos ouvir sua versao da historia sem intermediarios? Direitos humanos tem cor ideológica?!?

  8. Comentou em 08/08/2007 Miguel Álvares Cardoso não tem

    Meu caro Weis. O leitor sabe o que você diz. Ele, apenas, não quer ler o que você escreveu, porque assim perde como tantos, a oportunidade de tergiversar sobre o assunto. A dissimulação do fato no interesse político-ideológico é a provisão do que se vale para atingir os governos tanto brasileiros quanto cubano. Verdade? Para que? Que se dane. Se alguns embargadores dela, lá no senado, diligentemente, já auguraram pra que contrariá-los no prognóstico? Vamos agora para o tribunal de Haia. Mas antes devíamos ficar com a sugestão do comentário de José Orair, de Belo Horizonte. É mais racional.

  9. Comentou em 08/08/2007 Paulo Cesar da Rosa Romão Romao

    Impressionante. Até os pombos aqui do Mercado Público de Florianópolis sabem que as digitais do governo petista estão em mais este crime contra a tradição e a lei do país. Nada que seja surpresa.Essa gente não tem limites. Da mesma forma, no sentido contrário, agiram para manter o criminoso das FARC´s como refugiado político. Afinal é preciso cumprir os compromissos do Foro de São Paulo, não é mesmo?Interessante observar o comportamento do jornalismo enganjado (ao lulo-petismo). Está naquela condição do sujeito tentar se cobrir com um cobertor muito curto; se cobre a cabeça descobre os pés. Tentam explicar o inexplicável. Também não se viu aparecer os deputados Suplicy e Greennhald, sempre tão pressurosos quando se trata de ajudar criminosos internacionais tentando se passar por perseguidos políticos. Essa gente me dá nojo. Ea CNBB? E o Viva Rio? Ea OAB? E a parte ainda boa do Itamaraty?
    Os cubanos Rigondeaux e Zantaya receberam sua sentenças de morte no Brasil. O lulo-petismo (e seus acólitos) deixa mais uma mancha vergonhosa no caráter da Nação. Até quando, Meu Deus?

  10. Comentou em 08/08/2007 Célio Mendes

    Quando a gente pensa, ‘É impossivel a midia baixar mais o nivel de sua cobertura’, somos surpreendidos por uma queda ainda maior deste, ainda bem que acesso a internet senão acabaria acreditando no que a midia me informa, dai a acreditar e papai noel, saci e outros seres mitológicos é um pulo, em uma fase terminal minha pele ficaria amarela, a barriga cresceria absurdamente e perderia todos os meus cabelos, minha mulher passaria a se chamar Marge, meus filhos Bart, Lisa e Maggie, isso mesmo definitivamente me transformaria em Homer Simpson.

  11. Comentou em 08/08/2007 Marco Tognollo

    Mais um caso que só serviu para a imprensa e a oposição (que na verdade é uma coisa só) acusar o governo e dar com os burros n´água….
    Repito mais uma vez, jornais me tem sido muito úteis, o estado notadamente, pois é o que assino. Revestem muito bem as bases das gaiolas.

  12. Comentou em 08/08/2007 neli faria f

    Afinal: a polícia brasileira trabalhou para o Fidel castro?
    Não entendi.

  13. Comentou em 08/08/2007 Henry Fulfaro

    Pelo jeito os cubanos entraram no famoso golpe do “BOA NOITE, CINDERELA”. Só que, em vez da grana que não tinham, perderam o sonho de ganhar dinheiro feito Mike Tayson, os passaportes e a boquinha livre lá em Cuba.

    E mais, quando se deram conta do golpe e que não iriam para o primeiro mundo, entre voltar para tronco e ficarem expostos às agruras do terceiro mundo, optaram mesmo por voltar para a ilha da fantasia…

    Para rematar, e como diria a personagem de Max Nunes no Zorra Total, estou tendo frouxos de riso ao ver a direita tão preocupada, solidária desde criancinha com aquilo que ela sempre execrou, ou seja, com os comunistas, ainda mais os cubanos!

  14. Comentou em 08/08/2007 Eloy mendes

    Quanta pretensão. Os cubanos queriam, na verdade, irem para os EUA, onde o box é melhor remunerado. Quem prometeu não deve ter cumprido por isto eles preferiram voltar para Cuba. Parece que alguns queriam detê-los aqui a qualquer preço.

  15. Comentou em 08/08/2007 Paula Abreu

    correção: foi=foram

  16. Comentou em 08/08/2007 José Paulo Badaró

    A única conclusão que tirei desse episódio até agora é de que a grande imprensa e a oposição uma vez mais estão de braço dado. Ao que tudo indica adoram a “nobre arte” ou o box, mas desprezam o handebol ! Estão fazendo uma tempestade em copo d’água por causa dos dois pugilistas, mas se calam a respeito do acolhimento do pedido de asilo político que está sendo dado ao jogador de handebol. Aliás, nesse ponto também parecem estar de acordo com o Fidel, quando este dá excessiva importância aos dois primeiros, enquanto demonstra não estar nem ai com a deserção do handebolista.

  17. Comentou em 08/08/2007 Paula Abreu

    Weis, não li o texto do Estado, mas o editorial da Folha não autoriza a interpretação que você fez. O que ele diz claramente é que não possuímos informações suficientes para saber se os pugilistas cubanos pretendiam desertar ou não. Diante dessa falta de informação, a possibilidade de que eles não tenham tido opção e foram deportados pelo governo brasileiro, sem que seus direitos internacionais fossem respeitados, existe. O editorial diz claremente que, se o governo não tivesse agido de maneira tão apressada, teríamos mais informações a respeito e não pairariam dúvidas se os direitos dos cubanos foi ou não respeitado. A imprensa não pode se omitir diante das circunstâncias, visto que a hipótese de que tenham sido indevidamente devolvidos a Cuba e de que serão vítimas das conseqüências disso é muito mais grave que a suspeita, correta, levantada de que o governo brasileiro agiu de maneira, no mínimo, apressada, por submissão ao governo cubano.
    As coisas são tão invertidas pela óptica petista, dada a capacidade desse partido de se defender, que jornalistas como vc ficam mais preocupados em não cometer nenhuma injustiça contra o governo Lula (mesmo que não se trate extamente disso e sim de levantar, por precaução, uma suspeita legítima, justificada pela própria história) que com a possibilidade de que duas pessoas venham de fato a ser punidas num regime ditatorial.

  18. Comentou em 08/08/2007 Marco Antônio da Costa

    Segundo os ‘democratas’ brasileiros, Cuba é uma ditadura que não permite que às pessoas possam exercer o livre arbítrio do famoso ir e vir. No Brasil, estamos em plena vivência democrata, sendo que temos a liberdade do democrático ir e vir. Em Cuba essa imposição pode ser verdadeira, porém no Brasil essa história é puro sofisma, pois a grande massa não tem verba para poder usar o famigerado ir e vir. Lá pode ser uma ditadura de verdade, porém aqui é uma ditadura de fato e de direito. Visto que, a classe média imagina que esta vivendo no céu. No entanto, reside e vive no inferno da mentira, preconceito e da hipocrisia. Tanto lá, como cá, os dois sistemas são ditatoriais, a do Brasil ainda é pior, o sistema é o tal faz de conta que é verdade que vivemos numa democracia. Ademais, os lutadores de boxe voltaram para a sua ditadura de origem, deixando a nossa para nós que já estamos acostumados com o sofisma.

  19. Comentou em 08/08/2007 Paulo Afonso Graner Fessel

    Para mim a história toda é muito simples. Os dois abandonaram a delegação na ingenuidade, imaginando que os dois aliciadores proveriam todos os documentos antes da saída deles do Brasil. Ambos deram para trás (por causas desconhecidas) e então os dois atletas não sentiram confiança para ficar no Brasil.

    O resto é história de quem ouviu o galo cantar, não se sabe onde. Ou ainda, de pessoas que querem desmoralizar o governo a todo custo e a qualquer preço. Principalmente quando um dos denunciantes é do partido dos DEMOcratas, que antes era PFL, que antes era ARENA, que antes era UDN e que apoiou o golpe de 1964.

    Ou seja, que moral têm esses caras para falar de ‘direitos humanos’?!

  20. Comentou em 08/08/2007 Felipe Faria

    Tudo muito estranho, sem transparência e com suspeita de sempre sobre as reais intenções do governo com o regime de Fidel…mas acho que naverdade os 2 pugilistas medraram, tal como o passarinho que ao se abrir a gaiola, se recusam a sair.

  21. Comentou em 08/08/2007 Flavio Ramos

    Um retrato perfeito da imprensa golpista que temos.

  22. Comentou em 08/08/2007 JOSE ORAIR Silva

    Não acredito nessa história de doping. Pelo visto alguns picaretas prometeram aos cubanos o paraíso e não entregaram. A realidade do boxe brasileiro é muito triste. São jovens carentes de tudo e sem patrocínio numa dramática luta por um lugar ao sol. Diante disso os jovens cubanos podem ter chegado à conclusão de que inferno por inferno estariam melhor na sua pátria…

  23. Comentou em 08/08/2007 Ivan Moraes

    Entao foi rapto? Por empresario brasileiro? Falemos claramente entao: a historia de ‘deportacao’ foi um ato de espionagem destinado a criar mal-estar entre Brasil e o resto dos esquerdistas continentais? Esperando mais explicacoes de Cuba entao, precisamente dos raptados porque do regime nao quero nada… A qualquer minuto agora as receberemos… se for verossimil eh mais facil acreditar no relato deles do que esta disinformado na media brasileira.

  24. Comentou em 08/08/2007 Max Morel

    Não parece que não é o que parece ….
    Perguntas que ficam:
    Por que a rapidez na repatriação, sem que os atletas fossem ouvidos pela imprensa?
    Se tal conto da carochinha (dopagem por empresários, em apto em Copacabana) fosse verdadeiro, por que os atletas levaram tantos dias para ‘chamar’ a polícia? e o que faziam em Araruama, sozinhos ?
    Outra questão: se o visto dos atletas estava válido, por que a deportação tão imediata ? Caso um atleta da Argentina quisesse passear no Brasil após o PAN não poderia ? teria que ir logo após o encerramento dos jogos ? Se eles queriam ‘ir logo para casa’ por que aceitaram o ‘oferecimento’ dos empresários e foram ‘sofrer o dopping’ ? Quem agora vai poder atestar se os atletas ao chegar ao ‘paraíso’ serão tratados com justiça ? Por que não se permite aos cubanos deixar a ilha ? Por que a delegação cubana deixou o Rio de forma intempestiva, sem participar da cerimônia de encerramento ? temiam alguma deserção em massa ?
    Penso que, sim, o Brasil ficou muito mal nesta história. Nunca antes neste país (exceção da Olga) nós fizemos tal coisa.
    Não entendo a posição do articulista, a qual só poderá ter como explicação a sua cega devoção ao comandante de um dos mais antigos e duradouros regimes ditatoriais.
    Shame on you.

  25. Comentou em 08/08/2007 Teresa Silva

    Eu achei estranho que os dois pugilistas não tenham pedido asilo logo após o desaparecimento, diferente do jogador de handebol que fez isso imediatamente após sua fuga.
    Também achei precipitada a volta dos atletas cubanos: dizem que eles passeavam livremente pela cidade. Quem quisesse fugir, aproveitava uma oportunidade dessas.
    O que ficou faltando nessa história foi uma entrevista dos pugilistas em território brasileiro dando explicações. Ouvir só a versão da polícia só deixa a história mais nebulosa.

  26. Comentou em 08/08/2007 Renildo Carvalho

    O PAC está tirando o sono da elite paulista, que concomitantemente faz parte do bloco de oposição ao governo do PT. Todo caso, seja um simples copo jogado nas vias públicas será ponto de pauta para mídia golpista (como diz Paulo Henrique Amorim) a fim de passar a imagem que o País está ingovernável. Lamento, como outrora Drummond de Andrade o fez, de viver em um País que a classe média alta julga ser leteralmente dela. Torçamos para que o PAC não decole, pois do contrário, veremos muitos desastres na mídia, cuja culpa é toda do PT.

  27. Comentou em 08/08/2007 Teo Ponciano

    Depois não querem que chamemos a grande imprensa (Globo principalmente)de golpista, sem contar os histéricos de sempre do congresso.

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