Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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CÓDIGO ABERTO > Desativado

Pé na estrada para ver o novo mapa da cana

Por Bruno Blecher em 11/04/2007 | comentários

Mas não disseram que Fidel Castro havia batido as botas? Bom, do fundo do túmulo, da cama do hospital ou sei lá de onde, o velho comandante voltou a disparar suas baterias contra Bush. Desta vez contra o álcool – a produção de biocombustível vai afetar a segurança alimentar, ele disse. Fidel reacendeu o debate sobre o tema álcool X alimentos, iniciado pelo seu companheiro Chavéz.
No caso do milho, há risco sim de o uso do cereal para a produção de etanol provocar a alta dos preços dos alimentos. Números divulgados pelo Departamento de Agricultura dos EUA (Usda) apontam para um aumento na área a ser plantada, que chegaria a 35,2 milhões de hectares. Isso projeta uma produção ao redor de 310 milhões de toneladas nos EUA, 43 milhões de toneladas acima da última colheita.
Para produzir etanol, os EUA vão usar 81,3 milhões de toneladas este ano. O restante, 229,4 milhões de toneladas, destinado a alimentos e ração, é considerado insuficiente, já que parte do milho é exportada.
No Brasil, aparentemente, a expansão da cana não compete com a produção de alimentos. Os especialistas afirmam que há pelo menos 200 milhões de hectares de pastagens degradadas que podem ser ocupados pela cana. Será?
Esta aí uma boa pauta para a mídia brasileira. Os novos caminhos da cana. Os novos canaviais estão sendo implantados em pastagens degradadas ou em áreas que poderiam ser utilizadas para a produção de alimentos? Qual é o novo mapa da cana? Os novos projetos trazem riscos ao ambiente?
É hora dos repórteres tirarem suas gravatas, calçarem as botinas e comerem poeira! 

Todos os comentários

  1. Comentou em 15/04/2007 Noé Maia

    A preocupação na exploração do solo não deve ser somente com o meio ambiente, a questão é muito mais complexa e Fidel Castro está coberto de razão quando cita a redução da produção de alimentos. Aqui, no Triângulo Mineiro temos as terras de melhor qualidade do interior brasileiro e as pastagens não estão degradas, no entanto, estão abrindo espaço para as usinas de álcool visando apenas o lucro imediato sem visualizar as consequências a médio e longo prazo. A produção de grãos dessa Região está entre as dez primeiras do Brasil, mas com a invasão das lavouras canavieiras essa posição vai despencar em pouco tempo. Tanto com relação ao meio-ambiente quanto para a produção de alimentos e de etanol, o aumento do plantio do milho seria muito melhor. Os estudiosos do meio-ambiente estão preocupados com a região amazônica e esquecendo do resto do Brasil. Se eles não mobilizarem a sociedade os administradores políticos que só pensam em arrecadar mais são os que não fazer. Socooooorro!!!

  2. Comentou em 15/04/2007 J.C. Franco

    Favor corrigir a -> há em:
    ‘Os especialistas afirmam que a pelo menos 200 milhões de hectares’

  3. Comentou em 14/04/2007 Marco Costa Costa

    Fica a duvida, alimenta-se o automóvel, ou o ser humano com o pouco que temos plantado. O Lulla, esta se aproximando muito do demônio, elle tem intenções de adquirir o álcool à preço de banana podre. Temos que convir que faltará terra para plantar alimentos, a fim de sustentar daqui à alguns anos, 200 milhões de habitantes, bem como os bóias frias da colheita da cana de açúcar ficarão sem trabalho, consequentemente vagaram pêlos grandes centros a procura de migalhas. Temos que arrumar outras alternativas de combustíveis para sustentar a frota de carros Norte Americana. Alguém com conhecimento de causa tem de persuadir o senhor Lulla para mandar o presidente nervosinho procurar petróleo lá pelas bandas de sua terra e que elle quando morrer seja moído para, quem sabe, seja extraído algumas gotas de gás, ou seja, álcool puro.

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