Segunda-feira, 19 de Novembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1013
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Pé na estrada para ver o novo mapa da cana

Por Bruno Blecher em 11/04/2007 | comentários

Mas não disseram que Fidel Castro havia batido as botas? Bom, do fundo do túmulo, da cama do hospital ou sei lá de onde, o velho comandante voltou a disparar suas baterias contra Bush. Desta vez contra o álcool – a produção de biocombustível vai afetar a segurança alimentar, ele disse. Fidel reacendeu o debate sobre o tema álcool X alimentos, iniciado pelo seu companheiro Chavéz.
No caso do milho, há risco sim de o uso do cereal para a produção de etanol provocar a alta dos preços dos alimentos. Números divulgados pelo Departamento de Agricultura dos EUA (Usda) apontam para um aumento na área a ser plantada, que chegaria a 35,2 milhões de hectares. Isso projeta uma produção ao redor de 310 milhões de toneladas nos EUA, 43 milhões de toneladas acima da última colheita.
Para produzir etanol, os EUA vão usar 81,3 milhões de toneladas este ano. O restante, 229,4 milhões de toneladas, destinado a alimentos e ração, é considerado insuficiente, já que parte do milho é exportada.
No Brasil, aparentemente, a expansão da cana não compete com a produção de alimentos. Os especialistas afirmam que há pelo menos 200 milhões de hectares de pastagens degradadas que podem ser ocupados pela cana. Será?
Esta aí uma boa pauta para a mídia brasileira. Os novos caminhos da cana. Os novos canaviais estão sendo implantados em pastagens degradadas ou em áreas que poderiam ser utilizadas para a produção de alimentos? Qual é o novo mapa da cana? Os novos projetos trazem riscos ao ambiente?
É hora dos repórteres tirarem suas gravatas, calçarem as botinas e comerem poeira! 

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