Sábado, 18 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Por que a idéia do complô não funciona

Por Mauro Malin em 07/11/2006 | comentários

Minhas precárias férias, que deveriam durar até o dia 12 de novembro, foram interrompidas. Andei fora, não li jornais nos últimos dias. Escrevo a partir do que observei até a véspera da eleição.


Antes, transcrevo alguns entre comentários importantes feitos a respeito de falas ou textos de Alberto Dines. Ele costuma responder não diretamente aos leitores, mas com novas falas e textos. Não sei se terá tempo de fazê-lo agora, porque está às voltas com os preparativos para uma viagem que fará em breve. Uma versão de seu livro Morte no Paraíso – A Tragédia de Stefan Zweig (Tod im Paradies – Die Tragödie des Stefan Zweig, traduzido do português por Marlen Eckl) foi lançada na Alemanha. Ele foi convidado a falar lá sobre seu trabalho.


Não respondo por ele, apenas pego carona em alguns comentários de leitores, reproduzidos a seguir.


Rosana Aquino, Fortaleza:


“O que vc chama de ´linchamento digital´ não é nada novo, foi posto em prática contra petistas desde que estourou o chamado escândalo do mensalão: scrap books, blogs e e-mails petistas eram diariamente infestados de agressões. A Folha de S. Paulo durante toda a campanha chamou os nordestinos de maus eleitores, despreocupados com a ética, e que vendiam seus votos em troca do bolsa-família. Partidários do PT tiraram seus brochinhos para poder andar na rua sem medo de apanhar. Mas tudo isto é ´besteira´ e ´parte do processo´ até que… tcham, tcham, tcham, tcham: aconteceu com os jornalistas. Tudo o que acontece contra os jornalistas vira coisa de outro mundo. Da mesma forma, as condições em que foram feitos os depoimentos dos jormalistas da Veja na PF ganharam megaproporções. Os coitados foram intimidados! A liberdade de imprensa está em perigo! Cuidado, cuidado! Ninguém quer saber como foram feitos os depoimentos na PF das pessoas que atacaram o PT? E as CPIs? Ninguém se preocupa com as agressões durante os depoimentos nas CPIs? Ainda não, mas espera um jornalista ser humilhado em uma CPI…”


Aqui temos um lado pouco conhecido (pelo menos para mim) da história: indicações sobre a guerrilha político-ideológica travada no ambiente virtual. Não creio que isso tenha sido suficientemente noticiado. Mas não há “bonzinhos” nessa história. Sem ilusões.


A leitora tem razão quando critica a falta de humildade da mídia (faz parte do negócio mostrar-se afirmativo, seguro), mas se engana, a meu ver, quando subestima a denúncia de possíveis ou supostas arbitrariedades policiais contra jornalistas da Veja. É verdade que a mídia reage com indignação infinitamente menor quando um pobre coitado é espancado pela polícia na periferia. Aliás, não reage. Nem noticia. E quando noticia surgem surpresas. Tempos atrás o Globo teve que enfrentar uma tempestade de críticas porque deu destaque a uma fotografia em que PMs do Rio de janeiro espancavam um rapaz já dominado, caído no chão. Leitores se indignaram. Acharam que denunciar a truculência policial poderia funcionar contra a segurança da sociedade. Como se a truculência policial não fosse parte intrínseca da insegurança. Atualmente os jornais, que já não davam os nomes dos mortos nos fins de semana, não dão nem mais o número de mortos. É como se essas vidas não valessem nada para a sociedade. Um terrível erro, pelo qual todos pagamos caro hoje e ainda pagaremos caro no futuro.


Mas se a liberdade de imprensa for de algum modo afetada, haverá então ainda menores possibilidades de mostrar essas e outras realidades. Daí ser relevante preservar a integridade profissional e pessoal dos jornalistas. O que não pode servir para eximi-los de críticas, nem de processos na Justiça. Eu, quando vejo uma barbaridade cometida pela mídia ser punida com multa pesada, comemoro. Esse sistema pode não ser o ideal, mas os outros são piores.


Quanto às CPIs, a leitora tem razão. O espetáculo falou mais alto e a mídia raramente condenou a prepotência de interrogadores que, para dizer o mínimo, em alguns casos não tinham atributos morais e biográficos para questionar ninguém. Mas foram eleitos e exercem suas prerrogativas. Novamente, o sistema está longe de ser o ideal, pode e deve ser melhorado, mas suprimi-lo seria um retrocesso. Deve-se levar em conta, como atenuante, que as CPIs representavam algum tipo de esperança cívica contra o cinismo governista.


Wladson Dalfovo, Florianópolis:


“Desculpe, meu senhor, mas o que existe é uma verdadeira onda antidemocrática, como pude observar aqui no Sul do país, onde os jornais são totalmente parciais e que vão contra nosso país, o Brasil, através de editoriais clamando pelo conservadorismo político. Nenhum meio de comunicação aqui no Sul é confiável em relação às informações, sendo o único canal confiável a internet. Estes e-mails ofensivos talvez sejam a indignação dos brasileiros com jornalistas perante um autoritarismo midiático dos principais jornais e tv abertas do Brasil.”


Muito interessante receber essas manifestações que denunciam a falta de liberdade de imprensa fora de São Paulo ou do Rio. Nessas duas cidades existe considerável liberdade de imprensa, para os padrões brasileiro e mesmo internacional (chutando: 7, numa escala até 10, em São Paulo, e 6 no Rio, onde a Rede Globo e o Globo imperam praticamente sozinhos), mas fora delas não existe. A escala vai caindo, até tender ou chegar a zero nas pequenas cidades onde o prefeito e/ou algumas famílias políticas poderosas mandam e desmandam, demitem, prendem, mandam bater em jornalistas, enxotá-los ou matá-los. No caso em pauta (Florianópolis) o que não existe é variedade. A mídia é monopolizada, ou oligopolizada.


Em vários tópicos ao longo dos últimos meses procurei mostrar como foi discretamente noticiada em Porto Alegre, e praticamente ignorada em Pelotas e região, a acusação de participação do (ainda, mas não reeleito) deputado federal Érico Ribeiro, do PP do Rio Grande do Sul, um fazendeiro e empresário muito rico, no escândalo das ambulâncias. Ele era, entre outras coisas, vice-presidente do Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul e tinha sido vice-presidente da Federação das Indústrias (Fiergs).


Alvaro Marins, Rio de Janeiro:


É simplesmente ridículo a grande mídia se autovitimizar depois da derrota acachapante que a sua coligação sofreu nas urnas. Acredito que ela só tenha duas opções. Uma é revisar sua linha editorial e tentar ser um pouco mais respeitosa com a verdadeira opinão pública (não a publicada). Acho difícil que adote essa opção. Isso implicaria numa revisão ideológica de grandes proporções e setores expressivos da nossa sociedade (banqueiros, grandes latifundiários, multinacionais e grandes industriais) não admitiriam isso. A cumplicidade da mídia é fundamental para a defesa diária de seus interesses. A segunda opção é a que me parece mais provável: continuar a afirmar esses interesses de forma dissimulada, sempre demonizando o PT ou qualquer um que perceba o jogo da grande mídia e o desmascare. Esperar que ela assuma publicamente a sua parcialidade ideológica é ingenuidade, pois a máscara dissimulada da imparcialidade é que lhe garante a eficácia manipuladora sobre sua audiência. Se ela assume sua parcialidade, essa mesma audiência desconfia da seletividade de suas informações e o uso de dois pesos e duas medidas em suas abordagens. O problema atual da grande mídia é justamente esse. Durante as eleições, por ter se desesperado e apostado no tudo ou nada, a máscara da imparcialidade caiu e deixou a grande mídia nua em praça pública. E essa nudez, sempre oculta, foi vista fartamente.”


Sugiro ao leitor que repasse as manchetes dos dias que precederam a votação e que davam vitória praticamente certa para Lula. O raciocínio esquemático é atraente, mas não leva muito longe.


Volto à questão do complô.


A idéia do complô é errada e perigosa, porque será usada por forças que têm uma concepção pouco democrática do caminho para valorizar a função pública dos meios de comunicação. Forças de esquerda e de direita.


Houve exageros e erros, sem dúvida, existem veículos que desfraldaram bandeiras ideológicas, com ou sem aspas, como Veja e Carta Capital, para dar dois exemplos mais flagrantes, ou mesmo o Estadão, que ficou algo caricato, mas o balanço da mídia é positivo num processo em que o governo e o PT, pilhados em flagrante, usaram um cinismo muito grande. Em particular o presidente Lula, a máxima figura pública da nação, que disse, deseducativamente, ter o PT feito aquilo que ‘todo mundo faz’. Por sinal, quem veiculou essa declaração (dada em Paris para uma jornalista free-lancer) foi a Rede Globo. Sem criticar o absurdo que veiculava. Será que a Rede Globo faz ou fazia naquele momento parte de uma conspiração governista?


A maioria não votou em Lula porque desculpa os malfeitos de seu governo e de seu partido. Votou porque ele ofereceu mais esperança. Por sinal, uma função magna dos governantes.



O PT historicamente usou e abusou dos defeitos da mídia e acabou se enrolando nessas práticas. Pagou seu preço. A oposição, que tem trezentos rabos presos, foi de uma incompetência espetacular. Teve o que mereceu. E não vejo no horizonte o anúncio de alguma elevação dos padrões da oposição – nem da situação –, porque a lógica do sistema eleitoral e partidário conduz na direção oposta, quer dizer, na direção de ficar tudo como está.


A mídia trabalha com contrastes fortes. O bem e o mal. Se não se dispõe de heróis para contrapor aos vilões (houve tentativas; lembram-se de Delcídio Amaral, Osmar Serraglio, Jefferson Peres?), parte-se para a batalha com as mãos nuas. A imprensa colocou a cara perante o governo e a opinião pública e apanhou. Mas não porque apostou suas cartas na eleição de Alckmin e ele foi derrotado. A mídia está sendo criticada mais por suas virtudes – contrapor-se ao discurso oficial, que é muito poderoso, salvo na véspera das grandes debacles – do que por seus muitos pecados, alguns dos quais são agora apontados com propriedade pelos leitores, como o são há dez anos e meio neste Observatório.


Toda essa explosão de visão crítica a respeito da mídia merece comemoração. Em 1996 o Observatório da Imprensa era uma tribuna quase solitária. Em 1975-77 Alberto Dines, no Jornal dos Jornais (Folha de S. Paulo), era uma voz ainda mais solitária na crítica da imprensa. Hoje muita gente participa dessa conversa, às vezes acalorada, sempre trabalhosa, como todo debate sério, mas rica.


Isso dito, temos ainda o seguinte:


1) Todos os veículos cometeram erros maiores ou menores. É preciso estudar os casos em detalhe, sem generalizações, que não ajudam a entender nada. É preciso examinar cada evento ou processo importante e como ele foi noticiado (não comentado) em cada um dos veículos mais importantes. Esse será o ponto de partida para uma síntese útil, e não partir de generalizações feitas com base numa primeira impressão e depois constatar que os fatos não correspondem à construção teórica.


A sociedade brasileira, no momento, não dispõe de instrumentos adequados para isso. Mas pessoas e instituições terão de criá-los – melhor dizendo, ampliá-los e aprimorá-los, porque já existem –, a menos que, ao fim e ao cabo, desistam e se contentem com a mídia tal como chegou até aqui e com o estado ainda precário da democracia brasileira.


Não será possível basear-se na participação espontânea e desorganizada dos cidadãos. Ela é fundamental, mas não garante a produção de sínteses consistentes.


2) Toda a mídia está submetida a um processo de mudança de dimensões até aqui apenas vislumbradas. Reproduzo trecho de um artigo que escrevi há um mês para o jornal do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro:


Os jornalistas são hoje testemunhas e protagonistas do fim de um ciclo em sua atividade. Todos os meios de comunicação foram sacudidos por mudanças tecnológicas com profundas repercussões sociais. O fenômeno mais abrangente é a perda da posição de cátedra desfrutada historicamente pela mídia. Como dizem alguns, daqui em diante o jornalista vai cada vez mais conversar com o leitor, não dar aula.


Isso se deve ao advento da internet. Mas afeta toda a cadeia da comunicação. Porque os veículos tradicionais não podem mais ignorar o que se produz e se dissemina – a custo zero; atenção, refiro-me à disseminação, não à produção – pela rede.


Em alguns anos, o avanço da banda larga reduzirá crescentemente o papel das redes de televisão aberta (e fechadas, também). Como as empresas que detêm essas concessões são tudo menos bobas, elas procurarão se colocar em posição vantajosa no novo território, hoje dominado no Brasil por três grandes grupos de telefonia.


O rádio não poderá ignorar a esfera digital. Ao ouvinte será dado escolher a hora da audição. Também será mais econômico jogar o áudio pela internet (para recepção por celulares ou seus sucessores) do que comprar e manter equipamentos de radiodifusão.


A digitalização poderá poupar custos de papel, impressão e distribuição de jornais e revistas. O que os executivos da imprensa farão com esse dinheiro ainda não se sabe. Se tiverem juízo, investirão na qualidade jornalística do conteúdo.


A maior mudança se chama telefone celular (que se torna cada vez mais poderoso).


Veja-se o caso do jornal. Hoje, o editor tem espaço finito (para diagramação) + rede e horário de distribuição. É uma articulação espacial rígida, com prazos idem. No contexto digital, o espaço é “ilimitado”, a rede de distribuição idem (e permanente) e há grande maleabilidade temporal.


Mas para o leitor a relação é inversa. Havendo luz, natural ou artificial, ele tem muito mais liberdade de ação com o texto (ou a imagem) no papel do que na internet.


A telefonia móvel (chamemo-la assim, provisoriamente) dará ao leitor tanta liberdade para ler quanto o meio digital dará ao jornalista para editar.


Caberá aos periódicos ou buscar a profundidade e a capacidade de articulação dos fatos, ou ficar falando sozinhos para pessoas que já sabem o que eles vão imprimir”.


A quem teve a paciência de chegar até o fim da citação, recomendo a releitura do primeiro parágrafo. Para facilitar, repito-o: “O fenômeno mais abrangente é a perda da posição de cátedra desfrutada historicamente pela mídia. Como dizem alguns, daqui em diante o jornalista vai cada vez mais conversar com o leitor, não dar aula”.


É disso que estamos falando. E se ficássemos na teoria pobre do complô da mídia, continuaríamos a reboque dos acontecimentos, supondo ingenuamente que de alguma maneira os estamos conduzindo.

Todos os comentários

  1. Comentou em 11/11/2006 Conceição Oliveira

    Mauro, há observadores (sic) deste OI (o sic é porque não os considero observadores de nada, considero-os totalmente desqualificados para a crítica) por isso para eles sequer dirijo a palavra, embora eles suscitem a fúria de muitos leitores. Mas eu conheço tão bem suas ideologias e seus argumentos são tão representativos das críticas que a grande imprensa vem recebendo que creio que qualquer debate com eles é total perda de tempo, porque será uma conversa de surdos-mudos sem os sinais universais, enfim o diálogo jamais se estabelecerá. Mas volto novamente a dialogar com você, porque as questões que formulei para vc nos meus comentários anteriores a este artigo ainda continuam em foco. Como o espaço aqui é limitado para nós, reproduzo as observações do Alceu em seu post de hoje no Contrapauta, ele resolveu pegar o touro a unha, quando é que vcs encararão a questão de frente? Segue o link: http://blog.contrapauta.com.br/2006/11/11/cotas-e-silencio-no-mes-da-consciencia-negra-caso-marcelo-tas-confirma-impunidade/ Abraços

  2. Comentou em 11/11/2006 Clovis Segundo

    Boa estratégia dos Senhores do OI. Dines está no fogo cruzado com seus leitores, levando uma surra. Surra de verdades, a mentira às vezes apanha. Aí, entra em cena dos gorilas em sua defesa Demétrio Magnoli e Mauro Malin, tentando desqualificar o leitor-comentarista e privatitizar a verdade, privativa do OI. Podemos discordar? Se sim, digo: discordo.

  3. Comentou em 11/11/2006 Mirna Vieira

    È gozado como certos conceitos mudam do dia para noite…

    A PF era operação tartaruga, vagarosa, estava tentando abafar, a folha pedia , exigia rapidez na invetigação … e tal tal tal… agora que a investigação chegou no cangote da folha, a concepção mudou rapidinho! Só falta agora o jornal pedir para a pf parar com tudo!!! ta muito diverdido isso, que mudança de postura radical hein!!! Que coisa… !

    Não sou nenhuma baba ovo da pf, mas que está divertido ver o antes e o depois da folha de sp, isso está! De leões a gatinhos tremulos!
    Mas… acredito em duendes, papai noel, disco voador e na total imparcialidade e seriedade da folha.
    E um jornal sério, nada teme e nada deve. Certo?

  4. Comentou em 11/11/2006 Mirna Vieira

    Quando se trata de proteger a liberdade de imprensa, toda gritaria é bem-vinda.
    ___________________
    Como disse, não houve violação alguma de privacidade , é uma investigação autorizada pela justiça. Se foi autorizada por lei, não houve violação.
    A PF é certinha ou erradinha, depende da ótica de quem está olhando não é mesmo? No período eleitoral ela estava lerda quanto as investigações do dossie, batizaram de operação tartaruga, agora que terminou as eleições e a investigação esbarrou no sacrossantíssimo telefone da folha de sp… ah agora eles violam o direito a ´´privacidade´´… xiiii que papinho mais manjado!
    E agora? Essa investigação vai emperrar por causa da gritaria da folha? Será que vai ser engavetada porque uma meia duzia de jornalistas estão apavorados? apavorados com o que? Quem não deve não teme, oras! Simples muito simples como diria a Dora Kramer. Quem mandou a folha levantar a lebre? Se não passou de um mero telefonema para fins de obter informações era só explicar desde o começo e pronto… mas não foi o que ocorreu, a folha gritou , chamou a anj, a oab e o diabo e fez o escarcéu… e evocou o direito a privacidade, mas violou o segredo de justiça sobre as fotos do tal dinheiro em conchavo com delegado Bruno.
    Sobre duendes… sim, acredito em duendes, mas na seriedade da folha huuumm nem a pau!
    Aguardemos o desenrolar da investigação.

  5. Comentou em 10/11/2006 Fábio Morato

    Questões partidárias e ideológicas contribuíram para a crítica que alguns têm feito à mídia, mas acredito que a maioria não tenha qualquer vínculo partidário. Se o senhor fizer, por exemplo, uma análise dos textos escritos por Marcelo Beraba no período eleitoral perceberá que a grande maioria dos pequenos erros jornalísticos cometidos pela Folha e apontados por seu ombudsman favorecia a candidatura Alckmin ou prejudicava a candidatura Lula. Refiro-me ao esquecimento de citar a qual partido pertenciam certos políticos, falta de matérias para investigar certos assuntos pertinentes, etc. O senhor tem atribuído essas falhas a simples erros jornalísticos. Mas quadto elas acontecem prejudicando em sua grande maioria uma mesma candidatura não se pode pensar que haja uma intenção? Não se trata de complô, acredito eu, mas houve o apoio a uma candidatura. Não penso que isso seja em si errado, mas deveria ser feito de maneira clara e sempre respeitando os fatos. O próprio ombudsman da Folha admitiu de certa forma que a imprensa não agiu de maneira idônea, ao escrever em texto publicado na Folha em 5/11/2006: “Houve erros factuais graves e em vários momentos ficou patente, pelos exageros e pela insistência em picuinhas e irrelevâncias, a má vontade com Lula e o seu governo.” Acho esse tipo de reflexão importante para que possamos construir uma imprensa melhor.

  6. Comentou em 10/11/2006 Vitória Gushiken

    A Mauro Malin e quem mais interesar. Várias questões levantadas nesse artigo me chamaram atenção. Alguns pontos problemáticos surgiram e esses eu comento diretamente.
    A começar pelo complô que muitos leitores apontaram entre os diversos veículos da mídia. É compreensível a sua tentativa de negá-lo e eu mesma acredito em sua sinceridade e de alguns outros setores. Acredito que o seu furor foi causado pela complacência concedida ao PT e aos petistas pelos muitos anos em que foram os únicos a levantar as bandeiras da ética e da moralidade, além de várias outras de notável interesse social. É normal que, diante do gigantesco desengano causado pela série de erros e enganos noticiados com aspectos farsescos por meses a fio, houvesse tanta revolta guardada. Afinal, todos fomos enganados.
    Contudo, não é razoável negar o interesse de outros setores, que infelizmente tem uma penetração muito maior nas camadas com menos acesso, na demolição de um governo que não representa exclusivamente a elite, a maioria. Entre os corruptos com carreira firmada e os beneficiados históricos, a indignação provavelmente é gerada por outro motivo: ‘como ousa esse ex-operário, esse nordestino sem título de doutor ou outro sinal de nobreza na Bruzundanga, arquitetar um governo tão incompetente? Ao menos os outros tinham a nossa classe, a nossa origem.’

  7. Comentou em 10/11/2006 Vitória Gushiken

    Qualquer que seja o argumento para a sua parcialidade nesses últimos meses, o fato é que cansamos de ver essa mesma disfarçada sob véus de imparcialidade e distanciamento profissional. Que haja a inclinação, o viés, o juízo, tudo isso é compreensível. O que não aguentamos mais é que esses não sejam expostos e que sejamos obrigados a engolir calados quando vêm nos dizer que nossa mídia é apolítica. Ela não é. É meramente um sinal de respeito ao leitor a admissão disso.

    Quanto às ditas ameaças à liberdade de imprensa pela intimidação dos jornalistas de Veja: se verdadeiras, elas são inaceitáveis e deve haver uma retratação de todos os responsáveis. O condicional presente na sentença é necessário pelo histórico daquele veículo que, como é de conhecimento público, nem sempre prima pela veracidade de suas acusações e teses.

  8. Comentou em 10/11/2006 Vitória Gushiken

    Quanto ao suposto linchamento dos órgãos de imprensa, apenas o identifico com o diálogo de que você fala no final do seu artigo. Não vejo por que nenhum jornalista deva se queixar das reações que seu trabalho provoca, salvo em situações de agressão/difamação. Tanto quanto o exercício jornalistico, deve ser respeitada a liberdade de ação e expressão da sociedade que o acompanha. Apenas uma última inclusão, toda a mídia tem que parar de tratar a si própria como privilegiada. Não há desculpa para a diferença de tratamento dada aos problemas. Todos devem ter o devido espaço, atingindo ou não a imprensa, e a ausência desse procedimento deve ser denunciada. Afinal, é ou não dever da mídia a educação social e a divulgação dos nossos problemas sociais e das suas causas? Ao que me parece, esse último aspecto vem sendo bastante negligenciado.

  9. Comentou em 10/11/2006 Rogério Ferraz Alencar

    O PT não está envolto em halo de santidade, mas, de seriedade, sim. Seriedade não é só não cometer irregularidades, mas punir, também. O PT pune. O que o JB apurou foi o mesmo que R. Jefferson disse? Entre Marcos Valério e Duda Mendonça há afirmação e negação de uma história entre dois homens que não são probos. Não sei por que você só acredita em Duda Mendonça. O que é um contrato legítimo? Ele se sobrepõe ao contrato legal? R. Jefferson pode não ser o único bandido da história, mas José Dirceu, certamente, não é. A história oficial é a conclusão da CPMI? Se for: ela não conseguiu provar o mensalão. Misturei alhos com bugalhos, pela limitação de toques: pode ter havido irregularidades em administrações petistas, mas eu me refiro à administração federal. E eu nunca soube de Lula se aproveitando de esquemas com empreiteiras. Mas talvez você e Fernando Henrique estejam certos: o Brasil está sendo governado por um demônio. A imprensa também está certa: o demônio governante montou o maior esquema de corrupção da história brasileira. Mas, apesar disso: a imprensa não poderia tirar o ERROU da frase de Lula.

  10. Comentou em 10/11/2006 Jeniffer Stephanie castro dos santos santos

    Ainda bem que sou jovem e começo a ver o fim da ditadura intelectual dos jornalões podres, e revistecas alinhadas com os coronéis do sul.

  11. Comentou em 10/11/2006 Victor Tavares

    Mauro, você disse que para proteger a liberdade de imprensa ‘toda gritaria é bem vinda’, agora: e para proteger a imagem de alguém que é esculhambado pela mídia? Onde esta pessoa pode gritar? Só se for em casa, de raiva. A imprensa nunca assume seu lado e reafirma suas matérias torpes, sem direito a resposta, sem direito aos princípios básicos do direito: ampla defesa, contraditório e, principalmente, sem o devido processo legal. Hoje, o Judiciário é apenas um órgão de ‘enfeite’ aos litígios, já que quando a grande mídia julga, não há ação judicial que repare o dano causado. Foi assim no passado, está sendo assim hoje e, se ninguém fizer alguma pressão, será assim no futuro. Quando o senhor se referiu às falhas, e eu enumerei algumas tantas ‘falhas’ as quais classifiquei como endêmicas e patológicas, disse que invariavelmente estas ‘falhas’ sempre prejudicam o PT, e não o contrário. Acho que ninguém aqui cobra uma ‘mídia petista’, até porque a maioria não o é, mas se cobra sim uma postura íntegra, não digo isenta, pois isso não existe. Uma postura que não invente caixas de dólares, que não esqueça fatos que, se fossem postos aos olhos de todos, o maior partido de oposição, o PSDB, estaria tão, ou muito mais, encalacrado do que o PT. O que acontece é que tudo que acontece de negativo com a oposição (e não são poucas coisas) só aparece nos pequenos blogs assistidos por poucos.

  12. Comentou em 10/11/2006 Fábio Carvalho

    Muitos comentaristas descartam o complô, mas mantém críticas: esse é o ponto. É reducionismo classificar todas as críticas como sendo de petistas. Aliás, retirados os fanatismos e as chatices habituais, não se deveria retirar do petista e assemelhados a chance de formular crítica à imprensa (até porque eu nunca vi, com meus olhos, esses ‘causos’ de intervenção pessoal do dono do boteco a favor do PT, sindicatos de trabalhadores, organizações sociais e vizinhanças… veja bem, pode ser que haja, mas eu nunca vi). A maioria dos comentaristas não se diz militante, nem me parece fascista. Muitos acusam a assiduidade do autor em replicá-los, e o autor faz isso muito bem. Mas nem as páginas de cartas dos leitores abrem esse espaço: os veículos não querem esse debate, querem apenas chamar isso de petismo fanático. A saudável matéria do Raimundo Pereira não foi superada pela denúncia de capa da revista Veja. Então, existe crítica pertinente à observação do Alberto Dines, não é só insulto, não. E também existem petistas que foram linchados pela imprensa, sem muita chance de defesa. Eu vi, ninguém me contou. Eu escrevi, algumas vezes, para o Marcelo Beraba. Ele me respondeu quase sempre, apontando que eu fazia críticas cabíveis. ‘Serão levadas à editoria’. ‘Serão levadas à direção do jornal’. Não foram publicadas até hoje. Dificilmente serão.

  13. Comentou em 10/11/2006 Clovis Segundo

    ‘Por que a idéia do complô não funciona’. Sr Mauro Malin, seu texto é um atentado contra a inteligencias dos leitores. Pelo menos podemos dizer que discordamos.

  14. Comentou em 10/11/2006 Gilson Raslan

    Sr. Mauro, Os vários comentários aqui postados me encorajaram a formular o meu, a respeito do assunto COMPLÔ DA MÍDIA. A grande indignação demonstrada pelos comentaristas contra a grande mídia se revela, não pelas matérias contra o Governo Lula e contra o PT, mas pela camuflagem de fatos negativos da oposição. Não sou filiado a nenhum partido político, por isto me sinto à vontade para apontar o partidarismo e, muitas vezes, irresponsabilidade da grande mídia. O Sr. se lembra da foto do pé-na-bunda do Presidente Lula na capa da revista Veja? Isto é correto? Outros três exemplos, para resumir o comentário: 1.aumenta a arrecadação de tributos federais e a mídia noticia que a CARGA TRIBUTÁRIA subiu, numa demonstração de má-fé, para enganar o povo; 2.manchetes de jornais que não condizem com o conteúdo da matéria, mais uma vez, para enganar aquelas pessoas que passam rapidamente pelas bancas de jornais; 3.notícias só de fatos negativos do governo. Os equívocos aqui apontados foram ou não foram um complô, para beneficiar o candidato do PSDB/PFL? Ou eu estou enganado? Daí, Sr. Mauro, a reação de petistas e não-petista como eu. Entendo que o dever da mídia é informar à sociedade com responsabilidade, deixando o partidarismo para crônicas e editoriais. Não é pecado ser a favor de determinada candidatura, mas sem máscara ou subterfúgios.

  15. Comentou em 10/11/2006 Rogerio Martins

    Esse ranço de coorporativismo da mídia ultrajada no seu berço esplendido tá deixando esse sítio muito esquisito… Eu, heim, Rosa!?

  16. Comentou em 10/11/2006 Alex Bondan

    De acordo com as técnicas da Análise de Discurso, da escola francesa, para analisar qualquer discurso é preciso levar em consideração aspectos não ditos em determinada construção textual. É fundamental o cruzamento de três áreas do conhecimento humano para o entendimento dos discursos. O materialismo histórico, a psicanálise e a lingüística. Então pode ser possível detectar se no discurso da rede Globo fica expressa a ligação da empresa jornalística com poderes políticos, econômicos ou ambos. Só acessando outras passagens da vida política nacional onde a mídia teve participação poderemos chegar ao momento atual embasados de informações que podem ser considerados fontes documentais. Resumindo, quem procurar como emergiu a Globo, quando ela teve evidente participação na vida política brasileira e como foram distribuidas as conceções de TV aberta no Brasil evitará essa discussão hipócrita. O Brasil é um dos paises mais desiguais do mundo, um dos maiores e mais populosos, portanto é evidente que só com o apoio de aparelhos de controle de massa a classe dirigente pode perpetuar sua ideologia afim de manter seu poder. Leiam Foucault, Orlandi, Brandão, Fiorin e outros que abordam essas visões de vanguarda.

  17. Comentou em 10/11/2006 João Negrão

    Perguntar não ofende: por que um texto, redigido e publicado há três dias continua como destaque na principal do site, sendo que outros textos mais atuais aparecem embaixo e alguns sequer estão na inicial? Qual o critério de edição? Ganham destaque aqueles textos que defendem (ou tentam defender) a opinião do chefe? Com a palavra, Mauro e Dines. Aguardo a resposta.

  18. Comentou em 10/11/2006 Francisco Ramos

    Gostaria de me desculpar pela forma direta e abrupta de mostrar minha indignação pela forma como você tergiversou ao questionamento da Bióloga Rosana. Poderia questioná-lo de uma forma mais educada.

    Nota: gostaria de enaltecer e elogiar sua postura de responder ao máximo de posts que lhe permitem o seu tempo.

    Mas a carapuça serve para ambas as partes.

  19. Comentou em 10/11/2006 Ruy Acquaviva

    Sr. Malin, eu não sou do governo, nem do PT, não posso dizer se sou das ‘adjacências’ porque desconheço o significado que o Sr. quis dar ao termo. Votei em Lula por achar que era o melhor. Não por fanatismo ou ‘adjacências’. Se eu for qualificado como ‘adjacências’ então sou obrigado a achar que essas ‘adjacências’ compreendem os 58 milhões de eleitores que votaram no Lula. Portanto creio que não estou entre os formuladores da teoria do ‘complô da mídia’. E no entanto sinto-me enquadrado entre aqueles que o Sr. diz propalar tal teoria, simplesmente pelo fato de achar que o comportamento da grande imprensa (o significado deste termo eu não vou explicar, pois é de conhecimento público, não foi inventado por mim) é passível de crítica à luz dos preceitos da liberdade de imprensa em uma sociedade democrática. Estarei sendo muito sucetível, ou o seu texto realmente sugere isso? Quanto à sua frase: ‘Sempre que parece funcional para tentar desqualificar denúncias tornadas públicas’, é exatamente isso que tenho a impressão que está acontecendo quando o Sr. Dines chama quem dele discorda de linchadores, nazistas, fanáticos… (e por aí vai). Em todo caso agradeço novamente a deferência de responder os comentários, atitude altamente louvável.

  20. Comentou em 10/11/2006 Marco Costa Costa

    Vossa espantosa sabedoria diz que de agora em diante o jornalista vai conversar com o leitornet, e não dar aula. Porém, o que lemos no cotidiano é só o escriba divulgando textos imensos e, quando é questionado sobre o assunto em pauta, não recebemos um milímetro de retorno, para que possamos dar a réplica ou tréplica necessárias. Como toda regra de exceção, apenas o senhor tem dado respostas quando é questionado ou cutucado pelo usuário do site.

  21. Comentou em 10/11/2006 Ruy Acquaviva

    Em primeiro lugar quero agradecer ao Sr. a deferência de postar uma resposta. Como o Sr. colocou algumas perguntas dirigidas a mim, respondo no intuito de corresponder com a mesma consideração. Suas perguntas: O que é ‘excesso de comprometimento da mídia com o poder econômico’? (Comprometimento sem excesso seria aceitável?) O que é ‘comprometimento da mídia com o poder econômico’? (Equivale a funcionar em modelo comercial?) Resposta: A grande imprensa é formada por grandes empresas que tem seus patrões. O sistema é capitalista, nenhum empregado quer desagradar o patrão. Claro que o poder econômico influi na atividade dos jornalistas. Isso ocorre em qualquer lugar do mundo. O excesso é o patrão estabelecer uma linha de pensamento na redação e essa linha ser acatada de forma unânime. É mostrar um lado da questão e não apresentar a posição do outro lado. É construir manchetes não para destacar a notícia, mas para passar a mensagem que se adequa ao pensamento imposto à redação. É constranger colegas que não aderem ao ponto de vista do jornal. O Sr. pode dizer que essas coisas não estão ocorrendo?

  22. Comentou em 10/11/2006 Ruy Acquaviva

    Sua pergunta: O que é ‘poder econômico’? (Um comitê da burguesia e do imperialismo articulado para manter submissa a população? Uma convergência mais ou menos difusa de interesses, capaz de anular a competição mesmo entre empresas do mesmo ramo de atividade?) Resposta: É o poder de quem assina o contra-cheque dos jornalistas. Alguns vendem sua força de trabalho. Outros vendem suas conciência. Outros ainda, talvez por não ter conciência para vender, vendem seu nome para assinar textos que poderiam ser assinados pelo dono do jornal, seus anunciantes, seus colegas de sindicatos patronais… Ou o Sr. acha que não existem diferentes classes sociais no País? Suas perguntas: O que é ‘paranóia’? O que é ‘questionamento’? Resposta: Essas estão no dicionário, acho que não preciso explicar, o Sr. deve dispor de um na redação. Ou então pode consultar a wikipédia. Sua afirmação: Ao que me conste, ninguém formulou nenhuma teoria do ‘complô dos leitores’. Minhas perguntas: Quem formulou a teoria do ‘complô da mídia’?

  23. Comentou em 10/11/2006 Mirna Vieira

    A que investigação estaria submetida a Folha? O que tem ela a ver com telefonemas feitos do celular de Gedimar Passos? 1-Não disse textualmente que a folha está sob investigação, disse que a folha não tem motivos para temer possiveis resultados da investigação de Gedimar, onde em seu celular consta também o numero da folha de sp dentre os 168 numeros guardados na memória do aparelho. 2-Não precisa temer até porque quem começou com a gritaria foi a própria folha de sp anunciando de forma alarmista um procedimento corriqueiro e dentro da lei. Sem dramalhões baratos , só a autoridade que preside o inquérito teve acesso a informação e mais ninguém. O jornal não tem por que ficar posando de ´´Francenildo´´ a grande vitima da história toda… esperem a conclusão dos fatos. O problema é que a folha não quer esperar a conclusão.. já quer armar uma situação evocando o direito à privacidade, ninguém violou a privacidade de ninguém. Não houve violação alguma, o que está sendo feito é dentro da lei e sob sigilo. Por isso eu digo, a folha é um jornal sério e não precisa fazer gritaria, nem a ANJ precisa fazer gritaria em cima disso… Querem a apuração dos fatos, eu também quero e ninguém tem que ficar atrapalhando, nem os jornalistas, não é mesmo?

  24. Comentou em 10/11/2006 Rogério Ferraz Alencar

    Lula deveria fazer o quê? Esculhambar Dirceu e Palocci na despedida? Havia motivo para isso? Dirceu foi cassado politicamente, sem prova contra ele ou da existência do “mensalão”. Palocci saiu porque foi acusado de quebrar o sigilo bancário do caseiro Francenildo. Duda Mendonça disse que recebeu dinheiro no exterior por imposição de Marcos Valério, que negou. Se ele ainda tem contrato com o governo, deve ser contrato legal. Nunca vi cinismo do PT, mas tomada imediata de providências. Lula condenou os erros do PT e se desculpou publicamente. No caso do dossiê, foi especialmente duro: afastou os participantes e os chamou de aloprados e imbecis. Roberto Freire disse, no Jô, que pediu a jornalistas amigos, do Estadão e do Correio Braziliense, que apurassem a existência do “mensalão”, depois da denúncia da Tribuna da Imprensa. E, dois meses depois, os jornalistas disseram não ter apurado nada que o comprovasse. A não comprovação foi um dos motivos da cassação de R. Jefferson. Ele inventou a história depois de ter sido apontado, por Maurício Marinho, como criador de esquema de arrecadação em estatais sob comando do PTB. A negociação em torno dos ministérios é obrigatória, se o presidente quer governar. Nunca soube que o PT se valeu de recursos associados à atividade pública nem que tenha feito acordos tácitos para se beneficiar de esquemas com empreiteiras.

  25. Comentou em 10/11/2006 rundfunk hörer

    Não quero comentar o seu artigo. Nada tenho a acrescentar na discussão. Mas não posso deixar de elogiar o fato de que quase sempre você responde aos comentários. Muito bacana, isto. Aí sim temos um verdadeiro diálogo. E direto, ainda por cima. Muito diferente de outros colegas seus que escrevem, recebem os comentários (deixam o pau comer entre os leitores) e só depois respondem com outro artigo. No mais das vezes, apenas para desqualificar os comentários e os comentadores. Parabéns pela sua atitude.

  26. Comentou em 10/11/2006 Ivan Berger

    Incrível como tanta gente ainda insiste em ignorar o óbvio.Me faz lembrar daquela piada,o maridão chega em casa e flagra a mulher atracada com o amante no sofá,e o que acontece ? Enfurecido,ele joga o dito-cujo pela janela.O sofá.A mulher pode ser uma rampeira,mas sabe como é,bem ou mal faz a comida,arruma a casa.A imprensa,digo,o espaçoso do sofá é que é o culpado.Fala sério…

  27. Comentou em 10/11/2006 Ana Maria Cerviño de Macêdo

    Mudando um pouco de assunto, mas nem tanto, gostaria de sugerir para reflexão o comentário ‘Leis regulam a quebra de sigilo, e a mídia tem de respeitar’ que está publicado no blog do José Dirceu:

    http://blogdodirceu.blig.ig.com.br/

  28. Comentou em 10/11/2006 Ruy Acquaviva

    Desculpe-me Sr. Malin, mas eu não estou vendo aqui no OI os comentaristas insistindo na ‘teoria pobre do complô da mídia’. O que eu estou vendo é as pessoas observarem que há um comprometimento excessivo da grande imprensa com o poder econômico. E observo também que a reação de alguns dos mais importantes colunistas deste site é de negação corporativista a questionamentos em relação à imprensa. Não se trata de linchar a imprensa como diz o Sr. Dines, nem de cerceamento à liberdade de imprensa como diz o Sr. Weis e também não está sendo discutido um ‘complô da mídia’ como o Sr. propõe. Se não há excesso de comprometimento da mídia com o poder econômico, de modo a privilegiar excessivamente uma das partes da disputa política, por que então transformar tal questionamento em um cavalo de batalha e desviar do assunto acusando os que apresentam esse questionamento de estarem fazendo linchamento (Dines), patrulhamento (Weis) ou sendo paranóicos (o Sr. mesmo)??? Se o comprometimento da imprensa com o poder econômico não é excessivo, não seria mais fácil apresentar os fatos e argumentos que sustentam essa posição, em vez de criticar quem está fazendo o questionamento? Não Sr. Malin, o problema não é a ‘teoria pobre do complô da imprensa’ o problema é a teoria pobre do complô dos leitores.. Essa sim nos coloca à reboque dos acontecimentos.

  29. Comentou em 10/11/2006 JOSE ORAIR Silva

    Nos anos 1997 e principalmente 1998, círculos bem informados discutiam claramente que a economia brasileira marchava para o desastre cambial. A classe política, de forma desavergonhada, aprovou a possibilidade de reeleição para o governo em curso, sendo que alguns foram mesmo acusados de ter vendido o voto. O governo Fernando Henrique, a partir de então, passa a privilegiar o calendário político e posterga, de forma criminosa, as medidas necessárias no campo da economia, levando ao agravamento sério da situação. No final de 1998, o FMI vem em socorro do governo com 45 bilhões de dólares, que serviram principalmente para dar a liquidez necessária para a retirada dos recursos dos grandes investidores nacionais e internacionais. O povo, sem desconfiar do grande estelionato eleitoral, marcha para as eleições de 1998, e reelege Fernando Henrique. Em 13 de janeiro de 1999, tivemos a explosão do real. Tudo isso aconteceu, Sr. Mauro, nas barbas e com a cumplicidade da mídia…Ou será que não? Será que a mídia também se deixou enganar? Mesmo a posteriori não vimos uma autocrítica do papel vexatório da mídia na época. São episódios como esses que ativam a desconfiança da plebe ignara e desinformada…

  30. Comentou em 10/11/2006 Mirna Vieira

    Até onde eu sei a quebra de sigilo teve autorização da justiça. Não há nada de abusivo no ato, contrariando o que disse o juristas da Folha, claro! Mas ninguém está acima da lei, nem os jornalistas. A Folha, como um jornal sério, não deveria temer a investigação.

  31. Comentou em 10/11/2006 Rogério Ferraz Alencar

    Rosana Aquino tem razão: a imprensa DISSE que Lula havia justificado o erro do PT, quando isso não ocorreu. A imprensa até podia ter feito a crítica que você fez, de que o presidente não diria que o PT agiu certo, mas não poderia ter tirado a palavra ERROU, que dá uma conotação completamente diferente ao que Lula disse. Isso é manipulação, má-fé. Também é má-fé atribuir crime de caixa 2 só a partir de quando o PT fez o que os outros partidos faziam sistematicamente. E só acredita em ‘mensalão’ quem quer. Também seria bom dizer como e quando o PT passou a se valer de verbas públicas e quando foi cínico.

  32. Comentou em 10/11/2006 Odorico Carvalho

    Sr. Malin, quando o senhor precisa de 3 ou 4 vezes mais espaço para tentar derrubar as teses dos leitores é porque alguma coisa está errada. Ao fazer a defesa velada das teses corporativistas de Dines, o senhor comete os mesmos erros do seu mentor e, mais uma vez, agride a inteligência do povo brasileiro. Lamentável isso.

  33. Comentou em 10/11/2006 Riberto Cachero

    Muito blá-blá-blá e o mesmo corporativismo de sempre. Mídia patrocinada é e sempre será mídia com o rabo preso – não há retórica que mude isso, por mais intelectualizada que se apresente . Na verdade, insistir que a maioria dos jornalistas é imparcial, que a mídia comercial é superior à estatal ( seja lá o que se queira dizer com isso ), que a canalhice pseudo-informativa dominante é coisa de uma minoria não passa de sofisma em seu estado mais puro. Nenhum jornalista irá chutar contra o próprio gol ? Ou alguém acredita que vai ?

  34. Comentou em 10/11/2006 guilherme pessanha mary

    Penso que ofender jornalistas é uma tática grosseira e desonesta, além de menosprezar a inteligência dos demais leitores.Desvia a atenção de fatos que deveriam ser apurados, tanto pela Polícia, pelas Comissões Parlamentares de Inquérito e pela própria Imprensa.
    Para o abuso praticado pelo Jornalista existe lei e o Poder Judiciário funciona, de forma lenta, mais funciona.
    Não devemso nos esquecer, isso é que mais importante, que antes, bem antes, da 1ª eleição do Lula, o PT reivindicava o ‘monopólio’ da honestidade. No entanto, uma série de escândalos posteriores veio a comprovar justamente o contrário.
    Por exemplo, a mídia não inventou o mensalão; a absolvição de mensaleiros com a troca imoral de votos; a mídia não inventou a dança da pizza; a mídia não inventou a quebra do sigilo do caseiro Francenildo; a mídia não inventou a denúncia do Procurador Geral da República abrangendo 40 pessoas acusadas, dentre outros ilícitos, de formação de quadrilha;a mídia não inventou a ação lentíssima da Polícia Federal na apuração do dossiê vedoin/freud e, por fim, não é nada edificante um Presidente responder a suspeitas, indícios ou meras provocações, como queiram, com um simples’eu não sabia de nada’.
    Amordaçar, ofender e manietar a Imprensa só interessa a regimes totalitários, de direita, esquerda, centro ou seja lá de que posição for.

  35. Comentou em 09/11/2006 Fred Pegalez

    Caro Mauro. Li sua resposta e confesso que fiquei envergonhado. Primeiro por ter comentado um texto seu, como faço em milhares de sites e blogs desse universo que é a internet. Segundo, por perceber que a sua percepção da rede ainda se atém às teorias anacrônicas de gestores de conteúdo midiático, tentando uma bóia para se salvar nesse oceano de informação. Nada nesse mundo é para sempre e ninguém detém o poder da informação. Essa sandice de achar que as opiniões devem ser administradas por grandes empresas que canalizam e editam as informações é inacreditável, vinda de você. As rádios comunitárias estão aflorando, sindicatos, universidades, todos estão ocupando espaço na rede, enquanto os grandes estão pendurados em dívidas, pendurados em governos, usando ainda métodos arcaicos como os que vc apregoa. A revolução da informação é muito mais profunda que isso que imaginas. Concordo que no momento ainda vivemos esse primitivismo digital, mas está escancarado em nossa frente que esse metodo de informação não perdurará. Vc pode estar no OI, como na Folha,como na XiqueXique News, sempre vai haver pessoas que discordam de você e que vão questionar suas informações. Acabou a mídia que ‘fazia a cabeça’ dos leitores, hoje eles fazem parte disso. Vc deve perceber que todas as grandes mídias estão pedindo colaboração de seus leitores. Essa redação de gente competente está em todo lugar e atenta.

  36. Comentou em 09/11/2006 cikd elias

    Mauro, o de sempre…o artigo é lamentável. Os retruques às críticas mais do que procedentes ao lastimável artigo são mais lastimáveis ainda. Percebam quão lépido se mostra o autor ao tentar desconstruir toda e qualquer verdade dita contra o seu castelo de areia. É muita vontade de dar respostas um tanto presunçosas e, se debatidas em outro espaço, não se sustentariam 5 minutos. Gostaria muito de ver no OI na TV, o Dines, o Mauro, o Weis, Brickmann e Cia., serem questionados por Jornalistas e pessoas sérias, como já propôs o nosso amigo Eduardo Guimarães. Sugiriria alguns nomes: o próprio Eduardo, o Mino, o Paco Amorim, o Raimundo Pereira, Emir Sader, Professor Venício, Gilson Caroni, Flávio Aguiar, Marco Weissheimer, Nelson Breve, Marcello Salles e outros paranóicos que viram a realidade completamente disitinta da que vocês insistem em querem nos convencer que existiu. Eu sei que nunca irão ter coragem, mas fica a idéia que gostaríamos muito de ver vossos desempenhos frente aos que não rezam pela cartilha dos éticos seletivos.

  37. Comentou em 09/11/2006 SOLEDAD SOLEDAD

    oi Mauro, muito boa tua abordagem, serena ao indicar a possível e natural maturação da Imprensa, sem ficarmos vulneráveis a precipitações capazes até de nos tolher a liberdade. Mas uma coisa deve ficar clara: os interesses econômicos das empresas jornalísticas são hoje o grande vilão da atividade. Jornalistas e empresários do setor que não dispuserem de grandeza suficiente para enxergarem e praticarem seu ofício de forma equilibrada, serão varridos do cenário, mais cedo ou mais tarde. Muitos acabarão em cana. Notícia não pode ser trazida à tona seguindo cartilhas fundamentalmente comerciais. Todos os fominhas estarão perdoados. Mas que parem agora, porque senão, o bicho vai pegar. Alguém duvida?

  38. Comentou em 09/11/2006 Pedro Lima

    Fiquei feliz, temos direito ao comentário do comentário…
    Ei, esse negócio tá meio injusto, você julga se irá publicar meu comentário, divulga se quiser. Ao passo que eu não posso julgar se divulgo seu comentário ao meu comentário. Mas aí é pedir demais, você é o dono da brincadeira!!!
    Olha, você está se fazendo de doido: pela internet podemos fazer críticas em tempo real, às vezes até com garantia que irá ser publicada, que não é o seu caso claro. Temos garantia de publicação em muitos blogs e inclusive aqui no OI, mas, pelo visto o único observador que permite isso é o Carlos Castilho.

    Sobre o seu comentário a respeito do Presidente, não irei comentar a sua ACACHAPANTE hipocrisia.

    Sobre Carta Capital x Veja, acho que você me convenceu que Mino Carta tem o mesmo propósito de Roberto Civita. Ei Homer Simpson é em outro canal.

    Por fim, Dines não aguentou a avalanche de críticas e mandou trazer de férias a sua tropa de choque, mas nunca esqueça: A INTERNET É LIVRE E DEMOCRATICA.

  39. Comentou em 09/11/2006 Ivan Berger

    Parabéns Malin pela explanação elucidativa e sobretudo pela serenidade com que despacha os adeptos mais exaltados do tal complô mediático. É claro que nem todos irão se curvar a sua argumentação consistente e equilibrada, pois fanatismo e cabeça-dura não se curvam à razão, mas isso é irrelevante diante da contribuição que você está dando à racionalização de um debate que já se prestou a tanta celeuma. Acima da questão de saber se a gritaria dos lulistas é procedente ou não é a desmistificação do papel da imprensa como formador de opinião, algo que é tão enfatizado mas que na prática nem sempre se observa, como você bem salienta e a própria vitória folgada de Lula confirma. O fato é que a imprensa fez o que sempre fez, em maior ou menor grau, ou seja, agiu conforme suas conveniências, muito mais por motivações pecuniárias do que ideológicas, que ninguém se iluda quanto a isso. A novidade é que o público pela primeira vez teve a chance de participar ativamente nesse processo, e foi aí que a vaca torceu o rabo. Como quem nunca comeu melado geralmente se lambuza, há que se entender os excessos, até mesmo como aprendizado. O tempo se encarregará de promover os ajustes e a necessária triagem de parte a parte, processo no qual, em todo caso, a imprensa ainda tem papel fundamental. Daí também a necessidade de preservá-la, ou no mínimo, de tentarmos separar o joio do trigo,a começar por este valioso OI.

  40. Comentou em 09/11/2006 ubirajara sousa

    (continuação) considerar o episódio como um ato falho, mas que, por isso mesmo, deveria (a seu critério) ser examinado. Inquieta-me,da mesma forma, a questão da censura, tão debatida e combatida pela mídia, inclusa em seu comentário, na mesma proibição aos parlamentares. Eu posso estar errado, mas acho que o assunto merece um exame. Um abraço.

  41. Comentou em 09/11/2006 ubirajara sousa

    O presidente Lula e a direção do PT (esta não tinha mesmo saída, tal como constituída na época, e ainda hoje, com o deputado Berzoini na presidência; e talvez o mesmo se possa dizer de Lula) cometeram um erro político colossal, do ponto de vista dos interesses da democracia, ao negligenciar as punições devidas. Ao deixar, por exemplo, deputados acusados de mensalismo que renunciaram ao mandato concorrer em 2006. Que mensagem mandaram ao povo? E como a mídia se coloca diante disso? Senhor Malin, fico pasmo cada vez que vejo pessoas de bom nível intelectual, como o senhor, fazer referências ao ‘mensalão’ como uma ‘verdade insofismável’. Pior, ainda, quando vejo essas pessoas exigindo punições aos supostos benefiários desse sistema. mas, o que mais me causou espécie foi o seu comentário de que Lula não deveria permitir que os parlamentares acusados de mensalismo e que renunciaram aos seus mandatos concorressem em 2006. Sobre isto faço-lhe apenas uma pergunta: e os direitos constitucionais desses cidadãos? Por outro lado, não estaria o senhor considerando (como muitos o fizeram, inclusive neste OI) os eleitores incapazes de julgar; burros; imbecis; indigentes mentais? É contra essa prepotência que nós, petistas e não petistas, membros/não membros de grupos organizados, articuladores/não articuladores de complôs que ora nos insurgimos. Respeito-o, por isso vou (continua)

  42. Comentou em 09/11/2006 Pedro Lima

    Vamos lá, eu irei ser observador do mau observador: 1) Tentativa de levantar a moral de Alberto Dines, péssima tentativa, pois os últimos textos do Dines foram de um ridículo acachapante; 2) Fazer um ping pong com os leitores, começou até bem e tal, aí começou a dizer realmente quem é quando colocou Veja e Carta Capital no mesmo nível, hilário. 3) Falou das CPIs como se fossem tribunais de exceção, só falta dizer que a Imprensa/Jornalitas podem Julgar/Sentenciar e executar. Isso é sério?? 4) Aí vem sutilmente citar Lula:’deseducativamente ter o PT feito aquilo que ´todo mundo faz´.’ E é mentira? Só faltou dizer que a corrupção iniciou a partir de 2003 e o PFL/PSDB são os guardiões da Ética. Eu não sou Homer Simpson!!! Para encerrar a observação, citarei: ‘A mídia está sendo criticada mais por suas virtudes…’ A Mídia está sendo criticada porque, PELA PRIMEIRA VEZ, temos a possibilidade de criticar. P.S.: Tenha coragem uma vez na vida e publique meu comentário.

  43. Comentou em 09/11/2006 Fred Pegalez

    Prezado Mauro Primeiro gostaria de parabeniza-lo pelo texto e dei-me o trabalho de lê-lo e relê-lo, bem como os comentários ,que estabelece um salutar bate papo com os seus leitores. O que o Dines escreveu, e que foi muito contestado, foi uma afirmação grotesca e infeliz em que intitulava todo aquele que discordava da atuação de alguns órgãos de imprensa como petistas. Ele comportou-se exatamente como a mídia que vem sendo questionada, com parcialidade e sem escrúpulos no teclar a sua crônica. Vejo que você,exímio articulador das palavras e um prolixo, pega alguns comentários aleatórios e os responde como se a resposta estivesse sido minuciosamente pensada e escrita antes, e você tivesse saído à procura do comentário que mais combinasse com sua linha de pensamento. Com o advento da HDTV e de outras tecnologias de comunicação, vão ficar cada vez mais freqüentes as discordâncias entre a arcaica midia patronal como Globo, Veja, Folha e o público em geral, uma vez que qualquer cidadão, em qualquer lugar do Brasil e do mundo, pode se fazer ouvir, discordar e desconfiar de métodos pouco democraticos de uma parcela da imprensa,que cooperativismo de muitos, impede que sejam questionadas. Não existe liberdade de imprensa sem liberdade de expressão. O Sr.Zeferino de Xique-Xique tem portanto o mesmo direito a criticar, expor e ate errar em suas acusações. Isso é um caminho sem volta.

  44. Comentou em 09/11/2006 Clerton de Castro e Silva

    Como não sei se um comentário que postei anterior chegou ao observatório, permita-me Mauro copiar o comentário de Sr. Paulo Bandarra de Porto Alegre, que eu achei muito bom, feito em Nota de um linchado do Alberto DinePaulo Bandarra , Porto Alegre-RS – médico
    Enviado em 9/11/2006 às 2:45:50 PM

    ‘Caro Economista Elton Silveira , de Porto Alegre-RS – Me parece que existe um engano na sua afirmação sobre a não divulgação do dossiê por parte da mídia como prova de ser o braço político de um partido. Me diga porque Caros Amigos, Carta Maior e Brasil de Fato não publicaram o dossiê se ele existe e é consistente, como você faz crer que só a mídia marrom o esconde? Será que esconder o caso como elas fizeram faz melhor pela liberdade de informação?
    s. Gostaria de saber a sua opinião.’

  45. Comentou em 09/11/2006 Humberto Munhoz

    Malin, parabéns pelo seu texto: nós exigimos tanta isenção dos meios de comunicação, mas será que somos tão isentos assim? E me incluo nesta indagação. O que eu pude observar, nas últimas eleições, é que o debate parece discussão de torcidas, cada uma querendo mostrar que o seu time é melhor. Que deve haver os interesses e pilantragens, com certeza. Agora que tem muito mito, com certeza também. Abraços a todos.

  46. Comentou em 09/11/2006 Francisco Ramos

    Sobre sua réplica ao comentárioa da Rosana Aquino, Biologa (Fortaleza/CE) Enviado em 8/11/2006 às 1:08:57 PM Pensa que somos idiotas?

  47. Comentou em 09/11/2006 Jorge Luis Zanetti Pereira

    Tenho um dilema! ou a maior parte da mídia é ‘ingenua’ e caiu no conto dos que se acham donos do poder e únicos que ‘sabem’ votar, ou agiu de má fé contra os interesses do povo brasileiro, como ficou incontestavelmente demonstrado nos números da eleição recente. Tenho que pensar se esses senhores com tanta cultura foram envolvidos num golpe e nem se perceberam de tal ou mergulharam no projeto dos ditos ‘eleitores do Brasil’ – só entra nesse grupo que souber votar e isso não é apertar os botões, é apertar os ‘certos’.

  48. Comentou em 09/11/2006 Conceição Oliveira

    Conclusão: Fora desses períodos, ou seja, todo o restante do tempo, a categoria jornalística, com raríssimas e louváveis exceções, está muito longe de perceber e fazer transparecer que o mundo tem diferentes sujeitos e grupos sociais com diversos e conflitantes pontos de vista, diferentes interesses em jogo e que seria importante ao menos deixar nós leitores conhecer tais pontos e tirarmos nossas conclusões.

  49. Comentou em 09/11/2006 Conceição Oliveira

    Parte 3

    ‘É preciso estudar os casos em detalhe, sem generalizações, que não ajudam a entender nada. É preciso examinar cada evento ou processo importante e como ele foi noticiado (não comentado) em cada um dos veículos mais importantes. Esse será o ponto de partida para uma síntese útil, e não partir de generalizações feitas com base numa primeira impressão e depois constatar que os fatos não correspondem à construção teórica.’

    Também acho a generalização um caminho ruim para a análise, mas ai de nós leitores se não nos posicionássemos aqui mesmo no OI contra as generalizações que nos foram imputadas.

    Seria fantástico que os manuais de redação se preocupassem com o ‘como noticiar’, que termos utilizar pra não reforçar preconceitos, idéias preconcebidas e a visão de mundo de determinados grupos dominantes.

    Não sejamos ingênuos (ou não nos trate como leitores ingênuos) pois, com raríssimas exceções, esta é uma preocupação inexistente nas redações.
    Não sejamos simplistas, reduzindo a discussão ao período eleitoral.

  50. Comentou em 09/11/2006 Conceição Oliveira

    Parte 2
    Façamos uso de um exemplo simples e muito recorrente: todas as vezes que a temática do MST está presente na grande mídia a expressão ‘invasão de propriedade’ é comumente utilizada. Os textos partem do princípio do reconhecimento do direito à propriedade do(s) suposto(s) latifundiário(s), mesmo que a terra tenha sido apropriada por reconhecidos grileiros.
    Os movimentos sociais que lutam pela terra– como o MST– usam o termo ‘ocupação’, porque querem colocar em questão as idéias de propriedade e reforma agrária. É muito comum que os conflitos agrários e as ações dos trabalhadores rurais sem terra sejam tratados como mera bandalheira.
    Você é um bom leitor, o exemplo é suficiente, mas poderíamos arrolar inúmeros usos e abusos da linguagem para exemplificar as ideologias defendidas, travestidas de informação, presentes nos grandes jornais brasileiros.

    Vc diz:
    1) Todos os veículos cometeram erros maiores ou menores.

    (ultimamente muito maiores que menores)

  51. Comentou em 09/11/2006 Conceição Oliveira

    Parte 1
    ‘(…) se ficássemos na teoria pobre do complô da mídia, continuaríamos a reboque dos acontecimentos, supondo ingenuamente que de alguma maneira os estamos conduzindo.’

    Mauro, meus dedos já estão cansados de dizer que é atitude empobrecedora demais (por parte da categoria jornalística), repisar a idéia de ‘complô”, absorvendo-a de modo simplista como alguns leitores, às vezes, utilizam-na.

    Veja, o Estado, Folha, Globo não precisam se reunir em uma sala escura pra reproduzir em uníssono às visões de mundo que expressam (e dos grupos que representam). Ao falar, por exemplo, sobre reforma agrária, ações afirmativas, renda-mínima e outras questões fundamentais para muitos grupos excluídos da cidadania plena o discurso é praticamente o mesmo.

    Se tivesse tempo e espaço (às vezes quando o objetivo é didático e o meio permite até produzo material a respeito) mostraria a falta de criatividade não apenas nos argumentos utilizados como também nas figuras de linguagem presentes nos textos jornalísticos dos suportes supracitados. Parecem que vieram todos da mesma ‘agência de notícias’.

    Insisto que vocês devem sair da cantilena eleitoral para ampliar esta discussão. Até agora, outros leitores que como eu fizeram a mesma crítica não foram ouvidos, quiçá lidos.

  52. Comentou em 09/11/2006 Mauro D.Fant

    Guerra ideológica virtual? Pergunte para o Paulo Coelho quantos e-mails ele recebeu com ‘profundos elogios’ por ter apoiado o Lula. O engraçado é que, quando isso acontece com jornalistas e ou pessoas visivelmente comprometidos com os tucanos, falam em linchamento. Dois pesos, duas medidas.

  53. Comentou em 09/11/2006 Rosana Aquino

    ‘Sobre a entrevista de Lula em Paris, a globo nao poderia ter feito a critica que voce esperava porque o que o Lula disse foi: ‘o partido ERROU ao fazer, do ponto de vista eleitoral, o que se faz sistematicamente no Brasil.’ Eis ai um grande exemplo de manipulacao generalizada pela midia contra o presidente. No dia seguinte, a fala de Lula foi interpretada por todos os comentaristas como se Lula houvesse dito que o PT havia feito algo justificavel … a palavra ERROU simplesmente sumiu… . E ate hoje voce e muitos outros nao tiveram curiosidade ou tempo de ouvir a entrevista de novo? Nao ha complo, mas ha uniformidade. Nem um so jornalista resolveu transcrever as palavras de Lula … Resposta do autor: ‘Só faltava o presidente da República dizer que o partido não tinha errado. E mais: errar é uma coisa, cometer crime é outra.’ Replica: Mas segundo a imprensa nem faltava o presidente dizer isso (que o partido nao tinha errado); segundo a imprensa o presidente DISSE isso. Dizer que o partido errou é uma condenacao verbal, sim! O que a imprensa quer? Que Lula humilhe o seu proprio partido? Chame todo petista de criminoso? Ou que faca o trabalho da polícia?

  54. Comentou em 09/11/2006 Mirna Vieira

    Gostaria de saber dos senhores, o que teme a folha de sp??? Dois telefones da ‘Folha de S.Paulo’ no Comitê de Imprensa da Câmara dos Deputados estão entre 800 linhas cujo sigilo foi quebrado com autorização judicial A Polícia Federal pediu a quebra do sigilo telefônico do jornal Folha de S.Paulo na sucursal em Brasíla, no comitê de imprensa na Câmara dos Deputados. A quebra incluirá ligações desde o dia 15 de setembro. O objetivo é investigar a compra do dossiê envolvendo tucanos na máfia dos sanguessugas. A Polícia Federal tem em mãos o extrato de dois telefones – um celular e um fixo – utilizados por jornalistas da ‘Folha de S.Paulo’, que estão entre 800 sigilos telefônicos quebrados, com autorização judicial. Os telefones são do Comitê de Imprensa da Câmara dos Deputados. A área de inteligência da PF, que investiga a compra do dossiê, achou necessário pedir a quebra dos sigilos desses dois números – a partir de 15 de setembro – por ter encontrado grande volume de ligações em horários muito diferentes para Gedimar Passos. O diretor jurídico da ‘Folha de S.Paulo’ Orlando Molina, disse que, nesta quinta (9), encaminhará uma petição à Justiça solicitando, que os extratos dos telefones não sejam analisados.

  55. Comentou em 09/11/2006 Orlando carlos moreira

    Os jornalistas se sentem verdadeiros deuses e se acham dono da verdade. Por terem os veículos em mãos, podem por e dispor de suas palavras. Nós pobres mortais…………
    Em JUNDIAÍ – SP , governado pelo PSDB a 16 anos alguns jornalistas são funcionários da Prefeitura e de jornais e rádios.
    O dia que abrirem a caixa preta desta cidade, Pita vai parecer pinto.
    A manipulãção a Imprensa se dá de cabo a rabo no Brasil todo.

    Hoje a Folha publica a anistia de ICMS de 2 BI p/ empresas com fraude fiscal de importações.

    Herança do ALckmin.
    Vai ter Jornal Nacional ?
    Vai ter CPI.
    O PT deve ser punido, mas………só ele ?????
    Cadê justiça, cadê ??????????

    Abraços .

    Orlando, ainda indignado.

  56. Comentou em 09/11/2006 Eduardo Panda

    Malin, o teu texto é muito bom, e as respostas também (esclarecedoras e educadas). Duas me chamaram a atenção, pela honestidade intelectual e pela abordagem histórica. A que remete às relações poder x mídia e a que faz referências à Venezuela. De modo algum a mídia deve ser castrada, limitada ou censurada. Ela é importante ator num regime democrático. Não é à-toa que um dos princípios constitucionais da Administração Pública é a publicidade. Se tem que responder por eventuais exageros, o Judiciário está aí para isso. Mas, a crítica pública, antes de ser considerada como perniciosa, deve ser encarada como meio de aperfeiçoamento e de enriquecimento na realização do ofício de informar. Acho que isso equilibrará um pouco a questão histórica do alinhamento da mídia (entendida como grandes veículos como as Organizações Globo, Abril, FSP, Estadão, RBS, etc.) com o Poder (ARENA, MDB, PDS, PMDB, PSDB, etc.) outrora reinante. Essa vigilância dos leitores deve ser constante (não patrulhamento), e é o que vai determinar se ele continuará a ler, ou assistir, ou acessar determinado veículo. O PT errou? O LULA errou? Deve ser apontado e discutido, e digo, ainda que ocorram abordagens sob o efeito das idiossincrasias próprias de cada veículo. Só não pode fazer biquinho e espernear quando for criticado, afinal de contas vivemos num regime democrático, e se vale para a mídia, vale para todos.

  57. Comentou em 09/11/2006 Marco Costa Costa

    Qual trabalho da mídia tornou-se relevante perante seus leitores. Qual o contexto político que torna um teatro com apenas dois grupos protagonistas. Qual foi a notícia desse circo chamado imprensa livre que mudou o destino da humanidade. Qual a notícia desse circo que trouxe melhoras para o povo carente. A mídia de papel e de botão, brinca de sabedoria entre o jornalista que se acha o pai da verdade, com a classe média decadente, que se acha culta a ponto de dar ponto para um jornalismo terceiro mundista.

  58. Comentou em 09/11/2006 Eduardo Ramos

    Boa tentativa Mr. Malin. Mas, assim como ocorreu com o Mr Dines, não funciona. O problema é que vocês estão fazendo apenas ´meia crítica´, enquanto todos esperam que, ao menos aqui no OI, a discussão ocorra por inteiro.
    No seu texto você quase admite a culpa da Grande (?) Mídia, que, convenhamos, é antiga. Mas, que história é essa de que o ´esquecimento´ da biografia dos acusadores de Lula é algo menor? De onde vc tirou a idéia de que a mídia está sendo criticada por suas virtudes?
    Ora, assim você incorre no mesmo erro de Veja, IstoÉ, Folha, Estadão, RBS, Globo… Não, não estou me referindo ainda ao erro de tentar sofismar a descarada parcialidade pró-Alckmin, mas ao erro de imaginar que a maioria do povo brasileiro ainda é acéfala, estúpida ou elitista.
    É como vc disse, o mundo pós-internet criou um público diferente e a imprensa (os donos e nós, jornalistas) precisamos urgentemente nos adequar a isso. Acontece que essa adequação não ocorrerá com discussões pela metade (como aqui) ou com a recusa ao debate (como ocorre na maioria dos grandes[?] veículos). Como fez com Lula, o cidadão até perdoa o passado de pecados dos barões da mídia – mas não suporta o cinismo e a resistência demonstrada em aceitar o jogo democrático. É daí, penso, que nasce o estranhamento e as críticas feitas pela sociedade.

    Ps.: Não sou petista e nem assecla de nada.

  59. Comentou em 09/11/2006 Fábio Carvalho

    Penso que as melhores críticas à grande imprensa não decorrem de sua independência e do desejável enfrentamento do poder, mas tem raízes fincadas no tratamento não-isonômico dispensado às forças políticas que polarizaram o segundo turno das eleições. A RBS não era, e ainda é, criticada por ter enfrentado o governo do PT, mas pela parcialidade flagrada em seu noticiário (vendido, no bom sentido, como imparcial). Noticiar a corrupção e a incompetência em um governo do PT é um acerto inconteste, pelo simples fato de ser uma exigência democrática antes mesmo de ser um flanco legítimo para o PSDB atacar. Esconder ou não destacar a corrupção tucana, além de uma omissão imperdoável, dá discurso à manada militante e faz prosperar a teoria do complô, contaminantes do bom debate. Portanto, a falta de equilíbrio na imprensa é a grande responsável pela atual avalanche de críticas (registro insultos injustos sofridos pelo Alberto Dines, que já freqüentou a lista de lulistas no Observatório do Diogro). Penso ainda que a comparação entre Veja e Carta Capital, para além da falta de aspas que depõe contra a primeira, guarda outro problema: erro é uma coisa, crime é outra, muito diferente. A explosão de críticas saudada pelo autor foi também detonada pelas matérias de Raimundo Pereira – mas Dines considerou o assunto superado pela ‘Limpeza de alto risco’, capa da Veja.

  60. Comentou em 09/11/2006 Cícero Antunes Simões

    Sr. Malin, embora louve o seu comportamento de responder aos leitores, é incoerente por parte de qualquer jornalista tentar defender o comportamento nocivo e partidário da mídia, conforme pudemos ver, ler e ouvir nessas eleições. Ninguém é trouxa, embora muitos pensem assim. FORAM DELIBERADAMENTE ACUSATÓRIOS E PARTIDÁRIOS, TENTANDO LINCHAR, INCRIMINAR E DERRUBAR O PRESIDENTE LULA, PARA COLOCAR NA PRESIDÊNCIA O CANDIDATO QUE ‘ESCOLHERAM’ DEVIDO A ENORMES E COSTUMEIROS INTERESSES (interesses, sempre eles).
    Se o sr. (assim como o sr. Dines, Hebe Camargo, Mainardi, Jabor…)considera que agiram de forma correta, utilizando-se de sua concessão e em nome da ‘liberdade de imprensa’?!, não tenho mais nada a dizer. Mídia partidária deve deixar de existir, não serve para absolutamente nada. Sou a favor de uma mídia alternativa (conforme temos ouvido propostas) mas a maior e melhor alternativa, atualmente, é a internet, onde podemos desmentir ‘veículos’ como globo, estadão, folha e veja. Mídia ‘livre’ é conversa fiada. Isso precisa ser melhor discutido e a oportunidade é ótima.

  61. Comentou em 08/11/2006 Clerton de Castro e Silva

    Espero que os novos Petista, aliá novos Lulista, ou somente os eleitores do Lula, que leiam o comentária do Mauro,sobre o comentário do Sr. Cesar Augusto Dutra da Rosa de JParaná. Embora não justifique os abusos da mídia, explica em parte as razões. Só para completar, é como se na época o PT, fosse aquela noiva pura e bela e depois do casamento viu-se que a noiva não era bela e muito menos pura.

  62. Comentou em 08/11/2006 Victor Tavares

    Caro Mauro, não posso acreditar que a ‘falha’ a qual você referiu ao ‘esquecimento’ da Globo em pôr a legenda psdbista no Cássio Cunha Lima tenha sido só uma ‘falha’. Ou então é uma falha sintomática, ou quase patológica. O que diria do caso do dossiê quando era o mesmo Procurador Marcelo Avelar do caso Lunnus, de Roseana Sarney, na mesma época pré-eleitoral, com o mesmo tipo: aparição de uma montanha de dinheiro? Em nenhum editorial de Folha, Estadão, Globo eu vi alguma referência às eleições de 2002. Teria sido outra falha? Outra: no mesmo Jornal Nacional (não me lembro o dia) que anunciaram a punição ao senador Anthero Paes de Barros, a nota foi curtíssima e, outra vez, não disseram que o senador era do PSDB. Outra falha? Desculpe, caro Mauro, mas nunca vi uma falha dessas acontecer favorável ao PT. Isso não pode ser azar. E quando me referi ao Mainardi e o Madureira quis dizer que, respectivamente, representam a revista de maior circulação e a emissora de maior audiência no país.

  63. Comentou em 08/11/2006 Paulo Silva

    Só um comentário: uma ‘cidadã’ – diregente regional do PSDB mineiro – divulga um vídeo falso feito com um laranja falso que presta informações falsas – contra pessoas verdadeiras ligadas ao PT – que é manchete na mídia em geral antes do segundo turno como se fosse verdade total e absoluta. Um dos componentes do ‘falso’ dossiê – como diz a mídia e eu contesto: todo dossiê, uma vez dossiê, é verdadeiro, falsas podem ser as informações contidas nele – é um vídeo que rola na internet, cuja veracidade foi comprovada pela PF, onde o Sr. José Serra está presente à entrega de ambulâncias e ônibus…, etc, etc., e sequer foi mencionado pela ‘isenta e imparcial’ mídia brasileira e tampouco divulgado/solicitado pela CPI dos sanguessugas. Agora uma pergunta: ‘onde está o lado ‘imparcial e isento’ dessa mídia que, coitadinha está sendo vilanizada pelos cidadãos pensantes deste país? O assunto sanguessugas está acabado? Alguém já viu alguma manchete dizendo que o Sr. Serra está ligado ao esquema? Por muito menos o sr. Godoy, porque telefonou a alguém (Sr. Lorenzetti) ligado à candidatura do Sr. Lula no dia em que estourou o ‘escândalo’ foi acusado e julgado culpado pela mídia. Será que dá para divulgar o resto do escândalo? O sr. Serra já foi eleito mesmo!

  64. Comentou em 08/11/2006 Marcelo del Questor

    Sr. Malin, apreciei muito o seu texto. Senão tanto por certas passagens, foi valoroso porque comentou sobre a opinião dos que postam aqui. E isto é muito democrático. ‘Faz parte do negócio mostrar-se afirmativo, seguro’. Pode ser que as exigências empresariais forcem este procedimento, mas é, no meu entender inapropriado para quem divulga ou deveria divulgar os fatos. Reais em sua totalidade. Considero essa ‘liberdade de imprensa’ questionável se é ditada por interesses de alguns poucos. Nos interiores desse país se matam repórteres. Nas capitais, em especial naquelas em que deu notas, coloca-se jornalista em lista negra. É um assassinato profissional. Noticiou-se a vitória de Lula, baseada em pesquisas. Mas em contra-partida o bombardearam de forma constante nos 15, 16 meses que precederam as eleições. Ele errou? Muito! ‘PT fez aquilo que ‘todo mundo faz’.’ Inaceitável. Deplorável mesmo. Mas e os demais escândalos? Porque não foram tratados com o mesmo rigor. E espero que não me digam que o tratamento foi igual. Seria hipocrisia demais. Vide o envolvimento do candidato eleito ao governo de SP, que ainda por cima recusou-se a comparecer na CPI. Mas fotos dele existem, em profusão com os Vedoin. Vejo que não tocou no caso do dossiê. Complô, pode até não ter sido. Decente? Certamente não é a palavra ali aplicada.

  65. Comentou em 08/11/2006 nelson perez de oliveira junior

    No comentário , aliás muitos, sobre referência ao dinheiro encontrado com correligionários de Cassio Cunha Lima, PSDB PARAIBA, o autor alega ‘FALHA’ da imprensa em enfatizar o fato. É senhor Malin, este é o ponto falta ânimo para a ênfase nos deslizes que não sejam do PT, o que pode confundir o público com outro caso de dinheiro encontrado com PTISTAS (PAPAGAIO COME MILHO PERIQUITO LEVA A FAMA). Se o autor acreditar em chapeuzinho vermelho, saci e mula sem cabeça, eu vou concordar com tudo o que escreveu, e comentou. Aos empregados da mídia se dá o benefício da ingenuidade.

  66. Comentou em 08/11/2006 Maria Amália Couto Santos

    ‘Quanto a Cássio Cunha Lima, é verdade. Não deram o partido. Mas não creio que isso tenha sido deliberado. Tem cara de falha. Agora, produziu o efeito que o leitor constatou, e é bom que os jornalistas se dêm conta desse tipo de problema’. Caro sr. Malin, o ‘esquecimento’ foi deliberado sim. Quando é de outros partidos o responsável tem nome e sobrenome. Quando se trata do Partido dos Trabalhadores isso fica para segundo plano ou alguém lembra do nome da pessoa que transportava dinheiro na cueca? (pago um milhão de dólares se alguem lembrar, até mesmo para o nobre jornalista se este souber sem precisar fazer uma consulta) Mas o que todo mundo sabe é que ele era assessor do irmão do Presidente do PT José Genuino (assim mesmo, primeiro o Partido para depois o nome do integrante). Nem o nome do irmão eu não lembro! Ou seja, o partido é criminalizado, diferentemente quando se trata de PSDB, PFL, etc… ai eles adquirem nome e sobrenome para os ‘nobres jornalistas’ .

  67. Comentou em 08/11/2006 Meire Ramos

    A mídia criticada por suas virtudes????? que virtudes??? Exaltar Roberto Jefferson é uma virtude? Jo Soares aplaudiu a agressão covarde de um ator aposentado com uma bengala na cabeça do Dirceu, uma agressão que poderia ter acabado no hospital… vc ve virtude nisso??? Uma jornalista arrancou o dedo de uma militante petista a dentadas,não vi ninguém da imprensa se escandalizando com isso. È virtude colunista chamar os eleitores de Lula de ignorantes, burros,boçais, nazistas, fascistas, empasteladores, pobres, membros da kkk, indigentes mentais….Tentarem GUETIFICAR o voto e o Brasil com a ridicula divisão entre ricos e pobres uma divisão que existe desde que o mundo é mundo e não é de hoje! Azeredo do psdb quase impôs a lei da mordaça através do projeto , esse sim fascista, de controlar o acesso a internet obrigando as pessoas a se identificarem, mas isso não foi comentado aqui. Serra fugiu da cpi e nada da grande imprensa comentar o fato. È deprimente ver a chantagem da grande imprensa , pior fazem qualquer coisa agora para fugir do debate da democratização da imprensa, impõe aos leitores a pecha de totalitários e de intolerantes , se vitimizam, gritam pela liberdade de expressão, mas pelas costas chamam Emir Sader de zero à esquerda.

  68. Comentou em 08/11/2006 Marco Costa Costa

    Prezado jornalista, estes assuntos de perseguição gratuita contra a mídia, livre expressão e imprensa democrática estão superados. O produto notícia vale quanto vale um metro de tecido. Vamos trocar a música virando o disco para um outro ritmo de dança. Não tem sentido se fazer de vítima do sistema, procurem se unir com a massa atrasada, quem sabe a mídia conseguirá seu reconhecimento natural.

  69. Comentou em 08/11/2006 Silvano Carvalho

    Caro Mauro, faltou tecer um comentário sobre o filho o fhc. Grato estou esperando p/ saber se é verdade.

  70. Comentou em 08/11/2006 João Negrão

    Mauro, por favor, nos poupe. É ridículo…

  71. Comentou em 08/11/2006 Léo Bueno

    Prezado Malin, belíssimo texto. De dar orgulho ao leitor do OI, que tem senso crítico. Complô realmente não houve. Não dá para dizer que os veículos tenham se associado para derrubar Lula. Houve, é inegável, apenas uma torcida fenomenal, por motivo simples: os donos dos grandes veículos queriam que o Alckmin vencesse. Não todos juntos; cada um por si. Mas, se não houve complô, também é injusto o que está dito noutra página deste OI, que Alberto Dines é vítima de linchamento. Não é. Pelo mesmíssimo motivo: nós, que discordamos dele, não nos juntamos para fazê-lo. Apenas nos manifestamos. Noves fora, a idéia de complô é mais instintiva do que racional. Tome como exemplo o veículo que melhor representa a resistência ao governo: Veja. Tome sua última edição. Percorra suas páginas com seus olhos, críticos e impiedosos. E, se possível, nos responda: 1) ela parece representar a opinião pública?; 2) ela parece, longinquamente, praticar jornalismo imparcial?; 3) note, em sua manchete: ‘o primeiro mandato de Lula foi pífio’. Isso lhe parece jornalismo? Outro exemplo: quando você pega um jornalista do Estadão, um do Globo, um da Jovem Pan e um da Folha, coloca-os a assistir a um delegado cometendo um crime, e todos, de comum acordo, acobertam-no, você não acha que é justificável que se forme na mente do leitor uma idéia de complô?

  72. Comentou em 08/11/2006 Nádia Chacra

    Prezado sr. Mauro: Sinto no seu texto quase 90% de transparência e realmente vontade de nos mostrar, de forma mais ampla, as questões em pauta no OI. Por isso te agradeço imensamente e tenho convicção que seu esforço será muito bem aproveitado por nós leitores. Porém, quem já passou dos 40 sabe que tudo é bem mais simples do que parece. Exemplo: não vamos a CPI dos sanguessugas para questionar o Humberto Costa e, em troca, vocês deixam o Serra em paz. Já ouviu falar do acordão? É um jargão midiático muito em moda. Pois é, em vez de complô podemos falar de acordão entre a mídia e o PSDB. E isso, por muitos anos, incluindo casos mais ou menos recentes como o caso célebre da jornalista da globo que teve um filho do FHC até a alopração geral da mídia nessas últimas eleições. Não deixo de pensar em algo simples assim: na casa de um banqueiro qualquer , donos da mídia, aspirantes a presidente, ex-presidentes e demais abastados se reunem para decidir quem será o laranja-presidente. Um determinado momento, alguém com um charuto cubano na mão fala algo assim: nós elegemos até pedra como presidente, não tem problema, pode ser esse aí mesmo. Parece roteiro de filme. Mas qual será o limite para quem quer o poder?

  73. Comentou em 08/11/2006 Célio Mendes

    continuação … Você como jornalista pode encarar esses fatos como erros, eu com minha visão de leitor enxergo de forma diferente, para mim foi sonegação de um produto que vocês me fornecem que se chama informação, se eu for comprar um carro e o vendedor me vender garantindo que não tem defeito e depois que eu virar a esquina descobrir que ta com o motor batido ele vai enfrentar a mesma reação que vocês tem enfrentado com seus clientes. O leitor agora tem outras fontes e descobre que comprou uma noticia com o motor ‘preparado’ e ai ele reclama com o vendedor.

  74. Comentou em 08/11/2006 Célio Mendes

    Malin, antes de mais nada lamento o encurtamento de suas férias, como todo trabalhador deveria ter direito ao merecido descanso infelizmente nem sempre isso é possível, por outro lado fico feliz com sua volta ao debate sua opinião estava fazendo falta, apesar de ultimamente ter na maioria das vezes discordado dela, e por falar nisso tenho novamente que discordar, se para você a idéia de um complô da mídia não se sustenta o que dizer do complô contra mídia que foi denunciado aqui no OI, é mais crível que internautas sejam massa de manobra insuflada por agitadores, que tal como uma turba se reúnem para linchar jornalistas, do que grandes meios de comunicação dominados por poucas famílias conservadoras utilizem sua posição de poder para desacreditar um governo não confiável que não segue seu credo econômico/social ? Um complô da mídia é teoria da conspiração já o complô contra mídia um fato inegável? Quanto à mídia posicionar-se contra o discurso oficial, porque o segundo turno na eleição presidencial era democraticamente necessário para se ampliar o debate e na eleição para o governo de São Paulo esta exigência democrática não tinha importância? Porque até hoje o cidadão que não tem acesso a internet não pode ver o vídeo do Serra entregando ambulâncias e rasgando elogios ao esquema que permitiu os desvios dos sanguesugas? … continua

  75. Comentou em 08/11/2006 Giovani de Morais e Silva

    Por que agora todo jornalista é uma virgem vestal? Por que tentar colocar ‘panos quentes’ sobre fatos batidos e debatidos. Senhores Jornalistas, A casa da mídia caiu!!!! Entenderam? Caiu!!!! Tentem reconstruí-la porque fazer remendos está ficando cada vez mais complicado!

  76. Comentou em 08/11/2006 Vladimir Nunes de Oliveira

    Meu caro Mauro, que bom que você retornou de férias, pois estávamos sentindo sua falta, principalmente pela forma respeitosa com que você trata seus leitores, mesmo aqueles que discordam de suas opiniões. Estou tendente a acreditar que não houve, de fato, um complô da mídia para prejudicar Lula. O que houve foi um direcionamento editorial pró Alckmin de alguns órgão de imprensa de forma muito escancarada. Estou me referindo principalmente à Rede Globo e a Revista Veja. Isso é inquestionável, qualquer criança percebeu o truque. Aqui no RS, a RBS moveu mundos e fundos para derrotar Olívio Dutra. Isso se percebia claramente pela forma como a campanha do segundo turno foi noticiada em seus veículos. A RBS tem ódio do PT e mais ainda de Olívio Dutra. Quando o Ibope divulgou pesquisa que mostrava a queda de Yeda Crusius e o crescimento de Olívio uma semana antes da eleição, os números foram escondidos. O Jornal Zero Hora costumeiramente divulga as pesquisas na edição de domingo, que começa a circular no sábado à tarde. Pois nessa eleição, para espanto de seus leitores, a pesquisa saiu na ZH de sábado, que ningém lê. A RBS TV e a Rádio Gaúcha não divulgaram os números, ao menos nos horários costumeiros: às 19h na TV e 18h na rádio. E me diga, por favor, como podemos conceituar aquele JN de 29/09? Não é engajamento? Será que e Globo merece defesa?

  77. Comentou em 08/11/2006 Victor Tavares

    Além do mais, na TV GLOBO, por exemplo, também são nos detalhes que mora o diabo. No Jornal Nacional, que foi ao ar na sexta-feira antes do segundo turno, houve um caso explícito de velada preferência partidária: quando funcionários do gabinete de Cássio Cunha Lima foram presos com R$100.000,00 em uma mala em nenhum momento disseram que Cássio Cunha Lima era do PSDB. Incrível! Lembro de minha sogra no sofá da sala perguntando: ‘Ué? É outro do PT?’ Logo em seguida, veio a matéria sobre o dinheiro do dossiê que logo fizeram questão de dizer não só que era coisa do PT, como era coisa de PETISTA, num adjetivo já demonizado por alguns veículos. Adendo: na revista Veja, Reinaldo Azevedo chama petista de ‘petralha’, e Diogo Mainardi dedicou seu podcast a ‘xingar os petistas’, com o título do próprio. Na matéria, ele e Marcelo Madureira, do Casseta e Planeta, xingam petistas de coisas como ‘batráquio’ e dizem que assim ‘vão fazê-los abrir o dicionário pela primeira vez’. Ora, meu caro: complô realmente parece coisa do Batman, mas o que existe na grande mídia é uma opção clara pela direita e por alguns grupos políticos que, por trás de uma ‘imparcialidade objetiva’, acabam criando verdades indiscutíveis e sem contraponto audível na imprensa.

  78. Comentou em 08/11/2006 Marco Costa Costa

    O fenômeno mais abrangente é a falta de autocrítica que a imprensa deixar de fazer de si própria. O jornalista se acha no direito de tecer críticas de quem quer que seja, mas não aceita ser cobrada pelo seu mal desempenho quando mistura jornalismo com partido político. Portanto, sr. Malin você é apenas mais um no meio da multidão, nada mais. Não queira ser mais do que você pode ser, ou seja, um simples caneteiro.

  79. Comentou em 08/11/2006 ubirajara sousa

    Vou-me permitir esquecer o texto (muito bom, por sinal) para expressar o meu pensamento sobre a sugestão do senhor Rogério Maestri e o ‘comentário do autor’ por você oferecido. O banco de dados sugerido não serviria, eu penso, para modificar ‘a consciência do jornalista’, no sentido de alterar-lhe a capacidade de expressão dos seus pensamentos e sentimentos, mas no sentido de alterar-lhe a percepção da veracidade do conteúdo da notícia a ser veiculada. De uma forma, ou de outra, procedemos assim quando precisamos de um atestado de nossas convicções. Por que não mudar? O que não muda no planeta Terra? Se nem os momentos, por mais exíguos que sejam, são iguais, isto é, estão em constantes mutações, por que não modficar o nosso ponto de vista? E qual o melhor exercício para essa mudança do que o confronto de idéias? Enclausurarnos em nossas ‘verdades’ é perigoso para o nosso crescimento. Não somos senhores da verdade, principalmente por que esta, a verdade, sequer existe. Desta forma, amigo Jornalista, no seu lugar eu reavaliaria a sugestão do comentarista. Um abraço.

  80. Comentou em 08/11/2006 Victor Tavares

    Respeito a opinião do autor, mas existem questões de ordem ideológica que pulsam dentro de mim. Vou-me ater ao que disse sobre Veja, e a comparação da mesma revista com a Carta Capital. Primeiro, quando reitera a versão de Veja que a PF teria coagido os repórteres daquela revista, esquece-se do depoimento da Procuradora da República Elizabeth Mitiko Kobayshi que já disse não ter havido abusos. São sutis as coisas: quando o presidente Lula é acusado pelo Procurador Geral da União, e se tem respaldado na grande mídia que seria um homem íntegro e ‘precupado com a justiça’, a imprensa não questiona as possíveis intenções, ou erros, do Judiciário. Agora, quando há uma contradição entre a justiça e um órgão de imprensa – a Veja – a mesma mídia trata de esconder o depoimento e relevar o que diz esta revista. Ora, se tomarmos em conta as provas de falta de credibilidade que tem a revista Veja, ela não seria tratada de forma tão séria assim, como qualquer cidadão em suspeita: não se pode elevar a mídia a um patamar maior do que tem cada indivíduo. Considerei muito triste a comparação do autor com a Carta Capital, pois essa última tomou partido sim do governo, mas com a vital diferença de ter declarado publicamente em seu editorial e, inclusive, fazendo duras críticas ao Lula e PT e, fundamentalmente, é uma revista que adimite erros e não inventa fatos. (continuo…)

  81. Comentou em 08/11/2006 douglas puodzius

    O texto é longo e abrangente. Discordo de praticamente todo ele. Não quero e não acredito estar usando um velho artificio da imprensa que é retirar frases do contexto porque acredito que esta parte se comprende por si: ‘A mídia está sendo criticada mais por suas virtudes – contrapor-se ao discurso oficial, que é muito poderoso,.. ‘ Essa posição infelizmente, não vale para o estado de São Paulo, nem para a cidade de São Paulo. Aqui a palavra oficial vai além da oficialidade, ela vira lei. Só para ficar num exemplo grave: Quando Alckmin decretou o fim do PCC, assim ficou convencionado, e seguido à risca. Tanto que, ao noticiar, anos mais tarde, o cerco a que foi submetida a população de São Paulo, grande parte da midia não relatava a responsabilidade desse grupo- PCC. Apenas citava que uma facção organizada dentro dos presidios armava os ataques. Não há que ser ingenuo. Sua frase seria louvavel fosse verdadeira. A verdade é inteira. Olhando essa virtude apenas contra discurso oficial do governo federal nos leva a crer que não passa de um sofisma barato porque o que aqui se critica é exatamente uso de dois pesos e duas medidas. Ps. Espero que não esteja comemorando a condenação do Emir – como uma daquelas exemplares e imparciais, segundo os criterios atuais – E pelo contrario pergunto: – Já assinou o manifesto? Vai comentar o assunto? E o laranja tucanica, vai comentar?

  82. Comentou em 08/11/2006 Fabio de Oliveira Ribeiro

    Li com bastante atenção seu texto e ele me sugeriu algo que não foi abordado até agora. A alegada CONSPIRAÇÃO pode ser na verdade uma PROJEÇÃO. Explico. Cada profissional tem a tendência de projetar nas pessoas com que se relaciona os papéis desempenhados pelos personagens de seu cotidiano. Assim, os juízes são famosos por seus problemas familiares, oriundos do fato de que julgam suas esposas e filhos como se estivessem nos fóruns. Os psicólogos e psiquiatras tendem a tratar seus conhecidos como se fossem seus pacientes (recentemente uma psicóloga amiga começou a tratar-me como paciente e fiquei p… com ela). Os advogados, sempre em guarda, atacam ou defendem apaixonadamente seus clientes (e assim também se comportam em relação às idéias). Os policiais são tentados a tratar as outras pessoas como suspeitos, mesmo que não sejam. A atividade política se carateriza pelo segredo e pela antecipação. Sendo assim, os políticos são naturalmente conspiradores, estão sempre a conspirar dentro de seu grupo uma maneira de sobrepujar os grupos adversários. Eles sabem que seus adversários fazem o mesmo, ou seja, conspiram para superá-los. Portanto, devem achar que todo mundo conspira o tempo todo, especialmente os jornalistas (já que o jornalismo tem reflecos políticos óbvios). Sei lá meu… Valeria a pena submeter a questão da alegada CONSPIRAÇÃO a um psicólogo, não acha?

  83. Comentou em 08/11/2006 Tiago de Jesus

    Caro Malin, o Sr. conhece a ‘Chewbacca Defense’? Procure na Wikipédia, pois a idéia do complô da mídia é uma espécie de ‘Chewbacca Defense’, um non sequitur utilizado pela própria mídia para defender-se. Funciona assim: primeiro, caracteriza-se que a crítica contrária à imprensa implica que exista um complô. Então, como uma orquestração entre as empresas de comunicação é ilógica e contrária ao senso comum, a crítica não pode ter razão. Veja que seu próprio texto padece deste problema: sua refutação da tendenciosidade da mídia apóia-se no fato de jornais terem noticiado que Lula estava à frente de Alckmin, o que está longe de invalidar a hipótese, verificada aliás em editoriais, artigos de autoria dos donos dos jornais e na escolha das matérias das capas e das fotos. A mídia ainda deve uma resposta ao questionamento profundo que surgiu após estas eleições. Acredito que a primeira etapa seja reconhecer que o questionamento existe e é legítimo, e não uma maquinação orwellliana de altos secretários do PT, nem mesmo um desejo antidemocrático de desforra. Em tempo, a idéia que São Paulo é uma cidade ‘nota 7’ em liberdade de imprensa é risível. Identifico-me completamente com o leitor do RS que não considera as suas fontes de informações confiáveis.

  84. Comentou em 08/11/2006 JOAQUIM FERNANDES DE OLIVEIRA

    Parabens, acho que assim que os observadores devem se manifestar apontando os pros e os contras, diferente de outros analises que li no OI que parecia do sindicato da imprensa. Nao ha duvidas que a grande midia foi parcial. Tomando por base somente a cobertura da eleiçao presidencial, so criticou um lado ou seja, fez campanha velada ao nao ter o minimo interesse de avaliar tambem o outro candidato.

  85. Comentou em 08/11/2006 Cesar Augusto Dutra da Rosa

    Caro Mauro Malin! Texto interessante e bem articulado, gostei de seus argumentos e formatação de resposta contra as críticas, bem objetivo, mas gostaria de entender uma situação se a imprensa apanhou por ser correta contra a apuração das acusações contra o governo federal, e também acompanhei muitas das críticas quando a Marta Suplicy foi prefeita de São Paulo. O que eu pergunto é por que não acontece isso em outras administrações, por exemplo do PSDB em São Paulo e Minas Gerais, do Cesar Maluquinho no RJ? Não consigo entender, parece que estes locais passaram por administrações extremamente competentes e nada teve motivo por parte da imprensa para crítica, diferente em que alguém do PT ou aliado quando faz uma observação o mundo cai, e tenho lido várias reportagens mostrando isso.

  86. Comentou em 08/11/2006 Eduardo Panda

    O problema não foi a ausência ou presença de abordagem sobre este ou aquele escândalo. O problema é como foi feita esta abordagem. O que dizer de uma revista (a Veja, lógico) que espalha outdoors com a figura do Alckmin? Ou da desqualificação de eleitores do Lula pelo Estadão, quando da divulgação da malfadada pesquisa sobre tolerância contra a corrupção? Ou da divulgação da foto do ‘dinheiro do dossiê’ e a omissão do acidente da Gol no JN, às vésperas do 1º turno? Ou das críticas furiosas, carregadas de indignação de alguns formadores de opinião, contra aqueles que optaram por votar no LULA? Na verdade, a mídia tem uma dívida histórica com a verdade neste país (muitas vezes vilipendiada por questões sociais, políticas e econômicas). Você mesmo reconhece que em muitos lugares do país ela é monopolizada e oligopolizada. E onde deveria ser amplamente democrática você dá nota 7. Não! Não há empastelamento, não há vilanização, não há injustiça. Há exatamente o que está escrito (permita-me completá-lo): a perda da posição de cátedra desfrutada historicamente pela mídia, face a ampliação do uso da internet e do processo de politização da sociedade brasileira. Esta eleição foi antes de tudo um divisor de águas, e, no meu entender, os grande veículos e suas ramificações, não estavam preparados para o resultado.

  87. Comentou em 08/11/2006 Clerton de Castro e Silva

    Caro Mauro, tenho acompanhado assiduamente todos os textos dos observadores aqui publicados. O que tem me chamado mais a atenção, são os comentários de algumas pessoas, que dizem serem apenas simples eleitores do Presidente Lula. Estes comentários, na maioria das vezes furiosos contra a mídia, mas só a mídia que essas mesmas pessoas entenderam ser contra o Presidente Lula. O que mais chamou a atenção, é nunca houve nenhuma defesa do PT, as pessoas somente defendiam o Lula. Mauro, você acredita realmente que a atuação da Globo, Veja, Folha e Estadão chegou ao ponto de revoltar o eleitor comum?

  88. Comentou em 08/11/2006 Thogo Lemos

    Parabéns, Sr. Malin. É com dados e com idéias que fortaleceremos o debate e não com apelações infantis e/ou mal intencionadas. Volto a sugerir que o espaço à livre manifestação seja preservado mas que seja criado um espaço para discussão de temas específicos dentro do grande debate sobre a mídia. O objetivo é organizar melhor e tornar mais produtivas as discussões. Exemplos: política partidária e meios de comunicação, relação explícita X enrustida; quem financia e quais as formas possíveis de financiamento das empresas de comunicação; como tornar mais responsável a ação dos agentes da mídia (não me linche, por favor); como funciona a mídia em outros países, aspectos positivos e negativos. Como disse, acho que podemos e devemos contribuir.

  89. Comentou em 08/11/2006 Paulo Fernandes

    Acho até razoável e natural que os veículos apoiem um ou outro candidato, e honesto quando esse apoio é declarado. De preferência quando se mantenha a distância regulamentar e a visão crítica. Todo veículo, a gente aprende na faculdade, tem sua linha editorial e sua opinião. Seria muito mais nobre se cada veículo ‘saísse do armário’ e assumisse o candidato preferido – que os têm, já está óbvio pra qualquer leitor. Aí talvez todo mundo pudesse distinguir, nas matérias, entre o que é fato do que é opinião. Essa distinção anda meio nebulosa na imprensa brasileira. E não é de hoje nem de ontem.

  90. Comentou em 08/11/2006 Hudson Lacerda

    Discordo dos colegas comentaristas que sugerem várias formas de redução da interatividade como paliativo. O problema não é de ataques /DoS/ ou /spamming/. Escolhi falar do aspecto da interatividade de muitos para muitos e de muitos para poucos — os ´poucos´ aqui são os jornalistas, que não poderiam fazer mais nada se fossem ler completamente centenas de comentários sobre cada artigo. São comentários que eles não podem, entretanto, desprezar. Acho que soluções técnicas podem ajudar – por exemplo, ter no sítio um fórum para debates de internautas, diferente do espaço de comentários dirigidos aos autores dos artigos. E desenvolver uma ouvidoria especial para analisar as interações dos leitores. Sinto também falta da interação entre os jornalistas do OI, que ´conversam´ entre si indiretamente, via artigos sobre artigos. Simultaneamente sobra e falta interatividade: Sobra uma interatividade surda (em que os participantes comentam o artigo, mas não acompanham o que outros disseram), e falta interatividade real (em que idéias possam ser aprofundadas em debates envolvendo o artigo, seu autor e seus comentaristas). Essa deficiência de interação é agravada pela estrutura atual do OI, em que comentários são organizados cronologicamente, em oposição à organização dos comentários em ´árvores´, que permitiriam acompanhar e aprofundar discussões (ver sítios como groklaw e slashdot).

  91. Comentou em 08/11/2006 Eduardo del Mazo

    Mauro Malin faz uma defesa mascarada, de sim mas não. E defende porque diz não ver, segundo seu ponto de vista, que tenha havido complô algum por parte da grande mídia. É mais uma defesa travestida de pensamento intelectual, e igualando tambem as publicacões Veja com C. Capital, pondo no mesmo saco, mentiras, exageros, omicões, falsas denúncias, da ‘revista’ Veja, com os comentarios construtivos, verdad jornalistica, e ponto de vista autêntico (sem demonizar o candidato da oposição Alckmin), e quando citado em comentários, sempre com respeito, a diferença da Veja, desrespeitando sempre o Presidente Lula, como se o verdadeiro (para eles) presidente fosse o Presidente Bush. É esse jornalismo que devemos respeitar para valorizar os mecanismos democráticos? Esse tipo de jornalismo não merecem tanto. E tampouco nenhuma credibilidade. Porque a liberdade de expresão é o sustento fundamental do sistema democrático, e na sua aplicação radica o verdadeiro espírito da TOLERÂNCIA, COMPREENSÃO, e convíivio com aqueles que pensam diferente, porque a dignidade e a honestidade não se exercitam falando contra o Governo Lula. E o abuso da mentira, do jeito como foram usados os meios da imprensa, desmascara a intolerância, o classismo e o etnocentrismo, do que se nutre nossa grande midia. Na realidade o grande ódio de classes, levado a seu máximo potencial. É ideológico, não tem remédio.

  92. Comentou em 08/11/2006 alvaro marins

    Agradeço a atenção ao meu comentário feito a um artigo de Alberto Dines a esse Observatório, mas reafirmo minha posição. Quando, na semana anterior às eleições, a grande mídia arrefeceu o ânimo contra o candidato Lula, apenas jogou a toalha. Radicalizar em uma batalha já perdida serviria apenas para recrudecer a percepção da maioria da opinão pública acerca da indisfarçável parcialidade da grande mídia. E a constatação disso não é difícil, basta repassar as manchetes e editoriais dos grandes jornais e revistas nos restantes 358 dias do ano, inclusive na semana seguinte ao pleito do segundo turno. Concordo, no entanto, que isso não é complô, é opção ideológica mesmo e faz parte da disputa política. A estratégia de esconder essa opção através de uma pretensa imparcialidade é que não foi muito eficaz nessa eleição. Ainda bem. Cordialmente, Álvaro.

  93. Comentou em 08/11/2006 Luis Neubern

    Ótimo artigo, Mauro. Como consultor empresarial gostaria de dar apenas um pitaco. Em todas as empresas e profissionais que são diretamente afetados pelas mudanças tecnológicas deve-se ter sempre em mente que o fundamental é não perder de vista a sua razão de ser, no caso da imprensa e jornalistas, colher, interpretar e divulgar a informação. A tecnologia ainda está longe da criatividade e capacidade humana de pensar e agir. Estes são os valores a serem investidos.

  94. Comentou em 08/11/2006 Augusto Mourão

    Caro Malin,
    Você está oferecendo 1.400 toques, enquanto o Dines encurtou para 1.000. Continuando a defender suas posições da maneira, errada, que ele vem fazendo, terminará por permitir o número de toquies suficiente para o leitor dizer: Olá Dines. Concordo (discordo de) com você. Abraço.
    Como quase sempre seu texto é muito esclarecedor. Acho que você, realmente, não se inteirou do noticiário. O fato da grande mídia ter dado destaque à irremediável vitória de Lula veio da constatação de que, mesmo após o sangramento de meses, o homem chegaria lá e com votação expressiva. Lembro que as críticas via internet atingiram o seu auge por volta daqueles dias.
    Não concordo com a sua análise sobre o caso PF/Veja. A mídia repercutiu o fato à exaustão mesmo após o desmentido da PF e da Promotora Pública. Quanto à comparação da Veja com a Carta Capital, lembro-lhe que CC fez uma opção política e a declarou publicamente, ao contrário da Veja que tem plantado denúncias sem comprovação, sem contar aquele golpe baixo do outdoor com a cara do Chucgu.
    Li outro dia, no blog do Azenha uma frase sobre jornalistas que não sei se é dele, mas é muito aptropriada à profissão: Os jornalistas se dividem em dois tipos: os que pensam que são Deus e os que têm certeza.
    Benvindo de suas férias interrompidas. Você estava fazendo falta.
    Saudações.
    Augusto

  95. Comentou em 08/11/2006 Paulo Fernandes

    A grande imprensa agiu de má fé em 3 situações recentes, sim. Primeiro desqualificou os eleitores do Lula quando ele subiu nas pesquisas. ‘Será eleito pelo Nordeste’, ‘voto de ignorantes’, ‘vendidos ao bolsa-família’, ‘cúmplices de ladrões’, pra dizer o mínimo, são expressões que a gente leu em jornalões e revistões. Alguns o disseram abertamente, outros por malabarismos retóricos. Mas disseram. Isso é anti-democrático, isso é feio, isso não pode partir de uma imprensa séria e ponderada. Depois desqulificou TODOS os críticos dessa postura atribuindo-lhes pechas como ‘fanáticos’, ‘militantes’, ‘estalinistas’ e, crime dos crimes, ‘petistas’! A mídia agora se esquiva de responder às críticas com a fórmula simples de dizer que TODOS seus críticos são ‘petistas’. Como se isso pudesse ser verdade e como se a simples menção do termo ‘petista’ refutasse por si só as críticas dirigidas a ela, mídia. Como o próprio Dines (nazistas, ku klux klan, manada). E, por último, a mídia criou um sofisma ridiculo. Ninguém aqui, pelo que eu li, pretende que não se apure e denuncie a corrupção do governo Lula. ‘O que vocês queriam?’, pergunta o jornalista, ‘Que a gente acobertasse os escândalos?’ Isso é desonesto, porque ninguém pediu acobertamento. Ninguém quer engavetar o dossiê. Mas quase todos acham que a imprensa foi leviana e demasiado parcial na cobertura. Só isso. O que não é pouco.

  96. Comentou em 08/11/2006 Rosana Aquino

    Sobre a entrevista de Lula em Paris, a globo nao poderia ter feita a critica que voce esperava, porque o que o Lula disse foi: ‘o partido ERROU ao fazer, do ponto de vista eleitoral, o que, segundo ele, se faz sistematicamente no Brasil.’ Eis ai um grande exemplo de manipulacao generalizada (nao estou chamando de complo!) pela midia contra o presidente. No dia seguinte, a fala de Lula foi interpretada por todos os comentaristas como se o Lula houvesse dito que o que o PT havia feito era justificavel pois era o que todos faziam. A palavra ERROU simplesmente sumiu. E ficou por isso mesmo. Ate hoje reproduzem esta frase desta maneira (como vc fez neste comentario), porque a midia transformou isto em verdade. Que todos os partidos fazem o que fez o PT fez e verdade, e que Lula tenha assumido que o PT realmente errou foi positivo. Como e que no dia seguinte todos os comentaristas esqueceram o ´ERROU´ e ate hoje voce e muitos outros nao tiveram curiosidade ou tempo de ouvir a entrevista de novo? Nao ha complo, mas ha uniformidade. Nem um so jornalista resolveu transcrever as palavras de Lula, preferiram fazer suas interpretacoes, por sinal, muito suspeitas para o meu gosto.

  97. Comentou em 08/11/2006 Hudson Lacerda

    Caro Malin, obrigado pelo texto esclarecedor. Comentei no último artigo do Dines (Notas de um linchado) que houve sinalizações confusas no artigo que cita o exemplo Castanhêde (A onda antimídia). O exemplo infeliz, associado ao título, nos levou à imagem de Dines como um defensor de colunistas da mídia -de Castanhêde a Mainardi e Azevedo- que não mediram palavras contra PT e Lula, geralmente em veículos que foram omissos ao investigar denúncias contra a oposição. Muitas das ofensas a Lula e seu governo respingaram como óleo quente em muitos brasileiros (ex.: analfabeto, nordestino, apedeuta, assistencialista, esmola, operário, vítima de acidente de trabalho), o que motivou reações (educadas ou não) contra colunistas e redações. Quem percebeu o desequilíbrio -jornalístico- na investigação das partes (governo e oposição) e não aceitou o tom ofensivo em colunas de opinião -que não são matérias jornalísticas-, também não engoliu a escolha de Dines em citar Castanhêde e culpar exclusivamente o PT pelas reações agressivas. Como se ela fosse um dos `bonzinhos´ da mídia e todos os críticos (incluindo leitores do OI) fossem `linchadores´ petistas autoritários. Se era pra criticar o PT, seria muito melhor citar as ameaças a jornalistas em Brasília. Que falasse dos excessos ao invés de rotular toda e qualquer reação como linhamento petista. Felizmente as coisas começam a clarear.

  98. Comentou em 08/11/2006 nelson perez de oliveira junior

    O autor, preposto de Dines, falaciosamente deixou de comentar ou aprofundar alguns temas. 1- A tal liberdade de imprensa (mídia e jornalistas) não se sobrepõe à liberdade de opinião (sociedade ), antes é subordinada a esta última. 2- Engraçado como os comentários e opíniões dos jornalistas são tão parecidos com os editoriais dos patrões, é cínico afirmar que existe opinião quando há interesses econômicos envolvidos, além do fato que a opinião do jornalista é vendida e não apenas divulgada, este fato contamina todo o processo. 3-Há uma crítica velada no texto à forma de reação dos leitores à violenta, e põe violenta nisto, posição do Dines em seus artigos, basta ver o’MATA ESFOLA’. Os leitores não podem ter excessos, mas, na imensa condescendência do autor que até admite ‘erros’ da mídia, mas, poucos e pontuais. Não é honesto ao verificar que a Folha, o Estadão, O Globo e a Globo somente para ficar nestes quatro representam a imensa fatia das empresas de mídia no país, é um oligopólio, mas, para o articulista substituto de Dines é irrelevante. 4- Sobre os empregados de Veja no depoimento à PF, eles são testemunhas de um caso criado, aberto e perpetrado pela Veja, onde sua versão se arroga inquestionável à revelia da negativa dos acusados, da PF e do MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. Ao acusador cabe o ônus da prova. MANCHETE NÃO É PROVA. Veja não é dona da razão.

  99. Comentou em 08/11/2006 zeca ferreira

    A tese de um complô articulado é infantil e ajuda a desqualificar a crítica séria que se vem fazendo contra os abusos da mídia (que ficaram mais transparentes nessa eleição, mas que são históricos em nosso país). Não é preciso um complô, com reuniões secretas e coisas do tipo, para construir uma certa unidade em torno de interesses comuns. Basta que não exista democratização no acesso aos meios, ficando nas mãos de poucas pessoas, que se identifiquem com relação a esses interesses. Democratizar os meios de comunicação não é proposta revanchista, é demanda histórica. O que quremos é uma mídia mais plural, representativa da sociedade, e não de uma parte ínfima dela. ‘Auto-regulação’ com oligopólios, propriedade cruzada, etc, é piada.

  100. Comentou em 08/11/2006 João Lisboa

    Sem querer polemizar, gostaria apenas de ressaltar a grande diferença entre a atitude das Revistas Carta Capital e Veja, assim como do Estadão. Enquanto os leitores da Carta Capital sabiam claramente de sua preferência eleitoral exposta em editoriais, os leitores da Veja, Estadão et caterva compravam um produto contaminado como se fosse esterilizado. Não entro no mérito das escolhas de Carta Capital ou Veja e Estadão, contudo nos procedimentos opostos. Carta Capital fez questão de deixar claro que apoiava, já Veja e Estadão disfarçavam suas preferências sob o manto da imparcialidade.

  101. Comentou em 08/11/2006 Lica Cintra

    Talvez a palavra complô não seja adequada, mas que existe uma aliança tática entre as empresas de mídia na defesa de seus interesses, é inegável. Aliás, outra mudança significativa é que hoje em dia os jornais são apenas mais um produto das empresas de mídia e isso tem reflexo na pauta nossa de cada dia. Por que cada vez que emerge o debate sobre democratização da comunicação e informação a mídia e os jornalistas caem matando? Minha opinião: porque não é de interesse das empresas de mídia e de jornalistas mexer nas regras das concessões, modificar a Lei da Comunicação e criar uma regulamentação para a atividade jornalística.

  102. Comentou em 08/11/2006 Paulo Silva

    Quem já produziu texto científico acha no mínimo interessante o texto jornalístico. Após ampla pesquisa, compila-se um texto, no qual todos os preceitos devem ter referências específicas, para assim estabelecer novo conhecimento. O texto é então submetido à revisão por especialistas da área e, caso aprovado, só então é publicado. Claro que é impossível existir esse padrão na imprensa, que é diferente do mundo científico (informação de rápida difusão, marketing, etc). No entanto, é muito claro o espectro do texto jornalístico que vai de ‘TSE informa X votos para candidato Y’ a ‘crianças ganhariam mais assistindo scooby-doo do que indo a escola’. O texto jornalístico, com suas fontes secretas (que entendo serem necessárias, porém inverificáveis) e colunas de opinião não deve ser visto como verdade incontestável, assim como o próprio texto científico não o é. Deve haver claridade de pensamento, honestidade quanto à orientação ideológica e teor subjetivo do texto. Neste contexto, as demonstrações de leitores pela internet são inevitáveis, mas infelizmente relfetem mais o conflito de ideologias do que uma busca pelo conhecimento efetivo. Concordo com suas previsões para o futuro da mídia. Veículos como o observatório da imprensa serão cada vez mais importantes, mas acredito que a diversidade entre os próprios jornalistas basta para ilustrar diferentes visões.

  103. Comentou em 08/11/2006 Marnei Fernando

    O caminho a ser traçado de agora em diante forçadamente terá que ser este mesmo… o poder de transmitir opiniões deixou definitivamente de ser privilégio de uns poucos iluminados… a internet é a salvação… a democratização de mídia já existe… AGORA… não podemos e não vamos esquecer o que se tentou fazer com o presidente Lula… cada um terá que assumir e pagar por suas leviandades… a classe jornalistica está no banco dos réus… só se isentarão de represálias os que foram éticos no seu trabalho… aos que se alinharam ao complô (e ele existiu sim) restam apenas o caminho da rua e o esquecimento.

  104. Comentou em 08/11/2006 Mauro Bertin

    A grande maioria dos articulistas do Observatório da Imprensa, dizem que defendem a liberdade de imprensa. Vamos parar de tentar enquadrar a revista Carta Capital. Sr. Malin no governo do professor aposentado na flor da idade pela USP (1995-2002), qual foi o comportamento da mídia nativa, a não ser sabuja dos atos d o mesmo. enquanto isso Carta Capital praticou um jornalismo dde qualidade e ainda hoje o pratica de nível internacional. Sr. Malin esta na hora dos analisitas da mídia fazerem cortes históricos. Sr. impingir a tres órgãos de imprensa, somente de fazerem jornalismo idelógico me faz rir, o Senhor como jornalista sabe até onde o jornalista coloca a virgula é ideológico. dizer que no centro do país existe pluralidade de informações me faz rir. Este debate sobre a imprensa esta atrasado quarenta anos. Nas faculdades de ‘jornalismo’, se ensina pouco o quase nada sobre a história da imprensa nativa. Realmente não existe complot, o que existe é interesse de classe dos proprietários da midia (modo de produção capitalista da informação) que se unem quando os seus interesses possam ser afetados (real ou imaginariamente). Na antiga Uniào Soviética a imprensa não conseguia ser tão uniforme como a imprensa brasileira. Lá não existia liberdade de divulgaçào de informação AQUI EXISTE?. AGORA A MIDIA ESTA NUA E AS VITIMAS ESTÀO DIZENDO.

  105. Comentou em 08/11/2006 Mauro Bertin

    A grande maioria dos articulistas do Observatório da Imprensa, dizem que defendem a liberdade de imprensa. Vamos parar de tentar enquadrar a revista Carta Capital. Sr. Malin no governo do professor aposentado na flor da idade pela USP (1995-2002), qual foi o comportamento da mídia nativa, a não ser sabuja dos atos d o mesmo. enquanto isso Carta Capital praticou um jornalismo dde qualidade e ainda hoje o pratica de nível internacional. Sr. Malin esta na hora dos analisitas da mídia fazerem cortes históricos. Sr. impingir a tres órgãos de imprensa, somente de fazerem jornalismo idelógico me faz rir, o Senhor como jornalista sabe até onde o jornalista coloca a virgula é ideológico. dizer que no centro do país existe pluralidade de informações me faz rir. Este debate sobre a imprensa esta atrasado quarenta anos. Nas faculdades de ‘jornalismo’, se ensina pouco o quase nada sobre a história da imprensa nativa. Realmente não existe complot, o que existe é interesse de classe dos proprietários da midia (modo de produção capitalista da informação) que se unem quando os seus interesses possam ser afetados (real ou imaginariamente). Na antiga Uniào Soviética a imprensa não conseguia ser tão uniforme como a imprensa brasileira. Lá não existia liberdade de divulgaçào de informação AQUI EXISTE. AGORA A MIDIA ESTA NUA E AS VITIMAS ESTÀO DIZENDO.

  106. Comentou em 08/11/2006 Marco Costa Costa

    A boazinha imprensa vive em função única e exclusivamente de tecer criticas contundentes de quem quer que seja, falem mal mas falem de todos. Portanto, esta imprensa capenga e incompetente não merece consideração dos leitores. Merecerem sim, desprezo e, apenas serve como passa tempo, infelizmente, pôr falta de uma opção que venha satisfazer o homem. Estou feliz pela sua volta antecipada. 1 Abraço. Obs.: Estou recebendo aulas de português.

  107. Comentou em 08/11/2006 Rogério Maestri

    Já que não sou jornalista, sou mais um propositor de ALGORITMOS numéricos que poluirão as mentes brilhantes e abertas das pessoas que foram iluminadas pelo Divino, com a função de abrir as nossas mentes de pobres mortais, tenho direito dessa forma ao LUGAR COMUM, logo vou citar alguns ditados gauchescos, que servem para os jornalistas de opinião.

    OVELHA NÃO FOI FEITA PARA MATO.

    GUENTA, QUE O FINADO TRONCUDO, GUENTOU COISA MUITO PIOR (até hoje não sei, nem quero saber o que ele aguentou, mas deve ter sido horrível)

  108. Comentou em 08/11/2006 Rogério Maestri

    Imaginem se um arquiteto fizesse o projeto da casa não conforme a necessidade do seu cliente, mas conforme a sua concepção de vida, se o cirurgião plástico fizesse a plástica não a onde a cliente (ou o cliente) desejasse, mas sim a onde ele, como um esteta, achasse o mais necessário, imaginem se o motorista de ônibus decidisse para onde ele gostaria de ir ou ainda imaginem se o agente de viagens decidisse a onde o cliente vai passar as férias (não estou falando de engenheiro, pois este é ainda mais restrito o seu trabalho), vocês da imprensa ainda tem que aprender muito, uma nova situação está posta e tem-se que achar uma solução.
    Não estou dizendo que o homem de imprensa não deva expressar a sua opinião, mas no momento que a faz está sujeito ao retorno, vocês são muito mimosos, e como diria minha avó “Quem diz o que, quer, ouve o que não quer”.
    Tudo bem, se mapear a opinião dos seus leitores, é aplicar um algoritmo, se o que vale é escrever o que passa pela sua cabeça (ou consciência) ou em última análise se a opinião dos leitores não interessa, ou se aceitem as críticas ou vão reclamar para o Bispo..
    Finalmente insisto não me venham com pobrecoitadismo ou outras variantes tais como: Como os meus leitores são comigo, eu que sempre fui um bom rapaz agora não sou compreendido.

  109. Comentou em 08/11/2006 Rogério Maestri

    Outra sugestão. Façam como a Zero Hora no RS, limitem o número de toques a poucos, aí só vem grosseria ou bobagem que ninguém leva em conta. Não permite a leitores qualificados que o critiquem.
    Boa esta!

  110. Comentou em 08/11/2006 Rogério Maestri

    Existe algo de novo, a opinião pública não pode ser mais ‘editada’ como sempre se fez. O Jornalismo de Opinião, antes imune a crítica imediata passou a ser alvo da mesma forma que a classe política o era. Qual será a solução? Ou os jornalistas se adaptam a receber críticas ou devem se afastar das atividades. Os egos estão sendo feridos, pessoas que tinham uma imagem de si mais positivas do que pensavam vão ter que aumentar a capacidade de autocrítica ou vão sofrer muito. Muitos monstros sagrados da nossa imprensa, que se satisfaziam com o elogio dos que o cercavam, terão que consultar o seu travesseiro e no conforto dos seus lares vão ter que admitir a falta de consonância com seus leitores. Vou sugerir uma estratégia para os jornalistas que se sujeitam a críticas pela internete, a partir de textos nada polêmicos façam um banco de dados com os nomes dos fiéis leitores que enviam comentários, quando tomarem atitudes polêmicas e receberem recados não muito agradáveis (não estou falando de xingamentos) contem o número de opiniões desagradáveis de seus tradicionais leitores e voilá, se é fogo amigo, coloquem as barbas de molho pois estão defazados com aqueles que o leem. Se for ao contrário não há nada com o que se preocupar. Fácil, qualquer pessoa que domine a informática pode fazer isto. Agora vem a última questão, será que vão querer isto ou continuar no pobrecoitadismo?

  111. Comentou em 07/11/2006 Juan Luis Rodrigo Gonzalez

    Complô da mídia, de fato, é forte, talvez não tenha havido uma ação conjunta e concertada. Isso não que dizer que a mídia não tenha se alinhado na defesa de seus interesses. E seus interesses não coincidem com o pensamento da maioria, como se viu. O que não se pode negar, meu caro Mauro Malin, é que houve manipulação de informações por parte de alguns (e neste caso dos principais) jornais e TVs. Que nome dar a isso? Não é esse o nome que se dá a um artigo que se publica para esconder a ação de um delegado? Isso para não citar a Globo. Penso que não é só a cátedra que a impresa brasileira perdeu, foi também credibilidade. Além disso está claro que falta pluralidade de opiniões – esta muito mais importante – e neste caso, concordo com o articulista: a rede poderá ter um papel ímpar, uma vez que os recursos necessários para atuar nesse meio são infinitamente menores e, portanto, muito mais acessíveis às diversas fontes de opinião. Bem, penso que o Dines é um profissional competente, mas neste momento creio que se perdeu pelo caminho.

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