Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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CÓDIGO ABERTO > Desativado

Por que precisamos dos ‘atravessadores’

Por Luiz Weis em 21/03/2008 | comentários

A sutileza deve estar escapado ao interlocutor do presidente Lula. Num evento, depois de ouvir o governador do Paraná, Roberto Requião, desancar a mídia – que ele ama odiar -, Lula como que o aconselhou a deixar por menos. [Sabem os próximos do presidente o que ele acha do rombudo governador.]


‘Não vale a pena ter azia por ter lido alguma coisa em alguma coluna’, ensinou. ‘Eu acho que você não tem de perder tempo brigando.’


Mas aí o presidente resolveu voltar a um tema que ventilou não poucas vezes no primeiro mandato, como resposta às críticas que recebia daqueles que o reportariado costuma, ou costumava, chamar ‘jornalistas com redação própria’ – os que assinam artigos em que não se sabe exatamente onde termina a análise e onde começam os juízos de valor.


Segundo a Folha, Lula comentou:


‘Teve um tempo no Brasil que se achava que tinha formadores de opinião que falavam pelo povo. É como se fossem um atravessador, um intermediário. Hoje o povo está mais esperto, diz: ´Não preciso de tradutor´.’


Errado. Todos precisamos de tradutores que nos ajudem a entender o complexo mundo em que vivemos – e os jornalistas são apenas alguns deles.


O problema parece ser outro.


Jornalistas ou não, de caso pensado ou por insuficiente conhecimento de causa, tradutores, como dizem os italianos, traem – traduttore, tradittore. Isto é, ou para passar gato por lebre ao próximo, ou porque eles mesmos não sabem distinguir uma coisa da outra, os atravessadores de que falou Lula podem ser propagadores de verdades de pé quebrado ou de mentiras inteiras.


Nas sociedades plurais, os efeitos disso são atenuados, ou compensados, pela própria pluralidade de percepções e idéias a que, em tese, todos temos acesso. Há, ao nosso alcance, mais de um colunista, mais de um jornal, mais de uma emissora, mais de um parente, colega, vizinho, professor, sacerdote ou seja lá quem respeitemos e a quem atribuamos suficiente autoridade em relação a esse ou aquele assunto para prestarmos atenção no que afirmam.


Como sabemos das coisas? Como formamos nossas opiniões sobre elas? A experiência própria dá cada vez menos conta das respostas.


Por exemplo, em geral sabemos quando a nossa vida melhora (ou piora):ninguém nos convencerá do contrário, em cada situação, porque os fatos concretos que nos levam a dizer ‘melhorou’, ou ‘piorou’ podem mais que os argumentos.


Mas não podemos, por nós mesmos, saber se a vida melhorou, ou piorou, para a imensa massa que não está ao alcance das nossas vistas.


Simplificando brutalmente a questão, alguém tem de nos dizer: 1) o que está acontecendo com a vida dos outros; 2) por que; 3) e daí.


A instituição mídia é esse alguém. Só ela reúne a cada jornada uma legião de pessoas que, à parte os seus próprios coletores de informação e articuladores de opinião, oferecem respostas às indagações predominantes.


As pessoas escolhidas podem, ou não, ser as mais indicadas, ou as mais confiáveis. As suas respostas podem, ou não, ser bastante boas para descrever e interpretar a realidade.


E, como diz o presidente, se ficamos mais ‘espertos’ – mais instruídos e mais experientes talvez fosse melhor – tanto maiores são as nossas condições de julgar os relatos e as reflexões que nos são oferecidos e de achar se os seus autores ‘falam pelo povo’.


Mas o ponto é que não existe essa coisa de dispensar atravessadores, intermediários, tradutores. E quantos mais deles houver e mais diversos forem, tanto melhor.


Mesmo porque se lhes dermos as costas, como sugeriu Lula, a única verdade que teremos à nossa frente será a verdade oficial, o monopólio dos formadores chapa-branca de opinião.

Todos os comentários

  1. Comentou em 26/03/2008 Tiago de Jesus

    Caro Weis, na sua réplica você mudou o escopo do argumento original: o que se diz no trecho citado é que o povo teria rejeitado a figura de quem por ele falasse, como um atravessador, na imprensa. Pode-se discordar da afirmação original por diversas razões, mas o discurso nada diz sobre a necessidade ou não de haver quem nos ajude a entender o mundo, de haver atravessadores entre eventos do mundo e a nossa compreensão deles: isto me parece algo natural, visto que não é possível estar no Iraque e em Brasília ao mesmo tempo ou revisitar em pessoa eventos históricos.

  2. Comentou em 24/03/2008 douglas puodzius

    E PHA? Cade o nosso intrépido observador Weiss?
    Observador Pirata é aquele que usa o olho da luneta para certos causos e o olho do tapa olho para outros. Ele não tem apenas a perna de pau, tem a cara também. E ele repete tudo que seu papagaio mandar.
    Talvez estejamos esperando Caio Tulio Costa liberar os comentarios…

  3. Comentou em 24/03/2008 Luiz Mario

    http://abibliacondenaoespiritismo.blogspot.com/
    As palavras, Espiritismo e Médium Espírita, não existiam no hebraico na época de Moisés, como não existem até hoje. Como podem então, estas mesmas palavras estarem na Bíblia? clique aqui Porque foram colocadas lá?
    Observe agora, as traduções feitas pelas seguintes Bíblias :

    * 35ª Edição da Bíblia, realizada pelo Centro Bíblico Católico, Editora Ave Maria :

    “ Quando tiveres entrado na terra que o Senhor, teu Deus, te dá, não te porá a imitar as práticas abomináveis da gente daquela terra. Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo, à advinhação ou a evocação dos mortos.”

    Testemunhas de Jeová :

    “ Quando tiveres entrado na terra que Jeová, teu Deus, te dá, não deves aprender a fazer as coisas detestáveis dessas nações. Não se deve achar em ti alguém que faça seu filho ou sua filha passar pelo fogo, alguém que empregue adivinhações, algum praticante de magia ou quem procure presságios, ou um feiticeiro, ou alguém que prenda outros com encantamentos, ou alguém que vá consultar um médium espírita, ou um prognosticador profissional de eventos, ou alguém que consulte os mortos.”

  4. Comentou em 24/03/2008 fabio luiz

    É o WEIS,…..! Seria melhór você ter ficado de BOCA FECHADA e fazer como outros ‘jornalistas’,… falar do OBAMA! Além de você escrever MAU PÁ BURRO, os internautas te deram uma SURRA, heim!?O PIOR, é que você põe seu CURRICULO embaixo da FÓTO, e escreve éssa DRÓGA DE TEXTO, ahahahahaha…..!!!!!é uma piada!….mãããns, tem nada não, a vida é assim mesmo, né!ANH, eu ia me esquecendo….por OCASO, você vai fazer algum comentariosinho, sobre LIMADA que déram no Paulo Henrique Amorim???!! Ou vai fazer como seus coléguas….:…’AHN!!’, ‘É MESMO’…’JÚRA’…’QUANDO’….’NÃO, NEM OUVI FALAR..!!’OU VAI FAZER como o turquinho NASSIF, ‘Ânh não AQUILO FOI CONFLITO..!’ Então o Weiss, tô te dando uma CHANCHE de se REDIMIR DA ABÓBRINHA QUE VOCÊ ESCREVEU, sobre os ATRAVESSADORES de ‘informação’.

  5. Comentou em 24/03/2008 marcos omag

    O grande problema da imprensa brasileira é que, para ela, importa a versão e não o
    fato. Se o fato não existir, inventa-se.A internet, através de sites independentes,
    está colocando em evidência os fatos, e revelando à população as ilusões travestidas
    de fato pela ‘grande’ imprensa. Portanto, a fala do Presidente foi pertinente para o
    momento de oxigenação que vivemos na imprensa alternativa da internet.Apesar do
    contra-ataques autoritários (o recente caso PHA foi um exemplo), os barões da
    imprensa nativa vão paulatinamente perdendo espaço na mente dos brasileiros.

  6. Comentou em 23/03/2008 Francisco Pereira

    Engraçado constatar que as mesmas pessoas que pregam a democracia plena, a pluralidade de idéias, a ascensão ao poder de um candidato do povo, são aqueles que pregam também a extinção dos ‘atravessadores de má qualidade’, os críticos do governo, os direitistas, os fascistas. Estas pessoas não são capazes de sintonizar 15 minutos na ‘vilã’ Globo e assistir o Jornal da Globo dando constantemente as notícias sobre as consequências do crescimento dos empregos no país, alcançado através de – vejam só, que surpresa! – um governo ‘de esquerda’. Ora, por favor, chega a ser ridículo a batalha da mídia de esquerda contra a mídia de direita… será que algum dia as pessoas ditas ‘esclarecidas’ vão se dar conta que não existe mais direita e esquerda no poder? Isso só existe em campanha. Quando se chega lá, a postura é agradar os companheiros, seja qual for o partido ou ideologia. Talvez sejam precisos mais alguns ‘atravessadores’ para alertar nossa população mais culta…

  7. Comentou em 23/03/2008 Fabiano Mendes

    Quando Lula tocou no assunto que a mídia, pra variar está mais uma vez distorcendo, foi em Santa Catarina, quando da autorização para dar inicio as obras do PAC em varias comunidades da capital daquele Estado. Ele disse que a imprensa pensa que o povo é bobo, que a imprensa pensa que a população precisa dos atravessadores do voto, ou seja, que a imprensa pensa que a população precisa de tutela para lhe ensinar em quem votar. Foi isso o que ele disse e o que saiu nos jornais , e telejornais? Mais uma vez pegam uma frase solta, fora do contexto e a manipulam achando que somos idiotas, misturam com um conselho dado a Requião e acham que o prato está feito, basta apresenta lo. Quando é que, como se diz, vai cair a ficha dessa mídia que deve acreditar que somos desprovidos de uma coisa que eles demonstram não ter: inteligência e discernimento. Só mesmo alienados para dar crédito ao que ela divulga.

  8. Comentou em 23/03/2008 Luciano Prado

    O Fato, a Interpretação e a Opinião. O fato: João comeu dois pães e Manoel também comeu dois pães. A interpretação do atravessador: João comeu dois pães e Manoel comeu a mesma quantidade, mas há indícios fortes que nos levam a crer que todos os pães pertenciam a Manoel dono da padaria da esquina. Opinião: obviamente que João roubou dois dos quatro pães de Manoel, dono de uma padaria no bairro do Braz e os comeu sem pestanejar. O que não se sabia até então é que João é filiado ao PT e não agia por conta própria.

  9. Comentou em 23/03/2008 calypso escobar

    As informações estão vivendo a Semana Santa,cabisbaixos e rezando em homenagem a crucificação,só aparece aquela criança que se quer dizer adulto ou palhaço de circo de arrabalde,Lula.Até em blogsbligs e sites,páginas que se abrem as portas,curiosos que somos,nada de novo…pelo amor de quialquer coisa,reconheçam a província que nos tornamos.Grata calypso escobar

  10. Comentou em 23/03/2008 Luciano Prado

    Precisamos do atravessador para que ele nos explique porque o Dines, baluarte do observatória da imprensa, emudeceu no caso Paulo Henrique. Explica aí atravessador. Mas não vale enrolar como fez o Dines.

  11. Comentou em 23/03/2008 Carlos Augusto Reis

    Vamos deixar Lula de lado e falar do que aconteceu com Paulo Henrique Amorim, acho que observatorio da imprensa está cometando pecado por deixar de lado este assunto tão precioso…

  12. Comentou em 23/03/2008 alfredo sternheim

    Edmilson Fidelis, parabéns pela sua longa análise, ela pega quase todos os flancos do comportamento parcial e tendencioso de boa parte da imprensa escrita em relação ao governo Lula. Realmente, n/jornalistas deixam de enfatizar os acertos do governo e com arrogância , apontam os equívocos ou supostos equívocos. Especialmente o grosseiro do Mainardi, os arrogantes C. rosssi, Eliane C, Demetrius, Jabor, etc… Hoje, vejo Noblat dividir a culpa pela epidemia da dengue em partes iguais. Mas, como observou um leitor, o governo federal não pode cuidar dos mosquitos de TODAS as cidades brasileiras. Se o governo federal fosse omisso, a epidemia seria total e não apenas localizada no Rio de Janeiro. Aliás, porque a Globo e o JB não deram grande destaque a essa tragédia? Por que blindam os Maia (o prefeito e seu filho deputado)? Algo que poderia ser analisado aqui no OI . Os ‘atravessadores’ não estão funcionando com objetividade. Não é bairrismo, não, mas os jornalistas cariocas tem parte da culpa por se omitirem diante da evolução dos problemas locais (proliferação das favelas, as florestas que ceram o Rio, a sujeira acumulada segundo fotos dos jornais cariocas…) . Só espero que a epidemia não alcance SP. Chances existem, por culpa nosa também.

  13. Comentou em 23/03/2008 Luciano Prado

    As relações da imprensa com alguns governos e em especial com governo federal explicam-se pela ausência de ‘din din’. Minguaram os anúncios. No passado a ‘verba’ jorrava. Em cachoeiras. Vivia-se feliz. As redações ‘amavam’ os governos, em especial o governo federal. O tal do conta-gota enfureceu os jornalistas e as redaçãoes. Um horror!

  14. Comentou em 23/03/2008 Vera Pereira

    O problema é quando o ‘tradutor’, ou o intermediário’, se transforma em ‘corretor’, em ‘broker’ dos interesses daqueles que lhes pagam os salários. Aí, tenta nos vender (ou infundir) ‘gatos por lebres’, desonestamente, salvo quando o jornalista, honestamente, explicita seus princípios, criando uma lista de ‘não coma gato por lebre’. Mas isso, ao que me consta, só um jornalista, recentemente, demitido e quase ‘roubado’ de sua memória intelectual, ousou fazer. Honestamente.

  15. Comentou em 23/03/2008 Hélio Amaral

    Da mesma forma que um católico nunca entenderá o porquê dos gritos dentro de uma igreja evangélica, alguém da classe média nunca entenderá o modo de vida e os gostos e valores dos pobres. E a mídia só enxerga a classe média. Então, os grandes jornais e as TVs, para mim, sempre serão parciais. Mas concordo inteiramente com o sr. que a diversidade é a melhor saída. O que absolutamente não temos.

  16. Comentou em 23/03/2008 Fabiano Mendes

    Pra esse alienado que usa o pseudônimo de Max . Em Minas também o Sr. Aécio Neves do PSDB adora a imprensa livre. Ele e a irmãzinha dele.Pergunte aos jornalistas que ousaram dizer a verdade, não é inventar não, como seu PIG faz com o Lula, é noticiar fatos verdadeiros mas que ele e irmãzinha dele não gostam. Vc sabia que um da Globo foi mandado pra casa porque fez perguntas que não estavam no script? Um da Itatiaia foi passear mais cedo porque em seu programa ele e os ouvintes ousaram falar do menino do Rio? E o Cajurú que foi despedido no ar porque quis saber o porque de certos privilégios do Sr.Aécio e seus convidados em jogo entre Cruzeiro e Atlético? Visite o Blog do Azenha e pesquise. Seu PIG não divulga certos fatos, só os do Carnaval de Salvador, Estado governado por um aliado de Lula, onde quiseram esculhambar com as Forças Armadas por causa de uns poucos ingressos, mas em Minas o queridinho do PIG pode pegar o quanto ele quiser e nunca foi questionado por seu PIG. Isso é que vc chama de imprensa livre? Cresce rapaz, deixe de fazer papel de bôbo da corte. .

  17. Comentou em 23/03/2008 Fernando Oliveira

    Observatório ou ‘Defensoria da Imprensa’?

  18. Comentou em 22/03/2008 Edmilson Fidelis

    Mera hipocrisia. Bastou deixar de ser protótipo para a bajulação acabar. Ficaram todos como abutres a esperar que algo desse errado para tentarem desfazer o mito. E algo aconteceu. Foi a deixa para a imprensa começar a dizer que tudo que Lula faz é errado.
    Lula fala errado. Lula veste errado. Lula não é culto. Lula não é fino. Lula não é sagaz. Lula não é nada. Alguns dizem até que Lula é a sua Anta.Viva a liberdade de imprensa! Ou seria de expressão?
    Lula fez festa junina no Torto. Arrgghh! que coisa mais nojenta! Que coisa mais popular! Lula fez, ou melhorou, o bolsa-familia. Arrgghh! Que coisa mais brega! Chique é ajudar grandes empresários a comprar empresas estatais a preços subfaturados! Chique é financiar classe média e alta para fazerem pós e doutorado em Harvard e Princeton. Chique é desmantelar o ensino público fundamental, criando escolas privadas em profusão. Escolas privadas onde as melhores ensinam os filhos da classe média e alta a passarem no vestibular para as grandes, e ótimas, universidades públicas.
    Não digo que os todas as atitudes erradas, mas algumas não são e não podem ser incompatíveis entre si.
    É isto que queremos da imprensa. Que mostre os caminhos seguidos e os que poderiam ser seguidos. Sem paixão. Sem tradução. De outro modo a única verdade que teremos à nossa frente será a não oficial, o monopólio dos formadores chapa-preta de opinião.

  19. Comentou em 22/03/2008 Edmilson Fidelis

    Alguns disseram que a imprensa também criticava Sarney, Collor, Itamar, FHC. É verdade. Como também é verdade que recebiam também reclamações de muitos leitores que não acreditavam no que a imprensa escrevia. Mas o exagero não era tão vistoso como vemos hoje. Sarney, acreditem, tinha suas virtudes. Collor, pasmem, também tinha algumas virtudes. Itamar é um caso a parte. É raro ver algumas de suas virtudes, mas tinha algumas. FHC é outro caso a parte. Ídolo da inteligentzia nacional, praticamente não tinha defeitos. Espelhava os desejos de nossa camada mais fina da sociedade. Aclamado em universidades, faculdades, reinos, governos e qualquer gama da high society mundial. Ele era “o cara”. Fino. Inteligente. Culto. Sagaz. Irônico. Eloqüente. Determinado. Ficaria aqui horas qualificando FHC sob o prisma da imprensa.
    Mas o cara também cometeu seus erros, pois antes de tudo ele é humano. (Será?)
    Só que seus erros sempre foram minimizados. E seu acertos maximizados.
    Alguns disseram que Lula sempre foi bajulado pela imprensa. É verdade. Foi bajulado pois sempre foi notícia. Foi bajulado pois sempre teve grande apoio popular. Foi bajulado pois sempre foi considerado o protótipo perfeito para mostrar que todos têm condições iguais de ascender ao poder.
    (continua)

  20. Comentou em 22/03/2008 Edmilson Fidelis

    Diz a máxima que a imprensa deve ser sempre contra qualquer governo. Partindo desta premissa errada só podemos ter uma conclusão errada. A imprensa não deve ser contra qualquer governo, a imprensa deve ser favorável a verdade. Partamos do exemplo do articulista quando diz que sabemos quando nossa vida melhora, mas não sabemos quando a vida dos outros melhora. É verdade. Mas, e quando a imprensa nos diz diuturnamente que a vida dos outros não melhorou e constatamos que não é a verdade? Nós ficamos com cara de patetas e começamos a duvidar de nossa capacidade de interpretação dos fatos. Vamos aos representantes da imprensa e indagamos como pode ser possível lermos uma notícia e constatarmos que ele não é verdadeira. Ou pelo menos não é toda a verdade. O que recebemos como resposta? – Você não entendeu porque não tem capacidade para tal. – Você não entendeu porque está de acordo com o que fazem de errado. – Você não entendeu porque tem interesse escuso. – Você não entendeu porque faz parte do que esta errado. Sem contar a quantidade de adjetivos que usam, e até criam, para qualificar os que não acreditam, ou contestam tudo ou uma pequena parte do que escreveram: patrulhadores, [ ] censores, reacionários, raça, vermelhos, viúvas… Entre outros. É esta a tradução que devemos aceitar da grande maioria da imprensa hoje?

  21. Comentou em 22/03/2008 Celso Carvalho

    Caro Luis,
    Parece que você não percebeu a ironia do presidente. É…ele soube fazer uma boa ironia. O pior é que você vestiu a carapuça de atravessador. Sim, eles existem (os atravessadores) e disseminam mais desinformação do que o mosquitinho espalha a dengue. Ambos precisam ser combatidos: os atravessadores e o mosquito da dengue.

  22. Comentou em 22/03/2008 Rogério Ferraz Alencar

    Esses tucanos têm cada uma… Max Suel, então, nem se fala. Os demo-tucanos censuram Requião, calam PHA, mas quem não gosta de imprensa livre é Lula…

  23. Comentou em 22/03/2008 soldadonofront front

    ACHO QUE SEMPRE QUE SE TIVER OPORTUNIDADE DEVE-SE TRAZER A TONA ESTE PERIGO CONTEMPORÂNEO QUE RONDA NOSSOS LARES.

    ESTE PERIGOSO PODER DE INFLUÊNCIA E FORMAR OPINIÕES QUE SOFREMOS DIARIAMNET POR CAUSA DA ARTUAÇÃO NO BRASIL DE UMA MÍDIA-POLÍTICA.

    http://soldadonofront.blogspot.com

  24. Comentou em 22/03/2008 Max Suel

    Quando da tentativa de criação da FNJ (que amordaçaria os jornalistas) o pres Lula chamou os jornalistas de ‘Covardes’ , porque achava que eles tinham que defender a criação da FNJ, o que era uma absurdo. O pres Lula não gosta da imprensa crítica ou independente, só gosta da imprensa e das notícias ‘a favor’. Ele está devendo faz 5 anos uma entrevista coletiva nos moldes das que são feitas nos EUA . Em todos os países democráticos, sempre existiram e existirão os formadores de opinião; o que não significa um alinhamento automático da população às idéias deles, mas servirão de base para comparação, e a população tendo senso crítico, faz suas escolhas com maior fundamentação.

  25. Comentou em 22/03/2008 Célio Mendes

    Durante o período da hiperinflação a palavra atravessador ficou marcada com o estigma do especulador, aquele que comprava barato e vendia caro, porem esta figura também permitia ao pequeno produtor colocar seu produto no mercado pois este geralmente não possuía a logística necessária e sem a existência dele não teria como vender sua produção, não é muito diferente da informação pois durante muito tempo os canais para se escoar a informação eram limitados, e a figura do atravessador embora manipula-se o produto não tinha como ser suprimida do processo, porem hoje os tempos são outros a tecnologia evoluiu e a capacidade de levar o produto (informação) ao consumidor final (leitor) esta acessível mesmo aos pequenos produtores, talvez o atravessador sobreviva a esse processo mas sem duvida tera que se acostumar a entregar ao consumidor uma mercadoria a preço acessível e que tenha a qualidade inalterada, pois se não o fizer existem centenas para ocupar o seu lugar, ele já não é mais indispensável.

  26. Comentou em 22/03/2008 Atilio Alvares

    Podemos sim passar sem atravessadores! Principalmente os de hoje, jornalistas que , salvo honrosas e cada vez mais raras exceções, seguem bovinamente o direcionamento de seus patrões ou nos seus artigos indicam uma crescente pobreza de conhecimentos.
    A imprensa no Brasil age apenas para manipular a razão da população.
    Eu, particularmente, prefiro errar por conta própria, e não teleguiado por formadores de opinião que só desinformam (voluntária ou involuntariames, isto é, por subserviência intelectual ou simples ignorância).

  27. Comentou em 22/03/2008 Marco Antônio Leite

    Somos filhos da desorganização, da corrupção, da vagabundagem e das varias tendências de malandros e cáften que vagueiam pelo espaço sideral dado pelo sistema dito democrático. Estou chegando à conclusão que liberdade demais leva aos atravessadores de idéias, gozos, desgostos, sabedoria, jornalismo e similares. Essa balbúrdia nos leva a esse marasmo ético e moral. Os espertos que governam esta quase pátria ”amada” mantêm o povo no atraso cultural justamente para usá-lo como inúteis objetivando levar vantagem nas negociatas.

  28. Comentou em 22/03/2008 Eduardo Goulart

    Vou discordar da maioria para concordar com o Weiss. Diversidade de opiniões é fundamental. No futuro existirá uma gama muito maior de emissoras e aí poderemos ou não assistir a TV MST, TV UNE ou mesmo a TV PT. E a pluralidade deve ser estendida também aos outros veículos de comunicação.Quem sabe até uma tv que não tenha engajamento ideológico (vai ser a minha preferida).

  29. Comentou em 22/03/2008 victor de dora

    Somos fruto de uma coletividade, mas a idéia individual é que faz a diferença na evolução da humanidade..O atravessador é apenas o vendedor dessa ideia. Quem dá mais?

  30. Comentou em 22/03/2008 Mario Tilico Tilico

    Tem uma idéia, vamos colocar o Renato Aragão no lugar do PHA, ele acha que é engraçado e o IG acha que todo mundo é idióta….Talves o Chaves ou o Chapolim Colorado…e a gente Chaves…Chaves…Chaves…Agora Petit, falando da Daslu…Alguêm tem oleo de Péroba aii…O Serra venceu…Esse portal, é um portal de vendidos….Bom dia para isso todos Judas… se venderam na maior cara de pau…Sabado da aleluia, temos os Judas para malhar e agora o IG…Muito bom bando de traíras…IGnorantes…IGnóbil…IGatun os…

  31. Comentou em 22/03/2008 Celso Licciardi

    Olha, seria ótimo se os ‘tradutores’ da imprensa ‘traduzissem’ também os acertos do governo federal. Coisa que raramente fazem. Quem publica o que está certo não está fazendo papel de ‘chapa branca’, mas sim informando o que está funcionando. Falta imparcialidade. Daí o Lula comentar dos ‘atravessadores’.São aqueles que ‘pensam’ por nós. Me dê somente a notícia, os fatos, sem distorções e comentários. Não preciso que pensem por mim.

  32. Comentou em 22/03/2008 Marcelo Thomsen

    O problema é que os atravessadores dos quais a maioria da populacão tem acesso insistem em dizer que estamos muito pior que na época FHC.
    Com certeza se os numero macroeconomicos de hoje fossem alcançados na epoca do Senhor Fernando Henrique com certeza os ‘tradutores’diriam que estamos acima das melhores naçoes européias.
    A palavra ‘esperto’ pode nao ser a melhor, mas agrande midia sempre banca a ‘esperta’ para nos atravessar.

  33. Comentou em 22/03/2008 Rogério Ferraz Alencar

    Faço coro a Silvano Carvalho: ‘Favor comentar o caso Nassif X veja e o agora caso oi X PHA. Agradeço de coração.’

  34. Comentou em 22/03/2008 Jose Fonseca

    Só tem uma categoria que eu desprezo mais que os jornalistas: os advogados…. Os dois tem em comum uma mistura d arrogancia e ignorancia que é imbatível. Nenhuma outra categoria chega perto. E ambos são produzidos aos milhares todos os anos e ambos se vendem muito barato. Felizmente tanto um quanto outro são cada vez mais ignorados pela maioria da sociedade brasileira.

  35. Comentou em 21/03/2008 italo dueck

    Então onde estão os tradutores da lei de Imprensa, da proposta de democratizar a Imprensa, seguidas das informações isentas, para explicar à sociedade porque somente 5% da população tem acesso à tv por assinatura. Porque a TV aberta que chega à 95% da população não nos brinda com a discussão? Sendo tratado com discrição em círculos de tradutores , não contamina o tema ou as decisões podem ser mais favoráveis, sem polêmicas? É hora dos tradutores se levantarem e exigir transparência, quem seria contra?

  36. Comentou em 21/03/2008 jorge cordeiro

    O problema é que no Brasil, não existe imprensa plural. Praticamente TODOS os jornais, revistas e programas jornalisticos de rádio e TV reverberam a mesma opiniao sobre economia, política, cultura, por meio de comentaristas carimbados – sao sempre os mesmos em todos os veiculos. Agem como uma grande ´manada´ de (tu)barões e o que nos resta? A internet, graças aos céus… Quer ficar bem informado? Leia menos jornais e revistas, assista menos tv e navegue mais pela internet. (www.escriba.org)

  37. Comentou em 21/03/2008 Flavio Piaui

    A tese é boa, porem o Lula é Presidente do Brasil! Não estamos na Europa. Aqui tem sim muito ´traidor´. Muitos órgãos de imprensa e jornalistas que traem o leitor. Mentem, inventam, aumentam,….confundem liberdade de imprensa com libertinagem.Se escudam na democracia mas não respeitam a vontade soberana do povo. Eu também sou contrario ao monopólio seja ele chapa branca ou empresarial. A grande diferença é que os governos têm o legislativo e o judiciário a fiscalizá-lo. A questão é quem defende o povo das Globos e Vejas, cujo objetivo principal é o lucro e ainda se colocam acima dos poderes constituídos. E o corporativismo da mídia que se coloca acima de tudo e de todos – primeiro mandamento ´ não tocar no seu santo nome em vão´. Que diabos, qualquer critica é taxada de censura.A imprensa erra, tem que ser criticada, e quando abusa do direito tem que ser penalizada. Não somos todos, inclusive a imprensa, iguais perante a lei?

    Flavio

  38. Comentou em 21/03/2008 Lau Mendes

    Sr.Weis que tal colocar a coisa como me pareceu ?
    “Hoje não preciso de lobista para acreditar que a vida está melhorando ou piorando”.
    O que não se pode confundir é jornalista com lobista a soldo de atravessador . O mesmo para o atravessador com o legítimo esforço do comerciante.
    Louvo sua intenção de Jornalista com maiúscula no compromisso com a verdade de sua convicção e que o que lhe incomoda é a possível generalização inevitável pois não falamos de bruxas, os lobistas têm nome e endereço. E neste sentido só a classe (jornalistas) poderia, se quisessem, tomar alguma atitude para separar os “alhos dos bugalhos” aos quais me pareceu à referência do Presidente. Ou se preferir, médico e curandeiro não são a mesma coisa. Um sopro, o qual a classe se nega, talvez mostrasse os valorosos e indispensáveis. Pena, o prejuízo é nosso (leitores) também.

  39. Comentou em 21/03/2008 alfredo sternheim

    Atravessadores é uma designação pouco simpática. Mas vamos lá. Precisamos de um bom jornalismo, de um jornalismo informativo o mais amplo e objetivo possível. Em vez disso, pelo menos em Sampa, temos um jornalismo impresso que, por razões partidárias, é parcial, blinda os equívocos nas áreas do estado e do municipio, deixa de ressaltar o que é feito e princiapalmente o que não é feito no legislativo e na câmara municipal. Por outro lado, dá amplo espaço para o jornalismo opinativo e ironico que ataca o governo Lula com freqüência. Isso é notório no OEstado de SP que ficou um paquiderme, pesado, não se modernizou, recusa a ter um ombudsman. Com seu viés parcial e agressivo, os jornais de SP têm frustrado os leitores, e isso é patente nos comentários postados aqui no OI. Exemplos da parcialidade dos jornais: o amplo destaque dado ao caós aéreo, e o minímo destaque dado às condições frustrantes do transporte urbano em SP. Mesmo aqui, um artigo de Dines sobre o caos no transito que possibilitou boas análises sumiu rapidamente. E na parte opinativa, roubando um título de um filme francês, os heróis estão cansados, perderam energia e credibilidade nos textos rudes e excessivamente sarcásticos; menos Jabor, C Rossi, Eliane C, Demetrius, Gancia, Daniel, etc e mais renovação nessa área. Para o bem da imprensa paulista, para sua evolução, para deixar de perder leitores e assinantes .

  40. Comentou em 21/03/2008 Gersier Lima

    Lula está certíssimo, e não é só ele nós também não precisamos de atravessadores, por isso sempre aconselho a quem tem antena parabólica e quiser como se diz, beber na fonte, assistir aos pronunciamentos do Lula em solenidades via NBR. Um exemplo claríssimo de preconceito e tendenciosidade da chamada grande mídia, aconteceu em Campo Grande. O Governador daquele estado afirmou que a capital do Mato Grosso do Sul é a primeira a erradicar as favelas. Alguém aí viu qualquer repercussão dessa notícia? Claro que não. Nos pronunciamentos Lula está sempre enfatizando que as favelas surgiram pelo descaso de quem governava antes, seja prefeito, governador ou presidente da República. Alguém aí viu ou ouviu a mídia dar destaque a essa frase? Claro que não, os atravessadores estão lá não para divulgar os fatos mas, como abutres, a espera de uma frase que eles possam manipular e distorcer. Alguém viu a divulgação da fala emocionada da representante da comunidade beneficiada em Campo Grande quando afirmou que por anos sofreram com as enchentes e alagamentos e que somente agora o problema foi resolvido? Então, pra que precisamos de atravessadores? Quem viu o vídeo no blog do Azenha daquela senhora protestando vai ter a certeza que os atravessadores estão aí para alienar e não para mostrar corretamente os fatos.

  41. Comentou em 21/03/2008 Tania Mendes

    Gostamos tanto do comentário do RICARDO PIERRI – de Santos-SP/ dia 21//ás 2;20hs — que decidimos repeti-lo: ‘ Esse artigo é um excelente exemplo do pq Lula está certo. Ele disse uma coisa e o atravessador argumentou como se ele tivesse dito outra, descontextualizando o q foi dito e apostando na falta de atenção e de pensamento crítico do leitor, uma vez q citou a idéia toda. É desse tipo de atravessador que não precisamos: aqueles q acreditam falar pelo povo. Está lá na frase de Lula, pode ler. Mas o Weis tratou de distorcer, fingindo q foi dito: ‘não precisamos de jornalistas ou da imprensa’. Há um universo de distância entre essas duas coisas, mas Weis não se importa – acredita ele ter autoridade suficiente (para usar o conceito q ele mesmo usou) para convencer os leitores q a ‘tradução’ dele é mais fiel do que a citação. Obrigado, Weis, por nos mostrar exatamente o quanto Lula está certo. Outrossim, não cabe aos jornalistas dar respostas a nada, diferentemente do q vc escreveu. cabe a eles apenas informar como as coisas estão, o q inclui as diversas opiniões. Por fim, essa idéia de q a quantidade produz qualidade é uma baboseira sem tamanho. Temos dezenas de veículos de imprensa e a imensa maioria escreve exatamente a mesma coisa, calam exatamente as mesmas opiniões. Sua premissa é falsa, e a experiência nos mostra isso. Assim, a conclusão é viciada”’ . (Falou e disse!! )

  42. Comentou em 21/03/2008 Fabio Passos

    Cesar, acredite se quiser… tem um artigo do Dines falando em Bonaparte(?!?) que o OI pretende que seja a análise deste episódio… lamentável. Silêncio absoluto sobre Daniel Dantas, FHC, Globo, BrOi, veja, Serra… Imagine se, com este nível de ‘atravessadores’, a sociedade pode ficar satisfeita? Uma covardia… isto sim.

  43. Comentou em 21/03/2008 Odracir Silva

    Vejo q falta um certo discernimento historico dos criticos ao post do caro Weis. Por acaso a midia era considerada uma atravessadora qdo criticava o Sarney, Collor, Itamar, e FHC? Pelo q me lembro o atual presidente, q agora fica a reclamar, na epoca q era oposicao apoiava a maldita. E agora fica a reclamar? Desde o fim da ditadura, boa parte da midia sempre foi contra o governo (sempre foi meio golpista – e esquerdista). Isto ee fato. Jornalistas como Clovis Rossi, ou Janio de Freitas sempre foram contra a qquer tipo de governo, isto nao ee monopolio do gov. petista. Alias, eu acredito q o gov. Lula mereceu muito ser criticado. Alias, toda este crise do gov. petista c/ a midia comecou c/ a cpi dos correios, q culiminou no mensalao (lembrem-se q o dep. Roberto Jefferson era um dos lideres governistas do gov. Lula na epoca). Antes disso era um mar de rosas para o sr. Lula. Se fosse outro cidadao, q nao carregasse o ‘mito’ do operario q tornou-se presidente, ou como escreveu o Leonardo Boff, o mito da esperanca dos mais pobres, ele certamente teria sido impeached haa muito tempo atras.

  44. Comentou em 21/03/2008 Márcio Dornelles

    A questão é um pouco mais séria do que parece. O fato de considerarmos ou não os jornalistas como atravessadores é mais uma das polêmicas que costumam atritar opiniões. Os comunicadores não podem simplesmente repassar as informações que recebem, mas filtrar o que é verdade, o que é factóide, o que é legítimo.

    O receptor é, na maioria das vezes (e não deveria ser), passivo quanto às informações que recebe e cabe ao ‘atravessador’ lidar etica e profissionalmente com o que veicula.

    http://www.paponobunker.blogspot.com

  45. Comentou em 21/03/2008 Marcelo Rosseti

    O presidente Lula está coberto de razão. O problema, meu caro articulista, é que a mídia brasileira está cheia de pinóquios, daí a observação do presidente ser inteiramente correta. Portanto, ´de atravessadores´e embusteiros o Brasil está farto e cheio.

  46. Comentou em 21/03/2008 Marco Antônio Leite

    Qual foi a contribuição que a imprensa tem proporcionado para melhorar a vida do proletariado? Essa imprensa que a esta vive somente de criticar sem fundamento o atual presidente da República e seus assistentes. Porém o que estamos cansados de observar que essa mesma imprensa é servil do PSDB, aqui em nosso estado acontece muitas coisas ruins, para citar uma, o governador Serra esta doando o estado a empresas nacionais e multinacionais sem ou menos consultar a população que por falta de politização votou para que ele viesse se esconder no Palácio do Morumbi. Senhor jornalista desse site quase democrático, fale bem ou mal, mas fale desse governo inoperante que governa para uma pequena elite e para os meios de comunicação. O senhor é um jornalista de competência comprovada pelas diversas empresas que trabalhou, será que você não vê nenhum defeitinho nesse governo estadual.

  47. Comentou em 21/03/2008 Fabio Passos

    A mensagem é clara… está na cara que boa parte dos atravessadores mentem, omitem e manipulam conforme os interesses de seus patrões. As pessoas já não acreditam cegamente no conto do vigário. Nossa grande imprensa é corrupta. Salta aos olhos como Globo, veja, FSP e Estadão defendem os interesses da minoria rica e combatem os interesses da imensa maioria pobre. As empresas de Civita, Marinho, Frias e Mesquita são porta vozes dos ricos. Weis, Requião critica a imprensa paranaense porque ela é chantagista. Despudoradamente chantagista. Requião não tem de adular uma gangue de chantagistas.

  48. Comentou em 21/03/2008 cesar lenzi

    Será que um fato tão relevante referente ao exercío da liberdade de expressão, como é o da demissão desmotivada do PHA do IG não merecerá deste Observatório nenhuma manifestação? Acho muito estranho que, passados mais de tres dias do ocorrido, nenhum comentário tenha sido feito. Há vezes em que o silêncio é revelador.

  49. Comentou em 21/03/2008 Wagner Moraes

    Weis,

    deixa ver se eu entendi: Você ajudou a demitir o paulo Henrique Amorim, foi isso?

  50. Comentou em 21/03/2008 Ricardo Pierri

    O resultado, portanto, é óbvio: os jornais se concentram majoritariamente em agradar os leitores q possuem mais condições, adotando o mesmo discurso. A quantidade de veículos, dessa forma, provoca apenas a massificação desse discurso, e o soterramento de qquer discurso q não agrade a esse nicho. Adicionemos o fato desses veículos serem empresas e terem interesses políticos próprios – e muitos em comum -, e o efeito se multiplica, e a concorrência nada garante a não ser a maior quantidade de variações do mesmo discurso básico, uma cacofonia que encobre qquer outro discurso q não seja afinado com ela. Em suma: com a quantidade produzimos a certeza de que haverá pelo menos uma versão verdadeira, mas ela estará encoberta pela quantidade muito maior de versões falsas (embora quase idêntidas) q a quantidade provoca, q se tornam a ideologia dominante. A solução é a mudança de paradigma: os jornais não devem ser livres para publicar o q desejarem, mas serem obrigados a publicar TODAS as opiniões e ‘versões’ existentes. Afinal, se o discurso único é inevitável, q ele seja, pelo menos, abrangente e inclua o ‘outro lado’, permitindo ao leitor tirar suas próprias conclusões. Isso reduzirá a quantidade de publicações, mas as poucas q ficarem ao menos atingirão o objetivo de informar. Q as q desejarem ser parciais se transformem em revistas de opinião. Não farão falta.

  51. Comentou em 21/03/2008 Silvano Carvalho

    Favor comentar o caso Nassif X veja e o agora caso oi X PHA.
    Agradeço de coração.

  52. Comentou em 21/03/2008 Ricardo Pierri

    E vamos aproveitar para demolir de vez essa idéia falsa de q a quantidade de veículos de imprensa provocará o aumento da qualidade. Primeiro, do ponto de vista puramente matemático, quanto mais veículos, maiores as versões possíveis. Se apenas uma for verdadeira, o q temos, na realidade, é uma verdade soterrada em mentiras, tornando ainda mais difícil para o leitor distinguir entre a versão verdadeira e as falsas. Mas aí tem o argumento da competição: ao competir pelos leitores, os veículos procurarão ser fiéis à verdade, já q é ela q o leitor busca, e se ela não for encontrada em um, ele partirá para outra publicação. A premissa do argumento é falsa: não é a verdade q os leitores procuram, pois se eles soubessem a verdade, não precisariam procurá-la. Os leitores só podem reconhecer algo como verdadeiro com base naquilo q conhecem, ou seja, de acordo com sua ideologia, sua visão de mundo. E procuram satisfazer seus interesses. Assim, não classificam os jornais com base em sua integridade, mas sim de acordo a ideologia e os interesses por eles defendidos. Os jornais já perceberam isso faz muito tempo. Como dependem de audiência, buscam o nicho mais rentável, e lutam entre si por ele. Esse nicho vê o mundo basicamente da mesma forma e tem os mesmos interesses básicos, e o jornal se concentra nessa ideologia e nesses interesses. A verdade não entra nessa equação. (cont)

  53. Comentou em 21/03/2008 Carlos Muniz

    Quando a mídia brasileira for independente ela deixará de ser odiada até por razões obvias não só pelo Requião mas por todos aqueles que lutam por uma imprensa livre e independente, até porque os nossos formadores de opinião formam a opinião do jeito que quer que seja formada a opinião do dono do veiculo de comunicação, me engana que eu gosto a mídia bradileira na minha opinião é uma das mais tendenciosas do mundo. O Lula na maioria das vezes fala um bocado de besteira mas nessa eu tiro meu chápeu para ele.

  54. Comentou em 21/03/2008 Ricardo Pierri

    Esse artigo é um excelente exemplo do pq Lula está certo. Ele disse uma coisa e o atravessador argumentou como se ele tivesse dito outra, descontextualizando o q foi dito e apostando na falta de atenção e de pensamento crítico do leitor, uma vez q citou a idéia toda. É desse tipo de atravessador q não precisamos: aqueles q acreditam falar pelo povo. Está lá na frase de Lula, pode ler. Mas o Weis tratou de distorcer, fingindo q foi dito: ‘não precisamos de jornalistas ou da imprensa’. Há um universo de distância entre essas duas coisas, mas Weis não se importa – acredita ele ter autoridade suficiente (para usar o conceito q ele mesmo usou) para convencer os leitores q a ‘tradução’ dele é mais fiel do que a citação. Obrigado, Weis, por nos mostrar exatamente o quanto Lula está certo. Outrossim, não cabe aos jornalistas dar respostas a nada, diferentemente do q vc escreveu. cabe a eles apenas informar como as coisas estão, o q inclui as diversas opiniões. Por fim, essa idéia de q a quantidade produz qualidade é uma baboseira sem tamanho. Temos dezenas de veículos de imprensa e a imensa maioria escreve exatamente a mesma coisa, calam exatamente as mesmas opiniões. Sua premissa é falsa, e a experiência nos mostra isso. Assim, a conclusão é viciada.

  55. Comentou em 21/03/2008 João Reis

    Pergunta dos atravessadores: como podemos dizer ao povo que estamos certos?.. resp: Criando nossa pópria mídia.. E como podemos dizer que temos razão?. resp: Criando nossa própria universidade.

  56. Comentou em 21/03/2008 Sandra Padilha

    Liberdade de imprensa se responde com mais liberdade de imprensa. E ponto final.

  57. Comentou em 21/03/2008 Dante Caleffi

    Atravessadores, em qualquer atividade, são vistos com censura.
    Oneram,dificultam,afastam o ‘consumidor’ do ‘produtor’…
    Os ‘traditori’,podem ser o PIG,não só atravessam como ‘traduzem’, de acordo com os interesses a que servem.
    Lula, mais uma vez está certo.Tem o privilégio de enxergar do ponto onde se encontra, as mazelas que a ‘imprensa livre’,insiste em ‘produzir’,desde o início de seu primeiro mandato.Nada parece atingí-lo,nem mesmo a grande crise americana. Os ‘formadores de opinião’,alojados nos veículos que formam o PIG,desesperam-se, diante da inutilidade dos ataques e da ineficácia da ‘munição’.
    Como se sabe, o desepero não é o melhor conselheiro,para soluções extremas…

  58. Comentou em 21/03/2008 Odracir Silva

    Olha, eu vejo declaracoes do presidente, e simplesmente nao daa p/ acreditar o pensamento raso. Esse presidente quis a CNJ, como nao conseguiu implantar o filtro, agora diz q a midia ee um atravessador, numa tentativa de desqualifica-la. Fico a pensar o q o presidente pensa dos ‘atravessadores’ do governo, gente como Luis Nassf, PHA, Mino Carta, Tereza Cruvinel, Helena Chagas, Kennedy de Alencar, e outros. Como bom petista, o presidente pensa o q ee bom para ele, ee bom para todo mundo. Nao quer pluridade, mas sim pensamento unico. Certamente ele ee um dos presidentes menos republicanos q elegemos. Ainda bem q nao sao tao eficientes.

  59. Comentou em 21/03/2008 Rogério de Almeida Abreu

    Caro Weis, tenho tido um comportamento mais analítico sobre o que leio, sobre a estrutura dos artigos, sobre a opinião do editorial desaguando nas matérias do dia-a-dia. Me desculpe Weis, mas os grandes jornaloes, as revistas semanais, as rádios e TVs, de uma forma majoritariamente significativa, têm repercutido as notícias de nossa política e economia com um viéis altamente parcial. Os ‘atravessadores’ consultam os ‘especialistas’ que só falam de um lado, de um modo. Quando, raramente divulgam opinões divergentes elas são cuidadosamente ‘escondidas’ na cobertura dos fatos. Isto é de uma evidência escandalosa. Não saberia filosofar sobre a ideal (se é que existe) ética da imprensa, mas certamente está no seu cerne a cobertura de fatos com as respectivas opiniões que o circundam (pelo menos a maioria delas). Creio que é assim que o leitor , ouvinte ou telespectador apronta seu juízo de valor. E, infelizmente, não é o que tenho visto… creio que estamos correndo o risco de vêr uma imprensa não ‘chapa branca’, mas uma imprensa de uma nota só. O que é pior?

  60. Comentou em 21/03/2008 Ivan Bispo

    ‘Mas o ponto é que não existe coisa de dispensar atravessadores, intermediários, tradutores.’ Não é a dispensa que o Presidente quiz dizer e sim em substituição. Pq os antigos estão viciados e defasados.

  61. Comentou em 21/03/2008 Valmir Gôngora

    O Presidente está certo: há que se ficar esperto, para lidar com os espertos que se reivindicam porta-vozes do que classificam como opinião pública.
    Não há razão para se irritar com a falta de isenção dos atravessadores. Afinal, por que esperar isenção de quem não é isento?

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