Terça-feira, 17 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Quando a mídia é parte da história

Por Luiz Weis em 10/11/2006 | comentários

Se muitas vezes já é difícil para o leitor formar opinião sobre os diversos pontos de vista divulgados no noticiário sobre uma questão abordada objetivamente pela imprensa – o exemplo do dia é a polêmica em torno da resolução do Conselho Federal de Medicina recomendando aos clínicos suspender tratamentos para prolongar a vida de doentes incuráveis em estágio terminal -, que dizer das situações em que uma das partes interessadas é o próprio órgão de mídia que conta a história?

É o caso do escarcéu armado pela Folha de S.Paulo por ter a Polícia Federal obtido da Justiça a quebra de sigilo de duas linhas telefônicas do jornal, de um total de 169, na apuração do dossiê Vedoin. Os números estavam na memória do celular de um dos acusados de envolvimento no episódio.

Para a Folha e a Associação Nacional de Jornais (que reúne o patronato da imprensa diária), o fato representa uma ameaça ao livre exercício do jornalismo torial, “era fazer uma apuração prévia para saber quais conexões mereciam ser aprofundadas”. Sem isso, o órgão cometeu “uma falha grave de procedimento”.

Até aí, tudo bem – é a apreciação de um contra a apreciação de outro, ambos protagonistas do problema, e o leitor que julgue por si.

O que complica as coisas é o fato de que, por estar uma arara com o ocorrido, a Folha tenha misturado laranjas com bananas. Ao investir contra “o despreparo e o comodismo de policiais que confundem investigação com quebra de sigilos a mancheias”, ela equipara o ato que a alcançou, por “despreparo e comodismo”, a outro do gênero – uma torpeza política e pessoal, como ficou demonstrado.

Trata-se do grampeamento, obtido em 2001 pela secretaria de Segurança da Bahia graças a um juiz complacente, para bisbilhotar conversas em 200 telefones. O “autor intelectual” da vilania foi – para surpresa de ninguém – Antonio Carlos Magalhães. Ele queria descobrir podres de adversários políticos e infernizar a vida, como de fato infernizou, de uma namorada que o deixara e àquela altura já estava casada.

A analogia entre a ação da Polícia Federal, embora polêmica, e a violência carlista é uma aberração sem tamanho.

E fica a pergunta: teria a Folha, em nome dos direitos fundamentais dos cidadãos, como afirma, soltado os cachorros em cima dos policiais que pediram e do juiz que autorizou a quebra do sigilo das 169 linhas, se entre elas não estivessem as duas do jornal?

P.S. Da série “Esqueçam o que leram”.

Tem fundamento zero a notícia no Estado de hoje segundo a qual o secretário-geral do Itamaraty, Samuel Pinheiro Guimarães, teria dito que o Brasil poderia denunciar o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), a exemplo do que fez a Coréia do Norte antes de produzir a sua bomba.

Intitulada “País pode deixar acordo sobre armas nucleares” e sub-titulada “É possível romper tratado, diz secretário do Itamaraty”, a matéria se baseia numa fala de Guimarães no 4º Encontro Nacional de Estudos Estratégicos, ontem, no Rio.

Segundo um dos participantes do seminário, absolutamente insuspeito por ter horror ao secretário e às suas posições sobre política externa brasileira, a notícia é absolutamente furada. Guimarães, em resposta a uma pergunta da platéia, admitiu – em tese – que outros signatários do TNP poderão se sentir tentados a imitar a Coréia. Nada disse do Brasil.

Resta saber se o jornal tomará a iniciativa de se retratar amanhã mesmo da barriga que a esta altura talvez já esteja correndo mundo como se verdade fosse.

***

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Todos os comentários

  1. Comentou em 12/11/2006 Celso Scodie

    Impecável este seu artigo Weis. E este meu comentário ressalta certa excentricidade deprimente, que é ver a grande mídia brasileira atual, com toda a sua essência de conservadorismo jornalístico que o vínculo ao neo-coronelismo confere, outorgar-se ao direito de colaborar para desestabilização e golpe de estado contra um governo legitimamente eleito pelo povo. Se essa grande mídia sacana não está a favor do povo, então essa grande mídia sacana não é a favor da democracia. E a liberdade de imprensa com a qual o jornalismo sacana se diz preocupado nada mais é que um sistema manipulatório de informações, direcionado ao favorecimento dos interesses de suas fontes de subsídios. Imprensa livre é sinônimo de dignidade jornalística – mas uma imprensa facciosa, caluniosa, golpista e anti-democrática é totalmente outra coisa. No meu entendimento, a grande imprensa brasileira que aí está, só será deveras livre quando desvincular o seu trabalho das influências nefastas do grande capital.

  2. Comentou em 12/11/2006 Patrícia Valiño

    A praga do Ctrl+C Ctrl+V: acho que seu texto está cortado, no terceiro parágrafo! ‘Para a Folha e a Associação Nacional de Jornais (…) ameaça ao livre exercício do jornalismo torial, “era fazer uma apuração prévia para (…) “uma falha grave de procedimento”.’

  3. Comentou em 12/11/2006 Vivian Stipp

    Certos setores da imprensa abusaram tanto de sua ‘liberdade’ que assassinaram a credibilidade. De um lado isso foi bom, pois hoje em dias só os ingênuos acreditam piamente nas manchetes de jornais e revistas. Mentir para vender pode ser uma estratégia momentânea, mas é fatal a médio e longo prazo. Como não entregam o que vendem (informação fidedigna) váriás empresas estão oferecendo prêmios para cativar leitores! Melhor essa gente mudar de ramo e deixar o jornalismo para gente séria.

  4. Comentou em 12/11/2006 régis richael primo da silva

    Na verdade, é bom que se diga que a proteção do “sigilo da fonte”, de que gozam os jornalistas, não é absoluta, sendo garantida apenas às hipóteses de condutas jornalísticas lícitas. Nem seria preciso dizer que, numa república, ninguém está acima da lei, nem o presidente da república, nem tampouco os jornalistas. Se sobre estes últimos recaem suspeitas razoáveis de práticas delituosas, qualquer juiz tem não só o poder mas o dever de decretar-lhes a quebra do sigilo telefônico, se de tal medida depender o êxito da investigação. A não ser que entendamos os ‘jornalistas criminosos’ como uma classe privilegiada de criminosos, imune aos procedimentos de investigação e de processo destinado aos demais. Aliás, já está mais do que na hora de a imprensa parar de dar a qualquer questão jurídica envolvendo seus órgãos e profissionais o status de conflito em torno da liberdade de expressão. A polícia investiga policiais, procuradores denunciam procuradores, juízes condenam juízes. Só a imprensa insiste em se colocar acima do bem e do mal?

  5. Comentou em 11/11/2006 Augusto Mourão

    Caro Luiz Weis,
    Esse assunto da Folha já está chegando ao ridículo. Parece até a insistência da Veja com a intimidação dos seus briosos jornal;istas. Não bastaran a nota da PF negando as alegações nem a da promotora que assistiu aos depoimentos. O fato é que tanto a PF quanto a Promotoria Pública se colocaram a disposição para receber deníncia da revista ou dos jornalistas para abrir inquéritos. Até agora nada. Por que? Porque não interessa.
    Voltando à Fôlha quem divulgou a quebra de sigi;lo foi o jornal, não a polícia. O juiz concedeu a quebra do sigilo telefônico dos 169 números que constavam do celular do Gedimar. Entre estes números haviam 2 que eram de repórteres/jornalistas da Folha. O que é que a PF fez de errado? Quem botou a boca no trombone foi a Folha e, junto com ela, a indefextível FENAJ, a Globo, Veja e a nova OAB , Ordem dos Acusadores do Brasil.
    Meu caro ainda bem que você está aí, contrabalançando o Dines.
    Abs.
    Augusto Mourão

  6. Comentou em 11/11/2006 evandro amaral

    O que acontece sempre é que uma grande parcela dos jornalistas e principalmente grande imprensa (leia-se patronato) se acham acima da lei… fazem sempre o maior escarcéu com a vida dos outros, bagunçam, atropelam, pré-julgam, condenam, fazem o diabo e, em nome de uma falsa e hipócrita defesa da ‘liberdade de imprensa’ quando a Lei se aproxima deles todos pulam e gritam e partem para o ataque marrom que sempre fazem contra a sociedade, a democracia e a Lei que sustenta um país verdadeiramente livre. Quando um Juiz determina uma quebra de sigilo ele o faz segundo a Lei e porque estão presentes fortes indícios da existência do crime que está sendo investigado, e só assim ele está autorizado a deferir a quebra. Portanto, repito ninguém está acima da Lei num Estado Democrático de Direito. É assim e espero que prevaleça a determinação desses Juízes corajosos que não se incomodam coma ‘grita’ daqueles que se julgam o ‘quarto poder’ e acima da Lei. Eles precisam acordar e perceber que o país já é outro, não é mais o deles: controlado e vilipendiado.

  7. Comentou em 11/11/2006 nelson perez de oliveira junior

    Agora nós estamos ferrados, nem a justiça pode tocar na imprensa, desceu dos céus uma unção que torna ‘jornais e jornaleiros’ imunes. A imprensa acabou com a imunidade parlamentar, com a privacidade das pessoas, com o respeito às autoridades, com a polícia e as investigações policias, com o direito de todo cidadão ser inocente até que se prove o contrário e com o meu direito de escolher quem eu quiser para me governar e com o meu direito de expressar minhas idéias. Gente eu acho que o Fernandinho Beira Mar deveria fazer curso de jornalismo para ficar imune de ser perserguido e condenado. Jornalistas e Donos de jornais podem cometer crimes em suas negociações para ter notícias para vender. Será que receptar documentos da PF e ‘receber’ e divulgar gravações clandestinas por qualquer cidadão ou entidade não seria crime? Para a imprensa não, e ela ganha com i$$o!!

  8. Comentou em 11/11/2006 Goretti Oliveria

    Weis,
    Excelente e lúcido texto! Pena que o terceiro parágrafo esteja truncado (faltam algumas linhas?)

  9. Comentou em 11/11/2006 ubirajara sousa

    Ontem, no JN, a chamada sobre o assunto foi, mais ou menos, esta: ‘Sociedade Civil repudia ato da PF’. E aí, no curso da apresentação da matéria, informou que a ANJ, a OAB (e mais uma outra entidade que não me recordo) tinham manifestado crítica à quebra do sigilo telefônico da Folha de S. Paulo. E então eu me perguntei: sociedade civil? será que apenas esses órgãos seriam suficientes para representar a nossa sociedade civil? E a ANJ estaria entre os classificados para tal? Acho um absurdo que o sigilo telefônico de todos nós, até o do Presidente da República, pode ser quebrado e o da Folha de São Paulo não possa, em nome da tão falada ‘liberdade de imprensa’. Acho que é preciso é um pouco mais de responsabilidade civil, da parte de certos órgãos e cidadãos, isso sim. É preciso pensar antes de tomar decisões que possam afetar a vida das pessoas de forma irreparável, como já aconteceu e com certeza voltará a acontecer, caso não sejam tomadas medidas acautelatórias. Quanto à ‘notícia furada’ divulgada pelo Estado, ainda que haja a retratação, qual será o seu efeito? Quantos dela tomarão ciência? Essa é mais uma irresponsabilidade. Como eu disse, já houve e haverá mais. Providências têm que ser tomadas.

  10. Comentou em 11/11/2006 Givaldo Santos

    Parabéns Weis, perfeito este seu artigo, dispensa comentários e só merece congratulações.

  11. Comentou em 11/11/2006 Alexandre Sales Fortes

    Caro Luiz,

    Tenho dito isto desde o começo da campanha eleitoral, apesar de observar uma atitude maniqueísta dos meios midiáticos desde que me conheço por gente. É preciso Controlar a mídia sim, e nós o estamos fazendo sem a necessidade de orgãos e outras ‘cositas más’, infelizmente a mídia não é parte da História, mas da Estória, pois ela nunca existiu. Possuí estúdios, equipamentos de última geração, repórteres formados e etc… Mas não tem competência para sobreviver sozinha, precisa das benesses de uns e outros, por isso não cumpre o seu papel, logo não existe. Infelizmente a mídia perdeu o trem da história, ao tentar criar factóides mexicanos, num desses desesperos para apoiar áqueles que á mantém, e como prostituta, cede aos encantos do apadrinhamento.
    Quando ouví o Alexandre Garcia no Bom Dia Brasil dizer que: ‘ nos moldes em que se tira habilitação, deveria ser para tirar Título de Eleitor’, ou quando leio num arremedo de revista chamada Veja uma Matéria Nazista, escrita pelo Sr. Doublê de Jornalista Diogo Mainardi( Veja 1974/20/09/06), realmente á mídia perdeu o trem da história e acabou embarcando no Trem da Estória, e agora que está perdendo o poder que lhe foi outorgado por decreto, o perde por incompetência de não saber exercê-lo!!!

  12. Comentou em 11/11/2006 Mirna Vieira

    Luiz Weis… parabéns!!! Para variar arrebentou na avaliação! È isso mesmo, e muitos dos seus colegas aqui no OI deveriam ler o seu texto! Principalmente o Dines!
    Mas cuidado hein!! seus colegas podem te tachar de empastelador e outros elogios que estamos levando aqui sabe???

    um abraço para vc!

  13. Comentou em 11/11/2006 Thogo Lemos

    Parabéns, Sr. Weis. Seja benvindo, de volta ao OI que eu conhecia. Fique tranquilo, não o considerarei um petista intelectualmente miserável.

  14. Comentou em 11/11/2006 zanuja castelo branco

    O Itamaraty tem a OBRIGAÇÃO de processar o jornal Estado, é uma questão de honrar. Essa matéria vai causar graves conflitos internacional. Uma irresponsabilidade de quem escreveu. Tem q ser processado já. Não aguento mais essa imprensa.

  15. Comentou em 11/11/2006 Ana Maria Cerviño de Macêdo

    Para enriquecer a discussão, sugiro a leitura do comentário ‘Leis regulam a quebra de sigilo, e a mídia tem de respeitar (10/11/06 09:04)’, feito por José Dirceu em seu blog:
    http://blogdodirceu.blig.ig.com.br/
    P.S.- A barrigona do Estadão pariu uma mentira robusta, nutrida de mau jornalismo e leite azedo. Vamos prestar atenção no tamanho do desmentido.

  16. Comentou em 11/11/2006 Andres Vince

    Sobre a Associação Nacional de Jornais: Essa ‘entidade’ é presidida pelo presidente da RBS, rede que avança para o monopólio de mais um estado: Santa Catarina. Aqui no Rio Grande do Sul já recebe 80% da verba publicitária das redes de comunicação do estado, entre rádios jornais e tevês. Seu Nelson Sirotsck a mais de 10 anos lidera uma campanha pelo fim das condenações por dano moral no judiciário contra os veículos de comunicação, pois, segundo ele, essas condenações limitam a liberdade de imprensa. Esqueçe esse senhor que depois da sua empresa ser condenada a pagar R$ 1 milhão para o então secretário da segurança pública Paulo Bisol, ela usou toda essa liberdade para literalmente tentar frita-lo do governo com ataques diários em todos os seus veículos de comunicação. Chegou ao cúmulo de 8 anos depois, na campanha deste ano para governador, perguntarem para o Olívio se ele já tinha um nome para secretaria de segurança, se seguia a mesma tendência da administração anterior. Vale lembrar que essa foi uma entre muitas condenações e tenho certeza que quando alguém é condenado por dano moral, é por uma acusação que não foi bem fundamentada, pois se fosse comprovada, não haveria condenação, pois ninguém é condenado por publicar a verdade.

  17. Comentou em 10/11/2006 Rogerio Martins

    Meu caro Luiz, você se enganou. Jamais o bahiano cometeu tal atrocidade, nem espionou o painel do Senado. Isso tudo é inveção. Intriga de PeIista.
    O fato é que a Folha, A VAQUINHA SAGRADA da vez, o BASTIÃO E GUARDIÃ da ética, assim como a Radio Jovem Pan, e em esepcial a Dona Globo, foram violentadas! Ou melhor estão sendo violentadas por uma vitória de mais 58 milhões de votos, fruto do povo que se tornou impermeável a essa média média. Estão sendo violadas no direito mais sagrado da libertinagem de publicar o que querem sem qualquer responsabilidade ética ou moral. A méida pode. Ou pelo menos pensa que pode…
    Afinal quem deu o direito à Polícia Federal de investigar o antro, o cerne golpista mediatíco tucanóide? Como alguém em sã conciência concede a quebra do sigilo telefônico de duas linhas que por acaso aparecem entre os numeros de telefones da memória de outro telefone já investigado SOB SEGREDO DE JUSTIÇA? SERÁ QUE TEMEM QUE MAIS ALGUÉM VENHA A ROUBAR O CONTEÚDO DAS LIGAÇÕES E NUM ENCONTRO FORTUITO DE CONSPIRADORES, queriram tramar f… a Globo, a Folha e outros membros da média media???

    Luiz, que bom ler seus textos! a gente respira dignidade neles…

  18. Comentou em 10/11/2006 Luis Prado

    No caso da Folha penso que a imprensa, como todos nos, tem que respeitar as leis. A quebra do sigilo foi feito dentro da lei e com a autorização da Justiça, Com relação ao Estadão, será que é mesmo uma barriga ou o erro é proposital, com o intuito de provocar instabilidade e embaraço ao governo? Este é um exemplo da necessidade de um conselho de jornalistas que obrigasse o jornal a se retratar.

  19. Comentou em 10/11/2006 Marco Costa Costa

    Não é só a Polícia Federal que é despreparada e comodista, a imprensa de forma geral se enquadra nestes itens. No Brasil, os profissionais da caneta querem pôr querem liberdade sem restrições, para fazer o que bem entendem com o moral das pessoas. Considerando que liberdade se faz com responsabilidade é, o que não acontece com os donos da informação, seja ela correta ou não. Os profissionais da informação tem que entender que ninguém esta imune em ser punido pôr ato de irresponsabilidade, bem como pôr conduta inconveniente frente aos seus leitores. Outro coisa, vocês não podem confundir falta de cultura de nossa gente, com despreparo e comodismo. Temos alguns exemplos de pessoas que tem pouca escolaridade e, são donos de verdadeiros impérios, o homem do baú, o proprietário de uma grande rede de lojas de eletrodomésticos, entre outros produtos. Portanto, procurem andar na linha(não do trem), pois só escrever não ganha jogo.

  20. Comentou em 10/11/2006 Marcelo Seráfico

    Weis, aí está, deste prova de como é possível criticar a imprensa, revelar os fatos e opinar sem que nada disso implique ferir a ‘liberdade de expressão’ de quem quer que seja. Parabéns!

  21. Comentou em 10/11/2006 Marco Tognollo

    continuação….

    Sua coluna é uma das poucas que ainda leio. Sei lá, os colunistas do Estadão são sérios candidatos a sofrerem de úlcera; destilam um ódio sem tamanho…. Como te deixam escrever lá, ainda, sendo tão ‘calmo’??

  22. Comentou em 10/11/2006 Marco Tognollo

    1. Grande Luiz Weis. No caso da Folha de São Paulo, convém dizer que há quem ainda pense que a eleição não tenha acabado; não desceram do palanque, ainda. Ora, quem determina a quebra de sigilo é autoridade judiciária. Ou seja, estão tentando ‘ver se cola’ a notícia de que é o Governo Lula que está por trás disso. Lamentável. Ora, até agora, nao houve degravação das conversas, mas tão somente os números de telefone. E o que pensam os jornalistas da Folha, que ligariam para um telefone rastreado e não seriam identificados? Ontem, durante o jornal da Gazeta, seu colega de Estadão, Mauro Chaves, estava tentando vender a idéia de que isto representa ameaça ao estado democrático, que o governo estaria por trás disso tudo. Citou, ainda, o caso da Veja, em que os jornalistas nao puderam se comunicar com seu advogado. Ridículo, para dizer o mínimo, vez que ele é advogado, e sabe – ou ao menos deveria saber -que a ordem de quebra de sigilo parte de um Juiz e, no caso da Veja, os reporteres foram interrogados na qualidade de testemunha e, obviamente, o advogado nao pode interferir no depoimento de testemunhas. Elementar. De resto, é chororô…..

    2. A notícia do Estado de hoje, vou ser sincero, li muito por cima. Não levo mais muito a sério as notícias deste jornal atualmente. É uma barrigada atrás da outra. Só no caso do acidente da Gol, havia noticias contraditorias na mesma edição.

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