Terça-feira, 21 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Quando o repórter julga pelo leitor

Por Luiz Weis em 14/02/2006 | comentários

O manual ortodoxo do ofício ensina que primeiro vem a notícia. Depois a interpretação. Por fim, a opinião.


Claro que notícia e interpretação podem vir juntas – desde que fique claro o que é uma coisa e o que é outra; desde que a primeira seja fiel aos fatos e a segunda seja plural; e desde que o entrelaçamento entre elas venha mesmo para explicar e não para confundir.


O que não se deve é colocar opinião no mesmo saco da notícia, ou, pior ainda, apresentar a opinião como se interpretação fosse. Interpretação é análise o quanto possível isenta, feita com base em visões diversas de quem for do ramo. Opinião é juízo de valor. Fundamentada ou não, é uma tomada de posição.


Um exemplo gritantemente óbvio:


Notícia: pesquisa do instituto Sensus, divulgada hoje, põe Lula 10 pontos à frente de Serra num hipotético segundo turno que ocorresse agora.


Interpretação: o resultado aumenta o capital de Lula para fazer alianças com partidos como o PTB, o PL e o PP, goste disso, ou não, o PT.


E mais: o resultado aumenta o dilema hamletiano de José Serra de trocar o certo, a Prefeitura em que prometeu ficar até o fim do mandato, por um Planalto que aparentemente está voltando a ficar tão duvidoso como no tempo de sua promessa.


Opinião: o resultado deve ser comemorado (ou lamentado) porque sugere que Lula deu a volta por cima da crise do mensalão.


Na contramão desse singelo roteiro, o Estado publicou domingo matéria de página inteira, dividida em três blocos, o principal dos quais tem por título “Lula usa questão racial como trunfo” e por sub-título “Campanha pela reeleição inclui medidas para beneficiar as populações negra e parda, que são 48% do eleitorado”.


No centro da página, uma charge mostra um Lula negro, sorridente, com um colorido barrete africano na cabeça.


O tom geral da matéria é que existe um nexo entre as aspirações do presidente à reeleição e iniciativas favoráveis aos chamados afrodescendentes – embora cite no bloco final um deputado petista dizendo que isso “não é coisa de ano eleitoral”.


O miolo da reportagem se ocupa do polêmico projeto que reserva 50% das vagas nas universidades federais, em nível de graduação e de pós, a egressos de escolas públicas e a estudantes negros (metade/metade).


Em pelo menos três passagens do texto, o autor justapõe inconfundivelmente informação e opinião.


Primeiro, quando escreve que a proposta das cotas “radicaliza para pior as iniciativas anteriores” [da mesma natureza].


Lugar de um julgamento desses é na página de editoriais e de opinião.


Segundo, quando o autor lembra que estão na universidade 13% dos brasileiros em idade de estudar, mas apenas 6% dos brasileiros negros, e emenda: “É óbvio que não se pode ficar de braços cruzados diante dessa situação.


Também acho. Mas, de novo, essa é uma afirmação normativa, que não cabe numa reportagem – a menos que se mandem para o espaço as distinções clássicas mencionadas na abertura deste texto.


Terceiro, quando ele considera “brilhante” a argumentação de um juiz conservador [o “conservador” é acréscimo meu] da Suprema Corte americana contra a reparação de injustiças passadas que fira direitos individuais a qualquer tempo.


Melhor teria feito o repórter se ouvisse especialistas que opinassem sobre o brilho e a procedência do raciocínio do juiz.

Além disso, uma afirmação parece ir de encontro a fatos sabidos: “Ninguém entra em faculdade pública porque tem pai rico”. Embora seja verdade que só pai rico não põe ninguém numa USP, é notório que pai rico permite ao filho estudar em bons colégios pagos e terminar a sua preparação para entrar em faculdades disputadas, com altas notas de corte, nos melhores e mais caros cursinhos pré-vestibular.


Por fim, o repórter “briga” com uma fonte. O deputado do PT baiano, Luiz Alberto, presidente da Frente Parlamentar pela Igualdade Racial, diz que a classe média branca é cúmplice da crise da escola pública porque “em vez de defendê-la preferiu acomodar-se e pagar mensalidades nas escolas privadas”.


Ao que o repórter retruca que Luiz Alberto não esclarece “por que se pode falar em comodismo diante das salgadíssimas mensalidades da rede particular”.


O leitor fica sem saber se o repórter apresentou essa objeção à fonte e ela não soube esclarecer a presumível contradição, ou se a objeção, valha o que valer, ocorreu ao repórter ao redigir o texto.


A questão das cotas e o alegado empenho de Lula de cabalar o voto negro são assuntos suficientemente sérios para serem levados ao leitor com a objetividade a que ele tem direito de modo a poder formar a sua própria opinião.


***

Serão desconsideradas as mensagens ofensivas, anônimas e aquelas cujos autores não possam ser contatados por terem fornecido e-mails falsos.

Todos os comentários

  1. Comentou em 16/02/2006 João Humberto Venturini

    É típico do jornal Estadão tal comportamento na reportagem. Sou leitor diário desse jornal que considero hoje o mais extremista de SP ou senão do Brasil. É de extrema-direita a posição ideológica q o jornal defende e os editoriais as vezes parecem ser escritos por Diogo Mainardi. Observando os editoriais e o conteúdo de muitas reportagens, percebe-se o preconceito, a arrogância e o elitismo do jornal. O jornal é contra cotas para negros, pobres, é contra a demarcação de terras indígenas, contra os movimentos sociais q os classificam até como terroristas, são contra os direitos dos trabalhadores e se dizem ainda opinião pública. Só se for a opinião pública do pessoal q frequenta a Daslu. O jornal tenta esconder seu preconceito nessas reportagens, mas quem é atento percebe o racismo nas palavras escritas principalmente nos editoriais.

  2. Comentou em 15/02/2006 Carlos Roberto dos Santos

    As observacoes do autor sao pertinentes e importantes para o leitor perceber como precisa estar atento aos detalhes dos artigos e materias, principalmente da midia impressa.

  3. Comentou em 15/02/2006 Flávio Perina

    É incrível como a imprensa tem tratado as iniciativas do Governo Federal. Se Lula não fez, é por que não cumpriu uma promessa de campanha; se fez o que prometeu é para cabalar votos em 2006. O Brasil nunca teve uma imprensa tão provinciana e parcial como hoje. A inversão de valores e o preconceito em relação a Lula está passando dos limites do bom senso e do bom jornalismo. É uma pena que estamos abandonando o bom e velho debate de idéias e matérias bem feitas, para partir para a baixaria e a esculhambação. O leitor/eleitor brasileiro merece mais qualidade.

  4. Comentou em 15/02/2006 Donaldo de Andrade Silva

    Aida bem que aguém do meio levantou a bandeira da ética proficional, espeo que não fique em um só proficional. Acho que aguém como você deveria se juntar a outros com o mesmo senso e criar um conselho de criticos da imprensa, só assim envergonharia os maus jornalista ao serem criticados pela própria imprensa e consequentemente moralizaria a classe. Parabens pra você.

  5. Comentou em 15/02/2006 Gustavo Figueira

    Concordo plenamente com a colocação que a imprensa vem emitindo opiniões de forma a confundir os leitores … são raras as reportagens isentas e que tem como objetivo informar. Em geral, tentam formar, formar ou forçar uma opinião do leitor …..

  6. Comentou em 15/02/2006 Alice

    Não podemos apenas criticar os que escrevem mas pra quem escrevem e quem vai ler de fato…nesse país onde ainda há uma parcela da população analfabeta ou semi… devemos sim exigir que os leitores façam a distinção e tenham sua propria opinião…

  7. Comentou em 15/02/2006 Flavio Francino

    O que o autor e o reporte não conseguem esconder é a aversão ao presidente Lula e ao PT, fica claro em todas as reportagem de tv,revistas e jornais que a imprensa Brasileira é de direita e não consegue engolir o bom e otimo governo petista, fico com dó de ver um reporte como Carlos Nascimento sendo obrigado a dar uma noticia a favor do governo Lula ou demonstrar uma pesquisa de opnião onde o presidente Lula aparece 10 pontos na frente de seu opositor. É de dar dó mas é muito engraçado.

  8. Comentou em 15/02/2006 Jair da Silva Santos

    Isso me faz lembrar a defesa que a Revista Veja fez do não no plebiscito do desarmamento, e os argumentos para isso: de que muitas vezes o leitor não teria tempo para buscar informações e formar opinião, e como a revista ‘já conhecia o perfil de seus leitores’ ela já trazia a informação e a decisão. Completamente absurda tal justificativa, que aliás reflete cada vez mais o movimento de grande parte da imprensa atual que joga no lixo coisas antigamente fundamentais como a isenção.

  9. Comentou em 15/02/2006 Mário

    eu parei de ler uma determinada revista semanal porque comecei a achar que ela já me traz as decisões prontas, apenas teria que aceitá-las ! inclusive compartilho dessa opinião com alguns amigos meus que também acham essa revista ‘tendenciosa’.
    Na realidade o que me interessa é ler o que aconteceu, saber dos fatos e a partir daí fazer meus próprios julgamentos que podem ou não ser iguais ao da revista.

  10. Comentou em 15/02/2006 Mauricio Braga

    ‘Observatório’ é legal demais…

  11. Comentou em 15/02/2006 Everton Bastos

    A propósito, em um pais onde o analfabetismo é tão alto e os poucos que não o são não conseguem interpretar textos simples, devemos ter informações e opiniões sempre!!!

    Concordo somente que elas deveriam ser bastante claras para que não se confundam com fatos!!

  12. Comentou em 15/02/2006 Everton Bastos

    Esse medo de ser confundido com racista e elitista é que conduz as Universidades Públicas para o limbo. cada vez mais os alunos estão despreparados, sem visão global, sem saber usar minimamente o português e agora querem, como em um passe de mágica, transformar 6% em 50%. O que vai acontecer é que entrará cada vez menos gente preparada, os cursos terão que se adaptar a isso, baixando o nível dos cursos.

    Isso é acabar com a Universidade pública!!

    fiz engenharia na USP e colégio no Exercito, vindo da escola pública dos anos 80. Agora isso é impossível pois saem todos semi-analfabetos!!!

    Esse é o projeto da PT e dos últimos governos: manter-se-ão no poder pela ignorancia do povo!!

  13. Comentou em 15/02/2006 Silvio Pizzulin

    Apesar do exagero demonstrado no artigo do Estadão, tentar alcançar isenção total na imprensa é utópico, pelo menos enquanto forem anexadas a exibição pura dos fatos, qualquer tipo de interpretação. Interpretações, por mais pretensamente isentas que sejam, refletem, mesmo que inconscientemente, as opiniões pessoais de quem as escreve, mesmo no exemplo dito “gritantemente óbvio” o repórter parte de uma gama enorme de pré-disposições para chegar até aquele ponto. O que é preciso coibir, e isso deveria começar pelos próprios editores de seus respectivos órgãos de imprensa, é a interpretação deliberadamente tendenciosa, que sempre esconde motivos dos mais torpes, e que por mais que não consiga convencer a maioria, cria uma nuvem de incerteza a respeito do fato em questão.

  14. Comentou em 15/02/2006 Edson Pessoa

    Diversos estudiosos do fenômeno brasileiro envolvendo a mídia e o jornalismo têm se pronunciado ultimamente denunciando uma série de formulações técnicas indevidas que constrangem e inibem a sociedade. Mas o que mais preocupa é o caráter tendencioso dessas ações que visam manipular a opinião dos cidadãos brasileiros. Tristeza…

  15. Comentou em 15/02/2006 Luiz Olinto Oliveira Castro Filho

    Meu prezado e mui lido por mim….sua observação se faz no momento azado….é o que mais se vê por aí hoje, é tudo misturado, num único saco de gatos……Fica difpicil para o leitor formar uma opiniãoa a partir de determinadas reportagens, pois o autor deveria apenas informar ou avisar qdo emittise a opinião. Oportuníssimo o seu texto
    abraços do Luiz Olinto

  16. Comentou em 15/02/2006 Ricardo Ramos

    Aqui no Rio é o tipo de matéria que mais leio. Como leigo, absolutamente leigo, pergunto-me: ninguém pode fazer nada? Será que a população vai ser novamente alijada de um processo de formação de opinião sadio? Será que é uma questão de educação ou será que outros países como a Inglaterra não viveram esse problema também? Deveríamos ter uma espécie de ABC da mídia? Ã indignação me assoma dia-após-dia. Desculpem-me mas sou absolutamente leigo!

  17. Comentou em 15/02/2006 Lucinei Lucena

    jornalista,

    é totalmente desnecessário o corporativismo para defender maus jornalistas. O que deve ser defendido é a necessidade da sociedade de ter informação; é do direito à informação que se trata. Suponho que o jornalista que reclama do texto é daquele tipo que imagina ou acredita que são os jornalistas que detêm o monopólio da gramática. Mesmo que isso passasse perto da verdade, a maioria seria reprovada na parte tocante à interpretação de texto.

    Saudações, Lucinei.

  18. Comentou em 15/02/2006 Ana Paula de Andrade dos Santos

    Obrigada pela distinção clara e objetiva de como dever ser a reportagem. O problema é vejo que na grande imprensa a linha que separa notícia, interpretação da notícia e opinião está cada dia mais fina e suas fronteiras são ultrapassadas com muita freqüência. É preciso lembrar ao jornalista o que é ser repórter, porque essa atividade parece ter sido esquecida por alguns, ou seus significado é muito nebuloso para outros.

  19. Comentou em 15/02/2006 Lucinei Lucena

    Prezado Weis,

    Infelizmente o exemplo citado é apenas mais um que se colhe observando a imprensa diária (impressa ou eletrônica). Eu continuo insistindo: isso não é jornalismo, não.

    Saudações, Lucinei.

  20. Comentou em 15/02/2006 Bruno Aquele

    Caro Colega,

    você escreve de tal modo que sinto perda de tempo ler seus textos. Sugiro um curso de Português.

    Bruno

  21. Comentou em 15/02/2006 Haroldo Mourão Cunha

    Luiz, gostaria de te perguntar uma coisa simples: o que devemos fazer (Em curto prazo, hein!) para corrigirmos tanta desigualdade no campo da educação? Só a educação, para ficarmos num ponto especifico.
    As políticas compensatórias têm que diminuir, só assim veremos um crescimento real do país. Mas, e enquanto isso? Pergunto, agora, aos senhores que são radicalmente contra a questão de cotas. Como já opinei, ela não deveria existir e ponto.
    No entanto, fecharmos os olhos e tamparmos os ouvidos para esse problema sécular, seria como aceitarmos todas essas desigualdades como coisa sem solução. O governo tomou uma decisão, se foi boa ou ruim, o tempo dirá, mas é para isso que eles estão lá, para tomarem conta de nossas coisas.

  22. Comentou em 14/02/2006 Fabio de Oliveira Ribeiro

    Qualquer pesquina que não estimule o leitor a responder a seguinte quetão ‘VOCÊ PRETENDE VOTAR NULO POR CAUSA DA ROUBALHEIRA DOS POLÍTICOS E DA IMPUNIDADE DELES’ é fajuta e não merece sequer ser comentada. O Partido do Voto Nulo aproveita a oportunidade para protestar contra os institutos de pesquisa que não adotam o critério mencionado.

  23. Comentou em 14/02/2006 Tiago de Jesus

    O manual do ofício foi pós-modernizado. A informação é a opinião, a mensagem é o meio, a imprensa é o negócio.

    Não sei se é assim que pensa quem publica, mas é assim que penso eu que leio.

  24. Comentou em 14/02/2006 Eduardo Guimarães

    Senhoras e senhores, Quem está atribuindo a disparada de Lula nas pesquisas à sua inegável ‘superexposição’ na mídia não está só tentando enganar os outros, está tentando enganar a si mesmo. Quem diz essa barbaridade não leva em conta que essa grande exposição tem sido muito mais negativa do que positiva. Não me lembro de outro político contemporâneo que tenha sido tão ridicularizado, insultado e acusado de corrupção por tanto tempo nos meios de comunicação. O programa humorístico da Globo ‘Zorra Total’ chegou ao cúmulo de apresentar um quadro em que um Maluf caricaturado contracena com a caricatura do presidente da República. O quadro iguala dois políticos com biografias diametralmente opostas e, com isso, chama de idiotas 180 milhões de brasileiros. Aliás, falando em mídia, quem quiser entender a subida de Lula nas pesquisas só precisa se informar sobre o que vem acontecendo na Venezuela nos últimos sete anos

  25. Comentou em 14/02/2006 Maria Izabel L. Silva Silva

    Caro sr.É muito comovente vê-lo clamar pelo manual do bom reporter, o que o senhor chama de ‘manual ortodoxo do ofício’. Isso existe mesmo? Aqui no Brasil, na nossa mal falada ‘grande imprensa’ é possível uma postura profissional e ética daqueles que assinam as matérias? O que nós temos visto por aí é um festival de ‘opiniões’ misturadas com as notícias como se fossem uma coisa só. VEJA faz isso o tempo todo, (e até reproduz diálogos que ninguém sabe de onde saíram…)induzindo o leitor. Não é assim que as coisas devem ser? Felizmente o leitor brasileiro não é burro e sabe distiguir as manobras da ‘grande imprensa’. Eu, por exemplo, parei de ler VEJA. Não vale a pena. Eventualmente dou uma checada só para constatar que nada mudou naquele poderoso e nefasto veículo de informação. Porém, prefiro outras fontes de informação mais honestas e comprometidas com o futuro do país.

  26. Comentou em 14/02/2006 cid elias

    Caro Luiz

    Este crápula nunca foi nem vai ser um repórter, jornalista ou algo que o valha!
    E não esqueçamos que seus ‘capos’ porque quem dirige instituições criminosas como estadão, folha , veja, istoera, jb, etc. cometem crimes e mais crimes (falsidade ideológica, acusações falsas contra pessoas honradas, enganar o povo com pesquisas encomendadas, julgamento e condenação sem provas, etc, etc, etc) não podem ser chamados de Chefes, Empresários ou Diretores. São mafiosos mesmo, a serviço de quem todos podemos imaginar….
    Parabéns por tentar abrir os olhos das cabeças que ainda pensam neste país e vamos seguir atentos a estes VESTAIS DA ÉTICA, hipócritas de plantão, ‘doutores em opinião’

    Grato cid

  27. Comentou em 14/02/2006 Paulo Roberto Ferreira Ferreira

    Deformação

    A matéria que você comentou foi publicada em Belém, pelo jornal O Liberal. Imagino que essas ‘pérolas’ são disponibilizadas pela Agência Estado para todo o País, como matéria de fim de semana. E ganham destaque na mídia regional. Veja só o tamanho que assume esse tipo de deformação.

  28. Comentou em 14/02/2006 weden

    Ora, caro Weis, tudo bem que você, como eu, não concorde que isso seja um ‘golpismo’. Mas sinceramente, não é só ‘mau jornalismo’.

    Se fosse uma cobertura séria, mas engajada, seria ‘partidarismo’. Se fosse por falta de preparo, seria ‘mau jornalismo’. Se fosse uma tentativa de interpretar os fatos a uma maneira pouco parcial, seria ‘tendenciosismo’. Mas a intenção deliberada em distorcer tudo é ‘mal-caratismo’. Simplesmente. Sem gastar muitas letras. Por favor, analise exemplos mais dignos.

  29. Comentou em 14/02/2006 Alexandre Porto

    Luiz, você está sendo exigente demais com o repórtes do Estado. Imparcialidade é algo que não se pratica nem se ensina por lá. A verdade é que os colunistas e os editoriais de nossa imprensa estão perdendo sua razão de existir, já que as matérias não se limitam mais a informar. Afinal, apenas informando corre-se o risco de ninguém entender.

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