Segunda-feira, 21 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº987
Menu

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Raça e pesporrência

Por Mauro Malin em 04/07/2006 | comentários

O manifesto a respeito do Estatuto da Igualdade Racial e da política de cotas para minorias étnicas, agora a favor da aprovação dos projetos, fez a imprensa se abrir para esse debate como raramente antes. O Estado de S. Paulo publicou os dois textos. A Folha, que havia dado a íntegra do manifesto contrário, como artigo na página 3, resumiu e remeteu para íntegras e signatários na internet. O Globo não deu nada até hoje (4/7).


A linguagem adotada nos dois documentos deveria fazer pensar os que tratam essas propostas a chibatadas, geralmente os que as condenam, como faz na Veja desta semana o colunista André Petry.


O título de seu artigo poderia ser lido como uma advertência a respeito do conteúdo: “A estupidez racial”. O texto é montado com agressões. Algumas contra o senador Paulo Paim (que ele chama de deputado; seria tão trabalhoso ou desimportante checar se o parlamentar é deputado ou senador?).


Petry diz que Paim é autor de uma idéia estapafúrdia, inspirada no nazismo. O senador criticou como manifestação da elite o manifesto contra as cotas. Diz Petry, do alto de sua cátedra jornalística: “Pobre Paim”.


E tome agressão: paranóia, calamidade, ovo da serpente, negação acintosa à originalidade da miscigenação brasileira, que seria um dado fundador da identidade do país (alguns poderão objetar que a discriminação, ela sim, é dado fundador), geração de clima de confrontação racial no país, naufrágio no pântano, pretensão a fazer apenas “politicazinhas de inclusão”.


Eu ousaria desconfiar que, além das convicções tão marcantes do articulista, há na sua peça a evidência de uma tentação. A tentação de falar algo que, supostamente, seu público leitor apreciará. Isso sobra em tópicos regulares assinados por jornalistas.


“Nem se perca tempo dizendo que, ao privilegiarem essa ou aquela ´raça´, os projetos ferem o ditame constitucional segundo o qual todos são iguais perante a lei”, escreveu Petry.


Eu empreguei algum tempo para indagar do ex-deputado, ex-ministro da Justiça e ex-juiz do Supremo Célio Borja se ele consideraria a proposição inconstitucional. Borja disse que não, desde que não se tratasse de algo excludente (“só para negros, só para índios”, etc). Mas pediu a máxima cautela. Ver ‘Mídia privilegia choque de idéias sobre racismo‘.


É curioso que tanta gente afirme que o Estatuto e a Lei de Cotas são inconstitucionais e tão pouca gente consulte juristas para confirmar ou rejeitar essa afirmativa. Supõe-se que, em matéria tão controvertida, o tenham feito o governo, que apóia a proposta, e o Congresso, onde ela tramita (foi aprovada no Senado depois de relatada por Rodolfo Tourinho, do PFL da Bahia).


Ao final, Petry veste integralmente o figurino da mídia como quarto poder: “Não queremos ser uma federação de minorias. Queremos ser um país de cidadãos. É isso o que interessa a todos os brasileiros”. Ele, que não foi eleito para nada, fala em nome do povo brasileiro.


Raramente se viu algo que dê tanto sentido a uma antiga, feia e muito raramente empregada palavra da língua portuguesa: pesporrência.


O clangor da tuba nacionalista


Houve quem atribuísse à política de cotas o desígnio sorrateiro de solapar os fundamentos de Estado e nação brasileiros (Mauro Santayana, ecoando artigo de Demétrio Magnoli na Folha de S. Paulo, escreveu no Jornal do Brasil em 30 de julho: “Solerte manobra para obter nova ordem imperial. Começando com as cotas, teríamos a humanidade retalhada em grupos hostis, dos brancos, negros, amarelos e índios”, etc. [*] Como se a humanidade tivesse vivido as últimas décadas, séculos, milênios em esplêndido estado de paz e concórdia).


[*] A se acatar a versão dada no verbete “affirmative action” da obra The Oxford Companion to United States History, organizada por Paul S. Boyer, a primeira vez que se usou a expressão foi em 1935, no governo de Franklin Delano Roosevelt, com o sentido de que as agências governamentais deveriam evitar toda discriminação contra afro-americanos. Talvez tenha sido pouco, mas foi parte do que levou muitos negros americanos a chorar sentidamente a morte de Roosevelt, dez anos depois. “Em 1964, após anos de protestos dos negros, o Congresso aprovou o Civil Rights Act, um marco legislativo que, entre outras coisas, criou novas agências dirigidas por autoridades empenhadas em levar minorias para a corrente principal da vida americana”, diz o texto, que dá conta das controvérsias suscitadas e, sem histeria, registra: “Ao se encerrar o século XX, parecia improvável que o debate sobre ação afirmativa pudesse chegar a termo no horizonte visível”. No Brasil, ele mal começou, e começou mal. Mas vai melhorar.


# # #


Outros tópicos recentes deste blog


Mais quatro canais estatais


Congresso e mídia, relação incestuosa


Em campanha, mais propostas, menos fofocas


O Observatório no interior de Mato Grosso


A antilogística do sistema prisional


Um mês atrás, madrugada de ruas vazias


A curiosa trajetória de Anthony e Rosa


Revista saúda dez anos do OI


Por que o Chile não enxergou seus estudantes


Repórter rejeita partidarização da segurança 

Todos os comentários

  1. Comentou em 08/07/2006 Ivan Moraes

    >sou absolutamente contrário a qualquer orientação racista em legislação. Isto é rigorosamente racismo< Sem duvida,A. Mas o assunto eh melhorar ou nao a vida dos nao-brancos. Eh mais racista ficar calado ou falar em publico que amazonense tem fama de tarado nos EUA por causa do numero de criancas gravidas, todas abaixo de 15 anos, que se ve la pra todo lado? De fato ambos sao racistas, e discriminativos. Mas eu ja tomei a minha decisao, e nao eh nem ficar calado nem falar em publico. Eh trabalhar pra ver aquelas criancas terem futuro. Falar ou calar eh incidental ao projeto.

  2. Comentou em 07/07/2006 Adélcio de Sousa Cruz

    Caro Mauro,

    Gostaria de felicitar-lhe pelo excelente artigo ‘Raça e pesporrência’. Fico contente por saber que os profissionais de mídia oferecem um espaço como este, em que textos favorecem à reflexão e à formação de leitores críticos. Além de professor, sou estudante do doutorado em Estudos Literários/UFMG e o tema de minha pesquisa, desde a Iniciação Científica, tem sido a questão étnico/racial no Brasil. Novamente, parabéns e obrigado por fornecer, não lenha, e sim inteligência para o debate de um tema tão crucial para o nosso país.

  3. Comentou em 07/07/2006 Apolonio Silva

    Caro senhor Ivan, em primeiro lugar, sou absolutamente contrário a qualquer orientação racista em legislação. Isto é rigorosamente racismo. No Brasil, caso o senhor verifique os dados do IPEA na página do MEC, o senhor poderá verificar que essa tal distorção no sistema educacional é bem menor do que o senhor imagina. Por exemplo, a fração de negros no ensino público é muito próxima à fração de negros na sociedde brasileira – o mesmo valendo para pardos, mulatos e etc., com alguma variação dos números entre estas ‘raças’. O que foi criado nos Estados Unidos com a introdução de leis ‘positivas’ – problema que não terá solução em curto e médio prazo – é o estabelecimento institucional do racismo – coisa absolutamente desnecessária no Brasil, conforme os números do próprio IPEA demonstram. O que há no Brasil é o profundo descaso com os humildes – negros humildes aí incluídos – revelado no que foi transformada a educação básica, transformando escolas em verdadeiros depósitos de gente, que não formam cidadãos, que mal ensinam o português. Como cultura e educação por aqui não tem muito valor, usaram-se as escolas para fazer o resgate social desse povo, num processo em que, no final, damos a eles nenhuma educação de fato e pouca de direito… Só a educação de qualidade poderá formar cidadãos capazes de enxergar soluções para os problemas que enfrentam no dia a dia. O resto é oportunismo.

  4. Comentou em 06/07/2006 Odracir Silva

    Num pais tao mulato, tao miscigenado como o Brasil, falar sobre cotas raciais parece meio besta. Fora esta discussao academica se ee justa ou nao, se ee mais eficiente ou nao, o cerne da questao, como a maioria dos problemas sociais no Brasil, ee o da inclusao dos excluidos. Porem como fazer isso no meio universitario, onde o sistema ee meritocratico? Haa um grande dilema ai, pois se as universidades aceitarem alunos menos preparados, haa uma grande possibilidade das universidades publicas perderem a qualidade de pesquisa no medio/longo prazo. Alias, seraa q ee necessario ter assim tantas universidades ou faculdades? Seraa q o mercado pode absorver tantas pessoas c/ nivel superior. Nos EUA haa um alto nivel de desemprego para as pessoas q possuem o canudo…

  5. Comentou em 06/07/2006 Thiago Conceição

    Gostaria de comentar sobre esse assunto pois o considero importante para a sociedade brasileira. O que me deixa aturdido nessa proposta de quotas é a separação estrita de ‘raças’ assim como é na Europa ou EUA, embora a composição populacional brasileira seja totalmente distinta e o racismo não é institucionalizado pela lei como ocorreu em alguns lugares.

    Não seria o simples fato de se dividir a sociedade em raças RACISTA, indiferentemente se é por uma boa causa ou uma má causa?

    Eu tenho ascendentes brancos, negros e índios, e acredito que eu seja assim como a maioria dos que vivem nesse país, como eu posso escolher uma raça? Quem define isso? Como? Quais são os parâmetros?

    Percebe a catástrofe que será isso para o Brasil? Eu não estou interessado em ficar em nenhum lado, pois eu sou BRASILEIRO. Fico pasmo como existem indivíduos que se acham africanos, italianos, alemães ou japoneses e nunca estiveram nesses lugares e sequer falam a língua.

    Eu conquistei meu espaço nessa vida com trabalho e nunca fui vítima de nenhum ‘racismo’. No entanto alguns parentes distantes não se deram tão bem na vida, pois estão mais interessados em beber cerveja e correr atrás de mulher ao invés de estudar e trabalhar, será que o problema é racismo mesmo?

    É lógico que há muita desigualdade nesse país, mas isso é um problema social e não racial.

  6. Comentou em 06/07/2006 Ivan Moraes

    ‘Os humildes só terão alguma melhora digna neste país quando o foco correto do problema for atacado. O foco é a educação básica que poderia colocá-los nos mesmos patamares dos ‘ricos’ na competição por vagas na universidade.’ Concordo com a primeira sentenca mas… Apolonio, educacao eh irrelevante se nao existem empregos. Ir aa universidade nao causa emprego automatico na porta da saida, cor eh fator muito maior: branco nao da emprego pra preto, ponto. Focalizar ‘cotas’ como exclusivamente problema a ser resolvido no ambito educational IGNORA o mercado de trabalho devotado aa ‘boa aparencia’. Se brasileiro pensa que eh so colocar em universidade e magicamente a desigualdade desaparece, estao enganadissimos. O governo americano EXIGE igualdade de contratacao e servicos. O governo brasileiro lida diariamente com milhares de empresas, bancos, industrias, comercios, etc., que NUNCA deram empregos pra negros a nao ser pra serem porteiros ou coisa parecida, e o governo nao move uma palha pra exigir numeros mais distribuidos, mesmo que tenha em escrito decadas de historia empregaticia dessas industrias e comercios e bancos e…

  7. Comentou em 06/07/2006 Apolonio Silva

    O que está por trás dessa movimentação sobre cotas ou quotas não é nada mais nada menos do que uma mistura de elites predadoras, jornalistas querendo repercussão e políticos de baixa estatura querendo votos. Os humildes só terão alguma melhora digna neste país quando o foco correto do problema for atacado. O foco é a educação básica que poderia colocá-los nos mesmos patamares dos ‘ricos’ na competição por vagas na universidade. Já está mais do que provado por números que o efeito destas quotas, dado o nível alarmante de evasão escolar, pouco faria pela massa de pobres e negros. Mas isto não interessa a uma bem definida elite política negra, que deseja se promover às custas de seus ‘iguais’ (seja lá o que isso quererá dizer), ou que é incapaz de, sendo elite, poder conduzir dignamente um processo que poderia ser extremamente benéfico ao país. Os jornalistas que desejam repercussão sem gastar um segundo qualquer ou verificando o resultado deste tipo de política em outros países são sempre os mesmos: festeiros, superficiais, com acesso a veículos de massa. Ruanda, África do Sul, Estados Unidos: não há um local do planeta que esse tipo de iniciativa não tenha trazido distorções e/ou genocídios. Mas ‘defender movimentos sociais’ tem sempre a vantagem de carregar popularidade e, principalmente, votos. Por isso haverão sempre políticos dispostos a cooptação inconseqüente.

  8. Comentou em 05/07/2006 Leodomiro Rodrigues

    O tal estatuto deixa evidente a questão da democracia racial que dizem existir no Brasil. No Brasil nunca houve, e está muito distante de haver uma democracia racial, democracia esta em que todos são tidos como iguais, não por obrigações constitucionais, ou seja qual for a forma de se impor a aceitação das diferentes etnias, raças, cores, credos etc. A questão é cultural, e está cravada no mais intimo sentimento dos que “dominaram” e dos que foram “dominados”.

  9. Comentou em 05/07/2006 Luciana Covolan

    A Veja nunca seria a favor de algo que beneficiasse os pobres ou excluídos. A Veja defende os brancos e não quer os negros sentados ao lado de seus filhos nas Universidades Públicas que a elite julga sua propriedade, afinal só a elite freqüenta a Universidade Pública. Vocês acham que a Veja quer sua prole convivendo com pessoas que consideram de segunda classe? Seria uma utopia acreditar que a elite aceitasse essa convivência pacificamente.

  10. Comentou em 05/07/2006 Fernando Trindade

    Caro Malin, Parabéns pelo texto. Ponderado, que procura informar e discutir em termos jornalísticos, com razoabilidade, o que falta no texto do André Petry. A propósito, a Veja não dá mais: é só pesporrência e preconceito. Quanto à constitucionalidade das cotas, elas são, em tese, constitucionais (embora dependendo da proposta concreta possam não ser. Não conheço o projeto ora proposto). Arrisco dizer que é essa a posição da maioria absoluta do STF. Há precedentes previstos na Constituição: cf. art. 37, VIII; art. 170, IX. Agora uma questão de corte sociológico: por que essa questão é sempre nitroglicerina pura?

  11. Comentou em 05/07/2006 Leonardo Bernardes

    Mauro, Seu artigo não foi exclusivamente um repúdio ao tom utilizado pelo jornalista da Veja. Você insinua seu posicionamento – o que eu considero aceitável, visto que é uma apresentação saudável de suas premissas. No que tange ao jornalista da Veja, ora, nada mais previsível — e você está certíssimo em fazer notar semelhante atitude, acima de tudo ANTIDEMOCRÁTICA, porque nega o diálogo. Quando o alvo demove da legitimidade da proposta para a credibilidade (ou qualquer outra avaliação moral ou afim) dos autores, incorre-se, imediatamente, numa falácia ad hominem, já que não há razões para que a índole dos proponentes seja considerada na avaliação de suas idéias. Particularmente eu sou contra. Primeiro (para ser econômico) porque o intuito das cotas é sanear um mal que ela nem sequer tange, qual seja, as causas das distorções que dificultam o ingresso de negros, indígenas, etc. na Universidade. Além de referendar o atual sistema de ensino público, a despeito de sua incapacidade para construir valores e integrar cidadãos. Sem falar na redução da função da Universidade a uma alavanca social. Há um sem-número de soluções possíveis para contornar tais problemas, nenhuma, contudo, passa pela proposta de instituicionalizar raças.

  12. Comentou em 05/07/2006 Eduardo Guimarães

    Caro Mauro, gostaria de pedir a você que enviasse para meu e-mail endereço eletrônico para que lhe envie artigo que escrevi sobre a questão das cotas, sobre a abordagem do assunto pelo maior jornal do país, a Folha de São Paulo. Abraço, Eduardo

  13. Comentou em 05/07/2006 Conrado Giacomini

    O projeto desse tal estatuto me lembra os passaportes internos da África do Sul, que, estampando a cor do cidadão num pedaço de papel, se tornaram o símbolo maior do ‘apartheid’. A primeira coisa que os negros fizeram quando chegaram ao poder foi acabar com a classificação racial oficial. Por aqui, é justamente o movimento negro que pretende implantá-la. Tsc, tsc, tsc…

  14. Comentou em 05/07/2006 Rogério Barreto Brasiliense

    É muitosalutar que a imprensa seja o canal de discussão a respeito da gravíssima situação dos negros no Brasil. Pena, no meu entender, que se dê demasiada importância a questão das cotas, como se sua implementação ou não, resolveria todos os problemas que envolvem a questão.
    O problema é muito mais grave e abrangente, sinto que vai se mudar tudo para continuar do jeito que está. Estamos perdendo uma grande chance de dar um país menos injusto às futuras gerações

  15. Comentou em 05/07/2006 Ivan Moraes

    Re penultimo paragrafo: nao eh por bondade do coracao devido a overdose de colesterol que brancos americanos dao emprego aos pretos. Eh por forca da lei mesmo. Esses grupos ‘hostis’ nao sao nada nos EUA, aonde racismo existe e ninguem esta negando, ou deixando de reconhecer que existem, como o proprio autor da sentenca em questao desconhece em que grupo ela o deixa. O interessante a respeito dessa terra racista eh que voce sai na rua e ve pretos trabalhando em bancos, no correio, em restaurantes, no teatro, na televisao, no senado, no FBI, a todos os niveis do governo de fato, no cinema, nos acougues, etc. etc. etc.

    O santissimo Brasil nao tem nem uma gotinha de racismo. Antes tivesse! Reconhecamos primeiramente que a politica das cotas nem eh ideia brasileira, eh norte americana, e nao esta sendo apoiada no Brasil por trazer ‘estado de paz e concordia’ ao colesterol latino, mas porque da certo, e sempre deu desde o comeco. Os EUA eh um dos paizes mais integrados do mundo.

    Algum dia alguem vai descobrir que ha decadas uma grande maioria de ‘estrelas’ da tv teem exatamente a mesma odiosa distancia entre labio superior e ponte do nariz, distancia que por sinal nao eh frequentemente fora de Sao Paulo e Rio. Eh, era so o comeco… agora temos brancos que pensam que estao fazendo grandes favores de empregar negros!

  16. Comentou em 05/07/2006 Marco Antônio Leite Costa

    Os NEGROS estão com quase 100% de cotas. Com relação a moradia, a grande maioria se esconde em favelas, curtiços, palafitas, entre outros ‘ambientes de alto luxo’. Quanto ao desemprego, a maioria da raça encontra-se desempregada e/ou sobrevivendo do sub-emprego. Quanto a cultura estão quilometros de distância dos ditos BRANCOS. ‘Para melhorar este quadro’, vem alguns demagogos dividir ainda mais as raças, se é que existe essa diferença, a fim de segregar ainda mais os NEGROS. Senhores Deputados e Senadores, vamos cumprir o que a CONSTITUIÇÃO determina, ou seja, os direitos são iguais sem distinção de raça, credo, cor, música, time de futebol, pertido político, sindicato, e assemelhados, os quais os homens criam para desagregar a sociedade. Vale lembrar, os seres humanos são todos iguais, com cérebro, coração, fígado, entre outras peças para o bom funcionamento da máquina. Portanto, por que tanta discriminação?

  17. Comentou em 05/07/2006 Thomaz Magalhães

    A matéria foca, em primeiro plano, a coluna do Petry na Veja. Que se mostrou contra e teria sido agressivo. E dessa forma, opinou, em um artigo. Pode fazê-lo, sem ser eleito para o que seja. Quanto ao estatuto racial, que propõe regras de de convivência entre pessoas discriminando-as por raça, etnia ou cor da pele, não é racista?

Código Aberto

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem