Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Redação do Meio & Mensagem faz greve

Por Mauro Malin em 08/05/2007 | comentários

A redação do jornal Meio & Mensagem decidiu fazer greve em protesto contra a demissão do editor adjunto Costábile Nicoletta (na prática, o editor do jornal). Ele publicou na edição de ontem, 7 de maio, o obituário de Octavio Frias Filho, escrito por Edgar Olímpio de Souza, onde um box, chamado ‘Nem tão liberal assim’, recapitula críticas de Mino Carta à posição pró-golpe de 1964 da Folha de S. Paulo. Entre outras críticas, há, por exemplo, o parágrafo abaixo:


O liberal Frias teve, de fato, uma história controversa em suas posições políticas. Logo ao comprar a Folha, teria feito do jornal um instrumeento a serviço da conspiração golpista. Estampava manchetes sensacionalistas contra o ´perigo comunista´ e assinava editoriais contra ´a corrupção e a subversão´. Na fase mais aguda da ditadura militar, por exemplo, a Folha da Tarde, também do grupo, divulgava a ´morte de terroristas em emboscadas policiais´quando estes ainda estavam na prisão‘.


Em resposta à demissão de Nicoletta, seus ex-colegas esvaziaram hoje a redação e divulgaram a seguinte carta aberta:


‘São Paulo, 8 de maio de 2007


Os jornalistas do Meio & Mensagem decidiram paralisar suas atividades por 24 horas em protesto pela demissão do editor-adjunto Costábile Nicoletta, que consideramos arbitrária e repugnante.


Nicoletta cometeu o erro de fazer jornalismo. Os motivos de sua dispensa precisam ser esclarecidos publicamente pelo jornal, sob risco de a credibilidade construída ao longo de 29 anos pelo veículo ser arruinada. 


Nosso objetivo é abrir o diálogo com a direção da empresa, para que se estabeleça a partir de agora uma relação profissional transparente. 


Precisamos de garantias de que os princípios de independência jornalística serão respeitados e de que situações dessa gravidade não voltarão a ocorrer. 


A redação.’


Movimentos em defesa da integridade do trabalho jornalístico tornaram-se raríssimos nos últimos anos e não deixa de chamar a atenção o fato de esse ocorrer em veículo dirigido ao meio publicitário.


Nesta manhã, o programa de rádio do Observatório da Imprensa ouviu Costábile Nicoletta. Segue-se o tópico.


Foi demitido ontem do jornal Meio & Mensagem, depois de cinco anos de trabalho, o editor adjunto Costábile Nicoletta. Ele foi responsável pela edição do noticiário sobre a morte de Octavio Frias de Oliveira, publisher da Folha de S. Paulo. O material continha um box, escrito pelo colaborador Edgar Olímpio de Souza, que fazia referência às relações das Folha com a ditadura militar antes da abertura promovida pelo general Ernesto Geisel a partir de 1975.
 
Nicoletta narrou agora há pouco o que aconteceu:
 
– Ontem, segunda-feira 17, fui chamado a uma pequena reunião com a diretoria de redação do jornal, a Regina Augusto, que me comunicou que estava sendo demitido porque a direção do jornal não tinha gostado do box de uma matéria que a gente fez sobre o falecimento do Octavio Frias, dono da Folha. Quis saber do que a direção não tinha gostado e ela me disse que havia um box dessa matéria, a exemplo do que todos os demais meios de comunicação fizeram: discorreram sobre as qualidades do Octavio Frias e também sobre a participação da Folha durante o regime militar. E esse box destacava da matéria exatamente esse período da Folha. A diretora de redação do jornal me disse que a direção não havia gostado daquilo, que o Meio & Mensagem é um jornal do trade e que não deveria se prestar a isso. O fato de ser um jornal do trade, eu disse a ela, não quer dizer que nós devamos ser subservientes aos anunciantes; a gente tem que mostrar a história como todo mundo mostra. Ainda perguntei a ela se aquilo tinha sido alguma queixa da Folha ou algo desse gênero e ela disse que não sabia, que era uma determinação da direção do jornal. Falei: Bom. O que mais eu posso fazer, não é? Peguei minhas coisas e fui embora. E a redação, depois, os demais companheiros de redação tiveram uma reunião com ela para saber o que tinha acontecido e suponho que ela tenha exposto as mesmas razões que ela expôs para mim.


Mauro:
 
– Costábile Nicoletta é jornalista há 23 anos, com passagens pelo Estado de S. Paulo, pela Gazeta Mercantil, pelo Valor Econômico e pelo Estado de Minas. O Observatório da Imprensa procurará ouvir os dirigentes do Meio & Mensagem sobre a demissão de Nicoletta.


[Assim como o portal Comunique-se, o Observatório da Imprensa não teve sucesso na tentativa de ouvir a diretora de redação Regina Augusto.]


[Adendo às 22h20. O leitor Fábio Carvalho questiona por que não apoiar a idéia do Conselho Nacional de Jornalismo. Eis a resposta.


A maior sanção que pode haver é a perda de credibilidade. Mas para que ela ocorra é preciso que alguém, a cada mentira, a cada injustiça, a cada ataque à liberdade de imprensa, se mexa. O que acontece raramente. Abaixo indico algumas explicações possíveis.


O caso da redação do Meio & Mensagem (que, com seu movimento, já obteve da direção do jornal a promessa de uma reunião amanhã, quarta-feira, dia 9, para explicações a respeito da demissão de Costábile Nicoletta) é notável porque destoa da corrente geral de conformismo e submissão a ‘razões superiores’.


Se olharmos para trás, entenderemos que houve um período, nos anos finais da ditadura, em que jornalistas e patrões foram aliados pela conquista das liberdades democráticas. O início da Nova República foi provisório e precário (Sarney mesmo dá testemunho de sua fraqueza). Quando Collor se lançou candidato contra Lula e Brizola (ou Brizola e Lula, que era a ordem mais provável na época), os donos de meios de comunicação apoiaram Collor. Houve um divórcio com as redações. Apontou-se (não sem razão) o ‘petismo das redações’. Mas o que vem depois? Todo o caso Collor, que vai novamente unir jornalistas e patrões.


O governo FHC é, nas suas raízes, governo de uma das vertentes da esquerda brasileira (FHC>MDB>PMDB>PSDB) aliada ao mingau de centro-direita (o mesmo ao qual se alia hoje Lula). Uma parte das redações está novamente colada aos patrões, entre outras razões porque o adversário de FHC é Lula com o discurso pré-Carta ao Povo Brasileiro. Outra parte se indigna com o apoio a FHC. As redações se dividem.


Vitória de Lula. Agora existe, em princípio, nova aliança entre jornalistas (petistas e esquerdistas de diferentes matizes que apoiaram a eleição de Lula) e patrões, satisfeitos com a linha macroeconômica de Lula-Palocci-Meirelles (na minha opinião, correta; mas quem sou eu para opinar?).


Depois de Waldomiro Diniz e, um ano depois, Jefferson-Marcos Valério-direção do PT-mensalão, jornalistas terão mais uma razão para aliar-se aos patrões da mídia: o comportamento do governo procura – ontem mesmo Lula declarou algo assim para uma emissora de rádio católica – desmoralizar o trabalho da imprensa, dizer que ela inventou o mensalão, que houve uma conspiração da mídia e outras desculpas esfarrapadas para passar a mão na cabeça de gente que é acusada pelo procurador-geral da República de ter delinqüido.


Compreende-se, portanto, que haja uma certa anestesia ao relatar o passado da imprensa.


O que não se compreende, a lacuna tremenda da mídia no Brasil é que não existe, com algumas exceções, uma imprensa de oposição, divergente dos veículos que, digamos, estão unidos nas manifestações da ANJ (Associação Nacional de Jornais). Por que o PT abdicou de ter imprensa própria? Por que não existem mais jornais vinculados a correntes políticas, embora as eleições sejam canalizadas por partidos políticos?


Se todos os meios convergem numa espécie de mainstream, fica difícil a manifestação do pensamento crítico, divergente. Hoje ele existe, mas em jornais e revistas que apóiam o governo e, em alguns casos, aceitam favores dele. Isso não é oposição, não é independência, não resolve o problema.


Assim como a nova TV pública não vai resolver esse problema. Problema político, bem entendido. Mas convém lembrar que a mídia está no centro da política. Não existe no mundo de hoje nada mais central na política do que a mídia. A não ser a vontade dos poderosos, dos que têm caneta para nomear, demitir e liberar verbas. E as verbas – caixas dois incluídas – que lhes permitem chegar ao poder.]

Todos os comentários

  1. Comentou em 10/05/2007 Arthur Teixeira

    M&M se assume vulnerável e inseguro.

  2. Comentou em 10/05/2007 Fábio Carvalho

    Prezado Mauro, a manchete, sob o chapéu ‘Estrela Maculada’, é ‘Gravação envolve Serys em atentado contra sindicalista’. Os outros veículos do Grupo Gazeta de Comunicação, TV e jornal, também publicaram a mesma denúncia naquele dia. Polícia Civil e Ministério Público ignoravam o envolvimento da então deputada estadual Serys Slhessarenko (PT) – e continuaram ignorando depois da denúncia. Eu era repórter de Cidades desde fevereiro de 2000 (quando me demiti da Folha do Estado e aceitei convite para trabalhar no jornal A Gazeta). Em julho de 2000, fui convidado a prestar assessoria parlamentar (com vínculo formal) à então deputada petista, cargo que aceitei após prévia comunicação aos meus superiores. A manchete em questão foi feita a partir de uma fita de vídeo deixada na portaria do jornal, claramente editada, acompanhada de carta assinada por um certo ‘Cavaleiro do Amanhecer’, publicada na íntegra. A parlamentar denunciada não foi ouvida. O Grupo Gazeta foi condenado a pagar 50 mil reais em primeiro grau e a sentença foi mantida pelo TJ/MT, mas o caso não transitou em julgado. O jornalista Gibran Lachowski analisou o caso em sua dissertação de mestrado. Ele fez várias entrevistas para tanto. O repórter autor da matéria não quis falar. A responsável pela edição, que me comunicou minha demissão, foi à Justiça e proibiu o uso da entrevista gravada por Gibran no trabalho acadêmico.

  3. Comentou em 10/05/2007 Paulo Bandarra

    Caro Marco Costa Costa, eu acredito que o que é bom para o povo cubano deve ser decidido por ele mesmo! É óbvio! Mas sem liberdade de expressão, de manifestação, de reunião, de imprensa, de ir e vir, de não ser preso se expressar o contrário do que é permitido, e de ter um líder apenas em 47 anos mostra que não é o que ele quer e acha livremente! É simples assim! Será que apenas o “Seu” Nicoletta foi demitido apenas por isto, de uma hora para outra, sem mais nem menos, ou esta foi a gota d’água de uma relação de chefia e subordinado que vinha se deteriorando! Em todo o caso é muito mais democrático ele procurar outra freguesia do que ser encerrado no presídio de segurança máxima de Ariza, por ser um agente antisocial! Será que o Mainard ou o Jabor seriam contratados como articulistas da Carta Capital ou da Carta Maior para melhorar as vendas, que andam baixas, e aproveitarem para prestigiar a liberdade e o contraditório? Seriam contratados pela TV Estatal do Franklin Martins? Ora, não me faças cócegas!!! Um abraço!

  4. Comentou em 09/05/2007 Fábio Carvalho

    Prezado Mauro, penso que ‘esta e outras instâncias’, sem dúvida importantíssimas, não efetivam nenhuma garantia aos leitores de Meio & Mensagem. Também não garantem o direito de Costábile Nicoletta de trabalhar em conformidade com o Código de Ética neste ou em outro veículo. Os proprietários de veículos (ou detentores de concessões públicas) têm direitos e efetivamente os exercem. Em inúmeras circunstâncias, extrapolam suas prerrogativas e atentam contra os direitos de jornalistas e de leitores. Não há instância punitiva nesse caso. A certeza de impunidade é nociva não só para os crimes previstos no Código Penal. Fui demitido em 31/5/2001 da reportagem do maior jornal de Cuiabá. A jornalista que me comunicou a decisão do proprietário do jornal sustentou não haver crítica da redação ao meu trabalho. Ela era secretária de redação. Foi promovida a diretora de Redação nesse mesmo dia. Um repórter da editoria de Política também foi promovido a editor de Política. A primeira editou e o segundo escreveu a reportagem que sustentou a manchete do dia 31/5/2001. ‘Tenho 40 anos e três filhos, não posso ser demitida’, comentou a jornalista que me comunicou a demissão ao explicar suas razões para editar a matéria. Sei que o jornal foi processado e condenado por calúnia, em primeiro grau, por essa ‘matéria’ (não sei se recorreu da decisão judicial), mas continua líder de mercado.

  5. Comentou em 09/05/2007 Marco Costa Costa

    Caro Bandarra, para você ditadura pode parecer democracia, para o socialista pode parecer democracia. O que é bom para o povo cubano, já não é para o sábio do sul. Para você liberdade de imprensa é aquela que o jornal dispensa o jornalista Nicoletta por não estar de acordo com o que ele escreveu sobre a farsa que era o capitalista Frias. Para outros essa atitude truculenta pode parecer democracia do patrão. Para você ódio são argumentos, mas para aquele com um pouco de cultura, ódio é paixão que impele a causar ou desejar mal a alguém, aversão a pessoa, ao socialismo entre outros métodos de sobrevivência. Argumentos nada mais é que raciocínio pelo qual se tira uma dedução de alguma situação.

  6. Comentou em 09/05/2007 Clerton de Castro e Silva

    Talvez contrariando um pouco o que aqui foi debatido, acho que deve-se escutar tambem o outro lado da moeda. Cada empresa tem a sua regra própria de conduta, que independente da função, tem que ser preservada. Não é por tratar-se de um jornal, que não existam regras a serem cumpridas. Na época que não existia a AMBEV, alguns funcionários da Brahma (Vestidos com o uniforme da companhia) estavam em um bar, em frente a fábrica da Brahma no Rio de Janeiro, após o expediente, tomando cerveja. Já haviam consumido mais de 20 garrafas, todas da marca Antartica. Um chefe parou no bar para comprar cigarros e viu aquela cena. Todos os funcionários que estavam naquele grupo no bar, foram demitidos. Se você é funcionário de uma empresa, deve seguir as regras da mesma.

  7. Comentou em 09/05/2007 Alcimir Carmo

    Ué, por que vocês do Observatório não disseram que a FENAJ e o Sindicato dos Jornalistas fizeram ‘mais um papelão’ ao criticar a demissão do sub-editor de Meio & Mensagem, bem como protestar contra a censura nesse veículo? Ah, o ‘Observatório’ – nesse caso – não observou os sites dessas entidades. Só observam quando essas defendem os jornalistas e não picaretas.

  8. Comentou em 09/05/2007 Marco Costa Costa

    Caro Bandarra, argumentos são aqueles que nós expomos para questionar outro argumento que não estamos de acordo. No seu caso, seus argumentos são fracos, bem como você destila o seu amor em prol do socialismo e do Comandante Fidel Castro. Vossa senhoria não sofre de desvio burguês, a sua doença esta relacionada com a bajulação que você exerce ao seu grande amor chamado capitalismo.

  9. Comentou em 09/05/2007 Paulo Bandarra

    Caro Marco Costa Costa, não confunda argumentos com ódio! Ódio é quando o cara diz que os outros têm uma doença chamada desvio burguês, e outras bobagens que tais! Como aquela de que o capitalismo inventou a religião! Caro Aposentado Fernando Ferreira, (Rio de Janeiro/RJ), aonde que o senho viu que não estou preocupado com a liberdade de imprensa e de pensamento? Mas isto não faz a esquerda ser dona da verdade e uma comentarista honesta! Vide o Carta Capital. Por isto mesmo que se deve ter a liberdade que alguns aqui negam a necessidade da mesma na Venezuela, em Cuba, como sempre se defendeu a falta da mesma atrás do muro de Berlim! Isto não é ódio, é apenas trazer para os novos leitores fatos que se tentam esconder contando conto de fadas nas noites cubanas de falturas! Nesta semana até um artigo no OI da censura “certa” na Venezuela de uma mídia que fala do capitalismo e que é a mais assistida pelo público! Assim, ela por ser mais assistida não cumpre a sua função social! Podê?

  10. Comentou em 09/05/2007 Fábio Carvalho

    Desculpe-me, Mauro. Meu argumento não guarda nenhuma crítica à Folha de S. Paulo (a Folha, na minha opinião, apenas participou do constrangimento do debate acerca do conselho). Afirmo, pois, que só cumpre o Código de Ética quem quer e não há sanção para quem o viola. A conduta da diretora de redação de Meio & Mensagem é mais uma prova de que o editor demitido não tem alternativa a não ser pegar o boné. É direito de Meio & Mensagem (ou de qualquer patrão) demiti-lo, ainda que passe por cima do bom jornalismo. É direito de Meio & Mensagem exigir de que seus profissionais respeitem os interesses do trade, ainda que isso custe restrições à liberdade de informar corretamente. A Justiça não é fórum que acolhe dispositivos do Código de Ética do Jornalista. Demitido, o editor não tem como defender o interesse do leitor em Meio & Mensagem, muito menos o seu próprio direito de trabalhar de acordo com o Código de Ética.

  11. Comentou em 09/05/2007 Marco Costa Costa

    -“LIBERDADE DE EXPRESSÃO É COMO DINHEIRO NO BOLSO DO POBRE, SÓ EXISTE EM CONTA GOTA”. Nas redações, com certeza, não existe indivíduo ávidos em ajudar a humanidade, o que existe são profissionais que tem que ter a liberdade de escrever, porém não aquilo que o patrão determina.

  12. Comentou em 09/05/2007 sergio roberto ferreira schalcher schalcher

    Sobre esse asunto, gostaria de saber se esse Observatorio ja comentou o massacre a que as redações em MInas Gerais estão submetidas pelo governo Aécio
    Jornalistas choram (não exagero) quando indagados o porque de greves no funcionalismo público serem publicadas ou comentadas (ex: Band News) mas as do funcionalismo estadual não.
    Afirmam esses jornalistas não terem na lembrança um período de repressão – interna sim – tão avassalador.
    Estdo de Minas Band News Fm Minas, parecem assessorias do Aécio!!!
    Obrigado pela atenção.
    Sérgio

  13. Comentou em 09/05/2007 Rogério Ferraz Alencar

    “O caso da redação do Meio & Mensagem (que, com seu movimento, já obteve da direção do jornal a promessa de uma reunião amanhã, quarta-feira, dia 9, para explicações a respeito da demissão de Costábile Nicoletta) é notável porque destoa da corrente geral de conformismo e submissão a ‘razões superiores’.” Bem, se essa demissão “não tem nada a ver com os outros assuntos”, não sei por que os outros assuntos foram juntados à demissão. Mas o que mais me interessa: a imprensa tentou desmoralizar o governo Lula, e saiu desmoralizada. O governo jogou pesado? E a imprensa? Faz tempo que a imprensa tenta acuar o governo, dizendo que ele está atentando contra a liberdade de expressão e querendo reavivar a censura, mas, na realidade, quem lança mão da censura é a imprensa. Demissão no Meio & Mensagem, para quem “ultrapassa limites”. Demissões no sistema Globo e, para os que ficam, a “opção” de subscreverem um abaixo-assinado. E, se Walfrido dos Mares Guia estava alegre, imagine como estava o beneficiário maior da alegria dele. Mas esse não interessa à imprensa. Nem Walfrido interessava, até entrar no governo Lula…E quando um jornal manifesta um posicionamento crítico divergente, é logo chamado de ‘panfleto’, como Luiz Weiss chamou o Hora do Povo.

  14. Comentou em 09/05/2007 Jurandyr Passos

    M&M não entende nada de marketing. Se entendesse, perceberia que o produto mais escasso no mercado editorial brasileiro é coragem.

  15. Comentou em 09/05/2007 Marco Costa Costa

    A imprensa tem questionado muito o sistema da República Petista sobre a liberdade de expressão e democracia para que os profissionais da caneta possam exercer suas atividades sem risco de sofrer na carne o bisturi da censura. Mas não é isso que estamos presenciando, o jornalista Nicoletta é testemunha da censura, um exame critico de seu artigo muito mais pesado que a tradicional, ou seja, demissão sem direito a defesa previa, a qual consta na CLT. Essa briga pelo fim da censura é totalmente em vão, quem precisa se libertar das amarras da ditadura das redações são os proprietários dos meios de comunicação. Essa elite continua contaminada com o ranço deixado pela ditadura militar, por isso ainda aplicam a censura nas redações.

  16. Comentou em 09/05/2007 Marcos Aurélio Mendes de Souza

    Caro Mauro, eu fiquei curioso sobre uma coisa, você diz que a simples perda de credibilidade é suficiente para um jornalista que inventa, aumenta ou distorce fatos? Gostaria de lembrar o caso dos donos de um escola em São Paulo (não me lembro os nomes) que tiveram suas vidas destruidas e quase foram linchados por culpa dos exageros da imprensa. Aproveitando, gostaria de perguntar sobre o caso do ministro do STJ Paulo Medina. Caso se confirmem as acusações ele, no máximo será forçado a se aposentar, haverá o constrangimento e a perda de credibilidade, mas haverá justiça?

  17. Comentou em 09/05/2007 Ivan Moraes

    ‘o comportamento do governo procura (…) desmoralizar o trabalho da imprensa, dizer que ela inventou o mensalão, que houve uma conspiração da mídia e outras desculpas esfarrapadas para passar a mão na cabeça de gente que é acusada pelo procurador-geral da República de ter delinqüido’: Mas ou o gargalo de tudo, tudo, tudo que se passa em um pais eh justica ou nao eh. E nao eh. Como na propria media, causado diretamente por propriedade cruzada, o apagao da justica brasileira continua. A estrutura ‘social’ (por falta de outra palavra) eh a mesma no Br, eh sempre a mesma narrativa que tem o fim de se livrar da visibilidade do menos poderoso, do incomodo. Brasilia que faca por onde e providencie um exemplo primeiro. Pedir por justica para TODOS OS BRASILEIROS eh pedir demais?

  18. Comentou em 09/05/2007 Rogério Ferraz Alencar

    “Depois de Waldomiro Diniz e, um ano depois, Jefferson-Marcos Valério-direção do PT-mensalão, jornalistas terão mais uma razão para aliar-se aos patrões da mídia: o comportamento do governo procura – ontem mesmo Lula declarou algo assim para uma emissora de rádio católica – desmoralizar o trabalho da imprensa, dizer que ela inventou o mensalão, que houve uma conspiração da mídia e outras desculpas esfarrapadas para passar a mão na cabeça de gente que é acusada pelo procurador-geral da República de ter delinqüido.” O governo tenta desmoralizar o trabalho da imprensa? E precisa? Se, até hoje, a imprensa quer sustentar a lorota do mensalão e jogar o caso Waldomiro Diniz nas costas do governo Lula… se ainda tenta negar a conspiração midiática para derrotar Lula… Agora, essa demissão, aliada a outras ocorridas no sistema Globo, é muito esclarecedora, pois a mídia anda dizendo que o governo é quem quer impor censura à imprensa.

  19. Comentou em 09/05/2007 Alveni Lisboa

    Infelizmente, no nosso país, todo mundo vira santo depois que morre. Seja quem for: morreu é coitadinho! A folha e muitos jornais apoiaram sim a ditadura e publicaram matérias rídiculas de cunho sensacionalista (a maioria publica até hoje). O que não pode acontecer é demitir um jornalista porque expôs um fato histórico. A impressão que fica é que a ditadura foi algo inexpressivo e deve ser apagada da memória. Se depender de mim, NUNCA será apagada, mesmo que me custe uma demissão…

  20. Comentou em 09/05/2007 valmir perez

    Gostaria de saber, como assinante de jornais, como nós cidadãos podemos encarar esses acontecimentos? Da minha parte fico feliz quando um jornalista e sua equipe se insurgem dessa forma. Fico aliviado em saber que ainda existem homens de fibra no país. Penso também que é impossível separar imprensa de história e política, ou esses jornais acham que somos todos idiotas e que não sabemos que a imprensa há anos virou apenas negócio lucrativo, assim como o restante da mídia do país? Gostaria que mais ‘Nicolettas’ tivessem coragem suficiente para mostrar às claras as relações incestuosas entre a mídia e o poder no Brasil. Bom que venham à público esses acontecimentos, assim pensaremos duas vezes quando formos pela manhã comprarmos o nosso jornal de cada dia.

  21. Comentou em 09/05/2007 cleo santos

    Merece respeito e reflexão a atitude dos nossos colegas. Infelizmente passamos por uma crise de ética e de valores em nome da tirania, do dinheiro e do poder. Demagogos se remetem a censura do militarismo a favor de seus objetivos escusos, enquanto a imprensa, em si, padece. A reação dos coelgas da Meio e Mensagem é um alívio de que algo ainda pode ser feito a favor da liberdade de expressão e não ‘liberdade de empresa’.

  22. Comentou em 09/05/2007 JOSE ORAIR Silva

    A situação dos Jornalistas é extremamente difícil. Enquanto trabalhadores em empresas capitalistas não têm outra opção senão pautar-se pelo absoluto respeito aos interêsses dos seus patrões. Acontece que, no dia a dia do seu trabalho, não existe uma bússola que possa apontar a cada frase, a cada palavra escrita, a cada vírgula colocada, eventuais transgressões ou choques com os interesses patronais… E assim, ao cometer o erro básico de ultrapassar os limites nem sempre claramente definidos, ei-los na terra de ninguém onde os espera o desemprego!… Tenho a impressão de que o editor demitido em nenhum momento teve a percepção clara de que estava ultrapassando os limites.

  23. Comentou em 09/05/2007 Rafael Moraes

    É impressionante a atitude do editor. E, por extensão, a dos funcionários. Achar que o M&M pode se dar ao luxo de fazer jornalismo político? É claro que é um veículo do trade e que faz jornalismo empresarial. Isso demonstra falta de conhecimento técnico (coletivo, diga-se) e social (se Nicoleta não se interessou por estudar as Teorias da Comunicação bastava ter pedido um conselho à sua avó antes de optar por aquele box). Isso parece reflexo de uma frustração que acomete muitos jornalistas que acabam caindo em redações pouco ortodoxas (em relação ao que se pretendia no momento da escolha da profissão) ou em assessorias de imprensa. Mas, na minha humilde opinião, também errou o veículo. Não precisava ceder à pressão do parceiro comercial. Faltou saliva? Isso sempre macula a imagem. Temos um caso recente para ilustrar. A Editora Planeta tem visto na última semana o que este tipo de comportamento pode fazer com a imagem de uma empresa de informação.

  24. Comentou em 09/05/2007 Antônio Oliveira

    Eu demitiria solidariamente todos os grevistas. Onde já se viu fazer críticas a alguém sem condições de defesa? Além de falso defensor do ‘jornalismo’ é um grosso e miserável mal-educado.

  25. Comentou em 09/05/2007 Kerly Tanaka

    Mauro,

    Explicações históricas muito interessantes, mas como garantir a manutenção e o funcionamento de uma mídia não-corporativa e até uma mídia não ligada a determinações de afluentes políticos que de uma hora para outra podem ter sua reputação jogada ladeira abaixo? Existem muitos blogs por aí, mas penso que faltam mecanismos de convergência. Há também muito medo por um lado (de quem tem que preservar seu emprego e tem o blog como uma saída anônima, talvez), vaidade por outro (de quem apenas quer ganhar leitores e se beneficiar disso profissionalmente) e há também quem consegue a liberdade de escrever e ainda dentre esses últimos existe muito ruído em alguns casos. De qualquer forma, considero isso de uma maneira positiva. A redação do Meio e Mensagem (com um vínculo publicitário fortíssimo) deu um exemplo que as redações da Editora Três poderiam seguir. Não nos esqueçamos de que nem as redações do JB, nem da Gazeta Mercantil chegaram a entrar em greve, apesar das corajosas denúncias de bons jornalistas. Ou talvez o problema atual seja assim, simplesmente deprimente? Faltam bons jornalistas no mercado? Ou dá-se voz a quem é tido como bom jornalista? E caso o tido como bom jornalista não seja bom jornalista?
    E uma última pergunta:
    Como a sociedade poderia participar na criação, manutenção e participação de um Conselho de Jornalismo?

  26. Comentou em 09/05/2007 jorge cordeiro

    A pergunta que não quer calar: cadê o texto do cara pra gente avaliar?? Ninguém vai publicar?

  27. Comentou em 08/05/2007 ubirajara sousa

    Que venha o CNJ. O Brasil está a precisar dele.

  28. Comentou em 08/05/2007 Luis Cela Dimas

    Que credibilidade oferece?

    Que vergonha abjeta! Jornalista demitido por dizer a verdade.

    Solidariedade à vítima e aos seus corajosos colegas.

  29. Comentou em 08/05/2007 Candido Fonseca

    Não esqueçamos o Sarney nessa grande lista de cooperadores dos militares. Hoje ele é senador pelo Amapa, mas no quintal dele, o ‘Maranhao’, ele não deixa de mandar. (No Maranhao ele tem ilha, canal de televisão, rádios, rede de supermecados, shoppings etc…)

  30. Comentou em 08/05/2007 RONALD BITTENCOURT

    CARAMBA!!!!!!!!!!11
    Imaginem se o cara falasse de SUA SANTIDADE O ROBERTO MARINHO????????
    Acho que daí enforcavam o cara……

  31. Comentou em 08/05/2007 Fernando Ferreira

    Foi falar de Frias, entrou numa FRIA. Paulo Bandarra & Cia, não estão tão preocupados com a liberdade da Imprensa Golpista e agora como fica? Falar a verdade agora é demissão. Não inventou nada, escreveu o que o Frias foi na vida e a direção da Folha não gostou, não é à toa que essa imprensa que tanto defende, é denominada de GOLPISTA. Jornalista tem de dizer amém aos seus donos. Me poupe de suas intervenções f. Não tem argumento vem falar de Fidel, fale de Brasil.

  32. Comentou em 08/05/2007 Wanderley Diniz

    … e viva a liberdade de imprensa, tão defendida pelos patrões. E veja que o coleguinha não tocou em outro aspecto da biografia do Frias, que é o caso do ‘Canguru Mirim’, que envolve, também, o Bradesco. O Luiz Nassif, em seu blog, mencionou o assunto. Recebeu uma série de comentários. Depois, não sei por qual razão, sumiu tudo: a nota e os comentários. Mistérios…

  33. Comentou em 08/05/2007 Danilo Jorge Barreiros

    É publico e inconteste que a Folha não só deu sustentação à ditadura militar, como tambem clamou pelo golpe. Qual é o grilo? Por que pedir a cabeça (ao que parece) de um jornalista que se ateve aos fatos? Se a Folha tem vergonha de seu passado, que ela tenha a grandesa de se retratar frente a opinião publica e aos seus leitores. É mais digno! Até por que, quem nutria pretensões de reinventar o passado e obstinaçao em perseguir quem ousasse relatar a verdade, eram justamente os perigosos e ameaçadores comunista, cujas práticas davam, supostamente, calafrio aos donos da Folha. Já a atitude da redação do Meio & Mensagem em fazer greve é exemplar ! Ah! Se todos os jornalista fizessem isso quando testemunhasse eventuais injustiças contra seus companheiros! A qualidade da mídia estaria bem melhor, não resta dúvida.

  34. Comentou em 08/05/2007 Fábio Carvalho

    Prezado Mauro, sem pretender intoxicar o debate, penso que o jornalista Eduardo Ramos pode ter um argumento, sim. Existe viés autoritário em algumas defesas fanáticas e bons argumentos em diversas críticas à criação de um conselho. Houve debate ou abate do assunto na imprensa? Bem… o Código de Ética do Jornalista tem poucos artigos, mas só o cumpre quem quer. Não há sanção (além de eventual perda de credibilidade, de anúncios, de leitores, de mercado) para quem o atropela. A partir desse código, o editor demitido tem chance de defesa? A diretora de redação poderia sofrer reprimenda de seus pares? Vejamos alguns artigos. Art. 2 – A divulgação de informação, precisa e correta, é dever dos meios de comunicação pública, independente da natureza de sua propriedade. Art. 3 – A informação divulgada pelos meios de comunicação pública se pautará pela real ocorrência dos fatos e terá por finalidade o interesse social e coletivo. Art. 5 – A obstrução direta ou indireta à livre divulgação da informação e a aplicação de censura ou autocensura são um delito contra a sociedade. Art. 9 – É dever do jornalista: a) Divulgar todos os fatos que sejam de interesse público. b) Lutar pela liberdade de pensamento e expressão. c) Defender o livre exercício da profissão. Art. 10 – O jornalista não pode: c)Frustrar a manifestação de opiniões divergentes ou impedir o livre debate. E por aí vai.

  35. Comentou em 08/05/2007 Marco Costa Costa

    Caro Bandarra, você não muda um milímetro a sua postura direitista. Será que o grande líder Comandante Fidel Castro interfere na sua sobrevivência, para destilar todo esse ódio que vossa senhoria tem do socialismo?

  36. Comentou em 08/05/2007 Jose de Almeida Bispo

    Diante disso tudo não esqueço a expressão na cara e desabafo de Figueiredo (presidente João Figueiredo, o último militar para os que estão esquecidos): ‘Me esqueçam!’ É o desabafo de quem alugou a pistola pros frias, mesquistas, marinhos, dinizes, morais, civitas, setubais, safras, aguiares, calmons, etc., etc., e etc. e tal se encherem de dinheiro à custa da ‘ordem’ trabalhista imposta a partir de 1964; e que de repente se vê só, no mato sem cachorro e tratado como cachorro com tudo que é malandreco endinheirado lhe apontando o dedo acusatório; DITADOR. Na Folha, por exemplo, é impressionante o que tentam aparentar que o Regime Militar foi ‘uma coisa de militares’. Ninguém lembra, por exemplo, do que escreveu Dreiffus em seu 1984: a Conquista do Estado. Ninguém toca no assunto; que os militares apenas acederam ao interesse dos capitalistas (sem risco) de Pindorama. Que foram eles que fizeram o ‘serviço sujo’ para que as “famiglias” se lambuzassem na ‘ordem’ e no ‘progresso’ de seus próprios umbigos.

  37. Comentou em 08/05/2007 Hélcio Lunes

    Meio

  38. Comentou em 08/05/2007 Edward Wilson Martins

    Ual, hein, e eu que pensava que os porões da ditadura existissem apenas no círculo militar….!!! E o bravo Nicoletta foi mexer justamente nos porões da Folha, que apoiou sim o golpe militar e foi depois durante muitas anos useira e vezeira de opiniões pró e contra, naquelas famosas ‘médias’.

  39. Comentou em 08/05/2007 Samuel Lima

    Caro Malin, lendo teu post me veio à memória uma imagem de um poema de Carlos Drummond de Andrade (‘Mas viveremos), que canta num trecho:
    ‘Há mais de vinte anos caminhávamos sem nos vermos, de longe, disfarçados, mas a um grito, no escuro, respondia outro grito, outro homem, outra certeza. (…) Muitas vezes julgamos ver a aurora e sua rosa de fogo à nossa frente. Era apenas, na noite, uma fogueira. Voltava a noite, mais noite, mais completa. Hoje quedamos sós. Em toda parte, somos muitos e sós. (…) Voltamos a viver na solidão, temos de agir na linha do gasômetro, do bar, da nossa rua: prisioneiros de uma cidade estreita e sem ventanas. (…) Mas viveremos. A dor foi esquecida nos combates de rua, entre destroços. Toda melancolia dissipou-se em sol, em sangue, em vozes de protesto’.
    O gesto da redação de ‘Meio & Mensagem’ tem essa dimensão simbólica, para além da irrestrita solidariedade que o jornalista Costábile Nicoletta merece. O episódio revela que a abjeta censura, que o obituário de Mino Carta faz remissão, ainda permanece muito vivo no nosso meio profissional.

  40. Comentou em 08/05/2007 Jedeão Carneiro

    Este fato, mais as últimas demissões ocorridas no jornalismo da Globo, deixa transparecer que a ditadura, o autoritarismo, a repressão e a censura são o principais instrumentos de gestão dos barões da mídia sobre as redações.

  41. Comentou em 08/05/2007 Eduardo Ramos

    Está aí mais um prova irrefutável da necessidade de criação do Conselho Nacional dos Jornalistas.

  42. Comentou em 08/05/2007 Paulo Bandarra

    ‘Estampava manchetes sensacionalistas contra o ´perigo comunista´ e assinava editoriais contra ´a corrupção e a subversão´. ‘ Quanta mentira não é mesmo? Onde que existia perigo do comunismo e para que lutar contra a corrupção? Parece que a turma que comenta e o articulista não sabem que o muro de Berlim já caiu e que Fidel Castro se mantém no poder passados 47 anos de faltura! Mas de lá, Mino Carta não fala!

  43. Comentou em 08/05/2007 Gustavo Conde

    Caro Mauro: onde é possível encontrar o trabalho completo do jornalista Edgar Olímpio de Souza?

  44. Comentou em 08/05/2007 C alypso Escobar Velloso

    O comportamento autodestrutivo parte desta falta de livre arbítrio e é freqüente no jornalismo que o leitor percebe e expressa algo não resolvido. Se a verdade denigre a diretota de redação e ela treme ao não obsequiar um potencial maior que não lhe chega a espectativa, demite. Frias está longe de ser, agora, um pé de guerra. Estamos definindo que a verdade tem a ser dita, escrita e falada, ninguem quer um deus inexpressivo ou um ‘PAPO’ irrelevante. Grata.

  45. Comentou em 08/05/2007 Edivaldo Oliveira

    Esta é um tipo de matéria que deve ser bastante divulgado, pois mostra claramente o cinismo da mídia, seu ‘ESPÍRITO DE PORCO’ . De minha parte, estou encaminhando para todos os e-mails que tenho em minha agenda. Ajude a desmascarar a grande farsa midiática brasileira, divulgue e repercuta esta matéria.

  46. Comentou em 08/05/2007 Gustavo Conde

    É importante para a liberdade de imprensa que esse box seja republicado em algum lugar na internet livre.

  47. Comentou em 08/05/2007 Marco Costa Costa

    O jornalista entrou numa FRIA ao noticiar o obituário do Frias. Aqui neste site li várias matérias que deitavam falação das melhores possíveis sobre a conduta jornalística do senhor Frias. No entanto, ficamos estamos sabendo através deste artigo que ele não era tão FRIO assim, muito pelo contrário, era muito QUENTE nas questões de favorecer o sistema(militar) e sofismar descaradamente sobre o paradeiro dos “terroristas”. A demissão do jornalista Nicoletta cheira ditadura burguesa. O Sindicato dos Jornalistas tem por obrigação de aglutinar toda a categoria e chamá-la para uma greve geral, até que o jornal reveja a sua posição radical em demitir o profissional que esta cumprindo com dignidade suas obrigações de levar a informação precisa até os leitores e o traga de volta, de onde nunca deveria sair. Estou contribuindo com minha participação nesse processo, mesmo que passivamente, estou solidário ao escriba Nicoletta.

  48. Comentou em 08/05/2007 Dante Caleffi

    Pelo menos os colaboradores do M&M são mais corajosos que os seus colegas das Organizações Globo.

  49. Comentou em 08/05/2007 Ivan Moraes

    Mas eh obvio que foi despedido! Quem tem a ousadia de contar o que aconteceu em 64 sem ser despedido QUARENTA E TRES ANOS DEPOIS?

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