Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

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Rede de Observatórios divulga resultados do primeiro monitoramento de jornais latino-americanos / Red de Observatorios divulga los resultados del primer monitoreo de periodicos latinoamericanos

Por Carlos Volkmer Castilho em 03/06/2008 | comentários

A imprensa latino-americana, com exceção do Chile, dá mais espaço para a disputa do poder político em cada país do que às questões sociais e temas ligados ao desenvolvimento econômico nacional e regional.


 


Esta é uma das conclusões do primeiro monitoramento de jornais promovido pelas organizações integrantes da Rede Latino-Americana de Observatórios da Mídia. Foram monitorados 41 jornais de oito paises, sendo sete na América do Sul e um na América Central.


 


Nesta primeira etapa de uma série de quatro edições do monitoramento foram catalogadas 2.133 noticias recolhidas em todos os países num único dia, o dia 9 de outubro de 2007. De todos os jornais monitorados, 60,4% adotam o tamanho standard (formato grande) e 39,6% o formato tabloide.


 


A Guatemala é o país onde a maioria esmagadora dos jornais adota o tamanho tabloide enquanto Brasil e Equador, o formato standard predomina em todos os grandes matutinos.


 


Os jornais bolivianos e argentinos foram os que publicaram mais noticias sobre política no dia monitorado, com respectivamente 56,8% e 50,2%. Seguem-se Peru, Equador, Brasil e Venezuela em ordem decrescente.


 


A grande exceção foi o Chile, onde as disputas partidárias ocuparam apenas 21,9% das noticias catalogadas perdendo em espaço informativo para os temas sociais com 32,1%.


 


Das 2.133 noticias catalogadas pelo monitoramento, apenas 499 (23,4% do total) estavam relacionadas à tematica do desenvolvimento econômico e social.


 


O Chile também é a grande exceção na cobertura da tematica desenvolvimentista. Nada menos que 66,4% das noticias catalogadas no monitoramento estavam ligadas diretamente a projetos e dilemas do desenvolvimento nacional, contra apenas 11,3% na Bolívia e 12,1% no Equador, paradoxalmente, os dois países mais pobres na amostra selecionada.


 


 

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