Terça-feira, 21 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Rendition no morro

Por Luiz Weis em 17/06/2008 | comentários

Chama-se rendition [entrega, devolução] a prática do governo Bush de transferir clandestinamente a terceiros países, para serem brutalmente interrogados, suspeitos de terrorismo capturados pelos serviços americanos de segurança. Turquia, Paquistão, Egito, Jordânia, Polônia e Romênia são apontados como alguns dos países onde os Estados Unidos terceirizam a tortura. Segundo um colunista, é como se Washington contratasse matadores de aluguel.


Guardadas todas as óbvias proporções, foi o que fizeram sábado no Rio de Janeiro um tenente, um sargento e um soldado do Exército, com a presumível cumplicidade de outros camaradas – ao todo 11 estão presos. O trio entregou três moradores do morro da Providência, de 17, 19 e 24 anos, a traficantes que operam no morro da Mineira para que lhes aplicassem um “corretivo”, ou dar-lhes “um susto”. Foram torturados e mortos.


Pelo que se apurou, os militares detiveram os jovens ao descer de um táxi, vindos de um baile. Estavam com uma moça. Eles protestaram por ser revistados. O tenente os prendeu por desacato. Levou-os ao quartel que funciona como base da operação Cimento Social, de melhora das moradias na Providência. O capitão que respondia pela Delegacia Judiciária Militar do quartel entendeu que não houve desacato e mandou os captores levarem os detidos de volta.


Dezenas de pessoas viram os militares chegando, fardados, numa viatura do Exército, para entregar as suas vítimas aos traficantes. O tenente disse a um deles que lhes trazia “um presentinho”.


Além da monstruosidade, chama a atenção, primeiro, que o tenente, sentindo-se desatacado, não tivesse levado os jovens a uma delegacia de polícia civil; segundo, incomparavelmente pior, que militares do Exército tivessem relações amistosas o suficiente com uma facção criminosa a ponto de recorrer a ela para que lhes prestasse um serviço.


Tudo isso está nos jornais do dia. Mas, entre os principais, só a Folha e, sobretudo, o Globo, com a melhor cobertura da tragédia, trataram do porquê do envolvimento do Exército com um projeto – o Cimento Social – sugerido pelo senador Marcelo Crivella, do PRB e conduzido pelos ministérios das Cidades e da Defesa.


A Folha revela que o Comando Militar do Leste, apoiado pelo Comando do Exército, foi contra a participação fardada, para não expôr a tropa a situações de risco desnecessário. Mas o comandante da Arma, general Enzo Peri “não teve margem para negociar”.


O jornal apurou que “prevaleceu a decisão política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se comprometeu a apoiar a idéia de Crivella, aliado federal e pré-candidato a prefeito, que ganhou visibilidade para seu projeto paralelo ao das obras do Estado (aliado ao Planalto) ou da prefeitura (de oposição).


No Globo, sob o título “Politização trágica”, o colunista Merval Pereira dedica a isso o seu espaço na edição de hoje. Trechos:


”O uso político do Exército para apoiar um projeto assistencialista do candidato a prefeito do Rio pelo PRB, o bispo Marcelo Crivella, no Morro da Providência, está na origem de uma tragédia comparável, na história da disputa do Estado com grupos criminosos pelo controle territorial, à chacina da Candelária ou ao massacre de Vigário Geral.”


”O grave dessa história macabra é a constatação de que os 11 militares presos, inclusive um oficial, já haviam introjetado a ordem vigente nos locais do Rio dominados por traficantes de drogas ou milícias e já estavam trabalhando com as regras da ilegalidade.”


“O marco legal da atuação das Forças Armadas teria que ser definido por uma legislação própria, cuja apresentação para debate o ministro da Defesa, Nelson Jobim, havia anunciado ainda para este ano, para ser aprovada pelo Congresso até o fim da legislatura. Seria preciso que a nova legislação definisse os cenários de emprego das Forças Armadas, o dimensionamento das tropas, sua capacitação específica, para que a sua utilização fosse efetiva, analisam os especialistas no assunto.”


“No entanto, nada disso aconteceu na ação do Exército para apoio do projeto Cimento Social, do bispo Crivella, que teve uma verba de R$ 12 milhões do Ministério das Cidades. A associação de moradores denunciara que os candidatos [ao benefício] estavam sendo escolhidos pela preferência religiosa, isto é, os adeptos da Igreja Universal, origem do bispo Crivella, tinham prioridade na contratação com o dinheiro oficial.”


“No fim de maio, o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, respondendo à indagação numa audiência na Comissão de Segurança da Câmara, surpreendeu a todos afirmando que também gostaria de saber o que o Exército estava fazendo no Morro da Providência, pois jamais fora comunicado.”


“Com esse esquema irresponsável, acabaram aproximando o Exército do tráfico […].’


O Globo também abriu espaço na página de Opinião para outro ângulo da barbaridade, abordado pela professora Elizabeth Süssekind, da PUC-Rio, no artigo “A soldo dos criminosos”. Trechos:


“Como é possível que onze militares, presente a cadeia imediata de comando de três sargentos e um tenente, a soldo de criminosos, pratiquem crime como esse, abertamente, pisando com os coturnos, que nós todos compramos, sobre toda a legislação do país? Que jurisdição teriam sobre a região? Com que simplicidade acabam covardemente com a vida de pessoas e detonam a imagem do Exército ao qual servem e devem? Não prestam contas do que fazem, de onde estão, da munição gasta, do percurso do veículo oficial? Entendiam que tudo ficaria por isso mesmo, atribuindo-se às vítimas, simplesmente, o `desacato´ as suas excelsas e inquestionáveis autoridades? Trata-se de mais uma modalidade de domínio do crime sobre o Estado.”


“Moradores de comunidades pobres pouco contam, seus direitos não são reconhecidos, não se dá crédito ao que alegam, seus argumentos não têm repercussão, vivem de se explicar, de tentar mostrar o que não são. Criminalizados antecipadamente, são caçados indistintamente, porque são pobres, são negros, a educação que se lhes permite é escassa e incompleta, moram em lugares onde só pobres moram. E porque são obrigados a conviver com criminosos, a obedecer a suas imposições. O poder local se reveza entre adolescentes-traficantes e adultos milicianos, fregueses da adesão de policiais que chantageiam e ameaçam colegas e superiores, cobrando inaceitável silêncio e complacência, com o que se mantêm imunes, desafiadores, donos de pedaços da cidade que ajudam a partir.”


Pena que o editorialete do jornal – meras 100 palavras – não vá além do óbvio ululante, dizendo que o episódio “é grave, extremamente grave” e que os responsáveis devem ter punição “tão imediata quanto exemplar”. Como seria de prever, o Globo invoca implicitamente a teoria da “maçã podre, ao decretar que se tratou de “caso pontual, e não do aterrador contágio de uma corporação com atribuições constitucionais de salvaguardar as instituições.


Decerto, não se pode considerar comprometida a corporação – os 250 efetivos em má hora acantonados no Morro da Providência para fazer o que não lhe compete. Mas a verdade é que a imprensa não sabe a extensão do “aterrador contágio”. Será que a praga da promsicuidade com o crime pegou apenas aqueles onze? Tomara que sim – mas a dúvida é legítima.

Todos os comentários

  1. Comentou em 22/06/2008 Ivo A. Auerbach

    Depois de ler todos os comentários abaixo, concluí que o estado brasileiro está perdendo a sua função. É a opinião unânime, que o lugar do Estado está sendo gradativamente ocupado pelo crime organizado! E isso é grave, pois o crime vai fincando sorrateiramente suas raízes na sociedade e sutilmente vai conquistando os mais variados rincões, nas mais diversas classes sociais. Daqui a algum tempo tornar-se-á um mal necessário, e depois uma necessidade.

  2. Comentou em 21/06/2008 sandra martins

    Infelizmente outras situações semelhantes em número, genero e grau, vão se repetir, como vem acontecendo desde o dia 14/05/1888. A grande mídia, enredeada em suas tramas que visam a beneficiar os de sempre – os personagens são os mesmos, só os atores é que mudam -, e literalmente detonando para os também de sempre. Políticas públicas em prol de um lampejo de equilíbrio sócioeconômico, cultural e étnico, não, isso é pedir demais para aqueles que eternamente querem manter as rédeas curtas de seus marionetes.
    Belo artigo, triste realidade, terrível cegueira que impele um brasileiro matar gerações de brasileiros.

  3. Comentou em 20/06/2008 jose luiz assis

    ridiculo este texto de luiz weis, discursso ultrpassado e politicamente correto, contudo para conhecer a realidade tem que ir ate a favela e nao fazer comentarios batidos, em uma cobertura na zona sul.

  4. Comentou em 20/06/2008 Marco Monteiro

    Indignação seletiva usada pela imprensa deste país é o que justifica este escândalo que está sendo feito a este respeito. Evidentemente que foi um erro crasso, mas daí dizer que é culpa do Senador Crivella, que ele escolhe os beneficiados pelo programa social pela religião já é demais pra engolir! Só porque ele é líder das pesquisas para prefeitura do Rio ? Só porque ele é bispo da Universal ( arqui-rival da Globo ) ? Só porque ele é de oposição e tem apoio do Lula ? Quem aceita este tipo de reportagem, merece os péssimos governantes tucanos que dominam o Brasil, principalmente aqui em SP.

  5. Comentou em 20/06/2008 Ismael Torres

    Pelo visto, o que a mídia ‘vende’, fazem fila para comprar, é incrível! Injustificável Senhorita, é a falta de escolas públicas dignas também, os ‘nossos’ eleitos serem caçados durante um mandato e tornarem-se elegíveis já na eleição seguinte, as CPI´s não darem em nada, e muitas outras coisas, além de maus militares terem cometido um crime, não defendo os militares, ou os crimes cometidos, o que incomoda é o clamor popular, o que me incomoda é que os traficantes que sentiam-se incomodados com a presença dos militares por lá aproveitaram-se de um fato e de pessoas como as supracitadas que compram notícias e revoltas suspeitas, levantando ‘bandeiras’ que não sabem o conteúdo só porque apareceu alguns moradores, provavelmente coagidos, direitos humanos, e outros aproveitadores que aproveitam estes momentos para promoção própria, requisitando a saída de uma força de segurança onde jamais houve ordem e segurança.

  6. Comentou em 19/06/2008 alfredo sternheim

    Seria cômico se não fosse trágico o comportamento da imprensa e de muitos articulistas diante dessa barbarie. Como lembra Sylvia Moretzsohn aqui no Observatório em outro artigo mais lucído e menos partdiário, quando o exército ocupou o morro há pouco mais de seis meses, nenhum jornal, nem O Globo e O Estado , levantaram dúvidas ou restrições a legalidade de sua preseça naquele local, em obra de uma Ong ligada a um deputado. Houve até reportagens posteriormente destacando que certa paz reinava na favela. Mas aconteceu a tragédia por conta da estupidez de um pequeno grupo de militares e, pronto, lá vão as estocadas no exercito e no governo federal, os questionamentos sobre a legalidade ou não da presença militar na favela. Raul Jugman não perdeu a oportunidade cênica, lá foi ele aparecer na mídia ao lado das desoladas mães. É lamentável como, na ansia de se denegrir o governo federal, qualquer tragédia serve. Mesmo essa , hedionda. Mas ninguém se indigna com a glamurização da favela em telenovela (Duas Caras), nem com a ausência de resultados nas investigações da policia sobre inúmeras chacinas que, nos últimos 2 anos, mataram cerca de 100 pessoas pobres na grande SP. Por que será? Haja indignação seletiva. O que ocorreu no Rio foi gravissimo. Mas o que ocorre em SP (e talvez em outros estados) também é. Mas cadê as notícias e comentários? Estão blindadas com ocaso Alston. É

  7. Comentou em 19/06/2008 Paulo Perez

    Rendition só ocorre quando os interrogadores já tem a informação/prova de quem é o interrogado e esse teima em ocultar sua verdadeira origem ou intenção negando-a em interrogatório.
    É a opção dada: ou conta a verdade, ou será interrogado por seus inimigos.
    Nesse ponto sabemos que o oficial da AMAN foi bem treinado, afinal, antes de entrar no morro o exército já possuia uma lista com o nome e endereço dos traficantes (fonte JN). Se eventualmente os nomes dos rapazes ali estavam (e dois efetivamente tinham passagem – JN), então o oficial e os soldados nada mais fizeram do que aplicar a regra de guerra.
    É por isso que o Exército não serve para fazer segurança pública, ele não investiga e manda para o Judiciário punir, apenas elimina o problema. Isso seria o ideal se no Rio o tráfico não fosse institucionalizado, mas como o ‘Rio não pode parar de cheirar’ muitos oportunistas criticam a presença do Exército e ninguém reclama do domínio dos traficantes. Agora a mais confiável e respeitada instituição do país encontra-se em meio a injustas críticas. Saiam daí soldados, devolvam o Rio aos seus senhores, os traficantes, afinal esse povo não merece vosso suor ou vosso sangue!
    Por fim, que prevaleça aos soldados a Lei que vale aos criminosos, ninguém é considerado culpado até sentença judicial final, e, que eu saiba, dar carona e deixar pessoa em logradouro público não é crime.

  8. Comentou em 19/06/2008 Pedro Areas

    Cor da pele? Claro que não! Nenhum deles era da família Nardoni.
    Já imaginou soldados do EB numa blitz pararem tres garotos Zona Sul num carro importado que voltavam duma boate na Barra? Eles seraim entregues a quem?Ao papai juiz-deputado-empresário-ator da Globo,claro… Questão de CLASSE.

  9. Comentou em 19/06/2008 Ivan Moraes

    Houve PELO MENOS UM UNICO JORNAO BRASILEIRO que contou aa populacao a cor da pele das vitimas ou nao eh preciso?

  10. Comentou em 18/06/2008 Fabiana Tambellini

    É injustificável que militares atuem como bandidos e ponto final.

  11. Comentou em 18/06/2008 Eduardo Campos

    Tem mais é que tirar o exercito de lá.. aonde já se viu fazer concorrência?!.. O SIMITRASIS : ‘Sindicato dos Milícias, Traficantes e Similares’ deveria entrar com recurso para retirar essa instituição antipatriota dos morros. Que fiquem só os bandidos sindicalizados!!

  12. Comentou em 18/06/2008 Jose de Almeida Bispo

    Tô adorando mesmo é o jogo de cena. Nem Hollywood foi capaz de tanto. Raul Jungman rezando padre-nosso com direito a mãe chorosa de lágrimas encomendadas; além de juizes indignados, repórteres indignados… querem convencer a quem, hem? Não basta a dura realidade dos fatos? Bandidos no Exército venderam três bandidos a outro grupo de bandidos quando deveriam estar presos todos: os bandidos do Exército, os três executados e os que os executaram. Só falta o Cansei, com Regina Duarte e Cristiane Torloni – sob apoio de Lucia Hipólito e Miriam Leitão – à frente prestando solidariedade em mais essa tragédia nacional.

  13. Comentou em 18/06/2008 Ismael Torres

    Concordo com o Sr. Adílson Neto, fica bem claro o que está por trás de toda esta movimentação em prol de retirada do Exército da Providência. Fica muito fácil muita gente vir aqui e apedrejar, difícil é alguém se mover, e tomar alguma atitude. Não vejo tanta fúria em reclamarem: ‘que pagam as fardas e botas dos militares’! Mas pagamos também os ternos, viaturas passagens áereas do pessoal lá de Brasília, vejo pouco clamor popular em relação a isso. E o comentário do Sr. Paulo Bandarra, médico, Gaúcho, que comentário mais bairrista e preconceituoso, quer dizer que este comportamento é endêmico aqui no RJ? Que grande bobagem! Prefiro acreditar que o Sr. não conhece e nunca esteve no Rio de Janeiro, o Exército, e muito menos o morro da Providência. E para sua informação o Oficial do Exército é capixaba (nascido no ES, OK?), e tinha menos de um mês servindo aqui no RJ. Absurdo seu comentário em relação aos cariocas!

  14. Comentou em 18/06/2008 Marco Antônio Leite

    Senhor Neto, será que você viu os documentos que comprovam que os três jovens tinham antecedentes criminais. Tenha cuidado, quando uma mentira é falada a todo o momento, ela se torna verdade?
    Os verdadeiros marginais são aqueles que não honraram a farda do Exército, bem como os traficantes que mataram os jovens.

  15. Comentou em 18/06/2008 Adilson Neto

    É inaceitável o que ocorreu no morro da Providência, sabemos que os rapazes tinham antecedentes criminais mas não deveriam ser julgados e executados de maneira tão cruel. Mas será que ninguém está vendo que os moradores da comunidade estão sendo usados pelos traficantes para afastarem os militares do morro porque estão tendo prejuízos no tráfico por causa da presença do exército.

  16. Comentou em 18/06/2008 Pedro Areas

    Que pérola essa do Felipe:
    ‘Os rapazes eram traficantes de um morro rival, os militares venderam a dinheiro os 3 para que os rivais se vingassem de outras barbaridades que tinham cometido. Eram tão ruins que nem dava para deixar o caixão aberto no enterro de suas vítimas. ‘
    Vc faz gênero ou então pode ser arrolado como testemunha,pois SABE TUDO!!!

  17. Comentou em 18/06/2008 Pedro Meira

    É um absurdo completo. Esses militares devem ser exemplarmente punidos e responder por cumplicidade no homicídio. Infelizmente isso talvez não ocorra. Boa parte da sociedade parece estar acometida de uma síndrome de Capitão Nascimento, a julgar pelos comentários lidos aqui e em outros blogs. A brutalidade cometida, tolerada ou patrocinada por homens de farda virou panacéia para resolver todos as mazelas sociais. Diz-se que bandido tem que morrer (bandido, pelo visto, é toda pessoa que é morta pela polícia ou por “justiceiros”). Se os rapazes mortos eram traficantes, deveriam ir para a cadeia e não para as mãos de traficantes amigos dos homens de farda. O Presidente Lula deveria deixar sua verborragia demagógica de lado, e tirar o exército da favela, antes que façam mais besteiras.

  18. Comentou em 18/06/2008 Paulo Bandarra

    Mais uma observação. Até agora o delegado não saiu atrás dos traficantes que teriam realmente torturado e matado! Determinação dos direitos humanos ou salvo conduto para os criminosos? Neste ambiente que se originam as pessoas convocadas para as forças armadas no Rio!!!

  19. Comentou em 18/06/2008 Ismael Torres

    Prezados Srs. alguém aí já foi ao Morro da Povidência antes e depois do Exército? Quem respondeu não a qualquer uma das perguntas já torna-se incapaz de comentar sobre a atuação da ‘Instituição’ Exército naquela comunidade. Isso é uma coisa, a outra e superdimensionar um fato. Indisculpável, é verdade! Mas o que me preocupa, é alguns orgãos da imprensa estarem tão empenhados na saída do EB de lá! Sinto que perderemos nosso último ‘às’. O ato hediondo daqueles militares tem de ser punido conforme a lei e conforme um PM seria punido. Se os jovens eram envolvidos com o tráfico ou não, o que me parece muito claro, não importa, porém importa a clara vontade do poder paralelo daquela região em retirar o Exército de lá, fazem menos de 3 meses foi veiculado por esta mesma imprensa a satisfação de uma senhora moradora do local, de poder retomar as visitas a ‘pracinha’ da região de onde conseguia ver o mar, outrora ponto fixo, e sabido, ponto de encontro de traficantes do local. O que falaremos para esta senhora agora? Que a Segurança Pública irá enviar a Polícia Militar para sitiar a região? Foi um fato isolado, os militares tem de ser punidos, e é só isso! Acabou-se a questão. Moradores de uma comunidade carente como a Providência alugaram 4 ônibus para fazerem um protesto em frente ao CML? Patrocinados por quem? Operários cruzaram os braços para continuar as melhorias para si próprio?

  20. Comentou em 18/06/2008 Paulo Bandarra

    Alguns pontos devem ser esmiuçados. Como detectado por alguns comentários, claramente a culpa é do Presidente Lula e do Ministro da Defesa (com uma defesa assim, quem precisa de inimigos?)! Contra toda a lógica e função das forças armados, ela foi obrigada a obedecer a esta dupla de amadores analfabetos para as funções que exercem com demasiado poder! A eles cabe a responsabilidade por uma tragédia já prevista por muitos críticos desta aventura populista, que ia acabar nisto! Até contra a opinião experiente dos chefes militares! Experiência militar não se obtém colocando farda que nunca usou para ser fotografado pela mídia! Outra observação a ser feita, é que estes “militares”, que não são treinados para esta missão, não pertencem ao céu, não vieram de Marte, mas são do próprio Rio de Janeiro! São pessoas criadas e educadas com os valores que demonstraram ter neste episódio. Não foi nas forças armadas que tiraram estas relações e aprenderam estes valores! Trouxeram de berço estas relações! Não foi na tropa que perderam os valores legais!

  21. Comentou em 18/06/2008 ronalda paxeco paxeco

    OI, Felipe, que ‘cabecinha’ a sua, hem? Por favor, outros estudantes, escrevam, mande suas opiniões, se não, vamos acreditar que os nossos jovens estão, assim, alienados, só conseguem expressar o mais baixo e preconceituoso pensamento do senso comum. Será que está justificando está ação descabida? Será, que ele esta desqualificando os rapazes, que eram jovens como ele? Prefiro acreditar que não, apenas se expressou mal.

  22. Comentou em 18/06/2008 ronalda paxeco paxeco

    OI, Felipe, que ‘cabecinha’ a sua, hem? Por favor, outros estudantes, escrevam, mande suas opiniões, se não, vamos acreditar que os nossos jovens estão, assim, alienados, só conseguem expressar o mais baixo e preconceituoso pensamento do senso comum. Será que o Felipe está justificando está ação descabida? Será, que ele está desqualificando os rapazes, que eram jovens como ele? Prefiro acreditar que não, apenas se expressou mal.

  23. Comentou em 17/06/2008 Teócrito Abritta

    No caso estamos diante de um crime de responsabilidade, onde o Presidente Lula deu dinheiro do PAC para um projeto eleitoreiro da seita-partido de Crivella e do Vice Presidente José Alencar, transformando o Exército em milicia particular que tolerou a criminalidade no morro da Providência. Em qualquer democracia esta turma seria acusada de crime de responsabilidade juntamente com os Ministros da Defesa e Justiça e dos comandantes militares envolvidos!

  24. Comentou em 17/06/2008 Pedro pereira

    Como é possivel , para usar sua indignaçao, um bando de narcotraficantes, a maioria sabidamente conhecidos, matar covardemente 3 jovens e a culpa ser transferida para o exercito.
    Esse é o pais que vcs estão construindo Sr Luis Weiss. Honestamente , não dá pra limpar a barra de quem matou e colocar a culpa só no exercito com vcx estão fazendo. Faça-se uma pergunta: e se fossem mortos os jovens, que culpa teriam os membros do exercito…………………me poupe

  25. Comentou em 17/06/2008 maria luzia erthal mello

    O estrago que o Exército fez a estas famílias numa será refeito, são vidas que se foram e famílias desfeitas, uma tristeza sem fim. Creio, que, quem tem que se pronunciar sobre o episódio é o Presidente Lula e o senador Crivela. Para a sociedade fica a pergunta: O Exército é o indicado para prestar segurança pública nas ruas? Por qiue eles estavam abordando jovens na entrada da favela? Fazia parte do papel de segurança? Em relação à questão política, o episodio é ilegal por várias aspectos: um projeto de um candidato a Prefeito em momento eleitoral; o conteúdo religioso na preferência dos agraciados pelo projeto; e, mais, dinheiro público gasto de forma nebulosa.

  26. Comentou em 17/06/2008 Felipe Faria

    Os rapazes eram traficantes de um morro rival, os militares venderam a dinheiro os 3 para que os rivais se vingassem de outras barbaridades que tinham cometido. Eram tão ruins que nem dava para deixar o caixão aberto no enterro de suas vítimas. Acorda Weiss.

  27. Comentou em 17/06/2008 Lotar Kaestner

    Cimento social, bispo Crivella, 12 milhões, favorecidos os da religião…cheira a corrupção. Como se pode entregar esta fortuna a um chefe de ´seita´, que não une mas separa. Como pode uma seita dominar a sociedade? E o dinheiro foi entregue só porque o cara é aliado? Temos que governar para todos!

    Os tres moradores da favela….vivem na favela. Já estão entregues ao tráfico, aos traficantes ou sob sua mira. Moram na casa do ‘lobão’…Quem matou foram os traficantes, aproveitando para ferrar com o Exercito. Eles é que deveriam ser punidos, os traficantes! E por quê o Exército ou a Polícia não prendeu os traficantes e deixou que aplicassem um corretivo? Se a população entende invertido…o que é que dá para concluir?

  28. Comentou em 17/06/2008 Marco Antônio Leite

    Necessitamos distinguir o que é guardar a pátria do pobre (Abstrato) e o patrimônio do rico (concreto). As ‘autoridades’ usam jovens pobres para combater jovens miseráveis nos morros cariocas, em função desse fato nojento, ocorreu por motivos mesquinhos de alguns idiotas com pequenas graduações penduradas em suas fardas à morte de três inocentes. O governador do Rio de Janeiro vem provando que não é capaz de apreciar e achar solução para assuntos administrativos, a fim de resolver problemas dessa natureza, por isso solicitou que o governo Lulla mandasse homens ligados ao Exército para acompanhar obras demagógicas e que cheira presente eleitoreiro. Até quando teremos que suportar tanta incompetência que é gerada nas entranhas desses governantes.

  29. Comentou em 17/06/2008 Paulo Bandarra

    Eu me solidarizo na indignação. Fato descabido iniciado pelo Presidente Lula, no maior arroxo dos soldos na história do país ao militares das três armas. E ainda os usam para campanha eleitoral de correligionário! Jobim chama os mesmos de marginais! Mas o que ele mesmo é numa hora destas que deveria impedir o desvio das forças armadas para funções inconstitucionais a serviço da demagogia barata de religiosos travestidos de políticos? Que papel teve ele para preservar a sua tropa, da qual não possui muita afinidade e respeito? Pior, filhos de trabalhadores, forçados a prestação do serviço militar, acabam envolvidos por seus superiores em crimes que lhes marcará a vida afora, assim como o mal caratismo aprendido com estes ‘sargentos’ e este ‘tenente’ indignos! Em vez de aprenderem patriotismo, são treinado para o crime na desculpa de ‘defenderem a pátria’! Grande perigo nesta fantasia de colocar recrutas e soldados preparados para outras missões a serem enjambrados PMs para economizar para o erário onde os políticos se locupletam com o dinheiro público!

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