Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Requião manipula TV pública

Por Mauro Malin em 21/02/2006 | comentários

As relações do governador Roberto Requião com a mídia do Paraná se tornariam, em São Paulo, no Rio de Janeiro e em outros estados, um escândalo de proporções consideráveis. Requião provocou a demissão de jornalistas, torceu o dedo de um deles durante uma entrevista, chamou a revista Época de canalha, publicou matéria paga para dizer que a Exame e a Gazeta do Povo, de Curitiba, mentem, e, diante a proposta de fazer um jantar de pacificação com a categoria, disse que fazia questão de convidá-los, nestes termos: “Tudo bem, mas eu pago a conta. Vou trazer ração Bonzo para a cachorrada miúda”.


O governador usa sem a menor cerimônia a TV Paraná Educativa, emissora pública, como órgão de propaganda do governo. (Ver, neste Observatório, ‘Requião intimida‘.) Ontem, um jornalista da emissora fez o que chamou de reportagem repetindo a passantes, no Centro de Curitiba, a pergunta: “Você acredita que tudo o que a Gazeta do Povo publica é verdade?” Isso porque o jornal publicou um rotineiro relatório sobre a má qualidade das praias paranaenses, que recebem esgotos. Não é a primeira vez que a fúria do governador Requião se converte em campanha, numa emissora pública.


O diretor de Defesa Corporativa do Sindicato dos Jornalistas do Paraná, Aurélio Munhoz, falou hoje ao Observatório da Imprensa sobre a dificuldade de articular um enfrentamento a ações truculentas contra jornalistas feitas pelo governador ou sob sua orientação.


“As empresas, muitas vezes, não tiveram interesse em levar a coisa adiante. O sindicato acabou ficando sozinho na luta”, disse Munhoz. “Ou então a própria imprensa local repercutiu de alguma forma, mas não houve uma ação coordenada mais efetiva no estado. Por isso eu reivindico engajamento de outros setores da sociedade. Que haja solidariedade do sindicato patronal, da API, da OAB, de outros órgãos de classe”.


O Sindicato dos Jornalistas do Paraná elaborou a seguinte lista de agressões e conflitos de Requião com jornalistas


Abril de 2003 – O governador, insatisfeito com críticas que recebia, “pede a cabeça” do jornalista Pedro Ribeiro, do jornal O Estado do Paraná. O presidente da empresa, Paulo Pimentel, na época presidente da Copel (empresa de economia mista do governo do Estado) atendeu ao pedido.


Setembro de 2003 – Em intervalos da programação da emissora pública RTVE é apresentada o tape de uma matéria dos jornalistas Zeca Marquetti e Carolina Wolf, da TV Paranaense (Grupo RPC) sobre os efeitos do fechamento das casas de bingo, promovido pelo governo do Estado. A matéria era taxada como “jornalisticamente mal conduzida”. Em declaração ao Sindijor, o secretário de Comunicação, Ayrton Pisseti, afirmou que o governo iria se manter em “estado permanente contra tudo o que o governo considerar como material jornalisticamente mal conduzido”.


Dezembro de 2003 – Governo abre espaço na RTVE para revidar a matéria “O homem do ano”, do jornalista Ricardo Sabbag, publicada na Gazeta do Povo no dia 9/10/2003. A matéria criticava o uso da TV pública para a promoção política e o culto da personalidade do governador. Para dizer que não há ingerência política na TV, o governador apela para aquilo que a matéria denuncia.


Janeiro de 2004 – A Folha de S. Paulo, após ter mostrado que o governo anterior (de Jaime Lerner), era pródigo na nada ética prática de compra de matérias não identificadas em jornais, mostrou em matéria que Requião, em sua primeira administração, em 1991, havia feito o mesmo. Requião tratou de desqualificar a matéria.


Janeiro de 2004 – A jornalista Norma Sueli Correa de Paula, que trabalhava na Comunicação Social do governo do Estado, foi demitida por telefone. O motivo: procurar o Sindicato dos Jornalistas para reclamar dos três meses de salários atrasados. A situação de muitos jornalistas que trabalham no governo é incerta e precária. Na RTVE, dezenas de profissionais trabalham sem qualquer vínculo formal, sendo remunerados por cachê.


Fevereiro de 2004 – O governo faz publicar – sem explicar quem pagou – na capa de alguns jornais do Estado um anúncio sobre “As sete mentiras da Gazeta do Povo sobre o Plano de Carreira dos Professores do Paraná”, dizendo que eram “mentiras” informações publicadas no jornal. O governo não faz nenhum “esclarecimento” sobre eventuais equívocos que o jornal possa ter cometido na cobertura, apenas trata de desrespeitar profissionais. Na mesma ocasião, jornalistas da Gazeta do Povo disseram que estariam sendo boicotados no atendimento da Comunicação Social do governo do estado, o que foi negado pela assessoria.


Março de 2004 – Após publicar uma matéria mostrando que investidores internacionais criticam a anulação pelo governo paranaense do leilão do capital da empresa de saneamento do estado (Sanepar), firmado pelo governo anterior, a revista Época foi classificada pelo governador como “canalha”.


Abril de 2004 – Ao ser questionado pelo jornalista Fábio Silveira, do Jornal de Londrina (do Grupo RPC, o mesmo da Gazeta do Povo), Requião, que participava de uma inauguração no município de Centenário do Sul, desligou o gravador do profissional e torceu-lhe o dedo. Diante da intervenção de uma colega, que tentou pôr fim à agressão, Requião respondeu “Não quebro o seu, minha flor, mas homem eu trato como homem”. A agressão física ao jornalista parecia a culminação da série de hostilidades, que, no entanto, continuou.


Dezembro de 2004 – Nova diatribe contra a revista Época: reações destemperadas numa entrevista à CBN a uma matéria da revista que mostrou os exageros da comitiva que o acompanhou numa viagem a Nova York. Voltou a chamá-la de “canalha”.


Setembro de 2005 – Em reunião com prefeitos, ofende o jornalista Luiz Geraldo Mazza, comentarista da Rádio CBN Curitiba e do jornal Folha de Londrina. Diz que o jornalista, um crítico de ações do governo, é senil e incapaz de saber o que dizia.


Outubro de 2005 – Cria o “antiprêmio” Severino Cavalcanti, uma grotesca chacota com a imprensa não-alinhada no Estado. Trata-se de uma escultura com um corpo de rato e a cabeça do ex-deputado Severino Cavalcanti que seria dada ao “pior da imprensa” no Estado; o primeiro indicado foi o Grupo RPC.


Outubro de 2005 – No mesmo dia (25 de outubro), Requião foi extremamente ríspido e grosseiro com os profissionais que o entrevistavam após a reunião com o secretariado e, em Cascavel, no Oeste do Estado, ao ver os profissionais da imprensa cumprindo seu papel, perguntou: “O que está cachorrada quer aqui?”. Comentou que os jornalistas “só fazem perguntas idiotas” e disse que gostaria de devolver seu diploma de jornalista (Requião é formado pela PUC-PR).


Outubro de 2005 – Diante do mal-estar criado pela declaração de Requião, houve uma proposta de se promover um “jantar de pacificação” entre o governador e os jornalistas de Cascavel. Requião respondeu: “Tudo bem, mas eu pago a conta. Vou trazer ração Bonzo para a cachorrada miúda”.


Novembro de 2005 – A revista Exame publica matéria sobre a situação no Porto de Paranaguá, onde haveria problemas gerenciais. Requião sugeriu publicamente a seu irmão Eduardo, superintendente do porto, que mandasse a revista ao inferno. [Requião fez publicar em jornais e revistas de São Paulo matéria paga contra a Exame.]


Fevereiro de 2006 – O governador, durante reunião com o secretariado, declarou que suspenderia a verba publicitária para o jornal Gazeta do Povo, como retaliação a uma matéria (“Praias do PR são as mais sujas do Sul”, do repórter Breno Baldrati), que comparava a balneabilidade das costas dos cinco Estados mais ao Sul do país e mostrava que a situação no Paraná era a pior.


Fevereiro de 2006 Out-doors do PMDB espalhados por Curitiba advertem que “a Gazeta do Povo mente”.


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O mais recente episódio foi uma manifestação, na sexta-feira passada (17/2), promovida por filiados ao PMDB, partido do governador, diante da sede da Gazeta do Povo.

Todos os comentários

  1. Comentou em 22/04/2006 rogeriopeixoto peixoto

    NÃO SOU ‘PMDBISTA’,MAS É NOTÓRIO O CONPORTAMENTO ‘SUSPEITÍSSIMO’ DA RPC.EX:
    A VISITA DO PRESIDENTE DA VENEZUELA HUGO CHAVES,FOI NOTICIADO PELOS DIVERSOS TELE JORNAIS DA REGIÃO,ENFOCANDO SEMPRE OS ACORDOS NAS DIVERSAS AREAS TAIS COMO AGRICULTURA,TECNOLOGIAS ETC.
    SOMENTE A RPC,JUSTO A RPC,NOTICIOU UMA MANIFESTAÇÃO ANTI-HUGO CHAVES NA QUAL MAL SE VIAM UM GOVERNADOR E UM PRESIDENTE.
    ISTO E VERGONHOSO.

  2. Comentou em 22/04/2006 Rogerio peixoto peixoto

    TODO MUNDO SABE QUE A IMPRENSSA CURITIBANA
    DEFENDE SEUS INTERESSES.ISTO É MUITO SIMPLES.
    QUANDO O GOVERNADOR LHE INTERESSA,ABRANDA-SE OU NEM NOTICIA SEUS DESCRÉDITOS OU EVENTUAIS DENÚNCIAS DE CORRUPÇÃO.
    EM CONTRA PARTIDA UMA SIMPLES ‘SUPOSIÇÃO’,
    TORNA-SE UMA MANCHETE ESTRONDOSA QUANDO O GOVERNADOR NÃO AGE DE ACORDO COM SEUS INTERESSES.
    QUANTO AO CASO DO GOVERNADOR,TEMOS QUE ADMITIR,REPORTERES SÃO MUITO CHATOS,MUITO CHATOS MESMO,VIVEM DE ENCRENCA COM POLITICOS,COM JOGADORES DE FUTEBOL,ETC.

  3. Comentou em 22/04/2006 rogério peixoto peixoto

    PENSO QUE A IMPRENSA DEVERIA SER MAIS CRITERIOSA E NUNCA DIVULGAR ACUSAçOES,SUSPEITAS,DIz qUE-DIz qUE ,CONDENANDO PRÉVIAMENTE O ACUSADO COM PALAVRAS DURAS, SEM LEVAR EM CONTA O JUDICIARIO. ISTO ARRANHA A IMAGEM DA IMPRENSSA, NINGUÉM PRECISA DE ‘FOFOQUEIROS PROFISSIONAIS’. A IMPRENSA MEDIOCRE E SUPERFICIAL SÓ FAVORECE Á COrRUPÇÃO, AOS CONLUIOS DE BASTIDORES, A MALANDRAGEM, ONDE O QUE IMPERA É O DINHEIRO E NÃO O COMPROMISSO COM A VERDADE , COM A SOCIEDADE. NESTE TEMA PRECISAMOS SER FRANCOS, E SOMENTE PODEMOS SER FRANCOS QUANDO NÃO DEFENDEMOS NENHUMA POSIÇÃO, NENHUM INTERESSE. QUE PROFISSIONAL DIRÁ ‘REALMENTE’ TUDO O QUE PENSA SOBRE A SUA EMPRESA? TODO PROFISSIONAL SÉRIO,PRESTA UM TRABALHO ÚTIL A SOCIEDADE E MERECE O SEU RECONHECIMENTO. OBRIGADO

  4. Comentou em 27/02/2006 Ivan Schmidt

    O governador paranaense declarou guerra à Gazeta do Povo, que historicamente sempre se postou ao lado dos governos (quaisquer governos), por uma razão que não pode ser abastraída e, nesse contexto de baixarias, constitui um argumento a favor do jornal. O problema é que depois de décadas de subserviência e bajulação aos governantes (com Lerner foi uma vergonha), o jornal decidiu fazer jornalismo como manda o figurino. Deu no que deu… o ego de Requião não aguentou e o arsenal voltado ao culto da personalidade entrou em ação. A Gazeta começou a escrever certas coisas sempre deixadas pra lá e isso não agradou. Cortar verbas é recurso recorrente no PR e, creio, em outros estados. Já aconteceu com outros governadores e outras empresas em passado recente. Na verdade, o governo sempre deveria se comportar em relação à mídia como cliente potencial e jamais como uma espécie de reforço da caixa dos donos de jornais. Há alguns anos era comum no meio a referência a uma escabrosa ‘verba secreta’ com a qual o governo estadual estipendiava os empresários… Requião acabou com isso e começou a retaliar, inclusive, com o corte da chamada mídia técnica. Contudo, o expediente que tem usado para atingir o jornal e os próprios jornalistas deixa o governador Requião sem defesa e, isolado, como acaba sendo a principal característica de seu estilo individualista de comportar-se politicamente.

  5. Comentou em 25/02/2006 Jane Rodriguez

    Gostaria muito que o Oi abrisse o seguinte debate: o governo de São Paulo não manipula a TV pública? E deixasse a bola rolar… O Requião faz isso descaradamente, é verdade. Mas o Alckmin está bem assessorado na Educativa de São Paulo também, ou nós estamos vendo coisas? Vamos abrir o debate? Acho o Requião deplorável… mas o Alckmin passa em branco… Aliás, parece que São Paulo, estado e capital, caíram no melhor dos mundos a partir de Janeiro de 2005. Acabaram-se os problemas. Ou é a mídia paulistana que ficou em paz depois que a Marta foi deposta? Há coisas estranahas no ar… Esperamos o debate, a pesquisa, qualquer coisa. Mas vamos discutir.

  6. Comentou em 25/02/2006 giuliano de luca

    As palhaçadas de Requião chegam a municípios pequenos, como em Santa Helena. No lançamento oficial do Viva o Verão, disse ao governador que alguns municípios do Oeste já se preparavam para pedir apoio do governo do Estado para auxiliar os produtores rurais, que pelo terceiro ano consecutivo sofrem com a estiagem no verão. Além de ser grosseiro, o governador acha que suas leis são divinas. Irônico, respondeu: Ajuda só do governo federal, mas se quiser eu baixo um decreto para acabar com a seca. Se ao menos ele conseguisse fazer as coisas possíveis estaria bom. Grosseiro, estúpido e mentiroso.

  7. Comentou em 24/02/2006 Vitor Casimiro

    Matéria bastante crítica ao governador e à televisão pública do estado, o que é indispensável. Ou melhor, OBRIGATÓRIO! Porém, cadê a crítica à imprensa local? Talvez tenha faltado avisar ao(s) autor(es) que estamos no Observatório da Imprensa, cuja especialidade é ser crítico da mídia. Quem a leu deve estar achando que no Paraná a imprensa é um modelo de moralidade. Achei que no século XXI a imprensa paranaense seria capaz de um mínimo de autocrítica. Fazer o quê? Quem sabe no Século XXII… A imprensa em muitos estados do Brasil insiste em ficar 200 anos atrás do resto do mundo.

  8. Comentou em 24/02/2006 jose liz ribeiro silva

    Gostaria de lembrar ao Sr. que a chamada ‘imprensa do Paraná’ pode fugir um pouco dos parâmetros idealizados pelo jornalista. Se o governador faz o que faz, não faz de maneira gratuita. Logo, sugiro ao jornalista que deixe de lado o seu espirito corporativista e investigue mais a fundo a questão, afinal jornalismo não se faz só com a b… na cadeira.

  9. Comentou em 24/02/2006 welligton balmant

    Na minha opinião não existem santos nessa história, tanto a imprensa da Gazeta do Povo quanto o governador têm culpa no cartório. Acho que a Gazeta do Povo e a RPC são sim veículos da imprensa de credibilidade duvidosa. Uma vez participei de uma invasão na Assembleia Legislativa do Paraná, junto com os estudantes, contra a privatização da Copel, chegamos até a dormir na Assembléia para impedir a privatização, foi um momento histórico de que tive o privilégio de participar. O que a RPc publicou??????/ Que éramos vândalos e estávamos armados, que mentira, chegamos até a varrer a Assembléia para não causar má impressão e armados estavam os policiais que a todo tempo ficavam passando com armas de fogo, fazendo terror psicológico para nos intimidar. Que vergonha para a RPC. Já o nosso inonimavel governador é uma figura mitológica do estado. É sim um homem que usa a RTVE com seus programas impedindo inclusive a exibição do Observatório na Cultura. Mas muitas das suas posições políticas são muito louváveis, como transgênicos e pedágio, entre outras posturas. Ele é sim um sem educação mas luta por causas justas e não é um completo ignorante. Ficamos assim entre a cruz e a espada dentro desse confronto que tanto mal faz para a democracia paranaense.

  10. Comentou em 23/02/2006 Cesar Pereira

    Ah, que bom que o assunto da imprensa regional entrou na pauta! Muito embora já intitulada de forma parcialíssima (‘Requião manipula TV pública…’). O autor deve entender muito bem o que se passa nesta província… Só que se faz de bobo! Se o ‘doutor’ Roberto Marinho manipulava as forças midiáticas sob o seu stalinismo direitista, deixou no Paraná um perfeito seguidor, o ‘dr.’ Chiquinho. E tome GAZETA DO POVO e TV PARANAENSE (afiliada da Globo) a deformar opinião pública. O Requião é, sim, um truculento em suas opiniões discursivas. Porém, basta ler a quase unanimidade das manifestações dos comentaristas dessa matéria pra entender que ele está coberto de razão quando se trata da forma de manter relacionamento com a mídia paranaense (comprometidíssima!!!!!!), a representante da alta burguesia (como mencionou a JANES) e oligarquia paranaense. E o Requião não compra briga somente com a imprensa não. Já demonstrou ser um MACHO (não gosto muito do termo, é só retórico) elogiável quando não se rendeu às pressões de um judiciário descompromissado com as questões populares. Vida longa a um governador que enfrenta de peito aberto as forças reacionárias de uma sociedade que clama por mudanças!

  11. Comentou em 23/02/2006 Fabiano Ross

    O caso envolve o maior grupo de comunicação do Estado, e o Governador pode-tudo do Paraná. Acho que o OI deveria procurar o foco mais amplo dessa questão: resgatar um pouco do passado dessa briga toda…que é já é conhecida de mandatos anteriores…e não somente a dimensão ‘jornalística de classe’. SDs

  12. Comentou em 23/02/2006 Joao santana´

    Olha, quem conheceu o (….) do Jaime Lerner, que (….) a ponto de não poder sair na rua sem ouvir o grito ‘pega ladrão’, sabe que a imprensa então chapa-branca da capital era conivente com ele. Exageros à parte, Requião tem razão.

  13. Comentou em 23/02/2006 JANES rodriguez

    Vamos ser sinceros aqui nesse OI: a Gazeta do Povo é tudo menos do povo. É da alta burguesia curitibana, muito bem retratada em livro pelo professor Ricardo Oliveira, em O silêncio dos vencedores. É da Opus Dei e dos interesses da direita mais atrasada do estado também mais conservador do Brasil. Movimento social no Paraná é historicamente tratado como inimigo da ‘ordem’,claro da ordem feudal. A Gazeta faz parte do pequeno grupo da imprensa regional que controla a (des)informação da população. E mesmo não morrendo de amores por Requião e concordando que ele faz uso político da TV Educativa, não conseguimos ficar com peninha da Gazeta porque também é verdade que ela foi cúmplice de todos os crimes cometidos contra a população deste estado ao longo dos tempos, amém. E mais: pergunto aos bravos jornalistas que escrevem para o OI: a TV Educativa de São Paulo é diferente nas mãos do PSDB? Aquela entrevista com o FHC e o silêncio do Markun diante da provocação do Roberto Jeffrerson, mais o tal Machado, que é ligado ao PSDB, faz muito diferente? Aí tem a Band fazendo a campanha do Alckmin faz tempo… mas isso é outra história. Requião não é santo, mas se a Gazeta não consegue angariar apoio popular é porque o povo não é tão bobo… Depois de tanto tempo de conluio desse jornal com os poderosos do Paraná, sendo ela mesma parte deles, não estranha que tanta gente concorde com Requião.

  14. Comentou em 23/02/2006 adir colombo

    Realmente Requião não tem qualquer diplomacia! Mas, por outro lado, boa parte de sua ira não vem gratuitamente. A Gazeta do Povo é mestra em provocá-lo. Por outro lado, os demais jornais (Estado do Paraná, Gazeta do Paraná, etc.) são ‘a voz oficial’ do governador. Em suma, estamos perdidos! Nenhum dos dois lados é formado só de anjos!

  15. Comentou em 23/02/2006 Rui Amaro Gil Marques

    O que esta acontecendo no Paraná entre o governador Requião e algumas empresas jornalísticas também acontece no país todo e também no mundo. E isso acontece porque, na verdade, não existe a tão propagada liberdade de imprensa, mas isto sim a liberdade de empresa de comunicação. Se o profissional, jornalista, fotógrafo ou um outro, tenta fazer o seu trabalho de forma séria e honesta, informando a população e investigando de forma imparcial e independente, ele logo é posto na lista negra dessas empresas, demais empresários e governos. A imprensa brasileira, assim como as outras, é refém do poder econômico, seja governamental ou não. Infelizmente é assim. Outro exemplo que posso dar é como a Gazeta do Povo, outros jornais, empresas de rádio e televisão agiam de forma complacente com as denuncias de corrupção (todas provadas pelo Ministério Público) contra o governo de Jaime Lerner, que praticamente entregou as estradas do estado aos pedágios e aos interesses econômicos de grandes grupos empresariais. Até o secretário de Segurança Pública de seu governo era membro do crime organizado. Mas a maior parte da imprensa livre preferiu a manipulação ou a simples omissão frente aos crimes praticados contra o Paraná por Lerner e seu grupo. Felizmente ainda temos profissionais que não se curvam ao poderosos, caso contrário estariamos perdidos.

  16. Comentou em 23/02/2006 firmino ribeiro

    Caro Mauro, mais uma vez peço desculpas sobre o comentário. Desconhecia o fato, mas quis apenas brincar, sem nenhuma intenção de agredir quem quer que seja. Aliás, é extremamente saudável essa discussão sobre a imprensa e que as pessoas dêm sua opinião a respeito. Mas note, nós, aqui no Paraná, quando queremos saber o q se passa de verdade no estado geralmente temos de recorrer a jornais de fora. Pois, nao sei se vc se lembra, quando o painel da Folha de S. Paulo fez críticas ao então governador Alvaro Dias, a Gazeta do Povo, que reproduzia a seçao daquele jornal, simplesmente censurou o comentário. O que gerou protesto do ombudsman daquele jornal. Mas não é só a Gazeta nao. É bom lembrar que o jornal do Sr. Paulo Pimentel [Tribuna do Paraná] é claramente alinhado ao governo Requião. Ou seja, estamos num mato sem cachorro, nós, os leitores. Ambos me causam engulhos. Portanto, não faço parte da guarda pretoriana do governador, não dependo desse cidadão para nada, apenas constato o fato de que não há nenhuma objetividade na apuração dos fatos, tanto a favor como contra o governo de plantão. É bom lembrar, falando a respeito de agressao aos jornalistas, que no tempo do Sr. Lerner et caterva, o então ex-governardor Ney Braga agrediu, ou quase, um jornalista, apenas porque este lhe fizera uma pergunta que não fora do seu agrado.

  17. Comentou em 23/02/2006 firmino ribeiro

    Quando é que houve críticas da imprensa ao governo Lerner por parte da Gazeta do Povo. Please, me mostrem que eu dou um sorvete. Os caras depenaram o Estado, sem falar no caso Paulich em Maringá, quando nao deram uma linha sequer! Quanto a patrulhamento, é brincadeira. Ou aqui é um site de mão única. Esclareço, nao gosto do governador, e concordo que ele seja grosseiro, sim. Mas isso nao encobre o fato de que a imprensa do Paraná seja tendenciosa. Quanto à brincadeira da raçao, peço desculpas, mas não resisti. É claro que há profissionais no jornalismo, e é saudavel que as pessoas exponham suas opiniões. Mas por favor, sem essa de patrulhamento. Se é pra ser a favor sempre, fiquemos com a leitura das colunas sociais.

  18. Comentou em 23/02/2006 Roberto Filho

    Não é difícil encontrar seguidores de Requião… Basta que seu líder seja criticado e sempre surgem às dezenas denunciando ‘complôs’ e ‘persegições’ contra o governo. Na época em que Lerner ou a oposição a Requião governavam o estado, criticas identicas eram interpretadas como censura por parte do governo, quando não com o super clichê rótulo de ‘fascista’. Quando Requião está no governo, aí não, aí qualquer crítica por parte da imprensa é perseguição política das ‘elites’ (como se Requião não fosse parte delas) e mentiras contra o ‘ótimo’ desempenho de Requião no estado. A verdade é que esse caudilho paranaense, não muito diferente dos demais caudilhos populistas que mandam na política brasileira, não tem qualquer respeito pelos mais elementares princípios da democracia. Muito mais um empecilho para o projeto de poder pessoal do governador que qualquer outra coisa. Agressões verbas, e até físicas contra jornalistas, lamentavelmente, não são raras em nosso estado partindo do nosso governador, que parece ter, no trato com as pessoas, e no respeito para com repórteres que exercem suas profissões um nível de educação vergonhoso para quaisquer padrões, quanto mais do que se espera de um ocupante de um alto cargo público da nação. Requião não gosta de liberdade. Menos ainda se é usada para que as pessoas se expressem por meio dela. Menos ainda, se for para se expressarem contra ele.

  19. Comentou em 23/02/2006 marcia kiel

    O rapaz do Rio Grande do Sul não deve saber do que está falando. Em matéria de manipulação o Zero Hora é mestre. Aliás, não há jornalistas mais, o que há são funcionários bem pagos pelos seus donos. Jornalismo era coisa de Claudio Abramo, Samuel Wainer, coisa antiga…

  20. Comentou em 23/02/2006 firmino ribeiro

    Vamos parar com essa história de que o Requião persegue a imprensa. Ele é que é perseguido. Chamar esses piratas de jornalistas é que é de matar.

  21. Comentou em 23/02/2006 firmino ribeiro

    Pelo menos o governador do Paraná tem a coragem de dizer o tipo de imprensa que atua (conspira) no Estado. Imprensa de fancaria. Mentirosa, sim. Quanto à boutade sobre a raçao, ele ainda foi generoso, pois a Bonzo até que é uma boa marca…

  22. Comentou em 23/02/2006 Júlio Ottoboni

    Caro Mauro, um dos ´patrulheiros´ do sr. Requião já se manifestou por aqui também. Pelo visto, com a listagem de fatos destacados no tratamento do governador com a imprensa, o psicólogo possa fazer algum aconselhamento psicológico ao político de como se relacionar com o meio social de maneira, no mínimo, civilizada e saudavelmente produtiva. Espero que consiga isto, pois a virulência dos ataques deste mesmo reclamante ao meu artigo-depoimento na edição passado do OI me abriu uma nova perspectiva de avaliação do quadro em questão: o problema pode estar realmente centrado em fatores ligados a sanidade mental.

  23. Comentou em 22/02/2006 Ademir Peruzzolo

    Se a gente apenas prestasse atenção antes de votar, certamente, esse tipo de doido ficaria em lugar mais digno de sua capacidade mental. É inacreditável que todas essas atitudes se mantenham práticamente desconhecidas do público.

  24. Comentou em 22/02/2006 jose luiz ribeiro silva

    A matéria traz sérias acusações contra o governador do Paraná. Estranho é que não se tenha ouvido o outro lado, apenas o lado dos jornalistas. ninguem do governo foi procurado para comentar as acusações e nem do PMDB do Paraná.

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