Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Só Jefferson tem credibilidade?

Por Mauro Malin em 09/05/2006 | comentários

Escreve o leitor Celio Mendes, de Vitória:


‘É engracado, quando Bob Jeferson revelou o mensalão, se tornou a figura mais crível da mídia. Um simples gesto do seu polegar virava indício grave contra o acusado. Quando confirmou a lista de Furnas, como por encanto sua palavra parou de ser levada a sério, sendo de dentro ou de fora do PT, quando é contra o governo é verdade, quando é contra a oposição ‘temos que ter uma atitude mais responsavel e apurar melhor os fatos não podemos prejulgar’. Desse jeito fica dificil de acreditar na imparcialidade da mídia.’


Comentário ao comentário:


A mídia não é imparcial. É facciosa. O que se pede é que não fraude, não deturpe, não brigue com os fatos, não se deixe instrumentalizar, busque isenção profissional.


Na minha visão, o valerioduto é uma linha paralela ao ‘dimasduto’, que passa por Furnas. Mas a mídia se esqueceu de Dimas Toledo porque ele nunca abriu a boca. Roberto Jefferson, que era um pró-homem da base aliada do governo Lula, e creio que nunca se deve perder isso de vista; Jefferson, a quem José Dirceu e não me lembro mais quem foram pedir para retirar a assinatura de convocação da CPI dos Correios, abriu a boca para não ser trucidado sozinho. E teve relativo sucesso. Dimas Toledo caiu de Furnas em junho de 2005 e tudo o que quer, suponho, é que se esqueçam dele.


Os esquemas de financiamento de todas as campanhas são semelhantes. Passam por empresas estatais, envolvem empresas privadas – essas exigem contrapartidas, claro -, beneficiam partidos e parlamentares. Em alguns partidos, que só existem para apropriação privada de bens públicos, esses recursos espúrios são embolsados exclusivamente por indivíduos. No PT o eixo era e é a inserção política. Mas, para muitos petistas atuais, essa inserção serve não para fazer política em prol de uma causa, e sim para galgar posições em governos, fazer relações, tirar proveito. Infelizmente, porque isso iguala o PT, nascido de uma luta importante na história do Brasil, a partidos nascidos em circunstâncias muito distintas.


Uma desgraça que poderá acontecer no país será a naturalização dessa relação nada cívica com o Estado. Aconteceu na Venezuela, de modo generalizado, e deu no que deu. 

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  1. Comentou em 09/05/2006 Marco Antônio Leite Costa

    O Bob Jef não passa de um ator canastrão. Durante os vários anos que foi deputado sempre esteve envolvido direteamente com o poder Central. Esteve ao lado dos militares, Collor de Mello, Itamar, ACM, Lulla, entre outros majorengos do pedaço do bem bom. Toda esta gente, de uma forma ou de outra estiveram ou estão dentro do esquema do famoso jabaculê. Desta forma, não existe inocente nesta história de corruptores e corrompidos, todos são capim do mesmo mato. Esta turma não quer deixar de pastar e mamar nas tetas da ‘democracia’.

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