Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Sorte da repórter, azar do juiz

Por Luiz Weis em 30/08/2007 | comentários

Como a beleza de que falava Vinicius, sorte, na vida, é fundamental. A sorte de estar no lugar certo na hora certa permitiu à repórter Vera Magalhães, da sucursal da Folha em Brasília, ouvir palavras que renderam a manchete da edição de hoje no jornal:

“Supremo votou com a faca no pescoço, diz Lewandowski”.

Lewandowski, o quinto ministro nomeado por Lula para o STF, foi flagrado trocando e-mails de duvidosa adequação com a colega Cármen Lúcia, no primeiro dia do julgamento preliminar do mensalão.

Ele insinuou que o colega Eros Grau iria votar contra a abertura do processo pedido pelo procurador-geral da República, em troca da indicacão, afinal consumada, do juiz Carlos Alberto Direito para a vaga aberta com a aposentadoria antecipada do ministro Sepúlveda Pertence.

Nos dias seguintes, Lewandowski foi quem mais divergiu do relator Joaquim Barbosa, o qual, salvo numa ocasião, fechava com o procurador. Dois dos seus 12 votos contrários se referiram ao acusado José Dirceu. Se dependesse do dissidente, por exemplo, o ex-ministro não seria processado por formação de quadrilha, como decidiram os outros nove julgadores.

Lewandowski é um juiz azarado – ou descuidado, como se queira. Na sala de sessões do Supremo, não se deu conta de que a câmara do repórter fotográfico Roberto Stuckert Filho, do Globo, focalizava a tela de seu notebook enquanto digitava.

Num restaurante de Brasília, anteontem à noite, horas depois da última sessão do STF dedicada ao mensalão nessa fase inicial, não se deu conta de que um – no caso, uma – jornalista ouvia o que ele descuidadamente dizia ao celular a um certo Marcelo, numa conversa de cerca de 10 minutos, enquanto passeava perto das mesas na área externa do restaurante. Numa delas estava a repórter da Folha.

Várias vezes ele disse ao interlocutor que não tivesse dúvida de que o desfecho do julgamento foi influenciado pela divulgação da troca de e-mails.

Segundo a jornalista, ele assegurou que “a tendência era amaciar para o Dirceu”. [O verbo, que não se imaginaria ouvir da boca de um membro da mais alta corte de Justiça do país, é tão revelador quanto o tom impróprio dos seus e-mails com a ministra Cármen.]

Depois do flagra do Globo – esse o raciocínio do ministro -, “a imprensa acuou o Supremo”, que votou “com a faca no pescoço”.

Na matéria de Vera Magalhães, lê-se ainda que Lewandowski afirmou que, para ele, “não ficou tão mal, todo mundo sabe que eu sou independente”.

Mas a atenta repórter não deixou de registrar que a alegada independência não seria ilimitada. Ele “deu a entender” que poderia ter contrariado o relator em outros pontos, não fosse a pressão da mídia. “Eu estava tinindo nos cascos”, declarou, para quem quisesse ouvir.

O leitor interessado na inside story do julgamento deveria cotejar as avaliações de Lewandowski com as que o repórter Leonêncio Nossa garimpou no Supremo de fontes que quase sempre pediram anonimato, para a matéria “Racha no STF só foi superado no 2º dia”, com o sub-título “No início, ministros se dividiam em 3 grupos; consistência da denúncia e trabalho do relator produziram convergência”, no Estado de hoje.

O trecho mais importante [apesar das imprecisões]:

“O problema não era o clamor popular, ponderou um ministro, que atribuiu mais [o quê?] à envergadura do episódio do mensalão, que, segundo ele, expôs diante dos holofotes a posição de cada ministro. Um assessor lembrou, ainda, que no episódio ficou evidenciada a força da TV Justiça, assistida por setores ‘sensíveis’, como estudantes de direito e jueizes de primeira instância. Para ele, os ministros não estariam preocupados com a imagem do Supremo, mas com a própria biografia – e por isso foram bem além [do quê?] nas considerações jurídicas. ‘Alguns votos foram proferidos com tintas fortes’, afirmou abertamente o ministro Marco Aurélio [de Mello].”

O mesmo repórter descobriu que o ministro Eros Grau confirmou a colegas que vai interpelar Lewandowski pela suspeita que levantou contra ele nos e-mails. “Segundo um ministro”, diz o texto, “ontem ele voltou a criticar Lewandowski e deixou claro que exige mais que uma retração pública, embora ainda estude a forma de interpelação.”

Os jornalistas mais familiarizados com o temperamento de Eros Grau sabem que ele não é de falar à toa.

***

Os comentários serão selecionados para publicação. Serão desconsideradas as mensagens ofensivas, anônimas, que contenham termos de baixo calão, incitem à violência e aquelas cujos autores não possam ser contatados por terem fornecido e-mails falsos.

Todos os comentários

  1. Comentou em 02/09/2007 Paulo Bandarra

    Caro Marceneiro JOSE RONALDO GONÇALVES, Weis não respondeu, mas eu vou lhe responder. A Cicarelli manter relações sexuais em público, ministros (Servidores Públicos) em audiência pública trocarem mensagens indecorosas, ou falar alto em restaurantes para que todos tenham que agüentar a sua fala (veja que em inúmeros locais públicos já é até proibido atenderem celulares) não mostra invasão de privacidade, mas o contrário, a invasão do espaço público para atitudes que deveriam ser privadas! Mas causa espécie mais uma vez que a indignação seja para quem relata o que ouviu em público, e não o que confessa coisas indecorosas! Pela sua lógica, estupros privados devem ser respeitados e documentá-los seria invasão de privacidade! Veja que toda esta quadrilha veio a público a partir do apadrinhado do Roberto Jefferson, Maurício Marinho, flagrado em vídeo recebendo propina! Na sua opinião deveria tudo ter ficado como estava para proteger a privacidade dos criminosos! Não devemos procurar saber o que fazem nossos servidores públicos, e quais valores os mesmos possuem! Após assumirem seus cargos, eles podem passar apenas a gerir seus interesses privados nas coisas públicas!

  2. Comentou em 01/09/2007 JOSE RONALDO GONÇALVES

    Sr. Weis: Podemos gostar ou não, mas uma das coisas + importantes deste mundo è nossa privacidade. Nosso livre arbítrio. A possibilidade de se falar e fazer em privado o que se nos der na telha. Esta é uma regra aceita e seguida por todas pessoas normais: os respeito ao individual e privado.
    Costuma-se ver, em filmes, a justiça anular uma causa ou julgamento devido à provas obtidas por meio ardiloso e/ou desoneste. Não sei se é Lei. Mas deveria. Sem entrar no mérito, pois tudo que é obtido por meios escusos é nulo, nos nos resta apreciar o carnaval que se faz em cima de informação roubada e a quantidade e qualidade das pessoas que corroboram e apoiam a atitude dos que as obtiveram. A coisa vai mal…
    Apoair atitudes como esta é como a antiga prática de se absolver o estuprador, imputando culpa à vítima, por ser boazuda e usar decote…
    Gostemos ou não a imprensa está prestando um desserviço ao País, disseminando tais atitudes como se morais fossem. Nesse ritmo voltamos ao vale-tudo. Ao faroeste.
    Aos apoiadores espero que um dia não sejam vítimas desse tipo de ‘reportagem’ algum dia. Pois que, dizem, ‘Pimenta no dos outros é refresco’.
    No mais, não tou nem aí! Supremo p´ra mim, só de frango!.
    Saudações

  3. Comentou em 01/09/2007 Paulo Bandarra

    Pois caro Serv. Púb. Gustavo Morais, cada qual pode acreditar no que quiser, até que sofás são motivadores de adultérios, ou a mídia, de diálogos em telas de computadores! Mas como o ministro não negou até agora que não tenha dito, e está coerente com as suas observações e comportamento (não foi a mídia que prometeu processá-lo por falta de caráter), me parece que é mais coerente acreditar nas suas falas do que acreditar que foi mais uma vez tudo inventado, e que Marcos Valério nunca existiu! Você não foi testemunha para esta arrogância toda. Tanto que o mesmo, Lewandowski, de que ninguém ouvira falar até as trocas de e-mails indecorosos, (fotografados ou foi montagem?) aceitou a acusação de formação de quadrilha para Delúbio e Marcos Valério (aquele que não existe) e negou para os chefes, José Dirceu e José Genuíno (o genuíno banana?)! Uma quadrilha que não existiu mas ao mesmo existiu sem chefe! Presidentes de partidos, Chefes de Casa Civil e Ministros são para mandar fazer, e não para que as coisas aconteçam sem ordem por pessoas de fora! Não há como escapar a não ser aproveitando os crentes no Lulismo redentor!

  4. Comentou em 31/08/2007 Ivan Moraes

    E o historico de decisoes do FUTURO JUIZ DA SUPREMA CORTE esta… aonde mesmo? Porque nao esta na internet? Porque so favorece ricos e poderosos? AONDE ESTA o historico de decisoes? Eu estou com cara de quem vai desistir? Pode tirar o cavalinho da chuva, Weis!(:-)

  5. Comentou em 31/08/2007 Gustavo Morais

    O Sr. Paulo Bandarra, que, forçosamente, avalizou e manifestou satisfação com o Governo Lula noutro espaço (Imprensa não faz a crítica do Capitalismo), tal qual o português traído da sua parábola, não está sabendo avaliar corretamente a situação. A relação entre a mulher do português e o padeiro pode ser considerada imoral e, embora condenável, não constitui crime. Entretanto, valendo-se daquele exemplo, evidentemente, a mídia não é vítima e nem testemunha denunciativa, e sim uma odiosa proxeneta, numa conduta que além de imoral é criminosa. Absurdamente, nesse caso, notadamente, a mídia além de proxeneta é uma pervertida prostituta pregando castidade, havendo uma infinidade de “portugueses” que acreditam nela, gostando de serem enganados.

  6. Comentou em 31/08/2007 Alexandre Carlos Aguiar

    Há algo de podre no reino de Lewandowski. E, com certeza, com fortes ligações com o jornalismo ‘marronzista’ (como diria Odorico Paraguaçu em Sicupira). A bem da verdade, esse país só começará a ter uma DEMOCRACIA SÉRIA quando se fizer uma CPI da imprensa e quando os jornalistas forem submetidos a um conselho de classe. Igual a qualquer mortal profissional que anda por aí. Ou então demitam-se juízes, deputados, senadores e homens do executivo e instalem a imprensocracia. Aliás, estamos quase lá.

  7. Comentou em 31/08/2007 DANIEL PEARL

    Luiz Weis, não acredito na repórter da Folha de São Paulo, Vera Magalhães. Concordo com o jurista Dalmo de Abreu Dallari que diz ‘ela reproduz todo o diálogo, ela dá os argumentos da outra pessoa com quem falava o ministro, tira conclusões. É espantoso, essa repórter tem poderes mediúnicos. Na verdade isto é uma invencionice. Acabo de ler isso, fiquei indignado.’ É necessário que o Observatório da Imprensa converse com o o ministro Ricardo Lewandowski para saber a outra versão. Jornalismo deve ser encarado com seriedade, imparcialidade e sem paixão partidária, o que lamentavelmente vem ocorrendo no momento, e a Folha de São Paulo já tem um lado: ANTI-LULA. Jornalismo não uma central de fofocas. Um abraço, Daniel Pearl – editor do blog Desabafo País.

  8. Comentou em 31/08/2007 Toni Ferro Ferro

    Que a mídia fez de tudo para garantir o indiciamento (isto mesmo, indiciamento, e não condenação) dos envolvidos nomensalão, qualquer pessoa sabe. O grave é a confissão de um ministro do STF. Onde é que nós vamos parar? Tem mais: o Min.Marco Aurílio declarou à TV que o comentário do colega aconteceu mas: ‘eu não sei… eu não posso julgá-lo…). Então quem pode julgar uma situação grave dessas? O Papa? A ONU? o tribunal de HAIA? os tribunais do regime TALEBAN? Tenham paciência! estamos sem proteção! é ditadura da mídia, sim! Os ministros do STF estão todos desligitimados e um deles é réu confesso! deviam renunciar, todos!

  9. Comentou em 31/08/2007 Gustavo Morais

    O Sr. Bandarra, que, forçosamente, avalizou e manifestou satisfação com o Governo Lula noutro espaço (Imprensa não faz a crítica do Capitalismo), tal qual o português traído da sua parábola, não está sabendo avaliar corretamente a situação. A relação entre a mulher do português e o padeiro pode ser considerada imoral e, embora condenável, não constitui crime. Entretanto, valendo-se daquele exemplo, evidentemente, a mídia não é vítima e nem testemunha denunciativa, e sim uma odiosa proxeneta, numa conduta que além de imoral é criminosa. Absurdamente, nesse caso, a mídia além de proxeneta, em verdade, é uma pervertida prostituta pregando castidade, havendo uma infinidade de “portugueses” que acreditam nela, gostando de ser enganados.

  10. Comentou em 31/08/2007 Jose de Almeida Bispo

    Não, meu caro italo dueck, tec. telec. (campo grande/MS), os veículos midiáticos, imprensa inclusive, não querem de volta as contas de publicidades. Isso eles nunca deixaram de ter. O que eles querem é o direito de fazer o que faziam; Fechar um contrato de três vezes para o Jornal Nacional e passar uma vez no Corujão (no caso da Rede Globo, por exemplo) Sabes quanto custa meio minuto no Jornal Nacional? Sabe quantas vezes no Corujão dá o valor de uma única vez no Jornal Nacional? Sabe quanto vale uma página ímpar da Folha de São Paulo, aí pela quinta ou sétima página, no primeiro Caderno? Sabes o quanto é bom só publicar a propaganda oficial tabelada pela hora da morte e sem desconto nenhum quando não conseguir arranjar nada para o espaço, e ficar por isso mesmo? Sabe o que significa jornalismo para um profissional que se não deixou seduzir por off-roads e coberturas em praias paradisíacas, e a turma da contabilidade de um jornal, preocupada apenas com os resultados financeiros? Sabe o que significa a palavra extorsão, confundida com a palavra jornalismo? Já ouvistes falar em mundo do “faz de conta”?

  11. Comentou em 31/08/2007 Marcelo Ramos

    Alexandra Garcia, uma leitura possível (pode haver muitas) para esse episódio (com o juiz que fala e escreve demais) é a seguinte: confirmar publicamente que a estratégia utlizada pelo grupo Globo deu resultado. Demonstração de poder. Nessa vida pública que envolve política, magistratura, senadores, deputados, tudo diz respeito ao poder. E também é outra forma de os grupos de influência não tão ocultos mostrarem como agem.

  12. Comentou em 31/08/2007 Fabiana Tambellini

    No momento em que o país comemora a denúncia dos 40 mensaleiros, a imprensa opta por uma campanha de desmoralização do STF invadindo computadores e telefones pessoais. Dirceu adorou. Sinceramente, acho que a Folha pisou na bola com esse sensacionalismo. Assisti muitos trechos do julgamento, os juizes, o relator e o procurador foram contundentes, não tinha como sair outro resultado dali. A imprensa fez uma cobertura tão boa do mensalão e agora faz essa cobertura lamentável do julgamento no STF, é como vejo.

  13. Comentou em 31/08/2007 Henry Fulfaro

    O episódio é duplamente lastimável. A uma, porque a imprensa não pode usar do poder de exposição ou publicidade (diálogos via eternet) para intimidar ou coagir as pessoas. A duas, porque é mais lamentável, ainda, para os lados dos que se deixaram levar pela pressão da mídia, e não adianta virem a público, agora, para dizerem que não se sentiram com a corda no pescoço. Sentiram-se, sim! Senão todos, ao menos alguns – O Lewandovisky está lá dentro, conhece os seus pares, e se disse que outros votariam como ele no caso do Zé Dirceu (se por convicção ou troca de interesses, pouco importa), então não resta a menor dúvida de que alguém amarelou na hora H. Basta ter em mente que o procurador geral da república se limitou a repetir, feito papagaio, a tese do Roberto Jefersson, segundo a qual o grande chefe, a eminência parda de todo esquema, era o Zé. Portanto, se cai a acusação de formação de quadrilha cai o resto (daí o ´amaciar´), pois que raio de bando de mensaleiros seria esse sem cabeça, chefe ou comandante?!

  14. Comentou em 31/08/2007 Lau Mendes

    Sr.Weis que dureza. O Brasil deve ser o único país que celebridade BBB tem mais direito a processar invasão de privacidade que um alto agente público mesmo que a invasão seja patrocinada por “sortuda” com ‘instintos deologicos aguçados”. Mas penso que se merecem. A CPMI acabou faz tempo mas tanto “julgadores”quanto à mídia continuam agindo como se ela fosse realmente a do “fim do mundo”.

  15. Comentou em 31/08/2007 Alexandra Garcia

    De acordo com o que foi publicado era só o ministro e a jornalista, de modo que ele poderia ter negado o que ela publicou; dito que não falou, que não foi bem assim, etc. Seria a palavra de um contra a palavra de outro, e se ele negasse, veementemente, certamente deixaria a jornalista com o mico na mão. Mas não fez isso, por onde se conclui que ele quis assim, ele quis ‘usar’ a imprensa para causar alguma coisa. O que exatamente, ainda não ficou claro, mas o que ficou evidente, até aqui, através da troca de bilhetes via eternet, é que o STF está dividido em grupinhos, em turminhas, tal qual uma classe de adolescentes do primeiro grau. É a Hellen, o Mello e não sei mais quem de um lado, de outro o Lewandowisky e Carmem, o Eros e o Gilmar noutra ponta, entre os dois grupos o Peluso fazendo birra, enfim, um perfeito Jardim da Infância. Se essa é a mais alta corte do país, de onde seria justo esperar a perfeita e equilibrada aplicação do direito, e se pelo menos um dos juizes que participou do julgamento revela que votou daquele jeito porque foi pressionado, então a conclusão a que eu chego é a de que estamos fritos e irremediavelmente enfarinhados…

  16. Comentou em 31/08/2007 Calypso Escobar

    Uma borrasca no buraco craniano de Weis e Leitão.Educação é bom de se ter,agora curvar-se para ouvir o falatório da mesa seguinte é,demasiadamente deselegante,pelo visto é dessa fórma que jornalista ganha sua ‘propina’. Louvas; por aquí todo é válido.Vai vir a hora de freguentar um lugar público com família,namorado,amante e amigos usando certas vestimentas secretas e concretas à prova de cimento na bôca.É sabido que as linguagens estão espelhadas em diferentes ‘palavras’ para encobrir uma verdade e entendida,só, por eles. Novo dicionário será lançado,posteriormente a quem se interessar.Grata

  17. Comentou em 31/08/2007 ubirajara sousa

    Sr. José Carlos, estudante, RJ, já que o senhor pediu: elementar, meu caro Watson!

  18. Comentou em 31/08/2007 Carlos N Mendes

    É, não tem toga que encubra a natureza humana…

  19. Comentou em 31/08/2007 Luiz Carlos Bernardo

    Luiz Weis, devo concordar que o ministro Lewandowski não andou bem, isso para utilizar uma figura de linguagem. Na verdade, ele ‘pisou na bola’, não só ao afirmar que o ‘Supremo votou com a faca no pescoço’, como também, e principalmente, quando deu a entender que a tendência era ‘amaciar’ para o José Dirceu. E mais, que os votos foram agasalhar a vaidade de cada um, pois tinha estudante de direito e juízes de primeira instância acompanhando o longo julgamento para receber ou não a denúncia contra os envolvidos no famigerado mensalão.

    Se for verdade tais assertivas é algo de devemos nos preocupar seriamente, pois se os ministros da corte suprema do país (ou alguns deles) pensam assim ‘pequeno’ e têm esse posicionamento, de fato, o Brasil está sem controle, tanto quanto os trens que se acidentaram no Rio de Janeiro. E isso é deveras preocupante, para continuar usando figura de linguagem.

  20. Comentou em 31/08/2007 João Carlos Onelli

    Pra mim toda essa sequência de acontecimentos é muita coincidência. Parece um script de novelão das dez. Da globo.

  21. Comentou em 31/08/2007 Nelson Efraim

    Depois de alguns comentários, o que dizer? A Justiça tarda, mas não FOLHA.

  22. Comentou em 31/08/2007 italo dueck

    Se foi indicado pelo Lula explica toda a perseguição da Imprensa, assim como explica todo acobertamento as biografias de PSDBistas e DEMos. A TV e o Jornal querem as verbas do governo de volta, mesmo que para isso tenham que trocar o governo, nas barbas da maioria miserável que hoje ao menos conta com programas sociais.

  23. Comentou em 31/08/2007 Paulo Bandarra

    O que descobrimos em certos comentaristas é a história do português que chegou em casa e pegou a mulher no sofá com o padeiro. Assim que pode, vendeu o sofá! Assim se comportam os indignados com a imprensa. Não é o fato imoral que lhes preocupa, mas o mesmo ser revelado pela imprensa! A mídia que é culpada pelos crimes revelados e falta de ética mostrada das pessoas , não as pessoas em si descobertas!

  24. Comentou em 31/08/2007 cid elias

    Ok Luiz, desculpe, mas é que este cabra ameaçou me processar porque eu descobri uma doção dele a um candidato do PPS, ex-prefeito pelo psdb, sabidamente processado por corrupção e improbidade. Até então ele se dizia ‘sem vínculos políticos’ e coisas do gênero. Foi mal…abrç cid(tentei responder através do teu e-mail mas deu erro)

  25. Comentou em 31/08/2007 José Carlos

    O que o ministro Lewandowski disse sobre ‘a tendência era amaciar para o Dirceu’ faz todo sentido se relacionarmos essa fala com a conversa que ele teve com a min. Carmen, capturada pelos fotógrafos do ‘O Globo’……..vamos relembrar:

    Carmen esclarece: ‘Vou repetir: me foi dito pelo Cupido que vai votar pelo não recebimento da den. [denúncia] entendeu?’
    O ministro responde que compreendeu. E comenta: ‘Ah. Agora, sim. Isso só corrobora que houve uma troca. Isso quer dizer que o resultado desse julgamento era realmente importante [cai a conexão do computador]’.

    Ora, primeiro a conversa acima dá a entender que havia uma troca acertada envolvendo o resultado do julgamento. Segundo, o min. Lewandowski menciona que a tendência era amaciar para o Dirceu. É só ligar um fato ao outro. Estava acertado que o STF iria livrar a cara do José Dirceu, mas, para infelicidade dele, a divultação dos e-mails pela mídia fez com que o plano tivesse que ser abortado. Simples, não? Ou alguém tem outra interpretação para a troca e amaciamento mencionados?

  26. Comentou em 31/08/2007 Antonio Maroja Limeira

    Esse é um dos motivos, pelo qual eu admiro profundamente O Observatório da Imprensa, a sua imparcialidade inteligente. Como cidadão Brasileiro, rogo sempre a Deus que de a chance ao nosso País e ao seu povo a possibilidade de ver sasciada a sua fome maior que é a de Justiça. Que o mensalão existe ou existiu, isso é um fato! Graças a Deus o STJ é composto de 10 Juízes, mesmo que haja pluralidade de opiniões, espera-se sempre que a maior instância do poder Judiciário no Brasil, não seja corruptível, pois os salários que eles recebem do povo é bastante compensador para manterem dignidade em seus respectivos cargos de MINISTROS MAGISTRADOS. O resultado não poderia ser diferente, apesar dos corruptores. A Justiça Divina, é infalível, pode até tardar, MAS NÃO FALHA!

  27. Comentou em 31/08/2007 Lica Cintra

    Weis, o assustador nessa história é que vocês jornalistas estão legitimando o ‘big brother’ como um método de jornalismo, na maior, sem questionamento. Gostaria muito de ver como reagiriam se telas de computadores, conversas das reuniões da redação dos jornais ou conteúdo de telefonemas pessoais de jornalistas fossem divulgados… Em minha avaliação o que Vera Magalhães fez foi jornalismo caça-níqueis, só para vender jornal. E concordo com quem disse que a reportagem não apresentou nenhuma novidade porque o STF não paira acima da política.

  28. Comentou em 31/08/2007 Eduardo Panda

    Não vejo mal algum na troca de emails entre ministros. Se não for na hora da votação eles se compõem nos bastidores, ou será que isso nunca ocorre? Qualquer um que conhece o mínimo de como funciona um tribunal sabe que isto é normal. Trocam-se idéias, impressões, especulações de ordem técnica e política (nomeações, benesses, etc.). Ocorre que o Ministro foi imprevidente (será?), o que caiu como uma luva para a mídia golpista. O caso do celular também: mais uma vez o Lewandowski (imprevidente de mais, não?!) foi alvo de sua própria insensatez. Eu acredito piamente! Enfim, o governo não se alinhou com a mídia golpista (o proer da mídia não saiu como devia, ou simplesmente não saiu), está contrariando interesses de parte da elite brasileira (uma parte poderosa) e simplesmente não faz parte, ideologicamente, da turma que ‘sempre esteve aí’. Tome na cachola!. Embora distante, acredito que o Lula terá muita dificuldade de fazer o sucessor em 2010, e, sinceramente, ele e seu governo não estão fazendo muito esforço para reverte este estado de coisas.

  29. Comentou em 31/08/2007 Claudio Barbosa

    Que sorte da moça! Além de ter acertado o restaurante, sentou-se pertinho dp ministro e, com ouvidos atentíssimos, captou a manchete do dia seguinte!

    E eu que pensava que haviam encerrado as gravações do seriado ‘Agente 86’…

  30. Comentou em 31/08/2007 Eduardo Tenório

    O que nos salva de tamanha covardia é que ‘futricas’, como disse o amigo abaixo, não elegem mais ninguém. No máximo arranjam um segundo turno. Realmente há uma parte de futriqueiros, digo, da imprensa – aquela que fede – metendo a faca no pescoço deste Governo, mas há mais observadores do que o Observatório imagina. Observem o Alexandre Garcia no Bom dia Brasil. Hoje ele deixou-nos a entender que a culpa pelo acidente ferroviário na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, foi do Governo Federal. Só não mudo de canal porque é engraçado. Nada melhor do que começar o dia sorrindo.

  31. Comentou em 31/08/2007 Fábio de Oliveira Ribeiro

    Se a história for verdadeira, a jornalista merece um prêmio. Já os juizes que se deixaram influenciar pela mídia devem simplesmente PERDER O CARGO. O que se espera de um magistrado remunerado a peso de ouro é, no mínimo, que mantenha sua independência e exerça sua função com isenção de ânimo e motivado apenas pelo convencimento jurídico.

  32. Comentou em 31/08/2007 Paula Milkevicz

    E quem acredita numa suposta conversa que uma jornalistazinha ouviu e que a folha repercute como verdade? No caso dos grampos do STF, aí sim, era tudo verdade. Coitadinhos dos juizes que supostamente estariam grampeados e depois desmentiram ou mentiram mais ainda. Que falta de assunto e que jornalismo porco! Essa deveria ser a observação dessa imprensa pobre.

  33. Comentou em 31/08/2007 Cid Elias

    Grande Clerton, o cabra ‘apartidário’ que fez doações ao camarada do PPS (um ex-prefeito do psdb), mas, afirmou categoricamente tb ter feito doações ‘não oficiais´´ às campanhas de ‘vários petistas’! Nunca entendi porque ele se esquivou e jamais disse para quais petistas teria feito as tais doações quando foi questionado aqui no OI. Da mesma forma, ficou mal explicado o motivo do engenheiro nutrir tanto ódio pelos ‘petistas’, pois segundo ele, outrora os teve como ‘parceiros’ a ponto de ‘investir’ nas campanhas eleitorais destes. Certamente alguma coisa grave deve ter acontecido…

  34. Comentou em 31/08/2007 Paulo Pereira

    Não sei como sobrevivo, ainda, haja vista que “…sorte, na vida, é fundamental.”
    Sendo assim, não sirvo para ser repórter: além da falta de talento,não tenho sorte e detesto me meter na vida dos outros.

    P.S.: Os fotógrafos, do top top e da tela do computador, e a repórter-ouvinte deveriam jogar na mega-sena.

  35. Comentou em 30/08/2007 Nelson Efraim

    Sr. observador:
    Houve um tempo que ouvir uma conversa dessas poderia, no máximo, fazer parte de um esforço de reportagem, com o objetivo de construir uma história, confirmando-se as informações com o personagem em questão e até fazendo com que ele caísse em contradição.
    Pelo que parece, é hora de decretar a substituição dos repórteres pelos ‘detetives’ e ‘espiões’, que munidos da tecnologia disponível podem captar diálogos inteiros e fotografar flagrantes de fazer inveja a qualquer paparazzi. Aproveitemos também para acabar com o tal ‘off’ e com o ‘sigilo da fonte’, tudo em benefício do sensacionalismo imediatista.
    E os ‘Observadores’ da imprensa aplaudirão…

  36. Comentou em 30/08/2007 Fábio Carvalho

    Falando ao telefone num restaurante, o ministro deu azar e foi, sim, descuidado. A repórter é mesmo muito sortuda. E o que aconteceu nem de longe se compara ao procedimento de O Globo, cujo proceder foi antiético (a meu juízo): não faço com ninguém aquilo que não gostaria que fizessem comigo. Eu nunca facilitei a vida de entrevistados que espichavam o olho para o meu bloco de anotações, numa intromissão indevida. Eu me mudava de lugar, tapava as anotações com a mão, fechava o bloco e, no limite, pedia a gentileza de ter minhas anotações apenas para mim e que o resultado final de minha apuração seria lida no dia seguinte, por todos ao mesmo tempo. A publicação dessa bisbilhotagem grosseira é, no mínimo, coisa de gente mal educada. Se eu fosse o editor, não publicaria mesmo.

  37. Comentou em 30/08/2007 Felipe Faria

    Será que o celular do ministro estava grampeado?

  38. Comentou em 30/08/2007 Fabio Ribeiro

    Sr, Weis, o sr. disse que ‘Bastaria que dissesse ‘inocentar’ em vez de ‘amaciar’. De juízes se espera que absolvam ou condenam. Não que amacie.’. Gostaria de saber como, por exemplo, um ministro do STF deveria torcer por seu time ou até mesmo fazer amor. Se na intimidade – e quem está num restaurante está na intimidade de sua vida privada – um juíz tem que manter a fleuma, certamente o sr. deve ter normas de conduta para outras situações. gostaria de conhecê-las. São bem divertidas.

  39. Comentou em 30/08/2007 Ivan Moraes

    Eu ainda estou chorando por todos os olhos a respeito das tristes cancoes dos presentes supremos -dos quais 9 nao foram juizes- mas preciso de ajuda pra pesquiza: alguem pode me informar aonde achar online as ultimas 100 decisoes do futuro supremista -supremacista?- indicado pro Sarney? Isso qualifica como mais revelador pra mim. Ou eu estou suposto a abaixar a guarda e esperar justica, depois de 40 anos, do judiciario brasileiro, mas so se for contra a esquerda? Donos de media na politica, constituicao ornamental, e espionagem aberta nao contam?

  40. Comentou em 30/08/2007 Jose de Almeida Bispo

    O juiz Lewandowski está mais para o Delegado ‘Bruno Tem Que Sair no Jornal Nacional’ do que para Ministro do Supremo desajeitado, falando ao telefone num lugar repleto de escutas. Se for esse o ‘Furo’ prefiro ver receitas de bolo da vovó. Nem como ‘recado’ à mídia eu posso entendê-lo; já que me recuso a acreditar que alguém tão burro – a ponto de, mesmo investido de tal cargo, escolha mandar recadinhos público à imprensa – chega à Suprema Corte de Justiça brasileira. Isso é mais uma pimentinha no vatapá do ‘Estado Policial’ defendido por quem deu o golpe de 15 de novembro de 1889; quis dá-lo novamente em 1932 e agosto de 1954 e finalmente o conseguiu em 01 de abril de 1964, vulgo Revolução de 31 de março. Como os coleguinhas dele que resolveram “cair no conto” da Veja. História de joão sem braço. “Pensa que nóis é besta, é?”

  41. Comentou em 30/08/2007 Gil Santa Fé

    Só mesmo o fator sorte para explicar a inverossímil maneira como a jornalista captou o desabafo do ministro Lewandowski. Outras versões possiveis: a) grampo, b) Marcelo, o confidente, abriu o bico para a jornalista ou c) o ministro fez comentários em off e a jornalista divulgou de pronto e sensacionalistamente, em vez de analisar se houve ou não interferência da imprensa na decisão do STF, como seria o procedimento etica e jornalisticamente correto. O observador Weis apóia acriticamente, reproduz e amplia vícios da famigerada imprensa brasileira. Diante de tudo isto, acho até que o ministro, se realmente fez os comentários, está coberto de razão.

  42. Comentou em 30/08/2007 Clerton de Castro e Silva

    São tão ingênuos os Petistas que aqui comentam. Foi sem querer que Repórter ouviu a conversar do Ministro. Essa Repórter deveria ser fuzilada por ouvir a conversa do Ministro azarado. São ceguinhos mesmo.

  43. Comentou em 30/08/2007 João Motta

    Pois eu achei a matéria da Folha um ‘furo’ n´água. A reportagem não revela nada de novo. Apenas que juizes negociam, sofrem pressão, fazem política…mas sempre foi assim, qual é o ‘furo’? O STF acaba de fazer o julgamento que o país esperava e os jornalistas ficam brincando de ‘big brother’ fazendo de tudo para demoralizar os juizes. Jornalismo ruim. Quem está se beneficiando dessa campanha de desmoralização é o Zé Dirceu…irônico, não?

  44. Comentou em 30/08/2007 ubirajara sousa

    É fato que o ministro Lewandowski tem ligações estreitas com o psdb. Assim, seria estapafúrdia a hipótese de que estaria deixando vazar essas ‘informações’ propositadamente, numa tentativa de vincular o resultado do processo aos ditames do planalto e, assim, gerar a revolta na população? Não estariam os repórteres mancomundados com o distinto ministro? Não é muita coincidência os dois eventos envolverem repórteres diferentes, mas o mesmo ministro? Depois de tudo o que já vi, li e ouvi nesta minha pequena passagem pelo planeta Terra, nada, para mim, é impossível.

  45. Comentou em 30/08/2007 ITAMAR RODRIGUES TOSTES

    O MISNISTRO FALOU A PURA VERDADE. FICOU UMA SITUAÇÃO IGUAL AQUELA DO PAI QUE DISSE: ‘PODE POR QUALQUER NOME NA MENINA, DESDE QUE SEJA MARIA’. ESTAMOR ASSISTINDO UMA UNANIMIDADE, QUE SEGUNDO NELSON RODRIQUES É BURRA. QUANTO AO FURO JORNALÍSTICO, ACHO QUE É COBRA ENCOMENDADA PELO MINISTRO. O DESCUIDO FOI PROPOSITAL. ESTÁ LEVANTADA A QUESTÃO PARA SER DESCUSÃO.

  46. Comentou em 30/08/2007 Fernando Ferreira

    A jornalista da Folha num restaurante chique, captando frases soltas do Ministro e dando-lhe uma redação de acordo com o interesse de seus patrões (Frias) Falo isso porquê? Quem me garante ,que foi exatamente o que a bisbilhoteira escreveu, o Ministro foi interpelado? Porque tenho que acreditar no que ela escreveu? A classe de jornalistas sabujos, é uma classe desmoralizada,
    O primeiro postador deste texto foi feliz, com uma resposta do Luis, muito sofrida.

  47. Comentou em 30/08/2007 José Orair Silva

    Aos 58 anos da idade eu me sinto cada vez mais ultrapassado. O eminente jornalista elogia a jóvem e bisbilhoteira repórter que aproveita-se do descuido do merítíssimo em um restaurante para ouvir a sua conversa ao celular e contar para todo mundo… Antigamente isso se chamava futrica. Hoje chama-se reportagem…

  48. Comentou em 30/08/2007 Miguel do Rosário

    Outra agressão desnecessária, Weis. Me estarrece como você ainda concorda com isso. Espionar telas de computador e escutar conversa de gente em restaurante, isso é motivo de grande mérito? Você diz que não espera que juízes da ‘mais alta suprema corte’ não usem palavras como ‘amaciar’? Ora, Weis, não seja hipócrita. Ele está num restaurante, conversando ao celular. Voce sabe o contexto das frases? Não sabe, portanto, a matéria é falha, é tendenciosa. Para mim, é a cultura da invasão da privacidade, que interessa a quem tem o poder de invadir privacidades, a saber, os donos da mídia. E usam usam para faturar politicamente.

  49. Comentou em 30/08/2007 Felipe Faria

    Parece que a influência de nosso presidente não faz muito bem ao STF….

  50. Comentou em 30/08/2007 José Paulo Badaro

    Agora não somos só nós, os petistas ou lulistas, a dizer que a imprensa é golpista e que se acha acima do bem e do mal. Agora é um ministro do Supremo a confirmar a por demais conhecida ingerência da mídia, na exata medida em que a denuncia contra os 40 teria sido recebida com a faca no pescoço, isto é, se não fosse assim o resultado poderia ser outro!

    Tal declaração, equivalente a dizer que ele (ou outros ministros), mudaram seus votos por se sentirem pressionados, coagidos, a despeito de revelar uma inegável fraqueza de caráter, dele próprio (ou de outros), no meu entender é motivo mais do que o suficiente para promover a anulação do julgamento, voltar a fita e começar tudo outra vez, ainda que o resultado final seja exatamente o mesmo, e isso em nome da seriedade da instituição, e sob pena de se jogar por terra os que os mais otimistas (dentre os quais a própria ministra Helen Gracie) chamaram de redenção, de soco no estomago da impunidade e julgamento do século…

  51. Comentou em 30/08/2007 Marco Tognollo

    Havia esquecido no comentário anterior. Ontem, assistindo aquela porcaria que começa às 20:15, na Rede Globo, apresentaram uma matéria para lá de cinematográfica sobre o recebimento da denúncia. Não me lembro quem a fez, mas chegou a dizer num momento: ‘os juizes estiverem afinados’ e mostrou os diversos ministros dizendo ‘acompanho o relator’. Algum jornalista por acaso já teve a curiosidade de assistir a julgamentos nos tribunais de justiça? Na maioria das vezes a votação é unanime, o ‘acompanho o relator’ é a coisa mais normal do mundo. Evita-se, assim, a apresentação dos infringentes. Sobre as palavras, conheco alguns juizes engomadinhos que sao verdadeiros pasteis; outros, fazem piadas, falam bobagens e, ainda assim, dao decisoes sempre muito bem fundamentadas.Portanto, a imprensa fala é muita abobrinha, isso sim.
    Um fato que mereceria comentário no Observatório é a CPI para apurar possivel irregularidades na Abril. Lendo o OESP, ontem, se nao me engano, já há manifestação das ‘sérias’ entidades representativas de mídia que veem nisso afontra a liberdade de imprensa. Daqui a pouco, dar uma fechada em um jornalista, no transito, será considerado atentado à liberdade de imprensa.
    PS. coitados dos juízes que durante um julgamento se moverem na cadeira e fazr aquele barulho desagradável do tecido da roupa ao raspar no couro…

  52. Comentou em 30/08/2007 Gabriela da Cunha

    Perdoe-me, sr. Luiz, mas o senhor realmente acredita que a reporter da Folha estava num restaurante de luxo, sozinha, numa mesa próxima da do ministro, tudo ‘por acaso’? Ou que o repórter que filmou o ‘gesto obsceno’ de Marco Aurélio Garcia estava ali, também, ‘por acaso’? O que o senhor acha da teoria de que os agentes da repressão midiática estão seguindo autoridades, vigiando-as, numa reprodução de estados totalitários?

  53. Comentou em 30/08/2007 Rogério Ferraz Alencar

    Marco Tognollo, destacarei seu destaque: [O verbo, que não se imaginaria ouvir da boca de um membro da mais alta corte de Justiça do país, é tão revelador quanto o tom impróprio dos seus e-mails com a ministra Cármen.] Não sei o que Luiz Weis vê de tão ‘revelador’ no termo e nos e-mail do ministro. Revelador de quê?Também não dou crédito à jornalista. Quem garante que o ministro usou o termo ‘amaciar’? E se, de juízes, ‘se espera que absolvam ou condenam. Não que amaciem.’, também devemos esperar que a imprensa use os termos corretos. José Dirceu foi inocentado da acusação de peculato, mas a imprensa disse que ele ‘escapou’ da acusação.

  54. Comentou em 30/08/2007 Marco Antônio Leite

    O julgamento foi justo, porém o desfecho é que será injusto, pois como a Justiça brasileira é rápida, esse circo cairá no esquecimento daqui alguns anos. Senhores Papai- Noel não existe, ou existe? Isso tudo que ocorreu no STF, “anteriormente”, imagino eu, já havia ocorrido um acerto pôr de trás da cortina de fumaça, o qual dizia vamos mostrar para a opinião pública que não trabalhamos mais com a impunidade. No entanto, daqui uns anos, muitos escândalos virão e os atuais já estarão descartados das mentes de quem estará vivo até lá. Mais uma história que será jogada na lata de lixo dos conchavos e acertos espúrios das ‘autoridades’ deste país dos macaquinhos, sem roupa e bananas para comer, somente teremos às bananas dadas em gestos com os braços.

  55. Comentou em 30/08/2007 ubirajara sousa

    Apenas algumas correções ao meu comentário:… é exatamente isso O que você…Câmara e Senado: quando…referem-se UNS AOS OUTROS…publicar tudo o que OUVE…Obrigado.

  56. Comentou em 30/08/2007 Marcelo Ramos

    Esqueci de dizer uma coisa. É muito estranho, esse juiz teve azar duas vezes na mesma semana? Muuuuuiiiiito estranho. Ou, menos provável, ele é muuuuiiiito ingênuo.

  57. Comentou em 30/08/2007 Marcelo Ramos

    Eu me perguntava como a jornalista conseguiu tal ‘declaração’. Porque seria muita ingênuidade deste juiz – neste caso, dupla ingenuidade – confirmar que a estratégia que o ‘adversário’ utilizou, deu certo. Em suma, o juiz se sentiu acuado, e confirmou isso… para delírio dos grupos de comunicação, que perceberam que sua estratégia deu certo. Complementando a Fabiana Tambelini, lembro uma frase usada em um filme de ficção, Star Wars III, (coincidência de tema) sobre a criação do Império do Mal (do filme). A personagem, que foi namorada daquele que viria a se tornar Darth Vader, em uma sessão do ‘senado intergaláctico’, diz uma frase que tem muito a ver com o momento:’Então é assim que a democracia é derrubada, ao som de palmas’. A democracia, no Brasil, está caindo. Pedaço por pedaço.

  58. Comentou em 30/08/2007 Paulo Bandarra

    Interessante a revolta dos observadores pela mídia fazer o seu papel histórico! Claro que os comentários não forma para denegrir o Farol de Alexandria, o FHC, senão valeria tudo! Mas ela não pode ser parcial, e deve brilhantemente divulgar as mazelas do nosso poder. É como no Senado, se a mídia não cobrir, é provável que a amante de Calheiros seja processada por difamação! Pois a portas fechadas, ele não é diferente da maioria dos senadores que posam do que não são! Assim está se percebendo do STF. Uma casa de maracutaias sem um senso de república e honestidade. Apenas para amaciar para os amigos e ser rigorosos com os inimigos! Viva os jornalistas que cumprem a sua vocação de esmiuçar as autoridades santas de pau oco e Ali Baba sedutor dos néscios!

  59. Comentou em 30/08/2007 Michael Moëbius

    Fala-se muito sobre a invasão de privacidade no caso das fotos das telas de computador.
    Primeiro, os juízes não estavam em um lugar privado, mas público. Segundo, o fotógrafo não
    utilizou uma câmara que entrou por meios escusos ou um aparelho de espionaagem, ele
    estava lá para fazer o seu trabalho. Portanto não houve nem privacidade nem invasão, e a Lei
    de Liberdade de Imprensa permite a publicação do material.
    Outro ponto, o STF se reúne justamente para discutir o processo em curso, se fosse para
    dar um voto por antecipação não eram necessários 5 dias de discussões, bastava menos de
    uma hora.

    Agora sobre o telefonema. Um juiz não deve em hipótese alguma discutir o resultado de uma
    sentença, é da ética da profissão. Agora imagine um juiz andando de um lado para o outro
    discutindo uma das decisões do STF mais importantes dos últimos tempos no telefone
    celular, e devia estar falando bem alto, pois a repórter que estava sentada ouviu.

    Conclusão, o Juiz errou duas vezes, e nossa imprensa está de parabéns.

  60. Comentou em 30/08/2007 ubirajara sousa

    Marco Tognollo, qualquer comentário que venha a seguir, será ofuscado pelo seu. Brilhante. O que a imprensa quer é exatamente isso que você propôs: hipocrisia. Mais ou menos o que assistimos pelas TVs Câmara e Senado; Quando os parlamentares referem-se ao outro como ‘vossa excelência’ eu sempre escuto ‘fdp’. Quanto a essa questão de a imprensa poder publicar tudo o que ouvem de qualquer pessoa, dita em qualquer lugar, só há um jeito de pararmos com isso: NÃO COMPRAR JORNAIS E REVISTAS.

  61. Comentou em 30/08/2007 Antonio Carlos Silva

    É senhores este ‘julgamento’ ficará na história como mais uma farsa montada para satisfazer a vontade desta mídia hipócrita e golpista .

  62. Comentou em 30/08/2007 Maria Izabel L. Silva Silva

    Azar do cidadão. Azar da Democracia. A Imprensa golpista não poupa nem o STF. A Veja inventa a historia dos grampos a as Oganizações Tabajara, digo, Globo atacam a privacidade dos juizes, do assessor da Presidencia e de quem mais estiver pela frente … Fazem ameaças e ‘deduram’ supostos interesses politicos de juizes … O ‘inatacavel’ Alexandre Garcia e a ‘grande dama’ do Bom Dia Brasil, senhora distinta e muito séria (para não dizer outra coisa) Miriam Leitão tecem comentarios intimidadores contra o governo … Luiz Weis, é uma ópera bufa que eu espero que termine antes que o ‘teatro’ desabe nas nossas cabeças!!

  63. Comentou em 30/08/2007 Fernando Marques

    A pergunta que não quer calar: como fazer um julgamento justo
    com uma faca no pescoço?

  64. Comentou em 30/08/2007 josé rubens de araujo

    Isso não é jornalismo, é fofoca! Que coisa ridícula! Não interessa à sociedade brasileira o que um ministro do STF diz ao celular, ainda mais que a ‘jornalista’ conseguiu captar trechos esparços de um diálogo. Isso é perigoso, põe em cheque garantias constitucionais, que, ao fim e ao cabo, pode trazer grandes instabilidades ao País. Ou se publicava o inteiro teor do diálogo, com a transcrição literal, inclusive o contexto em que as frases foram pronunciadas, ou então que se apurasse mais antes de soltar essa afronta ao sigilo da correspondência.

  65. Comentou em 30/08/2007 Max Morel

    Vivemos uma época de escassez de Homens Públicos e Estadistas, e no STF não seria exceção; contudo, para o bem da nação e da democracia, e do estado de direito: Decisões do STF não se discutem, devem ser cumpridas.
    Respondendo ao leitor Cid Elias, no último artigo do Sr. Weis:
    Como dizia o réu acusado de quadrilheiro Genoíno: uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.
    O ex Ministro da Justiça ‘bolou’ a saída para os criminosos do valerioduto: tudo seria caixa 2, o que é mentira. Houve caixa 2 e houve desvio de dinheiro público e outros crimes.
    No caso de MG , que será também denunciado pelo PGR com razão, houve caixa 2, dinheiro não declarado para campanha, não houve mensalão, compra de votos, etc.
    Em 2005 as oposições erraram em proteger o senador do PSDB e o deputado do PFL, isto deu motivo para os criminosos do PT e aliados (PL, PTB PP) dizerem que todos eram iguais.
    Iguais uma ova, são delitos distintos, caixa 2 deve ser punido sim, mas os crimes da turma do mensãlão não foram só caixa dois, foram crimes piores, com penas maiores: roubo de dinheiro público entre outras coisas.
    A justiça deve ser feita para todos: Devem ser processados os dois parlamentares da oposição , e serão julgados (e havendo justiça e provas suficientes) e condenados os mensaleiros e corruptos, quadrilheiros, corruptores, ladrões do erário, já réus do processo no STF.

  66. Comentou em 30/08/2007 Frabetti Frabetti

    A meu juízo, nos dois casos, a imrensa mostrou seu valor. Não fosse isso, certamente teiamos visto uma enorme pizza assada no STF. Estão de parabéns os dois jornalistas, pois quem ganhou com a divulgação destes fatos foi a sociedade, pois quem será fortalecia com isso é a democracia.

    Só faltou informar a sociedade que de acordo com as normas consitucionais quem indica o ministro do STF é o Presidente da República, não seria o caso de rever esta regra????

  67. Comentou em 30/08/2007 Dante Caleffi

    Está como a ‘GLOBO’, gosta!Acuou o STF,nos dias que antecederam o julgamento.Ela e sua quadrilha:VEJA,ESTADÃO e FOLHA.Falsas revelações de grampos,via VEJA. Violação de correspondência,pelos ‘marinho’. Suspeição, sobre a independência dos ministros,foi a orquestração geral.Agora ,tentam fustigar a cisão,com intrigas,opondo ministros entre si. Bela contribuiçãoda imprensa para a democracia,não fora 2010, no horizonte…

  68. Comentou em 30/08/2007 Ricardo Camargo

    Dentro em breve, quem sabe vamos começar a vasculhar os trajetos dos homens públicos aos banheiros ds respectivas residências. Ali, no STF, embora não se possa tecnicamente falar em violação de privacidade, o que houve foi algo muito mais grave, que foi a tentativa de capturar a decisão do Ministro antes que ela fosse proferida, para lhe comprometer a imparcialidade e pautar o resultado do julgamento. Presumo que a mídia não tenha sido bem sucedida. Aqui, no que diz respeito ao restaurante, houve, sim, violação de privacidade. E, o que é mais triste, tem-se aberta aqui uma briga entre dois magistrados que, antes de irem para o STF, já eram colegas na USP. Em tempo: o Min Lewandowski integrava o quinto reservado à advocacia no TJSP, por nomeação do Governo tucano.

  69. Comentou em 30/08/2007 Fabiana Tambellini

    Antes de mais nada, aplaudo com entusiasmo o resultado do trabalho do STF, os 40 mensaleiros finalmente estão na condição que merecem: réus. Sobre esse episódio do telefonema do juiz e a jornalista, tenho dúvidas, percebo que o ‘big brother’ é cada vez mais considerado a coisa mais normal do mundo. Não acho que telas de computadores e telefonemas pessoais possam ser publicitados assim, na maior. Eu também não uso termos como ‘amaciar’ no meu trabalho mas posso usa-lo com meus amigos, com quem tenho intimidade, em circunstâncias privadas. Imagine se viesse a público o que rola nos dialogos privados dos telefones das redações dos jornais… Tenho desconfiança desse tipo de jornalismo, achei sensacionalismo de quinta. É óbvio que os juizes do STF também negociam, fazem política e defendem interesses, por acaso isso é alguma novidade?

  70. Comentou em 30/08/2007 Marco Tognollo

    [O verbo, que não se imaginaria ouvir da boca de um membro da mais alta corte de Justiça do país, é tão revelador quanto o tom impróprio dos seus e-mails com a ministra Cármen.] Que jornalismo futriqueiro. Diz aí, Weis, como um juiz deveria comentar o fato com uma amigo, numa mesa de restaurante? Algo como ‘Nobre colega fulano de tal, a tendência dos iminentes magistrados do pretório excelso do qual tenho a honra de fazer parte, era de não aceitar em sua totalidade, ainda que por votação nao unânime, a denúncia formulada pelo parquet’? ahh….vao catar coquinho…..
    quando não se tem muito o que falar, apela-se para a gramática…..
    jornalista que escuta conversa alheia, bisbilhota tela de computador, ‘some com papeis da mesa de politicos’, isso é louvavel?para mim isso é mediocridade…

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