Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Um apelido básico. Definitivo

Por Luiz Weis em 31/05/2006 | comentários

Às vésperas de completar os seus 15 dias de fama, a contar da hilária entrevista em que desancou a elite a que chamou de “minoria branca” – ver “O governador é um artista” – Cláudio Lembo mais uma vez provou que vale o ingresso.

Falando ontem numa das sabatinas promovidas pela Folha, em que o sabatinado responde a perguntas de jornalistas e do público, o governador pefelista de São Paulo deu ao seu correligionário Antonio Carlos Magalhães um apelido melhor do que o clássico Toninho Malvadeza – e que está em todos os jornais de hoje.

Chamou-o de “senhor de engenho”.

Básico. Definitivo.

P.S.

Da série “Pensamentos que consolam”:

Também nos Estados Unidos o Congresso não está com nada. Pelo menos ali aparece alguém falando disso com senso de humor. É o caso do assessor parlamentar citado no New York Times de hoje: “Por enquanto as pedradas chegam por e-mail e não pela janela.”

E por falar em Estados Unidos, lembram-se de Al Gore, o vice de Clinton que ganhou, mas não levou de Bush em 2000?

Pois é. O homem voltou e está com a corda toda. A mídia americana passou a chamá-lo de come-back kid, depois que o público começou a fazer fila para ver o documentário ambientalista A verdade inconveniente, sobre sua campanha contra o aquecimento global.

Num claro sinal de que pode vir a se candidatar de novo à Casa Branca em 2008, ele acaba de ir mais longe do que qualquer político americano conhecido ao falar do bushismo. Mais longe do que costuma de ser de bom-tom no debate público americano. E mais longe do que jamais ousará a presidenciável Hillary Clinton, que transpira oportunismo por todos os poros.

Numa entrevista ao Guardian de Londres, publicada hoje, ele se refere ao presidente e à sua patota como “um bando renegado de extremistas de direita que se apossaram do poder”.

Como dizem os gringos, wow!

***

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Todos os comentários

  1. Comentou em 01/06/2006 Djalma Santos

    O Sr. ACM é abjeto, assim como os senhores Bornhausen, Agripino, Arthur Virgílio, César Maia e toda fauna do Pefelê.
    Sobre a batuta destes homens, o Brasil se transformou no 12º pais mais rico do mundo e o pior em distribuição de renda. ACM e Bornhausen não são senhores de engenho, são despotas, escravagistas em espírito.
    Felizmente nada neste mundo é perene e o tempo destes senhores está se esgotando.

  2. Comentou em 01/06/2006 Francisco Almeida Moura Almeida Moura

    por mais culpada que ela seja ainda assim não deixou de ser gente e deve ser respeitada por isso

  3. Comentou em 31/05/2006 Maria Izabel Ladeira Silva Silva

    Caro Weis. Assim como vocês, nós também adoramos achincalhar o provecto senador da nossa provecta Bahia, ACM. Todavia, a alcunha de ‘senhor de engenho’ não caí bem. ACM não tem qualquer tradição na açucarocracia nordestina. Ele parece ser um ‘coronel’ urbano que se projetou politicamente nos braços da finada ditadura militar. Nada a ver com a tradição secular dos grandes proprietários de terras (e escravos) da Bahia. Acho que o ‘Toninho Malvadeza’ é isubstituível, por que o sujeito e ‘marvado’ mesmo. Coisa ruim.

  4. Comentou em 31/05/2006 Célio Mendes

    Lembo foi abandonado por Tucanos e Pefelistas que não quiseram vincular sua imagem ao caos provocado pelo PCC, produto final dos 12 anos em que comandaram a política de segurança publica do estado mais rico da nação brasileira, uma atitude tanto covarde como inócua, é impossível não se fazer esta associação, teria sido mais digno que o Alckmin tivesse interrompido suas viagens inúteis e se colocado ao lado do ex-vice no colo de quem entregou a bomba relógio que explodiu, as declarações do Lembo, embora traduzam uma verdade inquestionável, não passam de uma vingança contra a omissão dos seus correligionários, não tivesse ocorrido o episódio do PCC teríamos visto um Lembo sorridente passar a faixa de governador para o Serra sob os aplausos da elite branca que nestas ocasiões não tem constrangimento nenhum em abrir a bolsa.

  5. Comentou em 31/05/2006 Hélcio Lunes

    O governador Cláudio Lembo sempre foi uma pessoa equilibrada, honesta, culta, e bem informada. Apesar disso, sempre foi colocado na coluna dos ‘reacionários despreziveis’pela esquerda histérica, que preferia ressaltar suas sobrancelhas, e o fato de ter um dia pertencido à ARENA, e hoje ao PFL. Bastou soltar meia dúzia de frases ao gosto agressivo e maniqueísta da esquerda hidrofoba, para ser transformado em ‘simpático e bem humorado frazista’, inclusive para o proprietário e moderador deste espaço.
    Nada de piadinhas ‘do vampíro’, do ‘ausente’, do governador que não sabia o que fazer quando do ataque do PCC! O ‘bom’ Lembo é o novo guia dos povos, afinal, não criticou a ‘elite branca’ como responsável por todos os males do país? Isso é a esquerda! Que valoriza aquilo, ou aqueles, com os quais (mesmo que momentaneamente) concorda, e são transformados em ‘ídolos sábios’. Agora, deixa ele falar, (como já falou) que Lula é um ignorante, despreparado, para ver como voltam rapidinho as piadas, as críticas e a desconsideração, por parte dos ‘jornalistas progressistas’ e seus leitores bolivarianos.

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