Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº974

CURADORIA DE NOTíCIAS > Conflito na Síria

Estado Islâmico recruta sul-americanos

Por Sheila Sacks em 17/12/2015 na edição 881

Em 18 meses mais que dobrou o número de combatentes do Estado Islâmico (EI ou ISIS – Islamic State of Iraq and Syria), estimado em junho de 2014 em 12 mil. Um dado preocupante revelado por recente relatório do Soufan Group, de Nova York, um instituto de inteligência e de segurança estratégica que presta serviço de consultoria para órgãos do governo americano e empresas multinacionais. A surpresa é que dentre os novos 31 mil jihadistas de 86 países contam-se 23 argentinos e 3 brasileiros. Em relação ao Chile não há números concretos apesar de o país constar no informe de 2014 como um dos que têm combatentes no EI.

A informação veiculada pelo site de notícias CNN Español assinala que no caso específico do continente americano a expansão do grupo fundamentalista se dá por meio das redes sociais, principalmente na fase inicial de recrutamento. O documento intitulado “Combatentes estrangeiros: uma evolução atualizada do fluxo de combatentes estrangeiros na Síria e no Iraque” aponta que 250 norte-americanos tentaram embarcar para a Síria, mas somente 150 obtiveram êxito. Também nesse período 130 canadenses viajaram à Síria para se juntar ao EI, número pouco significativo comparado aos possíveis 5 mil novos terroristas europeus, a maioria oriunda da França (1.700), Inglaterra (760), Alemanha (760) e Bélgica (470). No caso da Espanha, são 133 combatentes, mas números não oficiais mencionam 250 pessoas que se filiaram ao grupo islâmico.

Na América Latina, a reportagem lembra que o jornal Estado de São Paulo, no início de 2015, informou que setores de inteligência do governo brasileiro detectaram grupos extremistas que tentavam recrutar os chamados “lobos solitários”, extremistas que atuam sozinhos, para as fileiras do EI (Governo detecta recrutamento de jovens pelo Estado Islâmico). Menciona, igualmente, a presidente Dilma Rousseff que na reunião com os líderes do BRICs, em meados de novembro, em Moscou, defendeu uma ação urgente contra o terrorismo (‘Dilma defende ação internacional urgente contra terrorismo em reunião do Brics’ – Agência Brasil, em 15.11.2015).

O estudo do Soufan Group mostra que os países com o maior número de combatentes filiados ao EI são a Tunísia, com 6 mil voluntários, Arábia Saudita (2.500), Rússia (2.400), Turquia (2.100) e Jordânia (2 mil).

Mais detalhes em  “Brasileños y argentinos harían parte de ISIS, según reporte”, e também no relatório do Soufan Group.

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