Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

CURADORIA DE NOTíCIAS > Vidas em perigo

Manual do Pentágono preocupa correspondentes de guerra

Por Carlos Castilho em 14/08/2015 na edição 863

Se a vida dos correspondentes em zonas de guerra e de conflitos já não estava fácil, ela ficou ainda mais complicada com a divulgação do manual do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, onde repórteres, fotógrafos e cinegrafistas podem ser acusados de envolvimento em confrontos onde estejam presentes tropas norte-americanas.

O Manual está circulando entre unidades do exército, marinha, aeronáutica e fuzileiros navais dos Estados Unidos. A organização Repórteres Sem Fronteiras enviou uma nota de protesto afirmando que os termos do documento podem servir para qualquer outra organização militar, para-militar ou insurrecional utilizar o mesmo argumento para reprimir a ação de jornalistas em zonas de conflito bélico.

Você pode acessar aqui a versão completa do manual do Pentágono. Mais detalhes também na reportagem publicada pelo jornal ingles The Guardian, cujos parágrafos iniciais publicamos a seguir:

Pentagon needs to rethink calling war journalists “beligerents”, says watchdog

Open letter from Reporters Without Borders calls on US defense secretary to revise manual containing ‘disturbing’ language on treating reporters like spies

Alan Yuhas in New York

Tuesday 11 August 2015 23.04 BST Last modified on Wednesday 12 August 2015 15.01 BST

An international press freedom group has called on US defense secretary Ash Carter to revise “dangerous” language of a new Pentagon manual that says journalists can become “unprivileged belligerents” akin to spies or saboteurs.

Reporters Without Borders (RWB) published an open letter to Carter on Tuesday in response to the Department of Defense’s first Law of War Manual, which has provoked outrage among journalists for saying war reporters may be held liable for “engaging in hostilities” or “spying, sabotage and similar acts behind enemy lines”.

“This terminology leaves too much room for interpretation, putting journalists in a dangerous position,” Reporters Without Borders secretary-general Christophe Deloire wrote in the letter.

“Likening journalistic activity to spying is just the kind of ammunition certain repressive countries like Iran, Syria and China would seek out to support their practices of censorship and criminalization of journalists.”

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