Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

CURADORIA DE NOTíCIAS > O vírus da radicalização

O discurso do ódio no debate científico na Web

Por Roxana Tabakman em 05/05/2016 na edição 901

Ignácio Amigo é um cientista e divulgador científico espanhol que mora no Brasil. Ele tem, na suas próprias palavras, ”o péssimo hábito de ler os comentários dos artigos”. No seu texto “The Science behind online hate” publicado no site britânico The Canary, Amigo expõe explicações possíveis da hostilidade de uma parcela do público digital e relata algumas experiências já feitas para enfrentar o problema da violência na internet.

Um par de décadas atrás, toda a comunicação de massa tinha um lado. Para os jornais, o rádio e a TV, a “audiência” era simplesmente receptores de informação. Isso mudou com a chegada de internet, os comentários online e as mídias sociais. Finalmente, essa audiência tinha voz. Foi permitido ter opinião e expressá-la. Um mundo de possibilidades se abriu. Repentinamente, foi possível estabelecer um diálogo entre os que criam conteúdo e os que o consumem. O único problema foi que junto com o engajamento de conversações construtivas, veio a oportunidade de insultar sem medo a retaliação.

Infelizmente, a internet converteu-se em uma espécie de Far West onde estão ressurgindo muitos conceitos e ideologias que pareciam superadas, mortas ou agonizantes. Comportamentos que envenenam a atmosfera vão desde falta de educação até o discurso do ódio. Como diz Danielle Keats Critron no seu livro “Hate crimes in cyberspace” (Crimes de ódio no ciberespaço), a internet virou “o próximo campo de batalha dos direitos civis”. A seguir reproduzimos dois parágrafos (em inglês) do artigo de Ignácio Amigo:

A couple of decades ago all mass communication was one-sided. To newspapers, radio and television, the ‘audience’ were simple recipients of information. All that changed with the advent of the internet, online comments and social media. Finally, that ‘audience’ was given a voice, was entitled to have an opinion and express it. A world of possibilities opened up. A dialogue between those who create content and those who consume it was suddenly possible. The only problem was that along with the engagement in these constructive conversations came the opportunity to insult without fear of retaliation.

Sadly, the internet has become a sort of reckless Wild West where many concepts and ideologies that we believed were overcome, dead or agonising, are re-emerging. Behaviours that poison the atmosphere range from ill-manners to hate speech. As Danielle Keats Citron states in her book “Hate crimes in cyberspace“, the internet has become “the next battleground for civil rights”.

Ler o artigo:  http://www.thecanary.co/2016/04/29/science-behind-online-hate/

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