Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

DIREITO DE RESPOSTA > OPERAÇÃO CHACAL

A contestação do Opportunity

Por Elisabel Benozatti em 07/08/2012 na edição 706

No artigo [da seção] “Feitos & Desfeitas”, publicado no Observatório da Imprensa em 31 de julho, assinado por Zulcy Borges de Souza [ver “A elite brasileira”], é comentada a reportagem “O protetor dos poderosos”, publicada à página 34 da piauí nº 62, em novembro 2011. Na revista piauí e no artigo, Daniel Dantas é citado. À época, o Opportunity encaminhou carta à revista piauí esclarecendo o assunto.

A seguir, os principais pontos que precisam ser destacados ao Observatório:

1) Na busca e apreensão, realizada pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Chacal, não foi encontrada nota fiscal “de R$ 8 milhões de reais, relativos aos honorários do advogado” (Antônio Carlos de Almeida Castro, Kakay) no escritório do Opportunity e de Daniel Dantas.

2) A Operação Chacal não passou de uma farsa, conforme atesta a Procuradoria de Milão.

3) A Kroll foi contratada pela Brasil Telecom (BrT), à época sob o comando dos fundos Opportunity, para coletar subsídios que permitissem uma ação indenizatória contra os prejuízos causados por sua sócia minoritária, a Telecom Italia. Entre eles, o sobrepreço pago pela CRT (Companhia Riograndense de Telecomunicações) e o impedimento à participação no primeiro leilão de celular da BrT.

Ao tomar conhecimento do trabalho da Kroll e para impedir que ele viesse a público, executivos da Telecom Italia articularam o uso da Polícia Federal. Isso foi feito para incriminar a Kroll, a Brasil Telecom e o Opportunity.

3) O modus operandi da Telecom Italia acabou sendo descoberto. Em 2006, a Procuradoria de Milão prendeu dezenas de executivos e colaboradores da empresa. Vários deles relataram em juízo que haviam armado a denúncia contra a Kroll no Brasil e estabeleceram ligações nebulosas da Telecom Italia com autoridades brasileiras. Daniel Dantas foi habilitado pela Procuradoria de Milão a pleitear indenização pelos prejuízos causados pela Telecom Italia.

4) Em abril de 2010, o Tribunal Regional da 3ª Região absolveu Daniel Dantas de acusações do Ministério Público no caso Kroll/Chacal. Em 2011, o Tribunal Regional Federal, da 3ª Divisão, derrubou as acusações contra funcionários da Kroll em um dos processos criminais decorrentes da Chacal.

Atenciosamente, Elisabel Benozatti – Assessoria de Comunicação do Opportunity

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