Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

DIRETóRIO ACADêMICO > MUDANÇAS ESTRUTURAIS NO JORNALISMO

Colóquio internacional na Unb, em abril de 2011

12/10/2010 na edição 611

A Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (FAC/UnB) será responsável pela realização do colóquio, com apoio do Réseaux d´études sur le Journalisme (Rede de Estudos sobre o Jornalismo/REJ).

1. Objetivo do Colóquio

Numerosos textos – acadêmicos e, sobretudo, produzidos pelos próprios jornalistas – levantam a hipótese de que a prática jornalística se alterado profundamente nos últimos 20 anos. Fala-se em mudança dos valores-notícia e de questionamento sobre os métodos e parâmetros que balizam a produção de noticiário. Estudos mostram um cenário de aceleração do tempo de produção, circulação e consumo da informação; de precarização das relações de trabalho; de transformação nas rotinas produtivas e das relações com as fontes. Cada vez mais as empresas convergem suas diferentes operações midiáticas, criando novas plataformas, produtos híbridos e exigindo que os profissionais de redação passem a produzir conteúdos multimídia, assumam o perfil multitarefas

Em um cenário de crise, as empresas jornalísticas têm sido pressionadas a buscarem alternativas para atender às novas exigências de um público mais ativo e participativo. Observa-se o aumento do conteúdo de entretenimento, resultado da intensificação da concorrência e das pressões exercidas pelos departamentos comerciais para que se ofereçam produtos capazes de agradar a audiência.

Esse mesmo tipo de discurso sobre as mudanças no jornalismo é recorrente. Nos últimos dois séculos, diversas análises foram produzidas sobre as diferentes crises – algumas reais, outras imaginárias – da imprensa. São exemplos: a despolitização dos jornais, a importância demasiada atribuída às notícias de fait divers, a massificação do conteúdo e da audiência, as pressões comerciais sobre o conteúdo midiático etc. Desde a sua invenção, o jornalismo tem sido sempre sido visto como alvo de mutações radicais.

A proposta do 1º Colóquio Internacional Mudanças estruturais no Jornalismo, organizado pela Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília, é a de debater o fenômeno `transformações no jornalismo´ e também os discursos que podem ser mobilizados sobre ele. Três questões orientam essas discussões:

** Quais são os indicadores (sociológicos, econômicos, semióticos, históricos, políticos…) que permitem defender a ideia de uma transformação financeira do jornalismo? Como eles se relacionam a outras dimensões (a composição do grupo profissional, a situação das empresas, os conteúdos e as formas de apresentá-los etc.) no sentido de compor um cenário maior, capaz de permitir uma distinção entre os fenômenos conjunturais daqueles que evidenciam mudanças globais e estruturais?

** É possível argumento, por outro lado, que o jornalismo é uma prática social, uma atividade econômica, um espaço de discurso político, que, após quatro séculos, tem apresentado uma grande estabilidade, uma permanência que supera as mudanças conjunturais que o afetam? Quais seriam os indicadores de uma continuidade que se mantém apesar das profundas mudanças que atingiram as sociedades desde o século 16, momento em que apareceram os primeiros jornais?

** Como devem ser considerados os discursos sobre essas transformações, oriundos do meio acadêmico, emitidos pelos profissionais e suas organizações, e frequentemente apropriados por oradores políticos, e que chegam a falar de uma crise do jornalismo? Para que finalidades tais discursos são produzidos e que representações sobre o papel do jornalismo nas sociedades democráticas eles veiculam?

Tomando como uma base alguma(s) dessas questões, os pesquisadores podem submeter propostas sobre uma das transformações abaixo:

** Nas práticas jornalísticas;

** No modelo econômico das empresas jornalísticas;

** Nas formas de apresentação/construção da notícia;

** Na formação e nos modos de acesso ao mercado de trabalho;.

** Nos modos de regulação e controle deontológico da profissão;

** Nas relações com os públicos;

Podem ainda:

** Propor modelos de análise sobre a transformação que permitam investigar essas transformações;

** Analisar a construção do discurso sobre mudança e sua utilização pelos atores sociais vinculados à mídia (jornalistas, editores, políticos, pesquisadores…).

2. Prazos

Envio do texto completo:15 de dezembro de 2010

Divulgação dos trabalhos selecionados: 30 de janeiro de 2011

Divulgação da Programação do evento: 21 de fevereiro de 2011

Publicação dos Trabalhos Selecionados nas atas do Colóquio (online): 01 de maio de 2011

Publicação dos Trabalhos Selecionados em Livro ou Periódico: 2º Semestre de 2011 (previsão)

3. Regras de submissão

Serão aceitos trabalhos de autoria individual ou coletiva. Pelo menos um dos autores do artigo principal deverá ter o título de doutor. Poderão ser submetidos trabalhos em português, inglês, francês e espanhol, sendo obrigatório o envio de uma versão em português do resumo do artigo. As submissões devem ser feitas on-line, no sítio: www.mejor.com.br. O autor deve encaminhar o texto completo do artigo, que deve conter de 20 mil a 35 mil caracteres (com espaço), já inclusas as referências bibliográficas e notas de rodapé. São obrigatórios os seguintes itens: título, resumo de até 10 linhas, 3 palavras-chave, resumo do currículo do autor em até 3 linhas (incluindo sua vinculação institucional). O texto deve ser redigido em fonte Times New Roman, corpo 12, entrelinhamento 1,5. Citações recuadas devem ser redigidas em corpo 10, espaço simples.

Os trabalhos devem ser necessariamente inéditos. Não serão aceitos artigos publicados em qualquer tipo de suporte, nem apresentados em outro evento. Cada autor poderá submeter apenas um trabalho, seja em autoria única ou em coautoria.

4. Processo de seleção e critérios de avaliação

Os trabalhos serão avaliados por um comitê científico internacional. Cada trabalho será avaliado por dois pareceristas, por meio do processo de avaliação cega. As comunicações serão analisadas a partir dos seguintes critérios:

** Originalidade do trabalho;

** Relevância para a área;

** Adequação ao tema proposto;

** Domínio e pertinência da bibliografia utilizada;

** Adequação teórica e metodológica;

** Clareza, coesão e cumprimento das exigências formais da linguagem científica.

Dos trabalhos submetidos, serão selecionados até 30 artigos para serem publicados nas atas do Colóquio.

5. Financiamento dos custos de viagem e estadia

Recomenda-se aos autores mobilizar junto às instituições e agência de fomento os recursos para participar do Colóquio. Os participantes do Colóquio que tenham a comunicação selecionada pelo comitê científico poderão solicitar à Comissão Organizadora do evento auxílio para as despesas de hospedagem, alimentação e transporte. Para isso, pede-se que seja enviada uma declaração da instituição e agência de fomento comprovando a indisponibilidade de fundos para financiar a participação no evento. A Comissão decidirá pelo financiamento total ou parcial das despesas solicitadas, conforme disponibilidade de recursos.

6. Publicação dos trabalhos

Os trabalhos aceitos e apresentados durante o Colóquio serão publicados on-line em ata e ficarão disponíveis na página www.mejor.com.br e no sítio www.surlejournalisme.com a partir do dia 1º de maio. Além disso, uma versão revisada dos 15 melhores trabalhos, conforme parecer do comitê científico podem integrar uma obra coletiva em português (livro ou periódico), com publicação prevista para o 2º Semestre de 2011.

7. Contato com o comitê organizador do evento

No Brasil, pelo e-mail: mejor2011@unb.br

Na França: Florence Le Cam : flecam@univ-rennes1.fr

Denis Ruellan : denis.ruellan@univ-rennes1.fr

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