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Sábado, 18 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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DIRETóRIO ACADêMICO > AI-5, QUARENTA ANOS

Como encarar a História

Por Alberto Dines em 12/12/2008 na edição 515

A censura ao Estado de S.Paulo começou no dia 12 de dezembro de 1968, à meia-noite, em seguida à notícia de que a Câmara Federal rejeitara a licença para processar o deputado Márcio Moreira Alves.


A censura, portanto, antecedeu a promulgação do AI-5. Àquela altura os militares já haviam esquecido a valiosa ajuda da imprensa na convocação da sociedade para derrubar o governo de João Goulart e preocupavam-se com os sinais de rebeldia dos principais jornais, como as críticas à candidatura do general Costa e Silva e a extensa cobertura das manifestações estudantis.


Por essa razão, com base no Ato Institucional nº 5 promulgado no início da noite do dia 13 de dezembro, começava a censura prévia no Estadão com a chegada de funcionários civis da Divisão de Diversões Públicas da Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo; e, no Rio de Janeiro, com a entrada na redação do Jornal do Brasil de cinco oficiais do exército fardados (aparentemente desarmados).


Posturas contrastantes


Começava um dos mais penosos períodos da imprensa brasileira. Houve resistência, mas também houve desistência. Houve censura prévia mas também houve autocensura.


O balanço deste período é complicado porque parte da grande imprensa hoje não se sente muito à vontade para rever seus procedimentos no passado. O único dos grandes jornais que resolveu contar a sua história nos anos de chumbo foi o Estadão, mas sob a forma de livro a ser lançado na segunda-feira (15/12).


Veremos o que os jornais e revistas dos próximos dias vão oferecer aos seus leitores e à posteridade. Uma coisa é certa: não deverão divergir nem brigar. Mas serão obrigados a adotar posturas contrastantes. Caso contrário estarão traindo a História e suas histórias.

Todos os comentários

  1. Comentou em 13/12/2008 Paulo Bandarra

    Ao humanista filosofo Flavio Salles dedico alguma lembranças do paraíso: Holodomor é o nome atribuído à fome de carácter genocidário, que devastou principalmente o território da República Socialista Soviética da Ucrânia (integrada na URSS), durante os anos de 1932 – 1933. conhecido por Grande Fome da Ucrânia — representou um dos mais trágicos capítulos da História da Ucrânia, devido ao enorme custo em vidas humanas. Em 1958, foi adotada a política do Grande Salto Adiante, também chamada de Grande Salto em Frente No entanto, o projeto do Grande Salto foi um fracasso, resultou numa grande fome que no espaço de um ano matou cerca de quinze milhões de pessoas. Pol Pot matou quase dois milhões de Cambojanos! Só três, para não ocupar espaço. Pior que na China já sabiam das tragédias provocadas por Lênin e não tomaram as mínimas medidas para ocorrer o desastre. “não está nem aí quando quer deixar morrer milhares num dia só”! Será que vão pagar indenizações e prender os torturadores ou estes não são crimes de lesa-humanidade? As vozes que aqui gorjeiam não gorjeiam pelos de lá!

  2. Comentou em 12/12/2008 Paulo Bandarra

    Grécia tem confrontos entre jovens e policiais;qum está organizando os mesmos contra a democracia atual? Parece que já vivi esta história! Claro que em países comunista apedrejar policiais é esporte, mas no ocidente não é permitido!

  3. Comentou em 12/12/2008 Paulo Bandarra

    ‘mesmo conspirando contra os interesses nacionais e populares.’ Me parece alguém dotado de poderes sobrenaturais que sabe o que realmente é isto para usar de pedra de toque no julgamento dos atos alheios! Mussolini, Hitler, Stalin, Lenin, Fidel, Marx se intitularam sabedores disto. Do que eram interesses nacionais e o que era preciso impor ao povo em duvida. Da ‘verdade’, do que seria ‘bom’ para o povo e o que seria o ‘pecado’ e quem eram os ‘pecadores’ que deveriam ser calados, eliminados, convertidos para a ‘verdade’! Por isto que se insiste em discutir o AI-5 e não a conjuntura da época! Em plena guerra fria e expansionista do terrorismo comunista. Razão, por não ter outra, de que em Cuba, um dos poucos regimes anacrônicos que lutam contra os direitos humanos, contra a liberdade total, contra a liberdade de imprensa, é tão esquecida neste local. Lá OI ou CMI não podem nem ser cogitados! AH! Estes liberais e capitalistas que não se rendem ao pensamento único e insistem em resistir ao fim da liberdade em prol do totalitarismo, do grande irmão que a tudo irá nos prover! Da ditadura do proletariado que tudo sabe.

  4. Comentou em 12/12/2008 Paulo Bandarra

    ‘mesmo conspirando contra os interesses nacionais e populares.’ Me parece alguém dotado de poderes sobrenaturais que sabe o que realmente é isto para usar de pedra de toque no julgamento dos atos alheios! Mussolini, Hitler, Stalin, Lenin, Fidel, Marx se intitularam sabedores disto. Do que eram interesses nacionais e o que era preciso impor ao povo em duvida. Da ‘verdade’, do que seria ‘bom’ para o povo e o que seria o ‘pecado’ e quem eram os ‘pecadores’ que deveriam ser calados, eliminados, convertidos para a ‘verdade’! Por isto que se insiste em discutir o AI-5 e não a conjuntura da época! Em plena guerra fria e expansionista do terrorismo comunista. Razão, por não ter outra, de que em Cuba, um dos poucos regimes anacrônicos que lutam contra os direitos humanos, contra a liberdade total, contra a liberdade de imprensa, é tão esquecida neste local. Lá OI ou CMI não podem nem ser cogitados! AH! Estes liberais e capitalistas que não se rendem ao pensamento único e insistem em resistir ao fim da liberdade em prol do totalitarismo, do grande irmão que a tudo irá nos prover! Da ditadura do proletariado que tudo sabe.

  5. Comentou em 29/04/2008 Josiane Angelica Novo

    Eu faço parte da Faculdade Fam de Americana, curso de Comunicação Social Relações Públicas, tenho matéria ‘opinião pública’ nessa disciplina preciso assuntos voltados para o tema ‘A violência constitutiva’,eu e meu grupo iremos dar aula dia 13/05/2008 para o restante da sala com esse foco… Como admiro demais esse programa e inclusive falo muito dele para meu professor sociologo ‘João Castanheira Filho’, fiz uma pesquisa no site para encontrar dados sobre esse assunto que poderia me ajudar entender melhor o assunto e argumentos que poderia utilizar para dar aula, vi uma matéria de Marilena Chauí em 27/07/2004 com o tem Sobre Televisão ‘Contra a violência fetichista’, mais gostaria de encontrar mais matérias incluindo questionários dos fax enviados pelos telespectadores. Também se possível material gravado em dvd ou cd que eu pudesse utilizar para apresentar. Tenho disponibilidade em ir retirar pessoalmente.

    Desde já agradeço e aguardo ansiosamente

    Josiane

  6. Comentou em 29/04/2008 Josiane Angelica Novo

    Eu faço parte da Faculdade Fam de Americana, curso de Comunicação Social Relações Públicas, tenho matéria ‘opinião pública’ nessa disciplina preciso assuntos voltados para o tema ‘A violência constitutiva’,eu e meu grupo iremos dar aula dia 13/05/2008 para o restante da sala com esse foco… Como admiro demais esse programa e inclusive falo muito dele para meu professor sociologo ‘João Castanheira Filho’, fiz uma pesquisa no site para encontrar dados sobre esse assunto que poderia me ajudar entender melhor o assunto e argumentos que poderia utilizar para dar aula, vi uma matéria de Marilena Chauí em 27/07/2004 com o tem Sobre Televisão ‘Contra a violência fetichista’, mais gostaria de encontrar mais matérias incluindo questionários dos fax enviados pelos telespectadores. Também se possível material gravado em dvd ou cd que eu pudesse utilizar para apresentar. Tenho disponibilidade em ir retirar pessoalmente.

    Desde já agradeço e aguardo ansiosamente

    Josiane

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