Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº959

DIRETóRIO ACADêMICO > FIM DE SEMANA, 8 E 9/09

Comunique-se

11/09/2007 na edição 450

MÍDIA & POLÍTICA
Carlos Chaparro

No voto secreto, a democracia invertida, 6/09/07

‘O XIS DA QUESTÃO – Em regimes de liberdade e com instituições sólidas, o voto secreto no parlamento, ainda por cima em reuniões secretas, é uma prática anti-democrática, porque serve para esconder do povo não só o voto dos seus representantes, mas, principalmente, as razões desse voto.

1. Povo traído

Nos jornais desta quinta-feira, revelações de dois mundos diferentes.

Nas manchetes do dia, o mundo de Renan, presidente do Senado, cujas esperanças de salvação estão no julgamento com voto secreto, no plenário do Senado, que se reunirá também secretamente. E pelo voto secreto, em reunião secreta, Renan e seus aliados, lutam, como se no voto secreto estivesse a esperança democrática de justiça e liberdade. Uma vergonha!

No contraponto ao caso Renan, temos, na Folha de S. Paulo, uma entrevista com uma das mulheres mais notáveis do mundo, Tarja Halonen, presidente da Finlândia. E ela nos fala de um outro mundo, o mundo onde a transparência é a arma principal na prevenção da corrupção. ‘Obviamente’, diz a presidente Tarja, ‘sempre é bom ter mecanismos de controle, mas o mais importante é a administração ser aberta. Se a preparação e a elaboração das decisões políticas, dos convênios e dos tratados são públicos desde o início, é impossível que a corrupção tenha lugar na tomada de decisão’. E mais: ‘A administração aberta está relacionada não só ao setor público, mas ao setor privado também’.

No mundo de Renan, o Presidente Lula, em entrevista dada também nesta quinta-feira a uma rede de emissoras de rádio, mesmo declarando que, se fosse deputado, votaria aberto, justificou o voto secreto como expediente democrático, citando como um dos motivos que o justificam ‘a pressão da sociedade’. O que significa dizer o seguinte: quando estão em causa interesses provavelmente indefensáveis dos próprios políticos, eles precisam da proteção do voto secreto, e de reuniões secretas, para que os representantes do povo, na hora de votar, não se sintam pressionados pelo próprio povo em nome do qual exercem o poder.

Lula e Renan falam, portanto, de um conceito invertido de democracia. E, por coerência, deveriam desde já propor uma emenda constitucional que retirasse da Carta Magna o parágrafo único do Artigo 1º, onde se estabelece o princípio de que ‘todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de seus representantes eleitos ou diretamente’.

Pelo menos, o povo deixaria de ser traído.

2. Excrescência cancerosa

O voto secreto no Congresso foi arma de defesa do povo em certos tempos de ditadura, quando o parlamento se sentia ameaçado pela vigilância repressiva do regime militar. Mas, se a ditadura acabou, por que o voto secreto ainda existe e é tão defendido no próprio parlamento?

Claro que todos sabemos por quê. Se o senador Renan não tivesse o que esconder, ou se tivesse resposta convincente para todas as denúncias que pesam contra ele, ele próprio, certamente, lutaria pelo voto aberto. Como isso não acontece, caímos na lógica oposta: quanto mais há a esconder e quanto menos se pode explicar, mais essencial é o voto secreto.

A verdade é que, em regimes de liberdade e com instituições sólidas, o voto secreto no parlamento, ainda por cima em reuniões secretas, é uma prática anti-democrática, porque serve para esconder do povo não só o voto dos seus representantes, mas, principalmente, as razões desse voto.

Trata-se, portanto, de uma excrescência intolerável, um tumor que ameaça a saúde política da Nação.

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No outro mundo, o da presidente Tarja Halonen, o país pelo qual ela fala, a Finlândia, exibe o menor índice de corrupção do mundo. Lá, o salário dos servidores públicos é uma informação disponível. Aqui, é segredo de Estado.

Claro que é sempre possível dizer que na Finlândia a corrupção é baixa porque os salários são altos. Ou seja, aqui, a corrupção é alta porque os salários são baixos. Mas esse é um falso argumento, pelo menos aqui no Brasil – e o mensalão está ai de prova: os grandes corruptos ganham muito bem e estão em funções de gordos remunerações.

Não será fácil ao Brasil escolher e trilhar os caminhos que levaram a Finlândia a servir de exemplo ao mundo, e não só no combate à corrupção. Mas talvez pudéssemos ajudar o Brasil a encontrar rumos de Finlândia se, em vez do crédito consignado farto e fácil, que aqui faz a alegria do governo e dos bancos, adotássemos, como lá, a educação como prioridade das prioridades.

O país da presidente Tarja investe em educação13% do PIB. É bom frisar: 13% do PIB, não do orçamento. E porque assim é, a escola é boa e gratuita, em todos os níveis e o setor público banca totalmente o material escolar. Nem faculdades particulares existem. E na conservação das escolas, os alunos participam de tarefas como cuidar de aquários e limpar cozinhas.

3. Golpe baixo

Voltarei a falar da Finlândia, e da necessidade de sonhar que esse país nos desperta. Com a certeza, porém, de que os sonhos serão coisa impossível enquanto, por aqui, alguns poderosos pais da pátria continuarem a defender, como coisa democrática, o voto secreto no parlamento reunido secretamente.

O senador Renan será provavelmente absolvido no plenário do Senado a que preside. Mas a absolvição dele pelo voto secreto, em reunião secreta, representará um golpe duro e baixo na democracia brasileira.

(*) Manuel Carlos Chaparro é doutor em Ciências da Comunicação e professor livre-docente (aposentado) do Departamento de Jornalismo e Editoração, na Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo, onde continua a orientar teses. É também jornalista, desde 1957. Com trabalhos individuais de reportagem, foi quatro vezes distinguido no Prêmio Esso de Jornalismo. No percurso acadêmico, dedicou-se ao estudo do discurso jornalístico, em projetos de pesquisa sobre gêneros jornalísticos, teoria do acontecimento e ação das fontes. Tem quatro livros publicados, sobre jornalismo. E um livro-reportagem, lançado em 2006 pela Hucitec. Foi presidente da Intercom, entre 1989-1991. É conselheiro da ABI em São Paulo e membro do Conselho de Ética da Abracom.’

TVJB vs. CNT
Tiago Cordeiro

TVJB retoma programação e troca acusações com CNT, 10/09/07

‘A TVJB retorna ao ar a partir das 18h desta segunda-feira em UHF pela Rede Brasil de Televisão (RBT). Na quinta-feira (06/09), a CNT cortou o sinal de transmissão da rede de TV da Companhia Brasileira de Multimídia (CBM) e interrompeu a negociação entre as duas empresas.

A CNT alega que o corte foi amparado em uma decisão judicial que obrigava a CBM a repassar valores da publicidade referentes ao mês de junho e julho. A TVJB teria sido informada da decisão no dia 20/08. ‘Nós tínhamos um compartilhamento de rede com obrigações mútuas. A CNT tinha obrigação de transmitir o conteúdo que era produzido pela TVJB e a empresa tinha que produzir conteúdo e gerir o faturamento, mas não nos repassaram valores, o que fez com que a CNT recorresse ao judiciário para se livrar do contrato’, explicou Luiz Carlos da Rocha, diretor jurídico da emissora.

‘Não chegamos a um acordo com relação ao que nós devíamos para a CNT e ao que eles nos deviam. Havia uma negociação tensa como toda negociação, mas na quinta-feira passada fomos surpreendidos com a retirada do nosso sinal de forma unilateral’, explicou Daniel Barbara, presidente da CBM. Barbara ressaltou como positivo o fato de fechar rapidamente a negociação com a Rede Brasil e criticou a postura da CNT. ‘Foi a retirada do sinal que interrompeu as negociações e o nosso departamento jurídico está analisando o que vai fazer. Ainda não temos uma decisão porque isso ocorreu na véspera de um feriado’, alfinetou Barbara, sem descartar uma ação contra a empresa.

O presidente da CBM não soube precisar o quanto a TVJB deve perder em publicidade. A empresa negocia sua entrada na Net e Sky, o que deve minimizar a perda de receita. Agora, o canal pode ser visto em praças como São Paulo (45), Grande São Paulo (59), Rio de Janeiro (34), Brasília (13) e Minas Gerais (17). Todos em UHF.

CNT

A CNT demitiu profissionais após o anúncio de sua parceria com a CBM. Fontes contam que a área técnica permaneceu, mas é provável que haja contratações de profissionais de comunicação. Existe ainda a possibilidade de programas terceirizados que eram transmitidos pela TVJB continuarem a ser veiculados pela emissora, que ainda deve contatar as produtoras.

Rocha confirmou que as contratações devem ocorrer, mas não precisou uma data. Nos últimos dias, a CNT veicula reprises de antigos programas como o ‘Vida de Artista’. A nova programação foi feita pouco antes do corte nas transmissões. A RBT está no ar desde abril de 2007 e transmite em UHF e VHF.

CBM segue negociações com Martinez e TVJB fica no ar’

ÚLTIMO SEGUNDO
Comunique-se

IG lança manual de redação do Último Segundo, 10/09/07

‘Nesta segunda-feira, o Último Segundo se tornou o primeiro veículo exclusivamente online do País a ter um manual de redação disponível para seus usuários. Segundo a assessoria do IG, em breve o documento terá uma nova versão com maior interatividade e sistema de busca. ‘A própria natureza da internet exige atualização e aprimoramento constantes do manual’, ressaltou a editora-chefe do Último Segundo, Mariana Castro.

O texto pode ser encontrado no menu lateral esquerdo do site de notícias. A versão atual possui 37 páginas.

A medida almeja aumentar a transparência e relacionamento com seus usuários. Com o mesmo objetivo em junho, o portal contratou seu primeiro ombudsman, entregando o cargo ao jornalista Mário Vitor Santos.’

ITÁLIA
Comunique-se

Repórter criou troca de e-mails entre pilotos publicada em jornal italiano, 10/09/07

‘O jornalista italiano Pino Allievi afirmou que criou o conteúdo da troca de mensagens eletrônicas entre os pilotos espanhóis Fernando Alonso e Pedro de la Rosa, da McLaren, publicada pelo jornal Gazzetta dello Sport. ‘Fiz uma interpretação livre do que poderia ter sido dito no e-mail’, explicou o repórter à agência AP sobre o furo. A escuderia britânica é acusada de ter roubado e usado projetos da Ferrari no mundial de Fórmula 1.

A interpretação da conversa foi publicada pelo jornal italiano na sexta-feira (07/09), um dia após a revista alemã Auto, Moto und Sport revelar que os dois pilotos trocaram e-mails sobre segredos da Ferrari. De la Rosa, piloto de testes, teria recebido as informações de Mike Coughlan, projetista da McLaren e que possuía 780 páginas de informações confidenciais da escuderia italiana em sua casa.

Alonso enviou à Federação Internacional de Automobilismo (FIA) os reais e-mails trocados com de la Rosa que comprovariam a espionagem. O piloto espanhol declarou no sábado (08/09) que apenas atendeu a solicitação da entidade, que ofereceu anistia das acusações para os pilotos que cooperassem.

Na quinta-feira (13/09), os dois espanhóis e o inglês Lewis Hamilton, também da McLaren, prestarão esclarecimentos à FIA. Os dois pilotos precisam comprovar que não têm nenhum envolvimento com a espionagem ou perderão pontos no mundial. No domingo (09/09), Alonso e Hamilton chegaram em primeiro e segundo lugar, respectivamente, no GP da Itália.

(*) Com informações do Portal Terra.’

GLOBO CONDENADA
Comunique-se

TV Globo condenada por veicular lista de suspeitos no telejornal RJTV, 10/09/07

‘A TV Globo foi condenada a pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais para oito funcionários públicos citados como envolvidos na máfia do Detran, em reportagem do telejornal RJTV. A 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decidiu por unanimidade que a emissora causou dano moral ao citar os nomes que estavam em uma lista de suspeitos. A decisão foi anunciada na semana passada.

De acordo com a relatora do processo, desembargadora Cristina Teresa Gaulia, a lista fazia parte de um processo criminal e a emissora não poderia condenar os acusados antes da conclusão do caso. Por meio de sua assessoria, a Globo informou ao Comunique-se que irá recorrer da decisão.

No dia 2/08/2000, o RJ TV noticiou que os funcionários fariam parte da ‘banda podre do Detran’. No recurso, a reportagem é caracterizada como sensacionalista, mas a emissora alega que a reportagem apenas citou os funcionários afastados, sem fazer qualquer juízo de valor.’

INTERNET
Bruno Rodrigues

É redator experiente, mas nunca escreveu para a web?, 6/09/07

‘Então anote aí uma receita infalível, que agradará em cheio aos seus ‘convidados’.

Procure por uma panela alta e larga – dependendo da sua quilometragem em Comunicação, o conteúdo irá enchê-la até a borda.

Primeiro despeje na panela toda sua experiência em jornais e revistas – lembre-se de não deixar nada na lata.

A seguir, parta sua experiência em textos publicitários em pequenos cubos, e jogue-os na panela, lembrando de misturar o conteúdo continuamente.

Sabe aquele saquinho de matérias para rádio, que está na sua dispensa há alguns meses, e você não sabia como aproveitá-lo? Pois bem, acrescente mais esta experiência à panela.

Para finalizar, duas colheres de fermento de releases que você guardou da sua época de assessoria de imprensa.

Misture a massa durante dez ou vinte minutos. Você notará que, no fundo da panela, irá se formar uma calda. Agora, congele a massa… e sirva a calda!

Voilà! A calda, mon ami, é o ponto principal dessa história. O resultado do mix de experiência que você adquiriu durante sua vida profissional é a matéria-prima para um bom texto para a web.

Boa parte dos redatores web têm uma vivência bastante diversificada em Comunicação – muitos vêm do jornalismo diário, mas têm experiência em assessoria de imprensa; outros são redatores publicitários com prática em textos para house-organs, e por aí vai.

Mas, afinal, por que você precisa deste caldeirão borbulhante para escrever para a internet?

Primeiro, porque webwriting não é uma linguagem jornalística ou publicitária – é um misto das duas. Daí a necessidade desse tour pelo universo do texto. Depois, porque para embarcar nesta aventura é preciso um (bem) razoável domínio de redação.

O redator web que todo cliente deseja é aquele que já tem, no sangue, experiência com a escrita. Só assim ele poderá se dedicar ao melhor da profissão: o ‘brincar’ com o texto – em outras palavras, ser criativo ao redigir, seja um texto para uma página de uma pequena empresa ou de uma grande multinacional.

É claro que você pode incrementar sua ‘calda’ de webwriting com alguns ingredientes interessantes. Afinal, essa receita não é nenhum segredo de Estado, e seus ‘convidados’, com certeza, irão querer o melhor que você pode oferecer.

Algo a acrescentar?

(*) É autor do primeiro livro em português e terceiro no mundo sobre conteúdo online, ‘Webwriting – Pensando o texto para mídia digital’, e de sua continuação, ‘Webwriting – Redação e Informação para a web’. Ministra treinamentos em Webwriting e Arquitetura da Informação no Brasil e no exterior. Em sete anos, seus cursos formaram 1.300 alunos. É Consultor de Informação para a Mídia Digital do website Petrobras, um dos maiores da internet brasileira, e é citado no verbete ‘Webwriting’ do ‘Dicionário de Comunicação’, há três décadas uma das principais referências na área de Comunicação Social no Brasil.’

TELEVISÃO & WEB
Antonio Brasil

Google anuncia o fim da TV, 4/09/07

‘Em evento recente, o iTV Conference, que aconteceu em San Jose, na Califórnia (ver aqui), Vincent Dureau, alto executivo do Google, declarou que televisão como a que conhecemos tem seus dias contados. Diante de uma platéia repleta de profissionais do meio, ele fez questão de apontar os principais erros cometidos pelas TVs tradicionais. Segundo Dureau, nos últimos anos, sobraram erros e faltaram acertos.

Mas Vicent Dureau também aproveitou a ocasião para tranqüilizar os executivos de TV e ao mesmo tempo fazer o seu comercial. ‘Não se preocupem. A TV pode estar morrendo, mas o Google já tem a solução. E o futuro pode ser bem mais promissor’, declarou. ‘As novas tecnologias como as TVs na Internet podem salvar as TVs tradicionais’. Ninguém ficou realmente surpreso. Mas era possível sentir um certo alívio entre os presentes.

Para o executivo do Google, o grande problema atual é o ‘excessso’ de conteúdos nas TVs, a utilização de tecnologias que eliminam os comerciais como os DVRs (gravadores digitais de vídeo) e a crescente fragmentação do público.

Mas isso pode não ser algo ruim. Principalmente para os anunciantes. Essa fragmentação também significa uma especialização da audiência. Um maior número de canais de TV voltados para públicos específicos pode significar comerciais com maiores índices de interesse ou relevância. Dureau fez questão de lembrar que mais relevância pode significar mais dinheiro para os anunciantes. Ou seja, uma crise pode se tornar uma ótima oportunidade de melhores negócios.

Melhores comerciais

Em relação às tecnologias que eliminam comerciais da programação de TV, o executivo da Google disse que essa também pode ser uma ótima notícia para os anunciantes. Agora eles podem receber essa informação pelo retorno dos Set-top boxes, aquelas caixinhas de recepção e conversão de sinal digital. Dessa forma, os anunciantes sabem com precisão quais foram os anúncios que um determinado telespectador eliminou e quais ele assistiu. Essa informação é preciosa para publicitários que não querem e não podem mais gastar fortunas em campanhas publicitárias que não atingem alvos específicos. Esse novo conhecimento também pode significar comerciais melhores e mais criativos.

Outra questão importante discutida no ITV Conference foi a competição com as TVs na Internet. Dureau disse que, ao contrário do que pensam seus executivos, a salvação das TVs tradicionais está em sites de vídeos participativos como o YouTube. Eles estariam desenvolvendo novas idéias, projetos e linguagens sem qualquer custo para as TVs. Essas experiências serão muito úteis para uma nova TV.

Vicnent Dureau também aproveitou a ocasião para defender os sites que disponibilizam programas de TV na Internet como o seu Google Vídeo e Yahoo Vídeo. ‘Estamos criando e garantindo novos públicos para os seus programas. Quem não assistiu ou quiser rever determinado show agora pode recorrer à rede’, acrescenta Dureau. A platéia de executivos de TV pode até não ter acreditado. Mas a proposta da Google tem uma certa lógica.

A pior entrevista

E você que ainda sonha em trabalhar na TV tradicional e, quem sabe, apresentar um telejornal, aqui está um alerta e uma boa idéia da rede americana ABC News.

Seus produtores estão tornando um grande desastre, a entrevista da ‘âncora’ Merry Miller com a atriz Holly Hunter (ver aqui) em uma ótima idéia. A tal entrevista é um dos melhores e mais engraçados exemplos atuaias da decadência do modelo tradicional de telejornais americanos. O desastre foi transmitido ao vivo pela TV tradicional para uma pequena audiência. Mas se tornou um dos vídeos mais assistidos no YouTube. Garantiu a demissão da jornalista e diversos comentários do público dizendo que fariam muito melhor. Trata-se de um bom exemplo do novo jornalismo participativo. Bem mais crítico e interativo por parte do público.

Os executivos da ABC aproveitaram a crítica ou sugestão dos telespectadores e anunciaram um ‘concurso’, uma espécie de Big Brother, para encontrar a substituta para a infeliz apresentadora. Ou seja, eles tornaram uma crise, um desastre em uma grande oportunidade de sucesso. Aprenderam com seus erros, trocaram a arrogância pela humildade e se aproximaram ainda mais tanto do público telespectador como dos internautas. A seleção também atraiu centenas de candidatos a apresentadores de telejornais. E você pode conferir os três finalistas aqui. O final dessa verdadeira novela será anunciado em breve.

E como ‘quase tudo’ que acontece na TV americana tende misteriosamente a se repetir no Brasil, é melhor você se preparar. Por aqui, não faltam ‘grandes desastres’ nos nossos telejornais. Quem sabe você também não consegue uma oportunidade, um ‘televidão’ na TV. É uma boa idéia. Quem se candidata?

(*) É jornalista, professor de jornalismo da UERJ e professor visitante da Rutgers, The State University of New Jersey. Fez mestrado em Antropologia pela London School of Economics, doutorado em Ciência da Informação pela UFRJ e pós-doutorado em Novas Tecnologias na Rutgers University. Trabalhou no escritório da TV Globo em Londres e foi correspondente na América Latina para as agências internacionais de notícias para TV, UPITN e WTN. Autor de diversos livros, a destacar ‘Telejornalismo, Internet e Guerrilha Tecnológica’ e ‘O Poder das Imagens’. É torcedor do Flamengo e não tem vergonha de dizer que adora televisão.’

JORNALISMO ESPORTIVO
Marcelo Russio

Alguém já foi juiz?, 6/09/07

‘Olá, amigos. Não tem jeito: a maior discussão hoje em dia, no Campeonato Brasileiro, é a qualidade da arbitragem nacional. Em um torneio em que não há craques de ponta, times sensacionais e dirigentes de destaque, técnicos e juízes viram personagens centrais da imprensa. Alguns colegas consideram chata a discussão de arbitragem, e eu respeito o ponto de vista, mas ela é, atualmente, a tônica de cada jogo da competição.

Recentemente, uma discussão foi levantada, a meu ver até tardiamente: a dificuldade que existe na função de juiz de futebol. Não só pelas pressões de torcida, dirigentes, lobistas e até jogadores, mas principalmente no aspecto técnico. Criticar um árbitro ou um bandeirinha por errar em um impedimento marcado, quando o recurso eletrônico aponta que o erro foi de dez centímetros, é uma autêntica covardia, apenas para citar um exemplo.

Claro que temos maus juízes e maus bandeirinhas, como em qualquer atividade, mas a verdade é que os árbitros são os personagens que menos evoluíram no futebol. Jogadores ganharam uma preparação física absurda; a imprensa possui recursos de ponta de tecnologia para analisar as partidas, e os técnicos contam com programas ultra-modernos para dissecar um jogo. E a arbitragem? Continua amadora e se preparando fisicamente como há 15 ou 20 anos.

Culpar juízes por erros que, às vezes, só são mostrados após um especialista na questão precisar analisar diversas vezes o lance com a ajuda do recurso eletrônico é, no mínimo, covardia. Há algum tempo sugeri uma pauta, que por razões logísticas acabou não acontecendo: colocar um jornalista para apitar um treino de um grande clube durante a pré-temporada. Isso ajudaria muito o jornalista em questão a conhecer o ângulo de visão de um árbitro durante o jogo, e também perceber a dificuldade que é marcar um lance sem o auxílio do replay. Ainda assim, não haveria a competitividade que uma partida exige, e nem a pressão de dezenas de milhares de torcedores e dirigentes raivosos que habitam o futebol brasileiro.

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A coluna parabeniza o colega (e amigo) David Abramzvetz, do Lance!, pelo furambaço que foi a entrevista do ala Marquinhos, da seleção brasileira de basquete, durante o Pré-Olímpico de basquete, em Las Vegas. Muito se falou sobre o teor da entrevista, mas pouco se disse a respeito da competência do jornalista em obter um material de rara repercussão em um momento tão oportuno.

Fica, portanto, o registro, pelo ótimo trabalho feito.

(*) Jornalista esportivo, trabalha com internet desde 1995, quando participou da fundação de alguns dos primeiros sites esportivos do Brasil, criando a cobertura ao vivo online de jogos de futebol. Foi fundador e chegou a editor-chefe do Lancenet e editor-assistente de esportes da Globo.com.’

MERCADO EDITORIAL
Eduardo Ribeiro

A Bienal carioca dos livros e dos jornalistas, 5/09/07

‘Um dos destaques desta semana é a 13ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro, que está programada de 13 a 23 de setembro, no Riocentro. Num amplo e detalhado levantamento, a correspondente Cristina Vaz de Carvalho apresenta um roteiro da participação dos jornalistas na mostra, dando conta de que a cada edição essa presença é mais acentuada.

Respondendo pela assessoria de Comunicação está a In Press Porter Novelli (21-3723-8080). Daniela Farina (daniela.farina@inpresspni.com.br) coordena os trabalhos preliminares de Tatiana Wolff e Lígia Batista. Durante o evento, a equipe passará a contar com dez profissionais para o atendimento na Sala de Imprensa.

A programação cultural da Bienal – com o recorde de 133 sessões literárias – tem três curadoras: a historiadora Rosa Maria Barboza de Araújo, a filósofa Guiomar de Grammont e a escritora Suzana Vargas. No time de mediadores, estão Claufe Rodrigues, comandando a programação do Jirau de Poesia (ele também faz palestra dia 22, às 18 horas). Daniela Birman, Fernando Molica, Pedro Tinoco e Rachel Valença (da Casa de Rui Barbosa) serão mediadores nas mesas do Café Literário e da Esquina do Leitor. Regina Zappa, apresentadora e entrevistadora do Café Literário nas últimas edições da Bienal, volta ao posto mais uma vez.

Acompanhe o calendário e faça suas anotações, se é seu desejo passear pelo Rio de Janeiro e pela excepcional Bienal.

O Café Literário tem:

o dia 13, 5ª feira, às 20h, Amigos para sempre, com Casseta & Planeta falando sobre Bussunda.

o dia 15, sábado, às 12h, Recriação literária. Farejando uma história, com Altamir Tojal e o também fotógrafo Zeca Fonseca. Às 16h, Marcelo Moutinho está no Banquete de leitura. Às 18h, Cícero Sandroni e Zuenir Ventura falam sobre Antonio Callado, em Amigos para sempre. Luís Fernando Veríssimo vem às 19h, com Pessoas e personagens.

o dia 16, domingo, às 18h, Artur Xexéo e Sérgio Cabral estão em Sem nostalgia: histórias de ontem e de hoje, falando sobre a cultura do cotidiano. Às 20h, vêm George Vidor e Maurício Dias, em O Brasil tem jeito?

o dia 18, 3ª feira, às 18h, A vida é curta e os livros são longos é o tema de Cícero Sandroni e Sérgio Augusto.

o dia 19, 4ª feira, também às 18h, Ana Maria Bahiana está em O sucesso dos almanaques; da banca de jornal à livraria.

o dia 21, 6ª feira, às 18h, Na pista dos culpados: o romance policial traz Claudia Mattos.

o dia 22, sábado, às 12h, André Trigueiro fala de meio ambiente em As águas vão rolar. Às 14h, a visão de Miguel Paiva e Juremir Machado sobre Homem que é homem não chora? Às 18h, Martha Medeiros está em Quem é feliz tem razão?

o dia 23, domingo, às 13h, José Castello narra João Cabral de Melo Neto, em Amigos para sempre. Às 14h, Do realismo poético à escritura automática tem Heloisa Seixas. E às 16h, Joaquim Ferreira dos Santos e João Carlos Rodrigues ouvem As vozes da cidade: os tipos do Rio.

Quem preferir o Botequim Filosófico vai ver:

o dia 16, domingo, às 19h, Merval Pereira debater Ética: é possível falar em valores no mundo de hoje?

o dia 22, sábado, às 20h, Eugênio Bucci, Paulo Markun e Ricardo Kotscho discutirem A mídia: o mundo atual é uma invenção da mídia?

Na Esquina do Leitor se encontram:

o dia 13, 5ª feira, às 19h, o colombiano Daniel Samper Pizano, em América Latina: combates e conquistas.

o dia 14, 6ª feira, às 18h, Chico Caruso e Zeca Camargo para opinar sobre O que é melhor: estudar ou trabalhar?

o dia 15, sábado, às 14h, José Maria Mayrink, também na Série Opinião, tentando responder à pergunta: A história absolverá Fidel Castro? Às 20h, Barbara Heliodora tem resposta para A maior diversão: cinema ou teatro?

o dia 19, 4ª feira, às 19h30, O fantástico sem limite tem Walcyr Carrasco.

o dia 22, sábado, às 15h, é hora de Brincando com personagens: Ziraldo e sua turma. Às 19h, Arnaldo Bloch fala sobre História e romance.

o dia 23, domingo, às 13h, Sônia Nolasco vai falar de Jovens e livros.

E no Fórum de Debates:

o Dia 15, sábado, às 18h, Já raiou a liberdade: a censura no livro tem Paulo César de Araújo. Às 19h, Ali Kamel debate Amor, religião e guerra, a partir de seu último livro, Sobre o Islã. Às 20h, Lira Neto e Rodrigo Faour vão dizer como é transpor Do palco para o livro: a vida das estrelas.

o Dia 16, domingo, às 16h, Guilherme Fiúza, Flávio Tavares e Domingos Meirelles contam A história dentro da história.

o Dia 22, sábado, às 18h, Marleine Cohen está no Retrato em preto e branco: figuras que fizeram a história.

A Ediouro leva Maurício Dias e seu O relatório da CIA – Che Guevara, em co-autoria com o pesquisador Mário Cereghino; Bruno Levinson e Vamos fazer barulho, sobre o rapper Marcelo D2; Vagner Fernandes e Clara Nunes – Guerreira da utopia, primeiro livro do autor, prefaciado por José Louzeiro; o estreante Tomás Chiaverini e Cama de cimento, reportagem com prefácio de Gilberto Dimenstein; e o paulista Ludenberg Góes, com Mulher brasileira em primeiro lugar. Sobre o mundo virtual, cada vez mais freqüentado pela Comunicação Corporativa, a editora tem Second Life: O guia oficial, escrito por funcionários da Linden Lab.

O selo Relume Dumará traz ao Brasil o jornalista americano naturalizado português, professor da Universidade do Porto, Richard Zimler, para lançar À procura de Sana e O último cabalista de Lisboa.

A Vozes comparece com os lançamentos da coleção Fazer Jornalismo, voltada para os professores: Apuração da noticia – Métodos de investigação na imprensa e Guia para a edição jornalística, ambos de Luiz Costa Pereira Jr., Sobre entrevistas – Teoria, prática e experiências, de Stella Guedes Caputo, e Metodologia de pesquisa em Jornalismo, de Cláudia Lago e Márcia Benetti. E mostra seus clássicos da Comunicação, como Sodré, Guareschi, Thompson, Ramonet, Hohfeldt e Vera França Veiga.

Salão do Jornalista Escritor, em São Paulo – Em novembro, será a vez de São Paulo reunir um grupo significativo de jornalistas escritores no 1º Salão Nacional do Jornalista Escritor, um dos eventos programados para a celebração do centenário da ABI, a transcorrer em abril de 2008. Iniciativa da Representação São Paulo, a mostra, idealizada e coordenada por Audálio Dantas, trará para São Paulo entre os dias 14 e 18 de novembro grande parte dos profissionais que estarão na Bienal do Livro no Rio. O detalhe é que será um evento com discussões temáticas sobre o universo jornalístico e suas conexões com o mundo da literatura. Estão programados, por exemplo, debates sobre A reportagem como gênero literário, Jornalismo e Literatura – Fronteiras e interações, Biografias, Jornalismo e Literatura, Ficção e realidade – Interdependência criativa: de Machado a Graciliano, Limites e ousadias do Jornalismo Literário, Jornalismo como espaço literário: o caso ‘Realidade’ e Livro-Reportagem, fronteira literária do Jornalismo.

(*) É jornalista profissional formado pela Fundação Armando Álvares Penteado e co-autor de inúmeros projetos editoriais focados no jornalismo e na comunicação corporativa, entre eles o livro-guia ‘Fontes de Informação’ e o livro ‘Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia’. Integra o Conselho Fiscal da Abracom – Associação Brasileira das Agências de Comunicação e é também colunista do jornal Unidade, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, além de dirigir e editar o informativo Jornalistas&Cia, da M&A Editora. É também diretor da Mega Brasil Comunicação, empresa responsável pela organização do Congresso Brasileiro de Jornalismo Empresarial, Assessoria de Imprensa e Relações Públicas.’

JORNAL DA IMPRENÇA
Moacir Japiassu

O nome é Marisa, 4/09/07

‘Ao compasso dos martelos

os negros catavam nuvens brancas

nos campos de algodão

(Talis Andrade in Os Herdeiros da Rosa)

O nome é Marisa

Janistraquis observou a cena política, fez previsões à moda dos mais ousados analistas, somou alguns candidatos à eleição presidencial de 2010, dividiu por outros, subtraiu os inocentes de sempre, multiplicou o resultado pelos ladrões e oportunistas de indelével plantão, acrescentou à conta o valor de Pi e concluiu, já exausto:

‘Considerado, dada a escassez de petistas capazes de empolgar o eleitorado na sucessão de Lula em 2010, acho que a solução está no exemplo argentino; basta o presidente conseguir a patente de general, algo facílimo com Nélson Jobim ministro da Defesa, depois indicar a mulher na convenção do partido e viabilizar a candidatura em discursos no horário eleitoral. Assim, tenho certeza da vitória de dona Isabelita, digo, dona Marisa.’

E ainda se manda Ciro Gomes pastar.

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Os botões do Datena

Despencava um temporal paleolítico aqui no sítio e então resolvemos nos recolher mais cedo. Fui preparar um jantarzinho com receita do Fome Zero e Janistraquis ligou a TV bem antes do Jornal da Band, ao qual costumamos assistir.

Lá estava o Datena, como sempre a passar carão nalguma autoridade; e repetia e repetia:

‘Falei pros meus botões…’

Meu secretário resolveu zapear e, depois dalguns minutos, voltou à Band. Datena continuava:

‘Então disse pros meus botões…’

E persistiu na conversa com os botões até que Janistraquis lhe castrou o som e me consultou:

‘O que o considerado acha de o Comunique-se pedir ao Fernando Mitre que facilite uma entrevista do Tiago Cordeiro com os botões do Datena?’

É boa idéia.

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Área restrita

Deu no Meio&Mensagem Online:

ANJ quer somar internet à circulação de jornais

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) costura acordo com o Instituto Verificador de Circulação (IVC) para que os números de circulação de jornais brasileiros passem a incluir a audiência das versões on-line dos títulos. Assim, além do total de exemplares vendidos, seriam considerados os acessos aos sites mantidos pelos jornais, através de método a ser definido. ‘Esperamos que este modelo seja implantado já no primeiro semestre de 2008’, adianta Nelson Sirotsky, presidente da ANJ.

Janistraquis acha a idéia excelente e aproveita para fazer a seguinte observação:

‘Pois acabem com essa besteira, essa mesquinharia de ‘área restrita a assinantes’, que os números vão subir ‘dramaticamente’, como dizem os economistas.’

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Brazilienses

O considerado Roldão Simas Filho, diretor de nossa sucursal no DF, donde é possível enxergar alhures algumas vacas de Renan a caminho do brejo, pois Roldão, que continua a reorganizar e limpar seu implacável arquivo, já de olho em 2008, selecionou algumas do Correio Braziliense do sábado, 21/2, com aqueles comentários sempre oportunos:

Editoria BRASIL – p. 17

1 — ‘Correios distribuirá donativos’

(Falta concordância entre o sujeito e o verbo).

2 — ‘Viagem em nave russa — Os astronautas e cosmonautas que participam do programa ISS recebem um treinamento que custa US$ 800 mil por ano.’

(Astronautas e cosmonautas são sinônimos).

Editoria CIDADES – p. 24

‘Ousadia para furtar casa – ‘Para arrebentar o muro, os bandidos atiraram com uma pistola de calibre 32’

(Puxa! Uma pistola 32 com efeito igual ao de uma bazuca!)

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Coisa de bandido

Deu no site Consultor Jurídico:

A Corregedoria da Polícia Federal em São Paulo investiga um delegado e sua equipe, suspeitos de prática de tortura. Eles são acusados de usar gás lacrimogênio contra uma família residente em Alphaville, bairro de classe alta de Barueri, na Grande São Paulo, durante a operação que levou à prisão da quadrilha do megatraficante colombiano Juan Carlos Abadia.

(…) o delegado que chefiava a equipe, ‘usando de força excessiva, ameaçou as pessoas e as crianças com armas, humilhou, assustou, apavorou, estourou portas com os pés e soltou artefatos químicos no interior da residência’.

Janistraquis, que nunca confiou muito em nenhuma força policial, assustou-se:

‘Considerado, quadrilhas têm assaltado por aí, vestidas com uniformes da Polícia Federal; se alguma aparecer aqui no sítio, nós a receberemos com coquetéis molotov, se a gasolina não estiver muito diluída em água suja, é claro.’

Leia aqui a íntegra do texto assinado por Claudio Julio Tognolli.

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Mestre Talis

Leia no Blogstraquis a íntegra de Réquiem para os negros de alma branca, poema cujo excerto epigrafa esta coluna. Ali está o Mestre em versos da mais sentida inspiração.

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Desrespeito

Edméia Nunes Jardim, considerada empresária de Florianópolis, está indignada com chamadinha que viu em The History Channel, da Sky:

‘Você acredita que anunciaram um programa de três horas de duração com Freddie Mercury, apresentado como ‘o maior cantor de todos os tempos?!?!?!’. Esses malucos nunca ouviram falar de Bing Crosby, Frank Sinatra, Francisco Alves, Orlando Silva…’

Janistraquis concorda, ó Edméia, e acha que alguém do History deveria ser preso, julgado e condenado a passar uma semana no Haiti, para nunca mais divulgar mentiras. Ou então, pena mais econômica, algemar o sujeito num botijão de gás, obrigado a escutar no rádio os sermões do ‘missionário’ David Miranda.

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Que desculpa!

O considerado Carlos Martins do Rego, professor paulistano aposentado, reclama da Rede Bandeirantes:

‘Na segunda-feira, dia 3/9, deram chamada para matéria sobre um novo remédio que iria facilitar a vida de diabéticos como eu e outros milhões de brasileiros; fiquei atento, porém apareceu uma repórter a falar da doença, repetindo o que todos já sabemos. Pensei comigo: vão dizer qual o nome do remédio no final da reportagem… Qual o quê! Passaram para outro assunto e os diabéticos ficaram no ora veja!!!’

Janistraquis lembra que essas desgraças ocorrem em toda a mídia, ó professor:

‘Conheço um editor de revista que apresentou no sumário uma reportagem e esta não constava em página alguma, apesar de comentada na ‘carta ao leitor’; instado a esclarecer a falha, o editor disse ao diretor que fora assaltado por privação de sentidos e insanidade temporária. E colou!’

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Não diga p.q.p…

O considerado Celso Neto, diretor de nossa sucursal no Ceará, despachou da sede armada em dois postes da Praça do Ferreira, em Fortaleza, um utilíssimo Curso para aprimorar a comunicação no trabalho. Há preciosos conselhos como este:

Em vez de ‘Puta merda, veado nenhum me fala nada na porra deste país!’, diga com aquele jeitinho presidencial: ‘Precisamos melhorar a comunicação interna’.

Este e outros o leitor encontrará no Blogstraquis.

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Caju Para Todos

A propósito do Projeto Caju, que teve seu lançamento prestigiado por inflamado discurso do presidente Lula, Janistraquis, apaixonado pela fritada de maturi, sente-se no dever cívico de informar aos considerados leitores desta coluna:

‘O caju, mais propriamente aquela parte que os burocratas abstêmios chamam de pedúnculo, é o mais tradicional (e barato) tira-gosto nordestino. Quem toma cachaça sabe do que estou falando.’

É pura, cristalina e destilada verdade; o colunista conheceu em João Pessoa um amante da branquinha que entornava uma garrafa inteira simplesmente a cheirar o fruto de aroma embriagador.

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Nota dez

O considerado Fernando Gabeira escreveu na Folha de S. Paulo:

(…) Se olharmos apenas para a dimensão da política profissional, as esperanças são pequenas. Não é possível confiar nos partidos, e o digo com certa tristeza, pois ajudei a criar um. No entanto, volto à minha tese habitual: o horizonte político petrificou-se, mas a sociedade continua em movimento. É esse movimento que dinamiza a apuração de escândalos, que empareda figuras como Renan Calheiros e encontrou eco no Supremo, como, de certa forma, também o encontrou nas instituições que fiscalizam o desvio de verbas públicas e outras modalidades de corrupção.

Leia no Blogstraquis a íntegra deste artigo deverasmente indispensável.

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Errei, sim!

‘BAIANO GARFADO – Pensativo, Janistraquis declarou depois da leitura: ‘Considerado, nessa briga entre o Jornal do Brasil e O Globo, quem leva prejuízo é a Bahia…’; e alinhou os jornais lado a lado. O Globo dizia: ‘ Bastões anticoncepcionais criados há mais de 20 anos no Brasil pelo médico baiano Elsimar Coutinho poderão ser usados agora por mulheres americanas’.

No JB, lia-se: ‘Esta é uma ocasião histórica para a contracepção porque o Norplant é realmente o primeiro (…), disse o médico Sheldon Segall, que desenvolveu esse método’.

Janistraquis acha que, só para ser diferente de O Globo, o JB ‘garfou’ o baiano (janeiro de 1991)

Colaborem com a coluna, que é atualizada às quintas-feiras: Caixa Postal 067 – CEP 12530-970, Cunha (SP), ou japi.coluna@gmail.com.’

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Clique nos links abaixo para acessar os textos do final de semana selecionados para a seção Entre Aspas.

Folha de S. Paulo – 1

Folha de S. Paulo – 2

O Estado de S. Paulo – 1

O Estado de S. Paulo – 2

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