Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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DIRETóRIO ACADêMICO >

Crise em novelas racha cúpula da Globo

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 18/11/2008 na edição 512

Leia abaixo a seleção de segunda-feira para a seção Entre Aspas.


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Folha de S. Paulo


Segunda-feira, 17 de novembro de 2008


 


TELEVISÃO
Daniel Castro


Crise em novelas racha cúpula da Globo


‘A crise de audiência das novelas rachou a cúpula da Globo. A relação entre Manoel Martins, diretor-geral artístico, e Mário Lúcio Vaz, ex-diretor-geral artístico e atualmente consultor, ficou estremecida.


Martins não gostou de relatórios que Vaz produziu apontando falhas e possíveis soluções para as novelas das seis e das sete. Vaz, então, deixou de enviar seus apontamentos para Martins. Agora, só os encaminha a Octávio Florisbal, diretor-geral da rede.


‘Negócio da China’, primeira novela totalmente produzida na gestão de Martins, é a que mais recebe críticas da cúpula. Uma ala avalia que a história de Miguel Falabella, inicialmente criada para as 19h, mas improvisada às 18h, não tem salvação.


Manoel Martins, no entanto, não tem poupado esforços para impedir que a novela seja encurtada ou substituída por ‘Malhação’. Na semana passada, afastou o ex-protagonista, Fábio Assunção. O motivo principal foram problemas de saúde do ator, mas pesou também o fato de pesquisas com telespectadoras terem rejeitado o personagem dele, um mocinho fraco. Thiago Lacerda entrará para suprir a carência de herói.


Assim como ‘Negócio’ e ‘Três Irmãs’, ‘A Favorita’ também registra a pior audiência do horário. Mas não é alvo de críticas. A cúpula aposta que ‘Caminho das Índias’, próxima das oito, vai recuperar a audiência da faixa das 21h.


DEU UM DADO 1


Luana Piovani segurou pelo braço e sacudiu uma produtora de ‘Faça Sua História’, da Globo, porque a profissional não providenciou comida light, como frutas. No bufê servido nos intervalos das gravações, só havia bolos e sanduíches.


DEU UM DADO 2


A produtora caiu no choro. Seus colegas reclamaram, e o caso foi parar na direção da emissora. Especula-se que a participação de Luana em quatro episódios do seriado pode ser abreviada. A assessoria de Luana não atendeu a Folha.


FESTA HOLI


Depois de mais de um ano sem lançar novela no Rio (só em São Paulo), a Globo fará a festa de ‘Caminho das Índias’ no Parque Lage. O evento terá música e dança indiana.


SÃO TOMÉ


A notícia de que a Igreja Universal deixará a grade da Record em 2010 não convenceu muita gente nem mesmo na emissora. A Universal paga cerca de R$ 300 milhões por ano pelas madrugadas da Record.


CACIFE 1


Em convenção em Florianópolis, a Record anunciou investimentos de R$ 390 milhões em 2009. No RecNov, além dos R$ 200 milhões já divulgados, entrarão mais R$ 50 milhões, para dois novos estúdios.


CACIFE 2


Em SP, investirá R$ 30 milhões em um centro de exibição digital. Gastará R$ 60 milhões com realities (a novidade será ‘Fazenda das Celebridades’) e R$ 50 milhões em filmes (confirmou ‘Tropa de Elite’) e séries (‘Lipstick Jungle’).’


 


 


JORNALISMO
Folha de S. Paulo


Repórter da Folha recebe prêmio da União Européia


‘O repórter da Folha Raphael Gomide foi o vencedor, na categoria América Latina e Caribe, do Prêmio Lorenzo Natali 2008 com a reportagem ‘O Infiltrado – A PM por Dentro’, publicada em 18 de maio no Mais!.


Concedido desde 1992 pela União Européia para trabalhos sobre direitos humanos, democracia e desenvolvimento, o prêmio leva o nome do vice-presidente da Comissão Européia Lorenzo Natali, que morreu em 1990.


A reportagem revelou o cotidiano da formação de soldados da Polícia Militar do Rio. Para fazê-la, Gomide foi recruta por 23 dias após ter feito concurso que durou sete meses.


A cerimônia ocorreu ontem em Estrasburgo, na França. O ganhador do Grande Prêmio Lorenzo Natali foi Larisse Houssou, de Benin, com reportagem sobre recrutamento de crianças para lutar em guerrilhas no Sudão.’


 


 


TODA MÍDIA
Nelson de Sá


Até abril


‘Na manchete do ‘New York Times’, ‘Líderes mundiais prometem esforço conjunto para ajudar economia’. Do ‘Washington Post’, ‘Líderes mundiais concordam em buscar ampla reforma’. Na manchete on-line do ‘Financial Times’, ‘Líderes mundiais se unem para restaurar crescimento’.


Abaixo dos enunciados retumbantes, os textos relativizaram os avanços do G20. No ‘NYT’, ‘grandes decisões foram adiadas’ e ‘nova rodada foi marcada para abril, num teste para Barack Obama’. No ‘WP’, definiram-se ‘princípios amplos, deixando detalhes para os assessores, até o novo encontro em abril’. Para o ‘FT’, os ‘líderes definiram uma agenda ambiciosa’, mas ‘passos concretos’ só em abril.


PROMESSAS


A manchete on-line do ‘Wall Street Journal’ foi a mais cética, ‘G20 oferece promessas’. Os ‘líderes globais mostraram união e prometeram grandes ações’:


– Mas o grupo, que se reuniu por menos de seis horas, deixou a maioria das decisões difíceis para o futuro.


MAIS PRÓXIMOS


Na manchete on-line do ‘China Daily’, ‘Líderes mundiais concordam em agir’ de forma ‘mais próxima e coordenada’ na crise, mas:


– Eles adiaram planos detalhados sobre a revisão do sistema financeiro e até um próximo encontro, na administração Obama.


OBAMA DIANTE DO G20


Quanto a Obama, deu poucos sinais sobre a cúpula. Sábado pela manhã, no site de transição (acima), postou seu primeiro ‘Pronunciamento Semanal do Presidente Eleito’ sobre o G20. Elogiou Bush por ‘iniciar o processo’ e já passou para a cobrança do plano de estímulo que os democratas querem aprovar. Falando ao ‘60 Minutes’ sexta, antes do G20, insistiu no pacote, que Bush rejeita.


As manchetes de Huffington Post e Politico, ontem, seguiram o ‘NYT’ e destacaram que a marcação da nova cúpula para abril já pressiona Obama à ação.


A MORTE DO G8


No dominical ‘Observer’, Larry Elliott escreveu que ‘Esta cúpula sinaliza o fim do clube exclusivo das nações ricas’. Sem Obama, foi como como ‘Hamlet’ sem o príncipe’, mas teve cinco ‘realizações’, sendo a maior delas que, ‘finalmente, soou o sino de morte para o G8’.


A MORTE DO G7


No ‘FT’, Clive Crook foi mais cético. Escreveu que, ‘para muitos, o encontro não importou pela simples razão de que o presidente eleito não estava lá’. Mas avaliou que ‘a coisa mais importante foi geopolítica’ e que ‘seria bom se provasse ser a certidão de morte do velho G7’.


A ORDEM DAS CADEIRAS


No ‘WP’ (acima), destaque para os EUA, ladeados por Brasil e Japão, na cúpula de sábado. No ‘China Daily’, a foto on-line ressaltou o presidente Hu Jintao ao lado de George W. Bush, no jantar de sexta. Na home do espanhol ‘El País’, a foto posada de sábado, com o primeiro-ministro José Luis Zapatero logo atrás de Bush e Lula.


O ‘NYT’, ontem sobre o jantar, ironizou que ‘a verdadeira história foi a distribuição dos lugares à mesa’. Bush cercado por Lula e Hu ‘foi uma ilustração de como a crise refez a ordem econômica mundial’.


‘BRAZILIANS, GO HOME’


Na ‘Newsweek’, ‘Conforme Brasil se torna ator mais poderoso, seus vizinhos se mostram vez mais agressivos’. Diz que a reação vem sobretudo de Bolívia, Paraguai etc. -e que, ‘ironicamente, Lula segue popular’ nos mesmos. Mas sua ‘tolerância’ está próxima do limite.’


 


 


CRIME NAS CASAS BAHIA
Painel do Leitor


Seguranças armados


‘‘Parabenizo Elio Gaspari por seu artigo de domingo nesta Folha (‘Dedicação total a você… Bang, Bang’), é um oásis da grande mídia que merece ser publicado na primeira página. Afinal, tira-se a vida de um pai de família e cliente das Casa Bahia e a mídia, conhecida como ‘elite branca’, limita-se a mencionar o caso como mais um fato violento, ocorrido desta vez em uma rede de departamentos.’


MARCOS ROBERTO BECKER (São Bernardo do Campo, SP)’


 


 


OBAMA
Andrea Murta


Na 1ª entrevista, eleito fala em sair do Iraque e banir tortura


‘Em sua primeira entrevista após ser eleito o 44º presidente dos EUA, Barack Obama afirmou ontem que vai retirar as tropas americanas do Iraque e fechar a prisão de Guantánamo, em Cuba, como prometeu durante a campanha.


‘Assim que assumir o cargo [em 20 de janeiro] convocarei meu gabinete, meu aparato de segurança nacional e começaremos a executar o plano para diminuir [o número] de tropas’ no Iraque, disse ele.


A entrevista foi gravada na sexta-feira, mas o anúncio foi feito no mesmo dia em que ministros iraquianos aprovaram um novo pacto de segurança com a Casa Branca, que abre caminho para a presença americana no país árabe até 2011.


A entrevista foi divulgada no programa ‘60 Minutos’ (‘60 Minutes’, da CBS News). O presidente eleito afirmou que focará sua estratégia militar no Afeganistão e que fará da captura ou morte de Osama bin Laden, líder da Al Qaeda, uma prioridade do governo. ‘Acabar com a Al Qaeda de uma vez por todas (…) é fundamental para a segurança dos EUA.’


Segundo Obama, para reconstruir ‘a posição moral dos EUA no mundo’ será necessário fechar a prisão de Guantánamo. ‘Disse repetidamente que os EUA não torturam. E vou garantir que não torturemos’, acrescentou.


Sobre a equipe de governo, Obama indicou que nomeará ao menos um republicano, novo sinal de que flerta com a idéia de se cercar de um ‘time de rivais’ na Casa Branca.


As especulações sobre o time cresceram depois que a imprensa disse que Obama teria oferecido à senadora Hillary Clinton, adversária no Partido Democrata, o cargo de secretária de Estado. Ele confirmou no ‘60 Minutos’ ter se reunido com Hillary na semana passada, mas não comentou o teor da conversa.


Se a nomeação de um republicano se confirmar, ele estaria seguindo os passos do presidente Abraham Lincoln (1861 -1865), cuja abordagem ousada o democrata disse admirar. ‘Há uma sabedoria e humildade em sua forma de governar […] que acho muito útil.’


Relatos da mídia americana indicam que Obama também terá como conselheiro na Casa Branca mais um veterano do governo do ex-presidente Bill Clinton (1992-2001): é Gregory Craig, advogado que fez parte da defesa de Clinton no processo de impeachment em 1998.


Durante a campanha, Craig, 63, além de conselheiro de política externa, fez o papel do ex-candidato republicano John McCain na preparação do presidente eleito para os debates com o rival.’


 


 


 


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O Estado de S. Paulo


Segunda-feira, 17 de novembro de 2008


 


MARKETING
Marili Ribeiro


Empresas investem nos clientes antigos


‘Há duas semanas, o varejo viveu, segundo Luiza Helena Trajano, superintendente do Magazine Luiza, o pior momento de vendas dos últimos anos. Para sair do sufoco diante da falta de compradores, ela correu atrás dos consumidores fiéis. Por meio de uma rápida campanha em rádio, convocou os ‘clientes ouro’ – os bons pagadores do seu cadastro – para que fossem às lojas abertas com exclusividade para eles no domingo. Resultado: faturou R$ 10 milhões em apenas cinco horas. Salvou a semana.


A ação de marketing do Magazine Luiza mostra uma tendência que deve ganhar espaço nesse período de desaquecimento da economia. Para garantir negócios em época de retração de consumo, as empresas tendem a gastar maior parcela da verba de propaganda com o cliente cativo. Há um cálculo do americano Philip Kotler, espécie de guru do marketing, mostrando que a conquista de um novo cliente requer investimentos entre cinco e sete vezes maiores do que a manutenção do cliente da base.


‘O custo para se conquistar novos clientes está ficando exorbitante’, admite Hugo Janeba, vice-presidente de marketing da Vivo. É bem verdade que, no caso das operadoras de telefonia, a acirrada disputa por espaço no mercado, em especial com a chegada da concorrente Oi a São Paulo, mais do que justifica cuidados para evitar a debandada de consumidores.


A Vivo pôs no ar na semana passada uma campanha criada pela agência Young & Rubicam que procura justamente valorizar sua parceria com clientes. ‘O comercial mostra como queremos ficar mais próximos’, diz Janeba ‘Nosso próximo passo será demonstrar isso na prática. Temos de valorizar a base que nos sustenta’.


A nova etapa da campanha da Vivo, que entra no ar esta semana, vai informar que todas as ofertas feitas para os novos clientes serão também extensivas aos antigos. ‘Não tem nada mais irritante do que você comprar um tênis e passar uma semana depois na loja e ver que ele está sendo oferecido pela metade do preço’, diz.


Casais felizes se abraçando enquanto andam pela praia e crianças sorridentes correndo atrás de cachorrinhos em longas cenas que pretendem passar descontração e alegria devem dar lugar a uma safra de comerciais mais práticos, pontuados por propostas bem objetivas. ‘Será natural as campanhas tentarem conciliar a idéia de proximidade da marca do anunciante – no estilo olha como eu sou importante para você – com as necessidades da vida real, como as vantagens de preços’, diz Alexandre Gama, presidente da NeogamaBBH.


Nessa mesma linha, Isabelle Perelmuter, vice-presidente de planejamento da FischerAmérica, diz que, em que momentos de crise econômica, os canais de mídia de massa tornam-se caros para os anunciantes. Por isso, o caminho mais eficiente para aplicar os recursos mais escassos é procurar a eficiência das vendas. O que, para os publicitários, pode também ser pautada por um trabalho paralelo de valorização da marca.


‘O jornal The New York Times publicou recentemente um trabalho pioneiro que quantificou a relação entre lealdade, lucros e crescimento’, conta Isabelle para reforçar a onda da preservação dos clientes fiéis presente atualmente no radar das empresas. ‘O estudo demonstra as vantagens econômicas de fidelizar consumidores. Em um dos exemplos apresentados, a empresa reduz em 5% sua perda de clientes e, com isso, aumenta a lucratividade em 35%.’


O levantamento, segundo explica a publicitária, conclui que um cliente leal custa menos – por itens que vão dos gastos menores com anúncios para chamar a sua atenção até a economia com comissão de vendas e a avaliação de crédito. Isso, sem contabilizar o fato de que os clientes são simpáticos a testar ofertas de novos produtos da marca que compram, influenciam outros consumidores e chegam a pagar até 20% a mais pelos rótulos que confiam.


Calejado por experiências de outros momentos de retração econômica, Cyd Alvarez, presidente da agência NBS, reconhece que, em cenários mais restritivos, há razões para os anunciantes abandonarem temporariamente as campanhas institucionais em prol das mensagens relevantes de vendas. ‘E, aí, fazer o cliente cativo gastar mais é potencializar resultados.’’


 


 


TELEVISÃO
Cristina Padiglione


Playboy na locadora


‘Ao constatar que 69% de seus assinantes procuram conteúdo erótico na internet; que 40% alugam e 28% compram DVDs do gênero; e que 10% gravam filmes da TV, a Playboy do Brasil resolveu estender seu comércio. Daí tratar como mídia complementar, e não concorrente, o lançamento, em janeiro, das quatro primeiras caixas de DVDs do Clube Sexy Hot. O pacote é composto por um filme ‘soft’ e dois ‘hards’ – a saber, com sexo explícito.


Em fevereiro, será a vez de inaugurar o lançamento de DVDs de quem curte o canal For Man, voltado aos gays. A partir daí, a saída de títulos em DVDs eróticos terá periodicidade fixa, a definir.


A etapa seguinte será oferecer a esse obcecado consumidor uma assinatura dessas caixas. Vende-se aí o conforto do delivery, mas, principalmente, a vantagem de evitar o constrangimento na hora de caçar cenas eróticas em plena locadora.


No Brasil, o mercado ‘adulto’, como manda o eufemismo da nossa era, movimenta US$ 800 milhões por ano. Desse bolo, a fatia de DVDs consome 36% (US$ 284 milhões), bem mais que a TV paga (7%), o que explica a nova aposta da Playboy.’


 


 


 


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