Sábado, 18 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

DIRETóRIO ACADêMICO > LIBBY INDICIADO

Defesa quer documentos do caso Plame

30/01/2006 na edição 366

Os advogados de Lewis Libby pediram ao tribunal, na semana passada, que o promotor responsável pela investigação do caso Valerie Plame repasse a eles todas as informações obtidas de jornalistas sobre suas conversas confidenciais com fontes do governo Bush. Os advogados alegam que as informações com base nas conversas sobre a agente da CIA Valerie Plame seriam cruciais para a defesa de Libby, acusado de perjúrio e obstrução à justiça.

Eles afirmaram ainda que poderão, em um próximo passo, intimar jornalistas e funcionários governamentais a depor para investigar se – e em que nível – a identidade de Valerie era conhecida antes de aparecer pela primeira vez na imprensa, em julho de 2003.

Confusões de memória

Libby, ex-chefe de Gabinete do vice-presidente Dick Cheney, foi indiciado pelo promotor Patrick Fitzgerald com cinco acusações, entre elas mentir ao FBI e ao grande júri. Libby teria vazado a informação sobre o papel de Valerie Plame na CIA a dois repórteres, mas afirmou oficialmente que teria recebido a informação de Tim Russert, chefe da sucursal de Washington da NBC News, e passado a informação adiante em bate-papos informais com os repórteres. Basicamente, o ex-chefe de Gabinete defende que não teve intenções obscuras ao vazar a identidade secreta de Valerie à imprensa.

O objetivo da defesa é mostrar que Libby não mentiu intencionalmente quando afirmou, durante seu testemunho, que muitos jornalistas sabiam sobre Valerie pouco antes da informação sair nos jornais, e que ele acreditava ter sabido da informação por Russert.

Os advogados de Libby vêem o jornalista Bob Woodward, do Washington Post, como um personagem crucial para ajudar na defesa. Woodward revelou em novembro do ano passado, poucas semanas após o indiciamento de Libby, que outra fonte do governo – e não o ex-chefe de Gabinete de Cheney – havia contado a ele, em uma conversa ‘casual’, o papel da agente da CIA. O jornalista afirmou em depoimento que, pelas datas, esta conversa teria acontecido antes de Libby ter contado à então repórter do New York Times Judith Miller sobre Valerie Plame. Informações de Carol D. Leonnig [The Washington Post, 27/1/06].

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