Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

DIRETóRIO ACADêMICO > AFEGANISTÃO

Divulgado vídeo de italiano seqüestrado

15/03/2007 na edição 424

O jornalista italiano Daniele Mastrogiacomo, seqüestrado no Afeganistão na semana passada, apareceu em um vídeo pedindo que o primeiro-ministro Romano Prodi se esforce por sua soltura, informa a Associated Press [14/3/07]. Segundo o diário La Repubblica, onde trabalha Mastrogiacomo, as autoridades italianas receberam do grupo humanitário Emergency, que atua no Afeganistão, uma gravação onde o jornalista aparece sozinho, com seus ombros e a parte de trás da cabeça cobertos por uma espécie de xale ou lenço.


O repórter diz a data da gravação – ‘segunda, 12 de março’ – e completa: ‘como vocês podem ver, estou em boas condições física, mais ou menos, e… como vocês podem ver, sob guarda […] Eles me prenderam porque eu estava em território Talibã’. Mastrogiacomo diz ainda, com voz calma e clara, que junto com ele foram pegos dois colegas afegãos. ‘Eu apelo ao governo, e à sensibilidade do premiê Romano Prodi, para que ele faça o possível… para conseguir nossa libertação’, afirma o jornalista.


Ninguém mais aparece na gravação, mas em determinado momento Mastrogiacomo vira para o lado para ouvir alguém. Depois, como se tivesse sido lembrado, fala sobre a mulher e seus filhos. ‘Eu acho que vão me soltar logo. Sejam pacientes’, diz. O vídeo foi exibido na TV italiana.


Determinação


O gabinete do primeiro-ministro divulgou declaração onde afirma que o governo está ‘unido e determinado a trabalhar pela liberdade do jornalista o mais rápido possível’. Prodi, segundo a AP, teria se encontrado com os ministros italianos das Relações Exteriores e da Defesa para conversar sobre o vídeo.


Insurgentes do Talibã alegam ter seqüestrado Mastrogiacomo, junto com dois assistentes afegãos que viajavam com ele, na província de Helmand, em 5/3. No domingo (11/3), Prodi havia dito que a Itália estava acompanhando ‘minuto a minuto’ o caso do seqüestro do jornalista, mas que a missão militar no Afeganistão continuaria inalterada. Na semana passada, um líder do Talibã chegou a pedir a retirada das tropas italianas do país em troca do refém. Hoje, há cerca de 1.800 soldados no Afeganistão.


 

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