Segunda-feira, 24 de Junho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1042
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Eleições reacendem polêmica sobre linguagem

01/05/2007 na edição 431

O português é uma das línguas oficiais do Timor Leste, mas raramente o idioma é ouvido nas ruas da jovem nação, noticia Ahmad Pathoni [Reuters, 22/4/07]. O pequeno país foi uma colônia portuguesa por mais de três séculos, mas atualmente apenas 5% de sua população de um milhão de pessoas falam a língua de Portugal.

Depois que Lisboa libertou o território, o país foi ocupado pela vizinha Indonésia por 24 anos, antes de ganhar independência total em 2002. Sob o domínio indonésio, o português foi banido e quem o fala hoje são membros da elite política ou pessoas mais velhas educadas na era colonial. Mesmo com os esforços do governo, após a independência, para incentivar o uso do português, o bahasa indonésio continua sendo o principal idioma de instrução nas escolas secundárias e universidades, junto com o tétum, dialeto mais falado no país e a segunda língua oficial.

Em debate

Muitos criticam a decisão do governo de adotar o português como língua oficial e o debate sobre o tema foi levantado por alguns dos oito candidatos à presidência das eleições ocorridas em abril, as primeiras após a independência e que serão decididas em segundo turno em maio. Eles afirmam que muitos jovens educados sob o governo indonésio tiveram empregos estatais negados porque não falavam português. ‘Esta é a maior discriminação praticada pelo governo [do primeiro-ministro José Ramos Horta e do presidente Xanana Gusmão]’, diz Suzanna Cardoso, jornalista do Timor. ‘O governo não reconhece a contribuição dos educados sob o governo indonésio para a luta pela independência’.

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