Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

DIRETóRIO ACADêMICO > MÍDIA & NOVAS TECNOLOGIAS

Escolas de Jornalismo off-line

Por Humberto Schvabe em 19/02/2008 na edição 473

De maneira geral, os cursos de Jornalismo não conseguem colocar no mercado profissionais prontos para a produção de reportagens (a principal atividade do jornalista em sua fase inicial). O que dizer, então, sobre o profissional do Jornalismo? Além disso, a quantidade de formandos jogado no mercado a cada ano ou semestre é um agravante ainda maior. A qualidade do ensino do jornalismo está muito abaixo do que a atual realidade que o mercado da informação exige.

Diante disto, temos ainda a maioria das escolas tratando a internet e a web como se não estivessem efetivamente inseridas no contexto como meios noticiosos. Talvez estejam encarando o jornalismo on-line como um modismo de blogs, sites pessoais e independentes; como sendo alguma coisa muito pessoal, considerando a participação do cidadão neste tipo de produção e publicação de notícias como fora de contexto profissional.

Neste mundo de explosões de tecnologia, a atividade jornalística vem mudando rápida e radicalmente. As rotinas, os valores, as normas e as novas tecnologias vêm atropelando as empresas e os profissionais, impingindo dificuldades diárias para acompanhar as tecnologias e ao mesmo tempo adaptar-se aos novos processos e valores gerados por estas novidades. Até ontem, as novidades industriais eram apenas noticiadas. Hoje as novidades da comunicação envolvem de maneira direta os profissionais e a ‘indústria informativa’, obrigando-nos a assimilá-las e colocá-las em prática em tempos exíguos. Só assim conseguimos nos manter atualizados e vivos neste grande mercado de informação e da formação que atinge a nossa comunidade e o mundo ao mesmo tempo.

Comunicação do presente

Leitores, ouvintes e espectadores estão a cada dia mais distantes das massas amorfas e passivas, interagindo de maneira bem definida no processo informativo pela web e gerando esta demanda por capacitação e orientação específicas, que até agora não foi percebida com clareza pela maioria das empresas, escolas e jornalistas.

A necessidade da especialização, da profissionalização, para ocupar o mercado de trabalho atual, gera leitores com maior conhecimento teórico, e conseqüentemente mais críticos, criando a necessidade de jornalistas especializados que venham a entender e atender as reais necessidades deste público.

Se a razão para a existência das escolas de Jornalismo fosse apenas atender às demandas do mercado, poderíamos fechar a maioria delas. A escola existe para formar profissionais que atendam à necessidade do mercado. Nesta perspectiva, precisam melhorar no sentido de atender este novo mercado da comunicação. E não é da comunicação do futuro, não; é da comunicação do presente.

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Jornalista, Curitiba, PR

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