Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

DIRETóRIO ACADêMICO > LEITURAS DE VEJA

Isto é jornalismo?

Por Luiz Antonio Magalhães em 26/02/2008 na edição 474

Não, nitidamente, não é jornalismo. Se alguém tinha alguma dúvida, a capa de Veja desta semana (edição nº 2049, de 27/2/2008), reproduzida abaixo, é esclarecedora: trata-se de um panfleto de direita e não uma revista informativa. O jornalista Luis Nassif, que está escrevendo um dossiê sobre a revista Veja em seu blog, é até gentil ao classificar de ‘jornalismo de esgoto’ o que é publicado na revistona mais vendida do país. Na verdade, não há jornalismo algum ali, apenas um apanhado de comentários e textos, muitos deles nitidamente ficcionais, sobre o que de mais importante a ultradireita considera ter ocorrido na semana. É, digamos assim, uma revista de formação e não de informação – e muito bem feita, por sinal.






Sem mencionar o conteúdo das ‘reportagens’ internas, uma rápida análise da capa desta edição é suficiente para provar o caráter da revista. ‘Já vai tarde – o fim melancólico do ditador que isolou Cuba e hipnotizou a esquerda durante 50 anos’ é uma chamada e tanto. Bem, ‘Já vai tarde’ é o que pensa a família Civita e os muito bem pagos acólitos que trabalham na árdua função de ‘editar’ (editorializar seria mais preciso) Veja.


Até aí, o script da ultradireita caminha bem. ‘Fim melancólico do ditador que isolou Cuba’, porém, já força um pouco a barra. Primeiro, porque não há nada de melancólico na renúncia de Fidel. Ele soube sair de cena, preparou a sua sucessão, continua escrevendo e divulgando as suas idéias (bem mais lidas do que as da família Civita, é bom que se diga). O que há de melancólico na troca de comando em Cuba? Ao contrário do que certamente desejavam a família Civita e os cubanos de Miami, não houve revolta popular contra o regime de Fidel e nem ele morreu no poder para que pudessem dizer que em Cuba a presidência era vitalícia.


Estudo de caso


Em segundo lugar, não foi Fidel quem isolou Cuba, mas os Estados Unidos da América – pátria dos Civita –, por meio do desumano embargo que já dura décadas. Outra incorreção da chamada é dizer que Fidel ‘hipnotizou’ a esquerda mundial. Ora, trata-se apenas de uma figura de linguagem ruim, pois a esquerda não foi ‘hipnotizada’ por ninguém, ao contrário, estava lutando ao lado de Fidel, como esteve do camarada Stálin, por exemplo. A esquerda pode ter cometido erros, mas ‘hipnotizada’ pelo comandante, definitivamente não foi.


A cereja no bolo desta edição de Veja é a pequena foto do presidente Lula no alto da capa, acima de Fidel e com pose de Superman. ‘Popularidade – Lula surfa nos bons números do capitalismo brasileiro’ é a chamada que acompanha a imagem. Claro, trata-se de uma referência ao excelente desempenho do presidente brasileiro na pesquisa CNT/Sensus divulgada na semana passada. A revista já traz a explicação do aumento da popularidade logo na capa, para não deixar dúvidas: é a ‘rendenção’ de Lula à economia de mercado o que o faz o mais popular dos presidentes brasileiros desde a redemocratização, a despeito da vergonhosa campanha da própria Veja contra o presidente.


Ou seja, Lula é a esquerda que, domesticada, ‘deu certo’. Embora também não tolere o governo do presidente-operário, o panfletão da Abril deixa claro que, pelo menos até aqui, Lula e Fidel são diferentes.


Tudo somado, a edição de Veja desta semana devia ser estudada não nos cursos de jornalismo, mas nos de publicidade. É um bom jeito para os futuros marqueteiros dos futuros Malufs, Pittas e afins aprenderem como vender gato por lebre. Isto, melhor do que Veja ninguém faz.

Todos os comentários

  1. Comentou em 03/05/2010 Paula Serio

    Boa noite.

    Eu estou no último ano do curso de Jornalismo da PUC-SP e o meu TCC será sobre tatuagem.

    Fiz pesquisas e vi que Toni Marques desenvolveu o livro ‘O Brasil tatuado e Outros mundos’. Em vista disso, gostaria de saber se vocês poderiam, por gentileza, me dar um ‘help’ para acrescentar os estudos que tenho feito. Gostaria do contato do Toni ou que vocês repassassem este e-mail pra ele.

    É uma pergunta.
    De acordo com os estudos que realizou, como você classifica o pensamento e a postura da sociedade de hoje em relação a tatuagem? Me refiro ao Brasil principalmente.

    Obrigada pela atenção,

    Paula.

  2. Comentou em 04/03/2008 Ricardo Pierri

    ‘Haveria mais legitimidade nesse interesse se não houvesse censura’ – discordo veementemente. O interesse existe devido às conquistas sociais. O fim dessa censura não ‘valeria’ a perda dessas conquistas, q se seguiria, certamente, ao fim do regime. ‘E entre Voltaire e Fidel’ – eu fico com as conquistas sociais em vez de qquer um dos dois. ‘A autocensura não é uma faceta tolerável de censura, mas talvez a pior de todas elas.’ – concordo. E assim q o regime cubano deixasse de existir, a auto-censura privada se instalaria, como existe aqui, nos EUA e em praticamente todos os países. O que mudaria? Em vez de defender o regime socialista, o atacariam. E ainda apoiariam o fim de todas as políticas q permitiram as conquistas sociais. ‘O papel do jornalista, penso eu, é revelar aspectos de uma ditadura que cobra preços altíssimos dos alfabetizados e saudáveis cidadãos daquele país.’ – É mesmo? Eu já acho q o papel do jornalista é abordar todos os aspectos e buscar a verdade, sem paixões ou preferências, revelando tanto o preço cobrado como as vantagens entregues, sem julgar com base em suas preferências pessoais e ideologia. Chamar de ditadura, por exemplo, algo q não é unanimemente aceito como tal, é fazer justamente o contrário.

  3. Comentou em 04/03/2008 Ricardo Pierri

    ‘Haveria mais legitimidade nesse interesse se não houvesse censura’ – discordo veementemente. O interesse existe devido às conquistas sociais. O fim dessa censura não ‘valeria’ a perda dessas conquistas, q se seguiria, certamente, ao fim do regime. ‘E entre Voltaire e Fidel’ – eu fico com as conquistas sociais em vez de qquer um dos dois. ‘A autocensura não é uma faceta tolerável de censura, mas talvez a pior de todas elas.’ – concordo. E assim q o regime cubano deixasse de existir, a auto-censura privada se instalaria, como existe aqui, nos EUA e em praticamente todos os países. O que mudaria? Em vez de defender o regime socialista, o atacariam. E ainda apoiariam o fim de todas as políticas q permitiram as conquistas sociais. ‘O papel do jornalista, penso eu, é revelar aspectos de uma ditadura que cobra preços altíssimos dos alfabetizados e saudáveis cidadãos daquele país.’ – É mesmo? Eu já acho q o papel do jornalista é abordar todos os aspectos e buscar a verdade, sem paixões ou preferências, revelando tanto o preço cobrado como as vantagens entregues, sem julgar com base em suas preferências pessoais e ideologia. Chamar de ditadura, por exemplo, algo q não é unanimemente aceito como tal, é fazer justamente o contrário.

  4. Comentou em 01/03/2008 Felipe Faria

    Os asseclas cambodjanos de Pol Pot (os simpatizantes estrangeiros continuam impunes) estão sendo julgados. Por que nada disso é noticiado na imprensa brasileira?

  5. Comentou em 01/03/2008 Felipe Faria

    Os asseclas cambodjanos de Pol Pot (os simpatizantes estrangeiros continuam impunes) estão sendo julgados. Por que nada disso é noticiado na imprensa brasileira?

  6. Comentou em 29/02/2008 Ricardo Pierri

    Fidel explicou isso muito bem ao dizer q enuanto Cuba for alvo dos EUA, não pode se dar ao luxo de permitir q seus inimigos usem seu poder econômico para dominar a opinião pública. Não há restrição por princípio, mas por necessidade. Se essa restrição é justa ou não pode ser debatido, mas o fato é q é preciso contextualizar o fato para poder discutí-lo corretamente. ‘nem tem eleições livres’ – sim, eles as têm, e mais livres do que as nossas, considerando q não há necessidade de pertencer ao partido único e nem campanhas eleitorais financiadas por interesses especiais e decididas pelo poder econômico e pelos marketeiros. ‘Esse conjunto, para não mencionar os crimes de traição à pátria, basta para que consideremos Cuba uma ditadura.’ – os crimes de traição existem em todos os países, e são uma necessidade. E esse conjunto não é suficiente para declarar q Cuba é uma ditadura uma vez q 1) não atendem aos requisitos q caracterizam uma ditadura (poder centralizado, opressão, arbitrariedade, inexistência de Estado de direito) e 2) por tratar-se de um pettitio principii – um falso silogismo no qual as premissas são controversas, indemonstradas e falaciosas. ‘[este debate] não seria possível em Cuba’ – não é verdade. uma das coisas mais comuns em Cuba é a discussão política. Na verdade, os cubanos são incentivados a discutir, e existem grupos de discussão aos montes. (cont)

  7. Comentou em 29/02/2008 Ivan Moraes

    ‘Enquete: quais desses assuntos…’: Veja abaixar o facho pra falar ao povo brasileiro e aa America Latina e aprender seu cada-vez-menor lugar na cozinha. Assunto do qual os nordicos nada entendem.

  8. Comentou em 29/02/2008 Fábio Carvalho

    Prezado Apolonio, se não existissem assimetrias, provavelmente não estaríamos aqui debatendo. As desigualdades são fatos. Não tratar um país como café-com-leite não significa liberdade para massacrá-lo (nem mesmo liberdade para patrocinar o assassinato de Fidel, ou a invasão de Cuba, como já tentaram). O prejudicado com o embargo não é o regime ou o ditador, mas antes um povo pobre. A condenação sofrida é de 184 a 1. Essa política externa é desumana, indefensável. Não se trata de capitalismo selvagem, mas de atentado fundamentalista de mercado. Os EUA não estão protegendo seus lucros, defendendo suas tecnologias e seus direitos. Estão investindo ideologicamente com falsa propaganda democrática: a China (a Arábia Saudita, o Iraque…) está na capa da Veja, qualquer estudante de segundo grau que a lê sabe disso.

  9. Comentou em 29/02/2008 cid elias

    Não te esquives! Aqui é o Observatório da Imprensa, e caso não saibas, a imensa maioria dos brasileiros, principalmente os desinformados metidos a informados e os defensores de reis nossacaixa2, os que se ‘acham’, incluindo professores-visitantes, lêem apenas as capas e as manchetes. Portanto, nota 1000 pro artigo que observa a CAPA. Com certeza os leitores de vejaqmentira preferem se comportar como avestruzes.

  10. Comentou em 29/02/2008 Apolonio Silva

    Prezado Fábio, apenas uma observação ao seu comentário sobre o embargo. Existe nas relações entre países uma série de restrições de comércio permanentemente discutidas em diversos fóruns. Sobretudo existe um conjunto de restrições comerciais na área de tecnologia, apenas para citar um exemplo que conheço bem. O Brasil, por ter estabelecido acordos bilaterais com países como China, Ucrânia e etc., sofre embargo dos EUA no que se refere a qualquer tecnologia sensível (isto é, aquelas que habilitam ou viabilizam a construção de armas em estado da arte tecnológico). Ou seja, existem no mundo gradações de embargos que surgem de arranjos geopolíticos que são em última análise consequência pura e simples das escolhas que cada país faz para si – e que, evidentemente, trazem consequências, oras! É pueril discutir se o embargo econômico dos EUA contra Cuba traz/trouxe ou não consequências – é evidente que trazem. Mas a questão é: o que se esperaria de um país que teve todos os seus ativos confiscados por um governo de uma nação que passa a agir de forma agressiva? A criançada queria que os EUA declarassem Cuba ‘café-com-leite’ e fizesse como o Rei Leão: Hakuna Matata – vamos esquecer os nossos problemas e olhar pra daqui em diante? Querem porque querem uma guerrinha assimétrica. Isso é bobagem de aluno de centro acadêmico de 2o grau. Que é mais ou menos o nível do artigo de LAM acima.

  11. Comentou em 29/02/2008 Ivan Moraes

    ‘Anotem aí o que vou falar dos esquerdos. Quando o PT sair do governo e vier outra turma, o lulo-petismo vai defender a Veja.’: anotem o que vou falar dos direitistas. Quando o PT sair do governo e vier outra turma, o Brasil vai passar fome de novo.

  12. Comentou em 29/02/2008 Ivan Moraes

    ‘Anotem aí o que vou falar dos esquerdos. Quando o PT sair do governo e vier outra turma, o lulo-petismo vai defender a Veja.’: anotem o que vou falar dos direitistas. Quando o PT sair do governo e vier outra turma, o Brasil vai passar fome de novo.

  13. Comentou em 28/02/2008 Luciano Silva

    ‘polarizar eh especialidade da direita’. eh faz sentido Ivan.

  14. Comentou em 28/02/2008 cid elias

    Algo me diz que a vejaQmentira, habitat de beatrices e bíblia de adoradores trem-azulistas, caso não volte a praticar Jornalismo, expulsando mainardis, reis, playoschpes, aiths, sabinos e eurípedes, ao final de 2008 alcançará um recorde impressionante na renovação de assinaturas, CINCO: apolono, thomaznochet, felipethiago fariaconceição(clone), esquivel e maxnardi ssuel. Por razões técnicas(dados incorretos), o candidato à ABL e colonista de escrita maviosa, vulgo beatrice vargas, o engenheiro roberto silva(do metrô linha 45?) e o humorista-revelação victor, não puderam ser incluídos na extensa lista dos derradeiros assinantes-defensores do panfleto ‘me engana que eu gosto de ser marrom – óia’.

  15. Comentou em 28/02/2008 Ivan Moraes

    ‘mal informado sobre os veículos onde RA trabalhou como editor ou diretor de redação’: o que Adonis disse foi ‘o máximo que o Azevedo conseguiu foi afundar a Primeira Leitura, aquela revistinha do Mendonção que a Nossa Caixa patrocinava?’. Era um desqualificador arrazante, como, digamos, ‘macaquinhos amestrados’ em papagaiar a Veja.

  16. Comentou em 28/02/2008 Mauro Adônis Britto

    Ahahahahahahaha. ‘Se não fosse Reinaldo Azevedo ninguém saberia quem é este Luis Nassif’. Não seria o contrário, Barbie? Sabia que o Nassif já integrou o Conselho Editorial da Folha e que o máximo que o Azevedo conseguiu foi afundar a Primeira Leitura, aquela revistinha do Mendonção que a Nossa Caixa patrocinava? As cheerleaders do subjornalismo brasileiro não se emendam. Sempre tão desinformadas…

  17. Comentou em 28/02/2008 Victor Hugo Carvalho

    A Veja está ótima e continua sendo a vanguarda do jornalismo no Brasil. Se não fosse Reinaldo Azevedo ninguém saberia quem é este Luis Nassif. Esse dossiê sobre a Veja que ele escreve é bizarro, e da conta da sua frustração por ter que escrever em jornalecos de terceira.

  18. Comentou em 28/02/2008 Cid Elias

    Fantasmas no Oi outra vez? E logo a beatrice azevêdo, outra vez? Aí é pra matar! Indago aos presentes: se botar uma peruca no reinaldo beatrice azevedo, ele não fica a cara da Amália Lucy, aquela filha do Geisel que os maldosos chamavam de ‘alface de lanchonete’?

  19. Comentou em 28/02/2008 Ely Constante

    O grande problema dos órgãos da grande imprensa brasileira é que, na sua megalomania, eles acham que ainda formam opiniôes. Que ainda fazem cabeças. Eles achavam que poderiam derrubar Fidel, que podem derrubar Chaves, que podem derrubar Lula.
    Fidel ficou no poder por quase cinquenta anos. Deu dignidade ao povo cubano. Exigiu e obteve respeito para o seu país e para o seu povo. E passou o poder. Quando quis, como quis. Não caiu. E por isso a grande frustração da revista Veja.
    Chaves foi derrubado pela revista Veja na edição 1747, de 17/04/2002: ‘A queda do presidente fanfarrão’, numa das maiores barrigas da imprensa mundial. Antes que a revista chegasse às bancas, o povo venezuelano já tinha reconduzido o presidente Chaves ao seu devido lugar. E ele continua lá, firme e fortemente apoiado pelo povo venezuelano. E por isso a grande frustração da revista Veja.
    Lula: – também a revista Veja já tentou desesperadamente derrubá-lo. Lembram-se da edicôes e das capas de 2005? Mas o povo brasileiro não deixou a Veja e a grande imprensa brasileira derrubar o Lula. Pelo contrário: reelegeu-o, e por goleada: 62% a 38%. Isto indica que a revista Veja e os demais órgãos da grande imprensa não enganam mais ninguém. Vejam as recentes pesquisas de popularidade do Lula, e do seu governo. O Lula vai passar o poder. Por isso a grande frustração da revista Veja.

  20. Comentou em 27/02/2008 Claudia Zardo

    Quer ver Cuba ao vivo e em cores e em metáforas verdaeiras?

    No filme ‘Guantanamera’ Cuba definha. Numa viagem de uma ponta a outra da Ilha, um corpo num caixão (possível metáfora de um País) procura descanso derradeiro. Nesse percurso desenhado por Tomáz Gutiérrez Alea – que, apesar de tudo, soube ser crítico a partir de dentro – esmiuça-se um sistema, que há muito se sabe podre. No entanto, como na vida cubana, neste filme o riso solta-se e a alegria parece apagar tudo o resto. Importante para mim, que o vi pouco tempo depois de ter visitado Cuba; para todos, calculo, que tendo ou não visitado a Ilha de Fidel, encontraram no filme a confirmação do mito: da cuba revolucionária, nem que seja apenas pela alegria que a contamina, mesmo em horas de lamento; e ainda dessa Cuba ameaçada pelo inimigo norte-americano…. ( não achei o nome do autor deste parágrafo, mas…). Ficou curioso? Pegue o filme.

    Vai fundo. Esquece a Veja.

  21. Comentou em 27/02/2008 Tuaregue Alemão

    Arno, Max Suel e Apolônio.
    ‘E Narciso acha feio o que não é espelho’ , não é verdade?
    Agora, criticar os caras que fizeram uma revolução contra Fulgêncio Baptista, é de chorar. Vocês preferíriam que continuasse a ser o bordél dos Yankes?
    Caros, Cuba não é uma ilha de excelência por causa do bloqueio indecente que foi imposto a décadas.
    Bom mesmo para os senhores deve ser a libertária experiência do Haiti, isso sim uma beleza de país !!!

  22. Comentou em 27/02/2008 Fábio Carvalho

    Cá para nós, prezado Arno Esquivel, porque publicar fato sabidamente falso é mais feio que bater na mãe e porque seria imensa lacuna não fazê-lo em se tratando da revista líder de mercado. Olhe o caso de Che Guevara. Em 97, foi capa de Veja, numa reportagem assinada por Dorrit Harazim (hoje na revista Piauí), que foi à Bolívia. Em 2007, a mesma Veja fez um panfletão que ensejou críticas duríssimas de John Lee Anderson (‘o melhor biógrafo de Che’, segundo Veja) contra a matéria assinada por Diogo Schelp. ‘Fiquei intrigado quando você não me procurou após eu responder seu email. Aí me passaram sua reportagem em Veja, que foi a mais parcial análise de uma figura política contemporânea que li em muito tempo. Foi justamente este tipo de reportagem hiper editorializada, ou uma hagiografia ou – como é o seu caso – uma demonização, que me fizeram escrever a biografia de Che (…) O que você escreveu foi um texto opinativo camuflado de jornalismo imparcial, coisa que evidentemente não é. Jornalismo honesto, pelos meus critérios, envolve fontes variadas e perspectivas múltiplas, uma tentativa de compreender a pessoa sobre quem se escreve no contexto em que viveu com o objetivo de educar seus leitores com ao menos um esforço de objetividade’. E, se o tema é ditadura, não dá para comparar Cuba ‘Já vai tarde’ com a capa super especial com a China comunista de partido único.

  23. Comentou em 27/02/2008 Cristiano Medri

    O que me deixa mais desanimado é a quantidade de desavisados que ainda acredita nesta revistinha.

  24. Comentou em 27/02/2008 Ivan Moraes

    ‘para ele o título de capa ‘Já vai tarde’ é interpretação da família dona da revista e os jornalistas que lá trabalham. Nada a ver com o que pensam as famílias brasileiras a respeito de uma ditadura’: o assunto nao era ditadura, era a reportagem de Veja. 2-‘arremata, o democrático colunista: ‘e nem ele morreu no poder para que pudessem dizer que em Cuba a presidência era vitalícia’. É verdade, vitalícia a ditadura não foi. Que trunfo, não?’: o ‘trunfo do democratico colunista’ era O QUE A VEJA TERIA DITO A RESPEITO DA MORTE DE CASTRO e esta vesga por nao poder falar (‘nem ele morreu no poder para que **pudessem dizer**…’)

  25. Comentou em 27/02/2008 Fábio Carvalho

    Prezado Apolonio Silva, o artigo do autor é uma observação da imprensa. É condescendente com Fidel? Penso que não colocaria o ditador cubano ao lado do camarada Stálin se quisesse poupar críticas aos seus métodos. Ao interpretá-lo como ideal autoritário da esquerda ressentida que quer patrulhar a liberdade alheia e fixar padrões de qualidade sinistros, o senhor formula crítica (e, assim, observa o OI). Ao fazer a sugestão para que o senhor ampliasse a pluralidade de visões da imprensa com artigos, eu o fiz de boa fé e amparado nas muitas afirmações do senhor sobre a seleção de textos publicados pelo OI. Exemplo? ‘Tenho acompanhado o OI há algum tempo. Não enxergo critério algum identificável, nenhum padrão de qualidade. Mais, o OI não apenas observa uma mídia, ele explicitamente e recorrentemente, ao promover artigos como este de LAM, defende um tipo de mídia, em prejuízo de outra’. Se o OI não publica textos que, de modo explícito ou recorrente, defendam ‘o outro tipo de mídia’, talvez seja porque não existam pessoas que pensam como o senhor dispostas a escrever e a participar do debate. Talvez seja por outra razão. Observe o OI, ora, isso é bom. O território aqui, ao contrário de outros, é livre e plural.

  26. Comentou em 27/02/2008 Ivan Moraes

    ‘voltando à referência de LAM: o que ele escreveu é desumano, como fuzilar alguém porque pensa diferente, como torturar alguém que discorda’: as palavras ‘fuzilar’ e ‘torturar’ nao aparecem nessa pagina. Aonde ele ‘escreveu’ isso?!

  27. Comentou em 26/02/2008 Eduardo Alex

    Bem, pelo conteúdo do texto, percebe-se que o autor responde à ideologia do espetáculo de VEJA com ideologia. Parece outra face de uma mesma moeda.
    Independente do valor da reportagem, que realmente não é só crítica mas tenta fazer a sua parte na luta pelos corações e mentes da classe média que a lê, a decisão do ditador cubano é apenas mais um capítulo melancólico – como em toda e qualquer ditadura. Outra coisa: Fidel não soube sair; ele teve de sair. Sua influência ainda será forte no governo de seu irmão

  28. Comentou em 26/02/2008 Gilberto Marotta

    Acho que o texto não trata de jornalismo ‘bom’ ou ‘ruim’, mas de jornalismo. Poderiam ser milhões de pessoas a achar a revista Veja uma revista ‘de qualidade’. Mas isso não significa que ela faça jornalismo. Jornalismo é outra coisa.

  29. Comentou em 07/10/2007 Adão Eduardo de Miranda Sá Sá

    “BRASIL, UM PAÍS DE TODOS”
    JAMAIS SE VIU UMA MENTIRA TÃO GRANDE E DESLAVADA;

    QUEM CONSEGUE SER DONO DE UM PEDAÇO SEQUER NO PAÍS SE NÃO FOR HERDEIRO DE OUTREM OU TIVER DINHEIRO PARA COMPRÁ-LO ?

    POR QUÊ UM PERCENTUAL TÃO PEQUENO DE NOSSA POPULAÇÃO É DONA DE QUASE A TOTALIDADE DAS RIQUEZAS NACIONAIS ?

    POR QUÊ A MAIORIA DAS RIQUEZAS PÚBLICAS SÃO TRANSFERIDAS OU DADAS COMO CONCESSÕES POR LONGOS PRAZOS PARA A INICIATIVA PRIVADA NACIONAL E INTERNACIONAL ?

    POR QUÊ A GRANDE MASSA DE ALTÍSSIMOS IMPOSTOS E DE JUROS ABUSIVOS SÃO PAGOS PELA NOSSA MASSA TRABALHADORA, QUANDO OS GRANDES CAPITAIS SÃO BENEFICIADOS POR TRATAMENTOS ESPECIAIS ?

    POR QUÊ TANTA MISERIA E FOME SE SOMOS OS MAIORES EXPORTADORES DE ALIMENTOS NO MUNDO ?

    POR QUÊ SOMOS TUTELADOS POR UMA “INJUSTA DEMOCRACIA INDIRETA” SE , A EXEMPLO DE PAÍSES DESENVOLVIDOS, PODEMOS ADOTAR “ DEMOCRACICIA SEMI-INDIRETA” ONDE NOSSAS POPULAÇÕES PODEM DECIDIR EM NOSSA NAÇÃO ?

    POR QUE DIVIDIR POLITICAMENTE A NOSSA NAÇÃO SE UNIDA ELA É UMA DAS MAIS RICAS DO MUNDO ? (MAIS DE 40 PARTIDOS LUTANDO PARA SUBTRAIR NOSSOS PODERES E RIQUEZAS, QUANDO NOS PAÍSES DESENVOLVIDOS TRÊS DIFERENTES POSICIONAMENTOS POLÍTICOS SÃO O SUFICIENTE ?)

    POR QUÊ SERÁ QUE ESTE POLÍTICOS ATUAIS SÃO SEMPRE OS MESMOS OU SEUS DECENDENTES, E, SISMAM DE CLASSIFICAR O POVO BRASILEIRO DE “INCAPAZES” PARA ESCOLHER O QUE É MELHOR PARA SÍ ,PARA NOSSA NAÇÃO ?
    cont

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