Quarta-feira, 25 de Abril de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº984
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DIRETóRIO ACADêMICO > IRAQUE

Jornalista britânico libertado após dois meses

16/04/2008 na edição 481

Tropas iraquianas libertaram o jornalista britânico Richard Butler, que trabalha para a CBS News, nesta segunda-feira (14/4), após encontrá-lo encapuzado e com as mãos amarradas em uma casa durante uma busca policial em Basra. Butler ficou dois meses em cativeiro e seu resgate simbolizou uma conquista para o Exército iraquiano, que vem sendo fortemente criticado por seus esforços para impor ordem na segunda maior cidade do país.


O repórter foi encontrado magro, mas em boas condições de saúde. ‘Obrigado a todos. Estou ansioso para ver minha família e amigos na CBS’, disse Butler à imprensa. ‘Estou fraco e perdi muito peso. Estou doido para ter uma refeição decente’. A porta-voz da rede americana CBS News, Sandy Genelius, afirmou que a emissora estava ‘imensamente grata’ pelo jornalista ter sido solto e estar em segurança.


Sorte


O porta-voz do Ministério da Defesa, Mohammed al-Askari, revelou que, na realidade, as tropas não procuravam por Butler no momento em que o encontraram. Uma patrulha do Exército fazia uma ronda na área quando foi alvejada por tiros vindos da casa onde o repórter era mantido. Um dos seqüestradores foi ferido no tiroteio, outro foi capturado e dois conseguiram fugir. O jornalista elogiou a atuação dos militares. ‘O Exército iraquiano invadiu a casa. Eu estava com o capuz – ficava com ele o tempo todo – e eles gritaram algo para mim, quando eu o arranquei da minha cabeça’, contou.


Butler foi capturado por homens armados no dia 10/2, junto com seu intérprete iraquiano, no hotel Sultan Palace, em Basra. O intérprete foi solto em poucos dias, mas o jornalista ficou preso, mesmo com pedidos do clérigo radical xiita Muqtada al-Sadr pela sua libertação.


Violência


O jornalista foi libertado no dia em que pelo menos 37 pessoas foram encontradas mortas em todo o país – metade delas em bombardeios nas redondezas da cidade de Mosul. Dois soldados americanos morreram devido a explosões de bombas em estradas, um em Bagdá e outro na província de Salahuddin. Desde o começo da guerra, em março de 2003, 4.034 militares americanos já perderam suas vidas. Informações de Kim Gamel [AP, 14/4/08].

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