Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

DIRETóRIO ACADêMICO > MURDOCH NA BERLINDA

Magnata nega ceder a pressões da China

29/05/2007 na edição 435

Rupert Murdoch, executivo-chefe da News Corporation, defendeu-se na semana passada de acusações de que teria cedido a pressões políticas por parte da China. A questão foi levantada porque a família Bancroft, que controla 64% das ações de voto da Dow Jones, recebeu cartas de investidores da empresa e de repórteres do Wall Street Journal em Pequim pedindo que o jornal não fosse vendido a Murdoch – que ofereceu US$ 5 bilhões pela compra do grupo. As cartas alegavam que o magnata da mídia costuma colocar interesses econômicos acima da integridade jornalística.

Homem de negócios, não de política

Em sua defesa, Murdoch explicou dois casos citados como evidência desta acusação: a decisão da editora HarperCollins de não publicar um livro de Chris Patten, o último governador britânico de Hong Kong, e a retirada do canal BBC da grade de programação da rede de TV por satélite Star na China. ‘Eu havia pedido aos editores da HarperCollins para não publicarem o livro de Patten porque eu não achava que ele venderia’, lembra.

Em relação ao canal BBC, ele informou que também foram razões financeiras que motivaram a decisão. ‘A Star estava perdendo US$100 milhões por ano; também cancelamos a MTV e o Prime Sports’. Informações de Aline van Duyn e Joshua Chaffin [The Financial Times, 23/5/07].

Todos os comentários

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem