Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº975

DIRETóRIO ACADêMICO > CONTEÚDO PAGO

Murdoch disposto a enfrentar o Google

Por Leticia Nunes (edição), com Larriza Thurler em 10/11/2009 na edição 563

Que Rupert Murdoch defende com unhas e dentes o pagamento por conteúdo jornalístico na internet, não é novidade. Mas agora o magnata australiano decidiu adotar uma postura mais agressiva. Depois de afirmar em uma coletiva de imprensa, na semana passada, que seu projeto de cobrança online, marcado para ter início no primeiro semestre de 2010, poderá ser adiado, Murdoch completou, em entrevista ao canal Sky News Australia, que considera impedir que material dos jornais do grupo News Corp seja incluído nas buscas do Google como forma de encorajar os internautas a pagar pelo conteúdo na rede.

Murdoch é dono de publicações como o jornal financeiro Wall Street Journal, que já cobra pelo acesso online, além dos britânicos Times e Sun. Recentemente, o empresário, que há tempos defende a cobrança pelos jornais na rede, deu início a uma ‘guerra de palavras’ com o Google, acusando a ferramenta de buscas de roubar conteúdo e de agir como um parasita por incluir conteúdo da News Corp em seu sistema agregador de notícias, o Google News. Questionado por que a empresa não retirava seus sites dos resultados do Google – o que é simples de se fazer –, Murdoch disse que isso realmente deverá acontecer.

‘Eu acho que vamos [retirar os sites do sistema], mas quando começarmos a cobrar [pelo conteúdo]’, afirmou o empresário. ‘Nós já fazemos isso com o Wall Street Journal. Temos uma parede, mas ela não vai até o teto. Você pode acessar, normalmente, o primeiro parágrafo dos artigos – mas se você não é um assinante do site WSJ.com, tudo o que consegue é um parágrafo e um formulário de assinatura’.

Na verdade, não é bem assim, ressalta Bobbie Johnson em artigo no diário britânico Guardian [9/11/09]. Internautas que procuram artigos do Journal através do Google News conseguem, muitas vezes, acessar o texto completo sem nenhum bloqueio. Já aqueles que entram primeiro na home do jornal para ver os artigos são alertados de que devem fazer uma assinatura para lê-los. Mais uma providência para Murdoch tomar.

Todos os comentários

  1. Comentou em 16/04/2010 Bruno dos Santos Mendes

    Olá, bom dia!

    Sou estudante de comunicação da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL).
    Estou fazendo uma pesquisa sobre o jornal alternativo que surgia durante a ditadura militar no Brasil, O PASQUIM.
    Venho através deste e-mail, fazer uma pedido à vocês.
    Se fosse possível me enviarem algumas informações sobre este jornal.
    Talvez apenas indicações de leituras.
    Enfim, eu gostaria (se possível da parte de vocês) de algo a mais para minha pesquisa, e acredito que seria possível ter uma contribuição.

    Desde já agradeço.
    Att.
    Bruno dos Santos Mendes

  2. Comentou em 11/11/2009 Allan Campos

    Rupert Murdoch está indo completamente contra tudo o que a internet representa. As pessoas querem ter acesso aos conteúdos dos jornais, mas se cobrarem por isso, ora… iremos procurar notícias nas centenas de portais espalhados pelo mundo e que oferecem notícias gratis. Vamos dobrar ou triplicar o números de blogs. Iremos fazer as nossas notícias, expressar nossas opiniões. A informação paga é algo bizarro para a nova geração.

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