Domingo, 23 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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DIRETóRIO ACADêMICO > Exercício do jornalismo

O diploma na formação profissional

Por Mário Américo Benedetti em 22/09/2015 na edição 869
Artigo escrito para a obtenção do diploma de graduação em jornalismo

Neste artigo, discute-se a exigência e o valor do diploma acadêmico em Jornalismo para atividade profissional. O objetivo é investigar a importância da formação na atuação dos jornalistas formados. Para isso, exploram-se as dinâmicas de funcionamento dos acessos do Campo Jornalístico e o ponto de vista de jornalistas, docentes e discentes dessa área sobre a educação do ensino superior das escolas de Jornalismo.

O campo acadêmico do Jornalismo, atualmente, sofre críticas e evidencia as dúvidas sobre a necessidade de instrução específica nos cursos. No entanto, é no campo científico que se cria o hábito e se fazem os questionamentos necessários para o indivíduo construir-se como profissional. Para Ortiz (2003, apud BOURDIEU 1930-2002, p.132), é significativo “o acesso ao sistema de ensino, no qual o indivíduo deverá fazer os seus questionamentos e o recrutamento social, que são as condições relevantes do ensino superior”.

A presente proposta começou a ser formulada no meio do ano de 2009, logo após a decisão da não obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão. O questionamento parte do que seria intrínseco a outras profissões e que o Jornalismo não teria, prescindindo de aprendizado formal. Em meio ao debate, surgiram opiniões polêmicas como a da jornalista e colunista de cultura do Jornal Estadão, Lúcia Guimarães (2012), que criticou abertamente os docentes do curso superior de Jornalismo em que estudou. Ela mencionou o despreparo dos professores e colocou sobre suspeita a legitimidade do diploma.

Examinando um pouco a conjuntura, observa-se que muitos jovens ingressam no curso de Comunicação (bacharel em Jornalismo) imaginando que serão rapidamente reconhecidos, bastando só escrever bem. Pensam eles que seus trabalhos poderão ser publicados muito facilmente em veículos de imprensa. Outros jovens, porém, optam por estudar em cursos técnicos de curta duração, confiando, principalmente, em suas habilidades ou nos conhecimentos adquiridos em suas vivências, ligadas, sobretudo, as suas atuações (ou tentativas) no meio profissional, como em rádio e televisão. Seguem a lógica de profissionais que estão na área há mais tempo e que, historicamente, aprendiam a profissão dentro das redações. Hoje com a falta de tempo, os estudantes de Jornalismo são obrigados a chegar sabendo fazer no mercado de trabalho.

As universidades, além do que ensinam em sala de aula, oferecem espaço para o que é mais importante: discussões teóricas e reflexões de todos os ângulos que esse campo oferece, auxiliando na ampliação do conhecimento. Nesse âmbito, o curso técnico é diferente do curso superior, porque no técnico só se ensina o básico, como entonação de voz e locução, por exemplo, mas não se exploram outros pontos importantes, oferecidos no ensino superior.

Levando em consideração a especificidades desses diferentes espaços de formação profissional, busca-se, nesta pesquisa, por meio da coleta de dados de proponentes que representam essas diversas esferas, examinar o valor que se dá ao diploma em sua correlação com o exercício prático de jornalista. Investiga-se, de modo geral, então, o diploma de Jornalismo para a prática profissional.

Este texto é norteado por alguns conceitos pertinentes ao tema, ao campo jornalístico. À primeira instância, Nelson Traquina (2004) oferece algumas bases para a compreensão das operações dessa esfera trabalhista:

“O campo jornalístico ocupa um lugar central no espaço público das sociedades contemporâneas. Assim, os estudos sobre o Jornalismo que refletem sobre a questão por que as notícias são como são podem contribuir para uma análise do seu papel nas democracias. A resposta à pergunta se o campo jornalístico é um campo fechado às ‘vozes alternativas’ ou um campo com autonomia suficiente para assumir um papel próprio no processo de produção das notícias, um recurso social que os diversos atores sociais procuram mobilizar para os seus objetivos, seria um contributo importante para compreender melhor o poder do Jornalismo.”

As práticas jornalísticas são definidas por meio dos resultados do conhecimento e das formas de agir e refletir dos agentes do campo jornalístico e de outros agentes. Os jornalistas agem e executam as ações nos seguintes campos: Social, da Comunicação Social e Jornalístico. O Jornalismo também é articulado nas universidades através das discussões de estudos teóricos e práticos. A compreensão desse contexto amplia o entendimento dos fenômenos jornalísticos que contribuem para os exercícios de apurações, elaborações de pautas e construção de textos de gêneros específicos atinentes à área. Os resultados dessas ações são transformados em produtos jornalísticos. As práticas jornalísticas, portanto, se configuram como habitus incorporado dentro do campo, pois, segundo Bourdieu (2002):

“A prática poderia ser definida como o resultado do aparecimento de um habitus, sinal incorporado de uma trajetória social, capaz de opor uma inércia maior ou menor as forças sociais, e de um campo social que funciona, nesse aspecto, como um espaço de obrigações que sempre possuem a propriedade de operar com a cumplicidade do habitus sobre o qual se exercem” (BOURDIEU, 1930-2002, p.38).

A formação, para os conhecimentos e práticas necessários do campo, segundo Silva (1995), se dá no discurso e nas narrativas particulares, que buscam o posicionamento de seu agente. Com isso,

“o currículo pode ser visto como um discurso que, ao corporificar narrativas particulares sobre o indivíduo e a sociedade, nos constitui como sujeitos – e sujeitos também particulares. Pode-se dizer, assim que o currículo não está envolvido num processo de transmissão e de posicionamento: de constituição do indivíduo como um sujeito de um determinado tipo e de seu múltiplo posicionamento no interior das diversas divisões sociais” (SILVA, 1995, p.195).

A estratégia desta pesquisa centraliza-se em entrevistas com três grupos, a saber: (1) professores e (2) alunos dos cursos de Jornalismo de Porto Alegre e da Região Metropolitana; (3) e dos jornalistas das empresas televisivas Rede Bandeirantes, RBS e Ulbra, e das rádios Gaúcha e Pop Rock. Ao todo, foram entrevistadas 13 pessoas. As indagações dessas entrevistas são norteadas pelos seguintes aspectos: dinâmicas e exigências do Campo Jornalístico; Práticas Jornalísticas; e Formação. A obtenção de tais dados ofereceria subsídios para o propósito deste estudo, que é buscar o estabelecimento do vínculo entre o diploma de jornalista e a prática profissional jornalística.

Campo jornalístico

O Campo Jornalístico pode ser apontado como o acesso dos agentes que atuam na ou criam a energia social das produções e dos produtos do Jornalismo que são lançados para diferentes campos, inclusive o da Comunicação Social. As lutas constantes desse campo criaram o habitus desse grupo ou indivíduo, abordados em sua historicidade por autores como Adelmo Genro Filho (1989) e Nelson Traquina (2005).

No entendimento de Bourdieu (2002), o enquadramento de campo pode ser compreendido, propondo-se

“examinar a relação entre os diferentes campos e as espécies de ‘capital’, ou entre diferentes formas da energia social que é produzida e reproduzida dentro das tensões por elas, e as lutas consecutivas de cada um desses espaços – analogia entre a energia e o poder, têm em comum a característica de existir sob diferentes formas, podendo conduzir ao princípio de uma unificação da ciência social” (BOURDIEU, 2002. p.38).

O campo da Comunicação Social se estende em ramificações de práticas e conhecimentos. Conforme Groth (1930, apud GENRO FILHO, 1989, p. 20), as áreas

“que predominaram nas últimas décadas giram em torno da comunicação de massa, da publicidade e das técnicas de informação, sem destacar o jornalismo como um objeto específico a ser desvendado. Em geral, o jornalismo tem sido considerado como simples modalidade da comunicação de massa e mero instrumento de reprodução da ideologia das classes dominantes”.

Para Traquina (2005), o Campo Jornalístico é caracterizado de três formas: o habitual, o disruptivo e o direto, que são os acessos de entendimento central deste campo específico. “Quando o indivíduo ou grupo de pessoas de um lugar ou região tiverem necessidades de informações sobre acontecimentos e coincidirem com os exercícios profissionais de produção jornalística, caracterizam essas ações como o acesso habitual” (p.188). As atividades oriundas de greve e de manifestações são caracterizadas como ações “anti-rotina”. “Essas produções que acontecem e que contribuem para experiência pública, tornam-se um acesso disruptivo”, (p. 188). O acesso direto é reservado aos próprios jornalistas que exercem a capacidade de determinar as reportagens ou trabalhos que preferirem desenvolver (TRAQUINA, 2005, p.188).

O Campo Jornalístico, desta forma, atua na relação entre as esferas públicas e privadas, mediando as informações por meio dos agentes que vendem os produtos jornalísticos a todos que consomem, sem distinção de classe social, além da publicidade, que é a fonte de renda inseparável do veículo de imprensa. Genro Filho (1989) relaciona esta posição a uma construção histórica e social ocorrida

“a partir da segunda metade do século passado, tornando-se o Jornalismo fundamentalmente informativo, sem anular suas características precedentes. As notícias, não são mais, predominantemente sobre assuntos mercantis, mas elas próprias transformam-se em mercadorias e, sobretudo, valorizam como mercadoria, o espaço publicitário dos veículos nos quais as atividades jornalísticas se desenvolvem” (GENRO FILHO, 1989, p. 145).

O campo Jornalístico também possui princípios que são considerados definidores, como a periodicidade, a universalidade, a atualidade e a difusão (GENRO FILHO, 1989, p.21). Eles estão presentes no jornal, no rádio, na televisão, nas plataformas digitais e em outros meios que contribuem para o exercício do Jornalismo. Ao longo de sua história, o Jornalismo ganhou espaço no campo científico. Destacam-se “os primeiros cursos implantados na década de 40 e, em 1969, a regulamentação da profissão, que incluísse a exigência do diploma universitário para o registro profissional” (COSTA & ZUCOLOTO, 2002).

Os estudos sobre Jornalismo, em meados da década de 70, ganharam força, principalmente com as publicações de Genro Filho. Segundo Meditsch (2005 apud TRAQUINA, 2005, p. 11), “embora não tenha sido a primeira pessoa a estudar e escrever sobre jornalismo no Brasil, Adelmo Genro Filho é lembrado como fundador da disciplina Teoria do Jornalismo no país”.

Na década de 80, a disciplina Teoria do Jornalismo foi inserida no currículo pela primeira vez na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre as práticas e teorias do campo jornalístico. Mesmo com os estudos deste campo, havia pouca procura e interesse dos pesquisadores brasileiros para as pesquisas de âmbito internacional em Comunicação Social, devido às dificuldades de acesso aos estudos estrangeiros de Jornalismo. Meditsch (2005 apud TRAQUINA, 2005, p. 12)

“se teve como ponto forte a originalidade, a teoria do Jornalismo que se desenvolveu no Brasil naquela época se colocava um tanto à margem dos estudos e descobertas que se faziam no campo a nível internacional. Não havia internet, importar um livro era caro e complicado, traduzi-lo era quase impossível, e o incipiente intercâmbio internacional na área acadêmica da comunicação, dominado por pesquisadores interessados em outros temas, desprezava o Jornalismo como objeto digno de estudo” (TRAQUINA, 2005, p.12).

Com isso, o desenvolvimento dos estudos demonstra a evolução gradual do campo Jornalístico por intermédio da temporalidade e da construção de sua história. O conhecimento dos fenômenos jornalísticos facilita a percepção dos acessos ao campo e auxiliam os exercícios das práticas de seus agentes. O Campo Jornalístico é cedido de forma natural para o estudo das dinâmicas de suas práticas.

Práticas jornalísticas

As práticas jornalísticas se difundiram e se tornaram referência por meio do processo de implementação do modelo da escola americana (TRAQUINA, 2005). Com o aumento do consumo de produtos jornalísticos, os repórteres buscaram novas técnicas como meio facilitador das práticas. Os agentes de Jornalismo responsáveis pelas articulações das práticas buscam o afinamento para a aplicação em suas ações como: a apuração, a construção de pauta, a realização dos textos e outros até chegarem ao discurso linear do Jornalismo. Em meio à pluralidade social, o jornalista faz um recorte singular do universo factual até chegar à criação da escrita nos veículos de comunicação.

A prática jornalística, no entanto, iniciou-se praticamente quando o homem criou a escrita. Para Bond (1959, p. 33),

“o jornal surgiu quando o homem aprendeu a escrever em intervalos regulares. É este elemento de periodicidade que se destaca como característica básica do jornal e o distingue do mero escrito esporádico, mesmo que este trate de tópicos atuais”.

As práticas jornalísticas também são as ações afinadas dos agentes atuantes no campo, como o editor chefe, os integrantes do conselho editorial, o editor de área, o chefe de reportagem, o coordenador de redação, o repórter, o redator e produtor, o editor de imagens, os jornalistas de assessorias, entre outros. Segundo Bourdieu (2002, p. 43), a comunicação imediata

“é possível somente se os agentes estão objetivamente afinados de modo a associar o mesmo sentido ao mesmo signo (palavra, prática ou obra) e o mesmo signo ao mesmo sentido, ou para se referir em suas operações de cifração e decifração (práticas e interpretações) a um só e mesmo sistema de relações constantes, independentes das consciências e vontades individuais e irredutíveis a sua execução das práticas ou nas obras (código ou cifra)”.

No século 19, surgiu um mecanismo facilitador das práticas jornalísticas. A estenografia ajudou as coberturas jornalísticas e as reportagens nos anos de 1861 até 1865. Traquina (2005, p. 58) enfatiza que o “equipamento possibilitou o ofício no aval de uma nova figura que aparece no século 19, na paisagem jornalística desenvolveu-se a nova técnica da estenografia, que transformou o trabalho de reportagem numa espécie de ciência”.

O repórter atua nas diversas esferas da sociedade, estando presente nas coberturas jornalísticas (em países, cidades, bairros e nas instituições públicas e privadas). Para que aconteçam as coberturas, há o planejamento por meio de apuração de detalhes, que busca analisar os valores e os interesses do público. Para isso, a construção da pauta é fundamental para o Jornalismo. A respeito da pauta, Barbeiro e Lima (2003, p. 65) consideram:

“tudo que for relevante para sociedade é objeto de interesse jornalístico e de pautas: política, economia, cultura, ciência, religião, comportamento, meio ambiente, esporte, problemas da cidade etc. O que deve ser avaliado é a importância dos assuntos”.

Assim que o jornalista recebe o tema a ser abordado, ele procura saber quem são as fontes e o porquê de estar indo ao encontro dos fatos.

As notícias diárias e com maior frequência intensificaram a ação dos agentes que ganharam outras especializações, Traquina (2005, p. 56-67) descreve a profissão que consagrou

“a figura do repórter iria ganhar um lugar de prestígio dentro da profissão emergente e a contração de mais repórteres seria a tendência ao longo do século, com a especialização dos repórteres em situação cada vez mais diversas, como o correspondente especial, ou o correspondente de guerra”.

As entrevistas surgiram da inovação dos repórteres. O modelo utilizado pela escola americana é pluralista e essencial para o desenvolvimento das práticas. Nesse modelo, destaca-se o uso das fontes múltiplas, dos correspondentes, do Jornalismo disfarce e investigativo, componentes que fortalecem a notícia como mercadoria. Enfatiza-se, ainda, a adesão à pirâmide invertida, observável nos parágrafos de abertura, o lead, (TRAQUINA, 2005, p.59). A alternativa que o Jornalismo encontrou para sublimar as práticas foi a utilização das técnicas de entrevistas. Traquina (2005, p. 58) destaca que

“os repórteres recorrem cada vez mais à técnica de entrevistar as pessoas na obtenção dos fatos. A técnica da entrevista foi utilizada pela primeira vez por um dos primeiros jornais da nova penny press. The New York Herald, numa reportagem sobre um crime que teve lugar num bordel, com uma entrevista com a proprietária do negócio”.

Outro exercício importante do Jornalismo é a produção de textos. Para José Marques de Melo (2003), existem cinco gêneros específicos para a compreensão dos fatos: o informativo, o opinativo, o interpretativo, o diversional e o utilitário. O gênero informativo é o cerne do Jornalismo, (MELO, 2003, p. 63), pois é a “ação principal de descrever os acontecimentos”. O opinativo, segundo Beltrão (1980, p. 14), é “a função psicológica pelo qual o ser humano, informado de ideias, fatos ou situações conflitantes, exprime a respeito seu juízo”. O interpretativo é “a expressão narrativa que oscila entre o informativo e o opinativo” (MARQUES DE MELO, 2003, p.64). O diversional é “um mero recurso narrativo que busca estreitar os laços entre a instituição jornalística e o seu público e não transcende a descrição da realidade, apesar das formas que sugerem sua dimensão imaginária” (MARQUES DE MELO, 2003, p.64). “O utilitário é considerado como Jornalismo serviço, que serve para informar a sociedade os horários das linhas de ônibus, o funcionamento do comércio em dias de feriados e outros serviços” (BELTRÃO, 2006, p.118). Para compreender as funções dos gêneros, parece pertinente a teorização de Marques de Melo (1994, p. 37):

“A preocupação com os gêneros jornalísticos integra-se, portanto nesse esforço de compreensão daquilo que Todorov, no plano literário, chama de ‘propriedades discursivas’. O que constitui um ponto de partida seguro para descrever as peculiaridades da mensagem (forma / conteúdo / temática) e permitir avanços na análise das relações socioculturais (emissor / receptor) e político-econômicas (instituição jornalística / estado / corporações mercantis / movimentos sociais) que permeiam a totalidade do Jornalismo.”

Na modernidade, apontada por Nilson Lage (2005), existem dois gêneros de texto, a saber: o expositivo e o narrativo. Conforme Lage (2005, p. 40), “o expositivo é um texto de tópico encontrado em relatórios e nas maiorias das reportagens”, ao passo que o texto narrativo “é organizado em sequencias que correspondem à sucessão de fatos” (LAGE, 2005, p.50).

As práticas jornalísticas também são exercidas e refletidas nos campi das universidades, que formam o habitus dos agentes pertinentes do Jornalismo. Genro Filho (1989, p. 59) defende as produções “no patamar da teoria ou da ciência, embora ambas tenham cumprido seu insubstituível papel” são inerentes ao ensino superior. Neste sentido, os estudantes, jornalistas e professores discutem na universidade o valor notícia. A construção do valor-notícia se dá a partir de formas práticas apontadas por Erbolato (2004) [ver no apêndice. Mário L. Erbolato As características da construção da notícia] que são: proximidade; marco geográfico; impacto; proeminência; aventura e conflito; consequências; humor; raridade; progresso; sexo e idade; interesse pessoal; interesse humano; rivalidade; utilidade; política; editorial; oportunidade; dinheiro; expectativa e suspense; originalidade; cultos de heróis; descobertas e invenções; repercussão e confidências.

Nas práticas, o Jornalismo literário também é exercido. Para Erbolato (2004, p. 66), “na forma literária mostra-se o planejamento da construção: a) detalhes da introdução; b) fatos de crescente importância (visando criar suspense); c) fatos culminantes; d) desenlace”. Os apontamentos desse conhecimento ajudam no exercício das articulações das ideias, tornando o texto objetivo, mas com a especificidade do literário. Portanto, “a busca constante da informação qualificada, séria, apartidária, honesta, fiel e abrangente é objetivo de um veículo que tem como finalidade social, a prestação de serviços” (BARBEIRO E LIMA, 2003, p.14).

Toda ação realizada pelos agentes no telejornal, webjornal e radiojornal têm como usos necessários as práticas jornalísticas. Esse entendimento reforça o objetivo de analisar o próximo passo, a dialética da formação em Jornalismo.

Formação

Para entender as dinâmicas de formação em Jornalismo, foi realizada uma pesquisa qualitativa entre os dias 21 de maio e 17 de junho. Ao todo, foram entrevistadas 13 pessoas, divididas em três grupos: um de cinco (somente com jornalistas das empresas Rede Bandeirantes de Televisão, RBS e Ulbra TV, das rádios Gaúcha e Pop Rock), e dois de quatro (constituindo-se os grupos de alunos e professores dos cursos superiores de Jornalismo de Porto Alegre e Região Metropolitana).

O primeiro grupo é formado por cinco jornalistas que possuem entre seis e trinta anos de experiência no mercado. Eles estão identificados pelas letras MB, BR, LA, VR e CA para fácil entendimento da pesquisa. Foram realizadas duas perguntas de livres respostas, a saber: “Qual sua posição frente ao debate sobre a exigência do diploma para prática profissional do Jornalismo”? e “Como você vê hoje os cursos de Jornalismo”?.

Entre eles, há 80% de aceitação a favor do diploma de Jornalismo para atividade profissional. No entanto, o jornalista MB é contra a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão. “Sou contra a exigência do diploma porque acho que a maioria das pessoas que faz Jornalismo não se torna jornalista por causa do diploma”. LA diz que é “favorável à valorização do diploma, mas com certo grau de flexibilidade”. A observação dos profissionais MB e LA remete à profundidade de domínio e conhecimento do Jornalismo como de uma área específica. Segundo o profissional MB, “o jornalista é um generalista que muitas vezes opina sobre o que não sabe. Nesse caso, prefiro alguém que entende do assunto com profundidade. Por exemplo, para falar de economia, um economista!”. A ideia de pensamento do jornalista MB é destacada também na convergência do raciocínio do profissional LA, que diz que os cursos de pós-graduação podem ser um trampolim para outras profissões para atuarem na área do Jornalismo. O jornalista LA apresenta da seguinte forma a sua opinião: “creio que, por exemplo, um cientista político com pós-graduação em Jornalismo (profissionalizante) poderia cobrir política”.

Para os jornalistas VR e BR, um acadêmico diplomado em Jornalismo pode oferecer com credibilidade e qualidade um produto jornalístico com base na ética pertinente à profissão. Alinhado a esse pensamento, o jornalista BR defende que o mercado se beneficia, porque, “de maneira profissional, o diploma oferece um diferencial na qualidade de conteúdo produzido e no aspecto ético que envolve essa produção”. O profissional VR demonstra a preocupação com o desconhecimento, pois “aqueles que são contrários à exigência do diploma, em sua maioria, desconhecem tais itens que são essenciais para o bom desenvolvimento da atividade jornalística”. O profissional CA julgou “fundamental a exigência do diploma à atuação profissional, porque na prática qualifica os serviços prestados seja em veículos ou assessorias de comunicação”.

Na percepção dos jornalistas referente às demandas dos cursos para suprirem o mercado, somente MB e LA acreditam que os cursos são frágeis, técnicos e semelhantes aos cursos profissionalizantes. O profissional MB argumenta que os cursos “são fracos, desvinculados do mercado de trabalho, com raras exceções”. Já o jornalista LA percebe que “muitos estão num perfil muito técnico, mais parecido com cursos profissionalizantes do que com a academia, que deveria formar pensadores”. Para eles, os cursos acadêmicos devem estimular mais o pensamento dos estudantes para qualificar a atividade jornalística. Essa questão tem sido apontada por Meditsch (1992). Para ele,

“nessa nova perspectiva, até que ponto devemos descartar a ciência positiva dos teóricos e o Jornalismo míope dos práticos? Até que ponto a nossa Teoria Dialética do Jornalismo, que o situa enquanto Conhecimento deve substituir os dois? Mais uma vez, as respostas só poderão ser encontradas na prática, agora na prática educativa da faculdade de Comunicação” (MEDITSCH, 1992, p.58).

O jornalista VR acredita que os cursos estão acompanhando as mudanças, conforme a agilidade e as transformações no fluxo de informação. Consoante esse profissional entrevistado, as escolas superiores que formam o jornalista possuem toda uma bagagem cultural, técnica e histórica que possibilita que adaptação às novas mídias, contribuindo para uma formação mais sintonizada com a realidade contemporânea.

No entanto, para os jornalistas MB e LA, há um desconforto no ensino do Jornalismo, por haver professores sem experiência na área. O Jornalista MB acredita que existem “muitos professores com formação acadêmica, mas sem experiência de veículo”. O jornalista LA concorda, dizendo que “ainda enfrentam problemas, dada à excessiva vinculação ao campo da Comunicação Social e, não raro, à falta de experiência na área de muitos professores”.

O jornalista CA tem percepção contrária dos demais; ele considera “que os cursos de Jornalismo no estado do Rio Grande do Sul, hoje, têm uma ótima qualidade de ensino, mantêm a qualidade e o bom nível de formação dos profissionais”.

O Jornalismo está passando por uma reestruturação em seu ensino, segundo o jornalista LA, que também destaca que “as novas diretrizes do curso, em fase de aprovação, vão corrigir estas distorções, mas sua aplicação deve ser fiscalizada pelas entidades da categoria e pela sociedade”. O jornalista MB acredita que “melhorar os cursos seria a primeira condição para que o diploma tenha valor. E se obtiver esse valor, não precisaria ser obrigatório.” Meditsch (1992) faz uma compreensão dos modelos de ensino, que

“entre os métodos de análise da Ciência e do Jornalismo é que poderemos nos aproximar de um discernimento deste nosso ‘patinho feio’ do conhecimento. O primeiro aspecto a considerar é que Ciência e Jornalismo são formas sociais de conhecimento da sociedade industrial Capitalista. A história prevalece sobre as verdades que uma ou outra possam produzir” (MEDITSCH, 1992, p. 54).

Em outra análise, jornalistas percebem que os novos profissionais que estão chegando ao mercado não correspondem a requerimentos básicos. Nesta perspectiva, o jornalista BR critica os estudantes que chegam às redações profissionais, mas que não sabem escrever uma história com início, meio e fim; e isso é básico no Jornalismo. Para o jornalista MB, alguns dos estudantes estão confusos, porque, na maioria dos casos, não sabem o porquê de estarem no curso.

Neste caso, a perspectiva adotada pelos estudantes evidencia um contraponto a dos jornalistas, pois os estudantes têm um pensamento próprio sobre o diploma e sobre a forma de ver o Jornalismo, por intermédio dos estudos refletidos de dentro da academia sobre os conhecimentos práticos e teóricos para o exercício de jornalista.

O segundo grupo, então, é formado por estudantes [aqui eu faço uma observação do aluno que está no mercado de trabalho e os demais que estão somente estudando. Nesta ocasião é importante observar a maneira como eles se posicionam] do terceiro e do oitavo semestre de Jornalismo das universidades PUCRS, UFRGS, Ulbra e Unisinos. Os discentes estão classificados nas ordens de letras GB, LS, RR e MM. Eles responderam a um breve questionário de duas perguntas objetivas de marcar X, e uma de livre resposta. Na percepção dos alunos, somente o estudante MM não julga necessário o diploma. Na opinião da maioria, os cursos devem contemplar aulas práticas e teóricas [neste caso, foi perguntado aos estudantes, o que deveria ser ensinado nas escolas superiores de Jornalismo, conforme as seguintes alternativas: A) somente aulas teóricas, B) somente aulas práticas ou C) os dois. Essa discussão se dá porque existe a dialética do Jornalismo referente ao que é mais importante, se são as aulas teóricas ou as práticas. Nesses questionamentos percebe-se a forma de ensino repassado para os discentes]. Os alunos GB, RR e MM são mais teóricos e não estão no mercado de trabalho. O aluno LS já atua como jornalista e sua percepção está voltada para as práticas do Jornalismo. Na sequência, são expostas algumas das perguntas feitas, explicitamente, acompanhadas da descrição das respostas obtidas.

Uma das perguntas foi: “Qual a importância da formação para prática profissional em jornalismo?” (questão de marcar com X). Os estudantes LS e RR marcaram o diploma como muito importante. A aluna GB marcou como importante. Já para o discente MM, o diploma não é necessário para o exercício da profissão.

A segunda pergunta foi “Você acredita que o curso deve contemplar conhecimentos: práticos, teóricos ou os dois?” Para os alunos GB, LS e RR, o curso deve contemplar as duas dimensões de conhecimento (prática e teórica). Para o aluno MM, somente o teórico é suficiente/relevante.

A pergunta de livre reposta era “O que é jornalismo?” Os alunos GB e RR construíram a resposta voltada para o Campo Jornalístico, numa perspectiva abstrata de perceber o campo de atuação. A discente GB percebe que o Jornalismo é “o meio pelo qual podemos expor, em grande escala, sobre todos os fatos que acontecem perto ou longe de nós”. Para o estudante RR, “o Jornalismo é, além da arte de contar história e torná-las universais, a intensa procura por desencobrir histórias. Fazemos, com isso, com que a sociedade evolua em conhecimento e opinião sobre os mais variados assuntos.” O aluno LS responde voltando-se para as Práticas Jornalísticas. Ele descreve o Jornalismo como a forma de “informar, prestar serviço, servir, alertar, acompanhar, fiscalizar e investigar”. O discente MM segue a mesma linha de argumentação, porém, preocupado com a linguagem e o formato, escreve que “o Jornalismo é a transmissão de informação, descrição, narrativa e impressão do jornalista sobre um determinado acontecimento. Tudo isso formatado num determinado tipo de linguagem (forma, estética)”.

A questão sobre o diploma está na forma como ensinar jornalismo. Os docentes também estão entre os grupos questionados.

O terceiro e último grupo é formado por professores das universidades PUCRS, UFRGS, Ulbra e Unisinos [houve a preocupação em mostrar a diferença entre o curso superior de Jornalismo da universidade pública e com as instituições privadas de Porto Alegre e da região metropolitana. A seleção das universidades, logo, obedece a esse critério metodológico]. Os docentes estão classificados pelas letras AF, EB, SD e AR, que responderam a duas perguntas abertas, que foram as seguintes: (1) “É importante a formação profissional em jornalismo; (2) Acreditas que os cursos atendem às demandas de conhecimento da profissão e do mercado?”

Em resposta à primeira pergunta, o professor AF julga “fundamental, porque, segundo ele, não se trata apenas de saber escrever ou dominar a língua portuguesa”. Complementando essa proposição e enfocando as características da atividade jornalística, o docente AR observa que “a necessidade gradual de nível superior para prática profissional do Jornalismo é uma coisa muito evidente. Exemplo: uma informação de qualidade, séria, ética e bem construída requer uma formação de qualidade”. Com isso, a professora SD reforça que o nível superior, “mais do que importante, é essencial”. Através do conhecimento e da história do Jornalismo, o professor EB descreve que “mais do que em qualquer outro período histórico, a formação é essencial, quando todo o ecossistema jornalístico está em tremenda ebulição e transformação”.

Segundo os docentes, na forma de se fazer Jornalismo, há outros fatores fundamentais, pois não basta escrever bem ou dominar a língua portuguesa para ser jornalista. É preciso conhecer os valores da noticiabilidade e a construção textual dos gêneros jornalísticos, além de saber lidar com a preservação das fontes. Isso tudo também faz parte da ética do jornalista, a qual o aluno, para se tornar profissional, aprende na academia. Para o docente AF, “essa questão envolve a criação de uma notícia; conhecer os critérios de noticiabilidade, entender os mecanismos de produção textual e dominar os princípios de relacionamento com a fonte”. O professor AR acredita que aqueles que buscam o ensino superior estão com qualidade profissional mais garantida, ao passo que os que se aventuram não estão com tal garantia, visto que, o amadorismo não pode se sobressair ao conhecimento. Diz ele:

“tem pessoas que aparecem assim na redação pra tentar a sorte, porque escrevem bem. Não é por aí. Existe toda uma série de elementos fundamentais que vão desde as questões técnicas, como saber lidar com a câmera, rádio, as questões culturais, as questões estéticas, produzir uma boa página e as questões éticas que os alunos da universidade aprendem em sala de aula sobre o Jornalismo”.

O docente EB aponta o domínio de conhecimento que se deve ter, valorizando o profissional e sua aceitação pelos campos por onde percorre. “O jornalista não é um simples profissional narrador de opinião, portador de bagagem histórica, ele é desejável também no campo sociológico, político e cultural.”

No entanto, os professores também confirmam que os alunos das universidades aprendem a construção de pautas, técnicas de apuração, de pesquisas, entrevistas e participam das redações proporcionadas pelos cursos. Buscam também refletir com senso crítico sobre a profissão. O professor AR aponta uma preocupação inerente à construção da formação do profissional na academia. Para ele, “não é só a questão da técnica, mas, sobretudo, de se investir na questão crítica, no olhar crítico; o jornalista tem de ser uma pessoa com um lastro cultural amplo e com uma formação ética consistente, para não ser manipulado”. Os professores defendem, portanto, a importância da formação do profissional. Em relação à demanda do mercado, os professores acreditam que os cursos correspondem de forma parcial. Para o professor EB, o curso “atende parcialmente”. Já a professora SD acredita que “todos os cursos atendem ao mercado”. O professor AF afirma que “os cursos estão em processo de adaptação àquilo que o novo mercado está consumindo”. Para o professor AR, “cada escola de Jornalismo tem suas diretrizes e suas grades curriculares. Muitos estudantes chegam despreparados nos cursos, e as escolas fazem o que está ao alcance”. Nessa perspectiva, o professor AR acredita que os cursos atendem à necessidade do mercado.

Foram contextualizados e apresentados os pontos de vistas de estudantes, professores e jornalistas, em diálogo com os estudos do campo Jornalístico e das práticas adquiridas no ensino superior. Passa-se, agora, para as conclusões do trabalho.

Conclusão

A formação em Jornalismo é considerada essencial para a prática profissional porque é por meio dela que se aprendem as dinâmicas e os conhecimentos necessários para atuar no campo jornalístico. Questões como o domínio das práticas e o estudo da ética são produzidas, refletidas e articuladas na academia, que objetiva formar profissionais para a prestação de serviços de qualidade à sociedade. Entre os entrevistados, um total de 13 pessoas, onze defendem que é importante o diploma de Jornalismo para o exercício profissional nessa área. Em contrapartida, duas pessoas (um estudante e um jornalista) pensam que não há necessidade do diploma para as práticas do Jornalismo.

Os professores manifestam que é fundamental a formação acadêmica em Jornalismo, pois, consoante eles, não basta escrever bem. Vários outros conhecimentos, como o conhecimento da ética, dos valores-notícia, da construção de pauta e de gêneros textuais relevantes para a profissão, são aprendidos no curso superior. Segundo os docentes, as escolas fazem o possível para atender a exigência do mercado, mesmo que não atenda a 100% das exigências.

Para os estudantes, o diploma de Jornalismo é importante. No grupo pesquisado, três não estão atuando no mercado de trabalho e, dentre eles, apenas um não considera necessário o diploma. Um dos estudantes, que está no mercado de trabalho, acredita que é muito importante o diploma, uma vez que esse documento assegura a qualidade na prestação de serviço e a facilitação no domínio das técnicas de apuração e de fazer ou cobrir uma reportagem.

Os jornalistas acreditam que a formação em Jornalismo pode oferecer qualidade e credibilidade para um serviço jornalístico ou produto, igualmente, baseados na ética, tanto para os públicos de modo geral, quanto para empresas de assessoria de comunicação, ou veículos de imprensa. Dos cinco entrevistados, só um não considera necessário o diploma. Mesmo assim, dois deles (um contra e um a favor ao diploma) concordam que outras áreas podem exercer a função de jornalista, por meio de uma especialização em Jornalismo (pós-graduação).

Conclui-se, a partir das informações adquiridas nas entrevistas, em contato com as teorizações acerca do campo jornalístico, que o diploma de Jornalismo qualifica as práticas jornalísticas. Nos cursos superiores, as práticas são demonstradas de diversas maneiras, como as apurações, as elaborações de pauta, as coletivas de imprensa, a editoração, a edição, entre outras. Também há a reflexão acerca do lead (quem, o que, como, onde, quando e por que), que é um componente textual que facilita a construção dos gêneros e formatos jornalísticos. Esses elementos são concebidos como inerentes à formação por profissionais e professores, demonstrando a importância do curso de formação jornalística em nível superior.

O diploma profissional, para atuar no campo Jornalístico, é considerado fundamental pelos profissionais e estudantes envolvidos nesse processo, visto que ele é o documento que, por excelência, legitima os jornalistas a se inserirem de maneira direta – e com qualidade – nas áreas de atuação. Para que o sujeito esteja habilitado na distribuição de informações de qualidade para outras esferas sociais, inclusive o da Comunicação Social, é necessário conhecimento. Ele é adquirido nas universidades, que prestam justamente esse serviço, tendo como base a ética e a formação científica.

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Mário Américo Benedetti é jornalista

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