Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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DIRETóRIO ACADêMICO > FIM DE SEMANA, 1 E 2/3

O Estado de S. Paulo

04/03/2008 na edição 475


LEI DE IMPRENSA
Felipe Werneck


Supremo revogará Lei de Imprensa por 10 votos a 1, diz Miro


‘O deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ) disse ontem, em palestra na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), acreditar que a Lei de Imprensa será revogada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e arriscou um placar: 10 votos a 1 (do ministro Marco Aurélio de Mello).


´Na quarta-feira ficou decidido que os ministros vão avaliar cada artigo da lei no prazo de seis meses. Com as manifestações antecipadas, eu acho que nós ganhamos. Acho que a Lei de Imprensa está revogada´, discursou o deputado.


O STF referendou no dia 27 a liminar do ministro Carlos Ayres Britto que suspendera 20 dos 77 artigos da Lei de Imprensa (5.250/67). A liminar havia sido concedida no dia 21, em uma ação ajuizada pelo PDT.


Pela decisão, juízes estão autorizados a utilizar, quando possível, regras dos Códigos Penal e Civil para julgar processos que versem sobre os dispositivos que ficaram sem eficácia.


De acordo com o STF, em questões envolvendo direito de resposta devem ser aplicadas regras da Constituição Federal. Caso não seja possível utilizar as leis ordinárias para solucionar um determinado litígio, o processo continua paralisado – como o ministro Ayres Britto já havia definido em sua liminar – e terá seu prazo prescricional suspenso.


O plenário do Supremo decidiu que o mérito da ação do PDT será julgado em até seis meses. Dos 10 ministros que participaram do julgamento (são 11 no total), 5 votaram nos termos do voto proferido por Ayres Britto, suspendendo parte da lei: a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, a presidente da corte, Ellen Gracie, e os ministros Ricardo Lewandowski, Cezar Peluso e Gilmar Mendes.


Outros três integrantes do tribunal apresentaram votos no sentido de suspender toda a Lei de Imprensa: Carlos Alberto Menezes Direito, Eros Grau e Celso de Mello. Marco Aurélio de Mello decidiu não referendar a liminar.


UNIVERSAL


Miro Teixeira criticou ontem a `multiplicidade de ações da Igreja Universal do Reino de Deus´ contra os jornais Folha de S.Paulo, Extra, A Tarde e O Globo. Para o deputado, as ações são uma `tentativa de cerceamento da liberdade pelo mecanismo das indenizações´.


´O ministro Ayres Britto será homenageado daqui a alguns anos. Ficamos pequenos com a liminar. Quando o plenário a confirmou, virou um gigante. O mérito é do STF´, destacou o parlamentar.’



AFEGANISTÃO
O Estado de S. Paulo


Príncipe Harry é retirado do Afeganistão


‘O Ministério de Defesa da Grã-Bretanha informou que o príncipe Harry, terceiro na linha de sucessão do trono, deixou ontem o Afeganistão, sem completar sua missão no país, após meios de comunicação terem revelado que ele estava na Província de Helmand, uma das mais perigosas regiões afegãs.


´A decisão (de tirar Harry do Afeganistão) foi tomada com base no fato de que a cobertura da mídia internacional poderia ter impacto na segurança dos soldados´, segundo comunicado do ministério. `O príncipe Harry deixou o Afeganistão na tarde hoje (ontem) e está a caminho de casa.´


A missão de Harry no Afeganistão, que começou há quase três meses e deveria durar outros três, vinha sendo mantida em sigilo pelo ministério, após acordo com os principais meios de comunicação britânicos. Em troca do sigilo, vários jornais e emissoras de TV obtiveram entrevistas com o príncipe.


Em janeiro, no entanto, um site australiano já teria divulgado uma reportagem sobre o assunto, sem muita repercussão. Logo depois, o jornal alemão Bild também deu uma nota em sua coluna de fofocas. A repercussão mundial, no entanto, só ocorreu depois que o site do jornalista americano Matt Drudge deu destaque ao fato. `Quando Drudge deu a matéria, ela se tornou global e o acordo acabou´, disse o ministério.


A decisão de levar Harry de volta para casa é mais um duro golpe para o príncipe, que tem 23 anos. No ano passado, ele foi impedido de acompanhar seu regimento para o Iraque, justamente por temores de que pudesse ser alvo de ataques. Harry, que se graduou na prestigiosa academia militar Sandhurst, parecia contente com o fato de finalmente poder atuar como soldado. À emissora britânica BBC, ele disse que não trocava de roupa havia uma semana e não tomava banho havia quatro dias. `Acho que isso é o mais normal que chegarei a ser´, afirmou Harry, que coordenava ataques aéreos contra o Taleban e participava de patrulhas.


Autoridades britânicas elogiaram ontem a missão do príncipe. `A Grã-Bretanha tem uma dívida de gratidão´, afirmou o premiê Gordon Brown. AP’



INTERNET
O Estado de S. Paulo


´A internet está se tornando a principal mídia do mundo´


‘Há 15 anos, Marc Andreessen revolucionou a internet ao criar, ao lado de Eric Bina, o navegador Mosaic, que permitiu ao grande público ter acesso à rede mundial. No ano seguinte, foi um dos fundadores da Netscape, empresa que deu origem à febre da internet no fim da década passada. Em 1999, ele criou a Loudcloud, que mudou o nome para Opsware e foi vendida para a HP por cerca de US$ 1,6 bilhão, em 2007. Seu empreendimento mais recente é a empresa Ning, que permite às pessoas criarem suas próprias redes sociais. Abaixo, trechos da entrevista em que fala sobre o futuro da tecnologia.


Sr. Andreessen, a idéia de uma enorme empresa Microsoft-Yahoo o assusta?


De jeito nenhum. Se acontecer a fusão, serão necessários dois anos para integração. No final, uma empresa nascida dessa união fará algumas coisas boas e outras ruins. Nesse ínterim, há uma tremenda carga de trabalho a ser feita por outras empresas como nós. E isso significa que haverá muitas oportunidades.


O senhor acha que isso vai deixar apenas duas grandes participantes na internet – Microsoft-Yahoo e Google – que dominarão o setor?


É totalmente impossível prever as conseqüências dessa fusão ou a posição das empresas envolvidas. Também é impossível antecipar que novas empresas surgirão durante esse tempo. E é precisamente isso que torna esse setor tão divertido.


O que deu errado com o Yahoo? Por que eles continuam perdendo parcelas de mercado para o Google e viram assim um alvo de aquisição?


Uma das conseqüências de ser um empresa pública é que coisas como essas acontecem. Fundei duas empresas e as tornei públicas, mas minha terceira, a Ning, não é pública. Essa é uma das coisas boas em relação à minha empresa, e eu acho que o Facebook também está gostando do fato de que ninguém consegue atacar você dessa forma. Você também se concentra completamente no que está fazendo – não há exigências para se obter lucros, nem compradores hostis. Gosto de não ser uma empresa com capital aberto.


Que tendências provocaram esse tipo de jogo de pôquer de bilhões de dólares no seu setor?


Primeiro de tudo, a internet está se tornando real agora de uma forma que nunca foi antes. Está se transformando na mídia principal na qual os consumidores se conectam para obterem informações e se comunicarem. Você vê isso acontecendo na publicidade, nas telecomunicações, vídeo com o YouTube, com a música, com jornais e revistas. É uma mudança em massa, e praticamente todos os consumidores estão se transferindo para a internet. Todos falávamos sobre isso na década de 90, mas, na época, não aconteceu. Aquilo foram apenas experiências. Agora, está realmente acontecendo.


A quantidade de propaganda offline ainda é muito maior do que a de publicidade online.


Você sabe que a propaganda vai migrar nos próximos cinco ou dez anos. Todas as grandes empresas – Google, Microsoft e Yahoo – têm papéis importantes na transição. Elas vão se beneficiar muito disso. Mas também acredito que existe uma nova geração inteira de empresas iniciantes que vai se beneficiar, também.


Mas quem está numa boa situação para esse próximo grande salto? A News Corp. comprou o MySpace, o Google investiu na AOL, a Microsoft comprou ações do Facebook e agora luta para adquirir o Yahoo. Parece-me que o bolo logo será cortado e distribuído.


Não! Creio que o ritmo de mudança está se acelerando. A TV e a imprensa sempre funcionaram segundo os mesmos conjuntos de normas e padrões. Mas a internet é baseada em software. E qualquer um pode escrever um novo software que, anos mais tarde, um bilhão de pessoas estará usando.


Quem é: Marc Andreessen


Formado em Ciências da Computação pela Universidade de Illinois


Em parceria com Eric Bina, desenvolveu o navegador Mosaic, rebatizado de Netscape’



Microsoft vai reduzir os preços do Windows Vista


‘A Microsoft informou que planeja reduzir os preços do sistema operacional Windows Vista no varejo, uma medida para atrair consumidores para a versão mais recente do produto. A empresa disse que planeja a redução de preço do programa em 70 países este ano, acompanhando o lançamento da primeira grande atualização do Vista, conhecida como Service Pack 1 (SP1). Em nota, a empresa informa, no entanto, que `a decisão não afetará o Brasil neste momento, uma vez que os valores do produto Windows têm sido reduzidos desde 2005´.


O Windows Vista vendido em lojas e via internet corresponde a menos de 10% de todas as licenças do Windows – sistema operacional presente em cerca de 90% do mercado mundial de computadores pessoais. `Projetamos que essa decisão oferecerá grandes oportunidades (…) de vender mais cópias do Windows´, afirmou Brad Brooks, vice-presidente corporativo da Microsoft.


Nos Estados Unidos o preço do Windows Vista Ultimate, sistema operacional mais avançado oferecido pela empresa, caiu de US$ 399 para US$ 319 para a versão completa, e de US$ 259 para US$ 219 para a versão de atualização, destinada a quem já possui o Windows XP ou outra edição do Windows Vista.


A empresa também reduzirá os preços das versões de atualização do Vista Home Premium, seu produto principal, de US$ 159 para US$ 129. O corte nos preços varia de país para país.


Nos mercados emergentes, a Microsoft vai parar de vender versões de atualização do Vista porque, para muitos consumidores será a primeira compra de uma cópia não falsificada do Windows. Em vez disso, a empresa venderá o Vista Home Premium e Home Basic pelo preço das versões de atualização. A empresa vendeu mais de 100 milhões de licenças do Vista desde seu lançamento em janeiro de 2007, e sua adoção tem ajudado nos bons balanços da empresa nos últimos trimestres.’



LITERATURA
Ubiratan Brasil


A escrita mestiça de Ubaldo


‘Acostumado a usufruir há anos os benefícios oferecidos pelo computador, o escritor João Ubaldo Ribeiro não resiste, porém, a um toque de nostalgia – enquanto escreve, deixa acionado um programa que transforma o som de seu dedilhar de teclas no antigo barulho de máquina de escrever. Até a mudança de linha faz lembrar a corrida do carro. `Isso me faz recordar do tempo em que trabalhava no jornal, quando cumpria horários rígidos – o que também me ajuda a não atrasar meus trabalhos´, conta ele, que conversou com o Estado no escritório instalado em seu apartamento, no bairro carioca do Leblon.


As tarefas, de fato, são múltiplas: além da coluna semanal publicada no caderno Cultura (a qual escreve regiamente às quartas-feiras), Ubaldo dá contornos a seu novo romance (a ser publicado, espera-se, ainda neste ano, pela Nova Fronteira) e se empenha em projetos para a televisão – ao lado do poeta Geraldo Carneiro, prepara uma minissérie e um seriado interativo, Faça Sua História, cujo piloto foi exibido pela Globo no final do ano passado. Finalmente, contrariando a fama de sossegado atribuída aos baianos, Ubaldo participa do relançamento em grande estilo de 13 de seus livros, agora sob o selo da Alfaguara.


E a fila começa a andar com dois pesos pesados: Viva o Povo Brasileiro, lançado em 1984, e Sargento Getúlio, de 1971. Sobre esses e o restante de sua obra, o escritor vai conversar em um debate no Centro Cultural Banco do Brasil, no dia 25 (no Rio, o encontro, que será mediado por Geraldo Carneiro, ocorre antes, no dia 11).


Autor de uma escrita contraditoriamente barroca e lapidada, João Ubaldo produz uma literatura mestiça, no entender da pesquisadora Zilá Bernd, em várias dimensões: na da linguagem que, inspirada na tradição oral, é totalmente reinventada; nas fontes de inspiração, incluindo desde a cultura popular nordestina até o clássico (Homero, Shakespeare, Rabelais, Baudelaire); e na dimensão temática, ao unir temas filosóficos (como o Mal) com tópicos extraídos das religiões afro-brasileiras. `A mistura é ainda temperada com o sal da sensualidade, do erotismo, do humor e da malícia´, afirma Zilá. `Mas é um processo em que nada foi planejado´, ressalva Ubaldo.’



***


´O artista verdadeiro não mente´


‘Em meio a diversas pilhas de livros e com a praia da sua Itaparica ilustrando o fundo de tela de seu computador, João Ubaldo Ribeiro conversou com o Estado sobre mágoas, personagens insubordinados e o novo livro.


Por que você trocou a Nova Fronteira pela Alfaguara?


O curioso é que eu já era publicado pela Alfaguara na Espanha. Mas aconteceu o seguinte: fiquei chateado por não ter sido avisado da compra da Nova Fronteira pela Ediouro. Eu soube por terceiros e fui vendido junto, por fazer parte do catálogo. Eu me dou bem com os novos donos, mas foi um processo atabalhoado que me fez sentir abandonado. Fazia 30 anos que estava na Nova Fronteira, onde deixei originais, bagulhos que trouxe do exterior, ou seja, era uma espécie de minha casa. Por isso, fiquei atônito, desamparado. Pior: não sei fazer negócios. Tenho um agente, também um grande amigo pessoal, Thomas Colchie, que me socorreu. Como é amigo do Roberto Feith, ele negociou minha transferência para a Alfaguara. Mas sobraram alguns rabos de contrato, como um romance inédito que ainda vou publicar pela Nova Fronteira neste ano. Ou seja, estou com um pé lá, outro cá.


Inicialmente, são 13 livros que agora migram para a nova editora. Como é seu processo de criação?


Não é planejado – são fiapos de histórias, às vezes cenas, que me chegam. Adoro observar as pessoas. Eu gostava de almoçar sozinho, em um hotel antigo de Salvador, para observar as pessoas disfarçadamente. Aí entrava um sujeito com uma moça e, a depender da forma como conversavam, ele saía de lá como prefeito de não sei onde, enfrentava um problema terrível com sua mulher feiosa, mas boa gente, e agora transava com aquela moça, sua secretária, que já pensava em chantageá-lo. Eu biografo as pessoas, especialmente casais. Aí comento essas histórias com a minha mulher e, dependendo do resultado, acho que tenho uma idéia para um livro. Só sei escrever assim.


Mas o computador facilita o trabalho, não?


Sim, facilita mexer no texto. Quando eu escrevia Viva o Povo Brasileiro na máquina de escrever, em 1984, enfrentei problemas que hoje não tenho. Foram ao todo cerca de 1.700 laudas datilografadas e, de repente, lá pela, digamos, lauda 780, eu via que, se modificasse um determinado fato que sucedeu antes, melhoraria a história. Mas até encontrar essa determinada cena, cortar e colar a nova versão, era um inferno tal que eu preferia deixar como estava. Assim, deve ter tido gente que se casou e se deu mal no casamento porque tive preguiça de fazer as pazes (risos). Tenho uma sistemática no trabalho que não modifico nunca: faço sempre pela ordem, ou seja, crio o título, depois a dedicatória, em seguida a epígrafe (que normalmente também invento), para então começar o romance, mesmo não tendo idéia da história.


Até que ponto sua formação acadêmica, a leitura que você fez dos clássicos, está presente na sua obra?


Acho que tudo está lá, guardado. Passo por um fenômeno que ataca outros escritores, ou seja, a sensação de que não fui eu quem escreveu aquilo. E, para não ser hipócrita, garanto que são manifestações narcisistas (risos). Tenho desde influências chiques, como Homero, até outras nem tanto, como Mark Twain. Sem esquecer de Monteiro Lobato, além de Shakespeare, dois autores que li muito. Mas, desde meu primeiro livro, tomo a mesma medida: a de não ler nada enquanto produzo porque acabo plagiando sem querer. Afinal, se gosto de um volteio de frase qualquer, acabo incorporando-o ao meu patrimônio de ferramentas literárias e solto a frase alheia com a maior cara-de-pau como se fosse minha. Aconteceu durante a escrita de meu primeiro livro, Setembro Não Tem Jeito: plagiei Stendhal lá no meio da história. Felizmente, meu anjo da guarda buzinou e desconfiei de que aquele trecho não era meu. A partir dali, não li mais nada.


Você se preocupa em evitar que a linguagem se torne também uma protagonista?


Não me incomodo. Tenho muito apreço, até. Tenho narradores itaparicanos, que combinam pouca sofisticação com uma erudição única e ninguém vê incongruência nisso, pois há uma certa verossimilhança nesse narrador maluco. Não me incomodo que meus personagens sejam insubordinados. Às vezes, acontece de a narrativa entalar porque estou tratando de forma errada determinado personagem, até ele assumir o comando da história. Quando escrevi A Casa dos Budas Ditosos, pensava em uma mulher de 78 anos, mas a desgraçada insistia em ter 68. Tentei forçar a barra, mas desisti.


Algum livro foi mais complicado?


Depende do momento. Escrevi alguns livros na fase ruim do alcoolismo. Bastava estar acordado para estar bebendo. Foram torturantes. Escrevi meia versão dos Budas Ditosos que, certamente, condenaria o livro ao fracasso. Era coisa de bêbado. Graças à minha fé, consegui retomar o livro, mexer em três ou quatro fases, e evitar que se descaracterizasse a personagem.


E o livro novo?


Está atrasado, mas pegará pique. Tive problemas pessoais (depressão, morte da minha mãe), mas sou um homem de cota. Criei com o Rubem Fonseca uma forma de medição de produção diária: temos um Graham Greene, que escrevia 500 palavras por dia. Um Conrad, que se aproxima de mim, produzia 800 diárias. E uma Virginia Woolf, minha meta agora, com 1.200 palavras. Mas, gosto de lembrar uma frase de Glauber Rocha, que adotei na carreira: o artista não mente.


O repórter viajou a convite da Alfaguara’



TELEVISÃO
Patrícia Villalba


HBO quer ampliar produção


‘Animada com a repercussão de séries como Mandrake, a HBO quer ampliar parcerias com empresas da América Latina e iniciar projetos com roteiristas independentes para produções, como a mexicana Capadocia, que estréia amanhã, às 22 horas. Luis Peraza, vice-presidente executivo de Produção da HBO Latin America, fala sobre os projetos nesta entrevista exclusiva ao Estado.


Depois da quarta série na América Latina, quais são os planos da HBO?


Nossa estratégia é realizar projetos, principalmente nos maiores mercados de TV. Começamos na Argentina, seguimos para o Brasil e terminamos no México. Agora, com o modelo testado, pensamos em seguir para países como o Chile.


Capadocia é totalmente diferente de Mandrake. Que tipo de projeto interessa à HBO hoje?


O tipo de projeto que não se vê na TV aberta, que explore temáticas não tão convencionais e que se distancie do clássico da TV latina, as novelas. Estamos investindo recursos nas produções, num esforço verdadeiro para que, mais adiante, o nível da TV seja elevado.


Qual é a avaliação da rede sobre as séries produzidas no Brasil?


Confirmaram-se como sucesso. Tanto que todas terão novas temporadas. Mandrake teve oito episódios, depois outros cinco e, agora, consideramos seguir fazendo. Com Filhos do Carnaval, já estamos no processo de desenvolvimento de roteiro, para novos episódios. Estamos fazendo de tudo para rodar no segundo semestre.


Quando estréia Alice?


Está em fase de pós-produção. É a primeira série que se faz em película e se finaliza em HD no Brasil. No momento, estamos decidindo qual é a melhor data para lançá-la. Vai dar muito o que falar.’




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Clique nos links abaixo para acessar os textos do final de semana selecionados para a seção Entre Aspas.


Folha de S. Paulo – 1


Folha de S. Paulo – 2


O Estado de S. Paulo – 1


O Estado de S. Paulo – 2


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