Sábado, 26 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº988
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DIRETóRIO ACADêMICO > THE WASHINGTON POST

O Pulitzer e a crise

15/04/2008 na edição 481

Em sua coluna de domingo [13/4/08], a ombudsman do Washington Post, Deborah Howell, avaliou a importância dos seis prêmios Pulitzer ganhos pelo diário em cerimônia no dia 7/4. ‘Os prêmios são oferecidos de jornalistas para jornalistas. Mas eles significam algo para os leitores, em especial neste período de cortes na indústria jornalística?’, indaga ela. ‘Talvez seja mais fácil dizer o que eles não significam: eles não significam que o declínio da circulação irá melhorar. Não significam que teremos mais anúncios e nem que o programa de demissão voluntária será interrompido’. Para o leitor Mark LaBarre, o reconhecimento trazido por um Pulitzer é uma medida universal da reputação de um jornal. ‘É um sinal de que o jornal valoriza e encoraja seus jornalistas’, defende.

Segundo Deborah, a premiação revela que o sofrimento dos veteranos de guerra no Centro Médico Walter Reed, em Washington, foi atenuado devido ao trabalho das repórteres Dana Priest e Anne Hull e do fotógrafo Michel du Cille, que ganharam a categoria mais cobiçada do Pulitzer, a de Serviço Público. A série sobre os maus-tratos no hospital militar causou a renúncia do diretor da instituição, do secretário geral do Exército e de um cirurgião geral. O Post continua a cobrir o caso, que deu ao jornal sua quarta Medalha de Ouro por Serviço Público – a terceira em uma década.

Steve Fainaru, que venceu na categoria Reportagem Internacional, proporcionou aos leitores do Post mais esclarecimentos sobre as empresas de segurança no Iraque. A equipe do Post como um todo ganhou o prêmio pelo modo como cobriu uma matéria que a maior parte das pessoas não gostaria de ler – o massacre da universidade Virginia Tech. Os leitores também puderam saber o quão poderoso é o vice-presidente Dick Cheney e como ele dominou as políticas federais em temas com os quais se importava. Os repórteres Barton Gellman e Jo Becker (hoje no New York Times) passaram um ano trabalhando na série sobre Cheney – e levaram o prêmio de Reportagem Nacional.

O colunista econômico Steven Pearlstein escreve sobre economia há um ano em uma linguagem acessível aos leitores – o que lhe rendeu o prêmio de Comentários. Gene Weingarten faturou o Pulitzer de Reportagem Especial por uma brincadeira em que o violinista mundialmente famoso Joshua Bell tocou um Stradivarius, que vale US$ 3 milhões, no metrô de Washington, passando-se por desconhecido.

Por trás de um prêmio

Por trás de cada prêmio há editores que não são mencionados, mas que fizeram a revisão e captaram erros, escreveram títulos e fizeram o design das páginas, seja na versão impressa ou online, lembra Deborah. Desde que Eugene Meyer comprou o diário, em 1933, o Post já ganhou 47 Pulitzer, em sua maioria sob o comando da publisher Katharine Graham, filha de Meyer; de Don Graham, seu neto; e de Bo Jones, publisher até fevereiro passado, quando a bisneta de Meyer, Katharine Weymouth, assumiu o jornal. Desde que Leonard Downie Jr. se tornou editor-executivo, em 1991, 25 Pulitzer foram ganhos – a maior quantidade na carreira de qualquer editor americano.

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