Quinta-feira, 18 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1009
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DIRETóRIO ACADêMICO >

Pânico oferece noiva a Kassab

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 28/10/2008 na edição 509

Leia abaixo a seleção de segunda-feira para a seção Entre Aspas.


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O Estado de S. Paulo


Segunda-feira, 27 de outubro de 2008


 


ELEIÇÕES
Ricardo Brandt


Humoristas levam ‘noiva’ para Kassab


‘Em meio ao tumulto dos repórteres, cinegrafistas e assessores que aguardavam a chegada do prefeito e, até então, candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM) no tradicional Colégio Santa Cruz, uma exuberante modelo vestida com véu, grinalda, luvas brancas e lingerie roubou a cena.


A modelo foi levada pelos humoristas Ceará e Vesgo, do Pânico, da RedeTV!, para ‘casar’ com o prefeito. A noiva apareceu carregada no colo de um deles e com um buquê de rosas vermelhas na mão.


Enquanto Kassab tentava dar uma entrevista na porta do carro que o levaria dali, a equipe do programa gritava. ‘O Pânico tem um presente para você. Kassab, pode casar com a noiva do Pânico.’


A modelo chegou a ser colocada em cima do carro, mas protestou. ‘Tira, tá quente, tá queimando.’


A brincadeira foi uma referência dos humoristas à propaganda veiculada pela candidatura de Marta Suplicy (PT) nesse segundo turno, em que questionava o fato de Kassab não ser casado nem ter filhos.


O prefeito chegou a se irritar com os humoristas durante sua votação dentro do colégio. ‘Respeito’, cobrou Kassab ao ser abordado pela equipe.


Depois da confusão, quando parou para tomar um café em uma padaria no centro da cidade com jornalistas, Kassab brincou com a confusão. ‘Eu queria agradecer ao Pânico, porque a noiva era muito bonita’, disse o prefeito.


SUPERSTIÇÃO


Mostrando que é supersticioso e acredita no ditado ‘em time que está ganhando não se mexe’, o prefeito repetiu ontem um gesto feito no primeiro turno das eleições.


Depois de votar ao lado do governador José Serra e visitar Fernando Henrique Cardoso, o prefeito foi até o colégio Liceu Pasteur, na Vila Mariana. Além de ter estudado na escola, seu pai, o médico Pedro Kassab, é o atual diretor.


Ao lado do secretário de Esportes, Walter Feldman, também ex-aluno do Liceu, Kassab repetiu o roteiro: cumprimentou seu Ciro, o funcionário mais antigo, passou na sala em que estudou, na sala de justificativa e na copa, onde tomou um café passado na hora. ‘Melhor não arriscar’, brincou o prefeito, admitindo a superstição.’


 


 


ELEIÇÕES NOS EUA
O Estado de S. Paulo


Comediante ultrapassa rival na briga por vaga no Senado


‘O comediante Al Franken, ex-roteirista do programa de tevê americano Saturday Night Live e candidato democrata à cadeira do Senado pelo Estado de Minnesota, conseguiu passar à frente de seu concorrente, o senador republicano Norm Coleman. Acostumado a satirizar políticos na televisão, Franken decidiu levar a política à sério e concorrer ao Senado depois da morte do amigo e senador Paul Wellstone, que sofreu acidente pouco antes das eleições de 2002. Há dois anos, o humorista voltou à cidade onde cresceu e lançou-se na corrida para derrubar o senador Coleman numa das disputadas mais caras desta temporada. Os candidatos já investiram 30 milhões de dolares em propaganda política, além da quantia gasta pelos partidos.


No começo, os eleitores não levaram Al Franken a sério – em julho, Coleman estava 22 pontos porcentuais à sua frente. Mas, apoiado ativamente pelo ex-vice-presidente Al Gore e pela senadora Hillary Clinton, o candidato viu sua popularidade crescer e pela primeira vez ultrapassou seu concorrente.’


 


 


O Estado de S. Paulo


Maior jornal do Estado de Sarah apóia Obama


‘O Anchorage Daily News, o maior jornal do Alasca – Estado da candidata a vice na chapa republicana, Sarah Palin -, anunciou apoio ao democrata Barack Obama. Em editorial, o periódico elogia Palin, mas diz que sua nomeação (e o voto em McCain) ‘é a escolha errada neste momento crítico do país’.’


 


 


PUBLICIDADE
Marili Ribeiro


Na crise, empresas apostam no tradicional


‘Em tempos de crise, segundo os manuais básicos da publicidade, ganha quem melhor aproveitar os investimentos em mídia, programando as verbas dos anunciantes para os canais de comunicação que ofereçam maior certeza de resultados. Isso porque a verba de marketing costuma ser reduzida, mas a necessidade de vendas maiores se multiplica.


‘Por essa razão, iniciativas ainda experimentais tendem a perder espaço para propostas mais clássicas, com métricas e audiência mais conhecidas’, diz Abel Reis, presidente da agência de publicidade online Click. No caso de seus clientes, Reis já observou certa disposição para corte de investimentos em ações de telefonia móvel, por exemplo, justamente por ser uma mídia com resultados ainda pouco conhecidos.


O analista de mídia e sócio da consultoria McKinsey & Company, Fabian Barros, ressalta que, historicamente, os meios tradicionais como rádio, jornal, revistas e televisão acabam sendo privilegiados em tempos de retração de mercado. ‘Em momentos de crise, as empresas apostam no conhecido, para evitar riscos.’


O fato de a televisão atingir todos os públicos e ter grande velocidade de cobertura são dois aspectos relacionados pelo diretor-geral da Rede Globo de Televisão, Octávio Florisbal, para endossar a atratividade do veículo nesses momentos. ‘Dependendo do impacto da crise junto aos consumidores, alguns setores diminuem seu investimento em publicidade’, diz. ‘Os anunciantes concentram esforços com o objetivo de girar estoques, conquistar participação de mercado, combater os concorrentes e, para isso, os comerciais e as ações promocionais são ferramentas muito utilizadas nesses momentos.’


Alguns profissionais da publicidade, no entanto, ressaltam que novas mídias, como a internet, não devem sofrer corte tão drástico de verbas de publicidade, até mesmo por ser, ainda, um investimento bastante limitado. ‘Acredito que até mesmo as mídias móveis, que vieram para ficar, embora haja dúvidas sobre como e qual a melhor forma de usá-las, vão continuar entrando na programação de mídia dos clientes’, diz Cristiane Bretas, diretora-geral de mídia da agência Neogama.


O diretor de mídia da agência Talent, Paulo Stephan, tem opinião semelhante. ‘Os canais online cresceram tanto nos últimos anos que já podem ser considerados mídias diferenciadas’, diz.


PROMOÇÃO


Na expectativa de que o marketing promocional, que organiza, entre outras ações, eventos nos pontos-de-venda, mantenha o crescimento – situando-se entre as mídias beneficiadas por verbas em tempos de crise -, os profissionais do meio garantem que não houve qualquer cancelamento das ações previstas até o final deste ano. Mais do isso, até enumeram razões para esperar um incremento do negócio.


Entre elas estaria, como explica Guilherme de Almeida Prado, diretor geral da agência Plano1 Comunicação e vice-presidente da Associação de Marketing Promocional (Ampro), a desvalorização do real frente ao dólar. Como muitas empresas têm metas a cumprir em dólar, terão agora de conseguir mais reais para atingir a meta. Por isso, segundo ele, terão de recorrer às promoções para estimular vendas rápidas.


‘No final de ano, de maneira geral, a questão de cumprimento de metas puxa o nosso negócio’, explica Prado. ‘ Este ano, em especial, acredito que as multinacionais que têm meta em dólar no Brasil vão ter de correr para apresentar resultados.’ Até o momento, Prado não teve qualquer procura adicional. Mas já se prepara para a possibilidade de entrada de trabalhos extras na sua empresa.’


 


 


INTERNET
O Estado de S. Paulo


Rússia impede Google de comprar empresa


‘Os reguladores russos decidiram impedir o Google de comprar a Zao Begun, empresa local de anúncios na internet. O negócio de US$ 140 milhões havia sido anunciado em julho. A Zao Begun pertence à Rambler Media, grupo russo que possui vários sites e um mecanismo de buscas. ‘Estamos muito desapontados de ouvir que o SFA (Serviço Federal Antimonopólio da Rússia) chegou a essa decisão’, informou o Google em um comunicado. ‘Acreditamos fortemente que essa aquisição permitiria melhorar significativamente as oportunidades para os usuários, anunciantes e editores russos, e também para toda a indústria.’ O Google tem competidores locais fortes em mercados como Coréia do Sul, China e Rússia.’


 


 


TELEVISÃO
O Estado de S. Paulo


Veto de Janete Clair?


‘Chamada por autores e diretores de novelas como ‘Santa Janete Clair’, a maior criadora de folhetins que a TV já teve era contrária à escalação de Leila Diniz para o elenco de suas obras. Janete temia que o público rejeitasse suas histórias por supostamente rejeitar a imagem liberal, para usar aqui um termo educado, de Leila. Essa suspeita consta da biografia Leila Diniz – Uma Revolução na Praia (Cia. das Letras, 280 págs., R$ 39), que acaba de ser lançada, pelas mãos do escritor e jornalista Joaquim Ferreira dos Santos.


O diretor Daniel Filho, parceiro de Janete em várias novelas, está entre os que sustentam essa versão, não endossada por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, que na época de Janete era vice-presidente de Operações da Globo.


Segundo Boni, a ausência de Leila nas novelas da casa se explica pelo fato de a atriz ter recusado um convite da emissora, em determinada ocasião, para atender a outra proposta da TV Excelsior, em seguida. Por isso Leila, morte em 1972, teria sido persona non grata na Globo.


Aliás, dura até hoje essa fama que sustenta que a Globo fecha portas a quem lhe deu as costas no passado. Mas já não é bem assim – ao menos, hoje, isso não vale para todos.’


 


 


 


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Folha de S. Paulo


Segunda-feira, 27 de outubro de 2008


 


SEQÜESTRO EM SANTO ANDRÉ
Marina Silva


Não é amor


‘ATREVO-ME A alguns comentários leigos sobre os casos, em grande evidência, de seqüestro e assassinato de mulheres muito jovens por seus companheiros, namorados ou maridos também muito jovens. Limito-me a manifestar um terrível mal-estar, que é, ao mesmo tempo, tentativa de entender.


O caso da adolescente Eloá, de Santo André, parece ter provocado um surto. De Goiás, da Bahia, a notícia traz nomes e situações diferentes, mas, no fundo, é a mesma: após décadas de conquistas femininas e da queda de tantos tabus, a relação homem-mulher ainda é presa de uma cultura doente de posse e anulação do outro.


Em plena vigência da maior liberdade sexual já vivida na sociedade ocidental, grande parte dos homens comporta-se com perverso desejo de fusão com quem dizem amar, a ponto de colocar sua integridade em risco. A mulher que eles ameaçam em nossa frente, no horário nobre, não é nossa filha.


Mas, de certa forma, é. Não é nossa irmã. Mas, de certa forma, é. Não somos nós. Mas estamos todos reféns da perplexidade e da carência de sentido de tudo isso.


O que faz alguém imaginar ser dono do outro ou senhor do sofrimento alheio, inclusive da família, dos amigos, da comunidade e, com o auxílio da mídia, do país inteiro?


Esses episódios chamam a atenção para um fosso que torna incompletas as conquistas femininas, se as tomarmos sobretudo em seus aspectos relacionados a questões legais e materiais. No plano emocional, o pensar masculino parece ter sido insuficientemente afetado pelas mudanças nas leis, nos costumes, na realidade social. Ainda está perdido, talvez mais do que o universo feminino, na armadilha da possessão, confundindo-a com amor.


Antes era brandida a honra para justificar a violência. Hoje, entregues à razão narcísica contra quem não aceitou a fusão absoluta, decretam: ou assimilo o outro, ou ele não pode mais existir.


E, no entanto, há quantos anos as leis e as convicções repelem esse domínio? Talvez tenha chegado o momento de o movimento feminista recrudescer em outro patamar, para unir homens e mulheres que reconhecem na cultura da posse uma redução de seu potencial humano e, na desigualdade de direitos, grave ofensa ao direito de ser feliz num mundo mais ameno.


Não se pode imaginar que um homem que oprime ou tortura mulheres, por quaisquer meios, ou lhes tira até mesmo a vida tenha alguma satisfação genuína ou auto-estima. O grande desafio é que, enquanto essa legião de órfãos da felicidade não encontrar o rumo de casa, ou seja, da parte sensível e acolhedora de sua condição humana, estará faltando algo essencial aos direitos das mulheres.’


 


 


VOTAÇÃO
Painel do Leitor


Eleição


‘‘É lamentável que jornalistas estejam creditando a vitória do candidato Gilberto Kassab ao governador José Serra.


Em primeiro lugar, nem Lula, com índices impressionantes de popularidade, conseguiu transferir votos para Marta Suplicy; o mesmo se aplica ao governador José Serra.


Os votos do prefeito Kassab foram dele, do seu trabalho e graças à enorme rejeição a Marta.


Em segundo lugar, tudo está a indicar que o eleitor quer o novo, e de certa forma Kassab representa o novo.


Portanto essa conversa de dizer que Serra é o grande vencedor em São Paulo é uma grande balela.’


LUIZ CARLOS S. TEIXEIRA (Catanduva, SP)


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‘A Folha foi no mínimo tendenciosa em relação ao debate realizado pela Globo entre os candidatos Marta e Kassab.


Só faltou colocar a estrela do PT na Primeira Página junto ao nome do jornal.’


LAURO FUJIHARA (Carapicuíba, SP)’


 


 


TODA MÍDIA
Nelson de Sá


‘A mãe de todas’, aqui


‘Paul Krugman, Nobel de economia, colunista e blogueiro do ‘New York Times’, previu ontem, à la Nouriel Roubini, ‘A mãe de todas as crises de câmbio’. O ‘epicentro da crise global’ deixa os bancos americanos para chegar às ‘economias emergentes’.


Na manchete do ‘Wall Street Journal’, ontem no site e sábado no papel, os ‘sinais globais de recessão’. Por exemplo, ‘em São Paulo, uma geração de gerentes novos-ricos de fundos de investimento saiu de apostar quem compraria o próximo jato para trocar fofoca sobre qual instituição seria a primeira a cair’.


Na manchete do ‘NYT’, também no sábado, ‘moedas desabam’, citando Brasil, Ucrânia, Coréia do Sul ‘e até Grã-Bretanha’. No ‘Washington Post’, ‘o Brasil ilustra como a crise faz vítimas indiscriminadamente’, atingindo sua ‘economia equilibrada’.


NUNCA NA HISTÓRIA


O ‘Financial Times’ adiantou ontem que a semana pode fechar o ‘pior mês’ nas Bolsas do mundo. Wall Street caiu ‘pouco mais de 40%’ no ano. Europa, 45%. Japão e Coréia, 50%. E a ‘dor maior’ nos Brics: Brasil, 50%; Índia, 57%; China, 65%; Rússia, 73%. O editor de investimentos do jornal, John Authers, apelou até para a ‘teoria do caos’ para tentar explicar o que acontece nos emergentes.


SUSPENDENDO


O mesmo ‘FT’ deu longa reportagem no fim de semana, de quatro correspondentes pela América Latina, para anunciar como, do México à Argentina, ‘os projetos estão sendo suspensos pela escassez do crédito’. No Brasil, ressalta a Aracruz, que desistiu de uma instalação no Rio Grande do Sul, e a Petrobras. Outra reportagem fala de cortes na produção da Peugeot por aqui e na China.


‘ALL THE WORLD’S A STAGE’


Em editorial adiantado ontem pelo ‘FT’, ‘O mundo todo é um palco, conforme cresce o medo’. Agora, ‘entram os emergentes e um ator muito ausente, o FMI’, que volta a emprestar. ‘Mas o Fundo pode não ter os recursos para lidar com grandes economias, digamos o Brasil e a Turquia, juntos’, escreve o jornal. ‘As economias maiores estão se segurando, mas planos de contingência têm que estar prontos, nestes tempos extraordinários.’


Sexta, ‘NYT’ e outros destacaram as discussões no FMI sobre ‘países pobres’ e também ‘emergentes’.


RHODES, O RETORNO


Ex-negociador da dívida brasileira, vice do Citigroup, William Rhodes escreveu no ‘FT’ que ‘o Fundo deve proteger emergentes’, facilitando ‘swap cambial’ etc.


SEXO NO FMI


Em plena crise, foi manchete dos sites de ‘FT’ e ‘WSJ’ que o chefe do FMI cometeu ‘erro de julgamento, não abuso de autoridade, no episódio sexual com funcionária’.


SE O MUNDO VOTASSE


No ‘mapa eleitoral’ do mundo, no site da ‘Economist’, só o Iraque é vermelho, a cor de John McCain


No dizer do ‘WSJ’, ‘o novo passatempo nacional’ nos EUA é ‘seguir as pesquisas’, com o sobe-e-desce da vantagem de Barack Obama. Em especial, o mapa do site Real Clear Politics, que tira a média. O site do marqueteiro republicano Karl Rove também faz o seu -e ontem pintou o Estado de Ohio de azul, a cor dos democratas.


Na paródia da ‘Economist’, o mundo também participa, on-line, e o quadro está quase inteiramente azul.


DEMOCRACIA-COMÉDIA


Em meio a eleições marcadas pelas intervenções de comediantes -até no Brasil- D.L. Hughley estreou no sábado na CNN, destacou o ‘NYT’. E Al Franken, que era do programa ‘Saturday Night Live’, da rede NBC, ganhou força e agora lidera a corrida para ser o senador por Minnesota, destacou o ‘WP’ na capa


QUANDO TERMINA


Encerrada a votação, as pesquisas se confirmaram. William Bonner, na Globo, manteve o suspense no Rio, ‘só acaba quando termina’. Nos sites, na falta de surpresas em São Paulo e outras, o Rio foi manchete ao menos até o anúncio da derrota de Fernando Gabeira. No UOL, seguiu em destaque com Eduardo Paes.


Gabeira foi também a solitária atração da campanha brasileira no exterior, onde a eleição municipal dividiu atenção com outra, no Chile. A AP e o ‘NYT’ perfilaram, este sob o título ‘Ex-estudante radical está no segundo turno no Rio’, com apoio ‘dos homens de negócios mais ricos e da elite intelectual’. Até a filha do embaixador americano que ele seqüestrou deu seu apoio.’


 


 


LÍNGUA
Ricardo Westin


Nova regra de ortografia confunde até dicionários


‘Faltando apenas dois meses para que as novas regras ortográficas entrem em vigor no Brasil, nem mesmo os especialistas em língua portuguesa conseguem chegar a um consenso sobre como determinadas palavras serão escritas a partir de 1º de janeiro de 2009.


As divergências aparecem nos dicionários ‘Houaiss’ (ed. Objetiva) e ‘Aurélio’ (ed. Positivo), nas recém-lançadas versões de bolso, que já contemplam as mudanças ortográficas. O ‘pára-raios’ de hoje, por exemplo, virou ‘para-raios’ no primeiro e ‘pararraios’ no segundo.


A lista de diferenças continua. A versão mini do ‘Houaiss’ grafa ‘sub-reptício’ e ‘para-lama’. Em outra direção, o novo ‘Aurélio’ traz ‘subreptício’ e ‘paralama’.


Prevendo o impasse, antes mesmo do lançamento dos dicionários, a ABL (Academia Brasileira de Letras) tomou para si a difícil missão de dirimir essas e outras dúvidas. A palavra final da entidade deverá sair apenas em fevereiro, quando as novas regras ortográficas já estiverem valendo.


Confusões


O acordo internacional, assinado em 1990, foi concebido para unificar e simplificar a grafia da língua portuguesa. Certos acentos serão derrubados (‘enjoo’ e ‘epopeia’), e o trema será praticamente extinto -só permanecerá em palavras estrangeiras (como ‘Müller’ e ‘mülleriano’).


O que tem sido motivo de apreensão é o hífen.


O acordo está cheio de regras novas -certas palavras perderão o hífen (como ‘antissocial’ e ‘contrarregra’) e outras ganharão (‘micro-ondas’ e ‘anti-inflamatório’)-, mas deixa buracos.


O texto diz que devem ser aglutinadas, sem hífen, as palavras compostas quando ‘se perdeu, em certa medida, a noção de composição’. E lista meia dúzia de exemplos: ‘girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista, etc.’.


‘O problema está justamente no ‘etc.’. Como sabemos que as pessoas perderam a noção de composição de uma palavra? É algo subjetivo’, afirma o professor e autor de gramática Francisco Marto de Moura.


Na dúvida, os elaboradores dos dois dicionários consultaram especialistas e chegaram às suas próprias conclusões.


O ‘Houaiss’, por exemplo, achou mais seguro ignorar o ‘etc.’ e decidiu que só seriam aglutinadas as seis palavras da lista de exemplos.


‘Com essas mudanças, os dicionários precisam sair na frente, já que são as obras às quais todos vão recorrer. Precisam dar soluções. Diante das lacunas, tivemos de inferir’, afirma Mauro Villar, co-autor do ‘Houaiss’.


O acordo diz que perdem o acento os ditongos ‘ei’ e ‘oi’ de palavras paroxítonas, como ‘idéia’ e ‘jibóia’. No entanto, existe hoje uma regra que determina que paroxítonas terminadas com ‘r’ tenham acento. O que fazer com ‘destróier’, que se encaixa nas duas regras?


O texto tampouco faz referência ao uso ou à ausência do hífen em formações como ‘zunzunzum’, ‘zás-trás’ e ‘blablablá’.


Pontos obscuros


No início do ano, quando aumentaram os rumores de que as mudanças ortográficas acordadas em 1990 finalmente seriam tiradas da gaveta, a Academia Brasileira de Letras começou a se debruçar sobre os pontos obscuros. Seis lexicógrafos e três acadêmicos têm essa missão.


‘Estamos tentando resolver os problemas de esquecimento e esclarecer os pontos obscuros. As interpretações serão feitas com o objetivo de facilitar a vida do homem comum’, diz Evanildo Bechara, gramático e ocupante da cadeira 33 da ABL.


As decisões da comissão da ABL estarão no ‘Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa’, a lista oficial da correta grafia das palavras.


O término da obra estava previsto para novembro. Por causa do excesso de dúvidas, o lançamento acabou sendo adiado para fevereiro.


Uma vez pronto o ‘Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa’, os dicionários de bolso que já incorporaram o acordo ortográfico internacional precisarão ser mais uma vez reeditados, dessa vez com as mudanças definitivas. É por isso que as versões completas do ‘Houaiss’ e do ‘Aurélio’ ainda não foram lançadas.


As novas regras ortográficas começam a ser aplicadas em janeiro de 2009, mas as atuais continuarão sendo aceitas até dezembro de 2012.


A partir de janeiro de 2013, serão corretas apenas as novas grafias.’


 


 


TELEVISÃO
Daniel Castro


Globo antecipa pesquisa e muda novela


‘A Globo antecipou para esta semana pesquisas com grupos de telespectadores para tentar identificar os motivos da rejeição da audiência à sua atual novela das seis, ‘Negócio da China’. Normalmente, essas sondagens só ocorrem no final do segundo mês de exibição. ‘Negócio’ está apenas entrando em sua quarta semana.


A cúpula da Globo já detectou falhas na estrutura do texto de Miguel Falabella. A principal delas: as tramas estão se desenvolvendo muito lentamente e, por isso, podem não estar agradando ao público jovem.


Na semana passada, o diretor artístico, Manoel Martins, determinou ao autor que passe a usar narrativa mais ágil. Capítulos estão sendo reescritos.


Nos bastidores da emissora, já circulam boatos de que a novela poderá sair do ar antes de a próxima das 18h, ‘Paraíso’ (remake de Benedito Rui Barbosa), ficar pronta. Por enquanto, isso não passa de especulação.


A cúpula da Globo avalia que ‘Negócio’ tem problemas, mas sua liderança não está ameaçada. E acredita que, com ajustes, poderá subir no Ibope.


‘Negócio’ teve uma primeira semana razoável, melhor do que suas duas antecessoras. Mas despencou na segunda semana, quando houve uma queda espetacular de televisores ligados na Grande SP. Sofreu também a concorrência do caso Eloá. Na semana passada, teve leve recuperação. Até quinta, sua média era de 19 pontos.


ULTIMATO 1


O Ministério Público Federal (MPF) deu prazo até esta sexta-feira para o ministro Tarso Genro (Justiça) rever despacho em que autorizou as redes de TV a descumprirem a classificação indicativa nos Estados em que não há horário de verão.


ULTIMATO 2


O MPF diz que a procuradora federal dos direitos do cidadão, Gilda Carvalho, enviou recomendação a Genro, no último dia 17, para que o ministro não modifique a portaria que disciplina a classificação indicativa. A assessoria de Genro, por sua vez, informa que, até a última sexta, nenhuma recomendação havia chegado ao ministério.


FÉRIAS CURTAS


A próxima novela das sete da Globo será de Walcyr Carrasco, fora do ar há apenas oito meses.


DIVISÃO 1


Diretor-geral da Globosat, Alberto Pecegueiro afirma que a programadora irá negociar com outros canais esportivos (ESPN e Band Sports) os direitos da Olimpíada de Londres, que está comprando da Record.


DIVISÃO 2


‘Dependendo dos valores [a serem oferecidos pelos canais], não queremos exclusividade’, diz Pecegueiro, negando que irá pagar US$ 22 milhões à Record. A ESPN confirma que está negociando com a Globosat.


BURBURINHO


São fortes os rumores na Band de que haverá mudanças na área artística, nesta semana, com o retorno do vice Marcelo Meira. A produção da próxima novela, adaptação de uma colombiana, está parada. A assessoria da emissora nega.’


 


 


Folha de S. Paulo


‘Tirando do Baú’ faz ‘making of’ retroativo


‘O ‘making of’ -essa espécie de filme (ou extra de DVD) sobre como os filmes são feitos- ainda não era mania no Brasil dos anos 1980, quando Renato Tapajós rodou o documentário ‘Linha de Montagem’ (1982), no calor das greves do ABC paulista que consolidaram a liderança sindical de Lula. O Canal Brasil se propõe a suprir essa lacuna com a estréia, hoje, da série ‘Tirando do Baú’. No formato de ‘making of’ retroativo, o programa se dedica a (re)contar os bastidores de produções brasileiras, a começar por ‘Linha de Montagem’. Com direção de Ricardo Dias, a série tem comentários do crítico Carlos Alberto Mattos e apresentação do cineasta Jorge Furtado. Neste programa inaugural, Mattos faz a distinção entre ‘o militante que filma e o cineasta que milita’, dispondo Tapajós entre os últimos. Furtado chama a atenção para cena em que ‘Lula é carregado como um astro de rock que tenha feito um mosh’ e vê no filme também um documentário sobre ‘as roupas, os cabelos, as maneiras’ daquela época. Tapajós relembra o ‘inegável carisma infernal’ de Lula e como a música de Chico Buarque deu nome ao seu filme. Entre os próximos 12 episódios previstos, estão ‘Copacabana Me Engana’ e o impermeável ao tempo ‘O Bandido da Luz Vermelha’.


TIRANDO DO BAÚ


Quando: hoje, 0h


Onde: no Canal Brasil


Classificação: não informada’


 


 


LITERATURA
Gabriela Longman


‘Os escritores são uma raça à parte’


‘‘Podemos escavar com facilidade o seu solo, mas penetrar sua alma, isso jamais.’ A frase colocada por Ismail Kadaré na boca de um padre italiano de seu romance ‘O General do Exército Morto’ define a personalidade do povo albanês. Define também a personalidade do próprio autor, nome-chave da literatura albanesa e um dos mais importantes da literatura mundial contemporânea.


Exilado político na França nos anos 90, o escritor agora divide seu tempo entre Paris e Tirana, capital da Albânia. Escrito nos anos 70, seu ‘Crônica na Pedra’ -retrato do país na Segunda Guerra pelos olhos de um pré-adolescente- é lançado no Brasil, com tradução direta do albanês. Em seu apartamento, Kadaré, 72, falou à Folha sobre seu país, o stalinismo e, acima de tudo, literatura.


FOLHA – O sr. costuma dizer que sua formação literária caminha entre Macbeth e Dom Quixote. Como define essa mistura ?


ISMAIL KADARÉ – Trata-se sempre de caminhar entre o trágico e o grotesco. É um bom coquetel. A literatura precisa dos dois. Na vida é a mesma coisa, ainda que nem tudo que está na vida precise estar na literatura. A literatura é mais importante do que a vida.


FOLHA – Vários paralelos foram feitos comparando a sua literatura ao realismo mágico latino-americano. O sr. concorda com a aproximação?


KADARÉ – Não sei, me parece um pouco ingênuo. Dante Alighieri fazia uma espécie de realismo mágico, Kafka e a mitologia grega também. Não sei por que essa denominação ganhou tanta força. O lado irrealista faz parte da literatura. Ela não pode nem mesmo existir sem essa dimensão transcendental, mágica, onírica, oculta.


FOLHA – Cabe aos grandes escritores juntar realidade e irrealidade?


KADARÉ – Os escritores são uma raça à parte. A literatura não é democrática. Ela é baseada na desigualdade. Se você escutar que a França tem mil escritores, isso não é boa notícia. Esse número precisa diminuir. A literatura é baseada numa seleção sem piedade, que guarda o grande valor. Até aceito a literatura medíocre ou média pois ela cumpre uma função, atrai e garante leitores que um dia poderão ir em direção à grande literatura. O perigo começa quando a literatura mediana quer impor suas leis. É preciso que esses universos fiquem bem separados, sem intervir um no outro, como castas.


FOLHA – A Europa ocidental ainda vê os Bálcãs como um incômodo, como um problema a resolver?


KADARÉ – Acho que sim, embora o interesse da Europa pelos Bálcãs venha crescendo. Os Bálcãs são uma realidade. É uma parte incômoda, mas é uma parte. Dizemos que é o quintal da Europa, mas o quintal é parte da casa. Sem tranqüilidade nos Bálcãs não há tranqüilidade para a Europa.


FOLHA – O sr. é favorável à entrada da Albânia na União Européia?


KADARÉ – Sim. É a única esperança para que os Bálcãs entrem numa via de desenvolvimento normal. Ironicamente, o povo mais pró-europeu e ao mesmo tempo mais pró-americano são os albaneses. É curioso, porque era o povo mais stalinista. Há uma lógica interna para isso. Passamos de um extremo a outro, como uma reação.


FOLHA – E como foi a questão da dissidência ao regime no seu caso?


KADARÉ – Na Albânia não se podia ser publicamente contra o regime, era totalitarismo absoluto. Mas pela literatura era possível contestar o regime. Tudo que escrevi e publiquei foi feito nesse contexto. Nunca fiz ataques diretos ao Estado, somente ironias escondidas, um pouco mais evidentes às vezes. Quando me perguntam se sou um dissidente digo não. Sou um escritor normal, num país anormal. E isso já é muito.


FOLHA – Mas o sr. teve um período de apoio ao regime, não?


KADARÉ – Desde o começo tive reservas ao regime, ainda que elas não fossem tão conscientes. Se você ama a literatura, não pode amar o regime comunista. Não pode amar ao mesmo tempo Macbeth e a direção do comitê central de Stalin.


FOLHA – Muitos dos seus livros abordam o Império Otomano. Podemos comparar o imperialismo americano atual aos impérios clássicos ?


KADARÉ – O Império Otomano era atroz, sem aspectos positivos. Eu recuso essa comparação. Essa moda de chamar os EUA de império é um vestígio da Guerra Fria. A base da propaganda stalinista era buzinar ‘imperialismo americano’ nas nossas orelhas. Na França, ouço a mesma propaganda tantos anos depois. É uma paixão exagerada. Os EUA são uma grande potência e, como toda grande potência, eles têm o bem e o mal em grandes proporções. Mas a moda me soa retrógrada.


FOLHA – O que achou da escolha de Le Clézio para o Nobel de Literatura?


KADARÉ – Conheço este escritor, sei que é sério. Mas li seu primeiro livro há muitos anos e quase nada depois. Confesso que não me apaixonei. Sei que ele é respeitado na França, mas sem ardência. Enfim, o Nobel faz suas escolhas.


FOLHA – O sr. poderia falar um pouco sobre ‘Crônica na Pedra’?


KADARÉ – É um livro sobre a Albânia, mas também sobre a guerra, a saída do narrador da infância, sobre tradições. Prefiro que os leitores descubram por si próprios.’


 


 


MÚSICA
Sylvia Colombo


Documentário de Marisa Monte é pura ‘ego trip’


‘‘Infinito ao meu redor’ é pouco. Tudo isso e muito mais é o que gira em torno de Marisa Monte no DVD homônimo que chega às lojas no próximo dia 3.


Com o intuito anunciado de contar como trabalha um artista popular brasileiro, o que a cantora carioca faz, na verdade, é falar de si o tempo todo. Para os fãs, um prato cheio.


Para olhos menos seduzidos pela arte da moça, às vezes torna-se cansativo encarar o que parece ser imensa ‘ego trip’.


Afinal, vemos Marisa bem arrumada para iniciar um show ou lutando desengonçada para fechar uma mala no meio de uma tour planetária. Dando entrevistas (ou ‘phoners’, usando o jargão das gravadoras), compondo, lendo resenhas positivas de suas próprias performances em diferentes línguas, lembrando de quando era adolescente, mas já cantava com fôlego de estrela da MPB. E, para fechar, cantando ‘parabéns a você’ para si mesma durante um espetáculo.


Narrado pela própria Marisa, o DVD busca certo humor, mas a proposta não chega a se cumprir por completo. Há momentos engraçados, como aquele em que satiriza a imprensa, mostrando como os jornalistas fazem sempre as mesmas perguntas. Vemos passar uma fileira de repórteres musicais que repetem indefinidamente frases e questões. E ela, por sua vez, usando uma única e imensa resposta, um milhão de vezes, com figurinos diferentes.


‘Os jornalistas fazem você pensar a respeito do seu trabalho. Mas, depois de elaborar essa resposta uma vez, é só respondê-la do mesmo jeito, um montão de outras vezes.’


O DVD de 68 minutos tem como matéria-prima a turnê dos discos ‘Infinito Particular’ e ‘Universo ao Meu Redor’, que durou dois anos, foi vista por 750 mil pessoas e percorreu cidades de 17 países.


A direção é de Vicente Kubrusly, com produção de Leonardo Netto e Claudio Torres. O texto, lido pela própria cantora ao longo do filme, é dela mesma em parceria com Torres. Traz, ainda, um CD-bônus com nove faixas registradas na íntegra durante apresentações do DVD.


À Folha, Marisa conta que considerou importante expor como o processo de lançar um disco é cansativo, composto de várias fases e que sua profissão é mitificada e vista de modo romântico. ‘As pessoas vêem o tempo que se passou entre um CD e outro e acham que a gente não fez nada nesse período.


Não é verdade, concluir um trabalho e comunicá-lo ao público é algo complexo. E, enquanto isso, você pode estar produzindo coisas, trabalhando com outros artistas etc.’


São exibidos, então, os passos dessa empreitada: a composição, a gravação, as entrevistas, a turnê, o encontro direto com o público e com os amigos nos bastidores. Por trás, sempre o fantasma da crise da indústria fonográfica, que Marisa trata de modo ‘cool’.


‘Eu nunca vivi só de venda de discos, e os shows são a saída para os artistas hoje. A distribuição de música pela internet é uma realidade nova que exige que sejamos criativos. E isso tudo que está acontecendo é muito bom para os músicos novos, que já não têm mais que passar por intermediários e são desafiados a pensar sobre como transmitir sua mensagem.’


INFINITO AO MEU REDOR


Artista: Marisa Monte


Lançamento: Conspiração Filmes, Monte Criação e Samba Filmes


Quanto: R$ 52


Classificação: livre’


 


 


MERCADO
Marco Aurélio Canônico


Editora investe em HQs brasileiras


‘‘As editoras estão percebendo que o mercado brasileiro de HQs está crescendo, mas não sabem o que fazer com ele.’ A análise é de uma figura abalizada, Odyr Bernardi, ex-diretor de arte da Desiderata.


Confiante em sua capacidade de explorar esse crescimento ao lado de Sandro Lobo, seu parceiro nas HQs da Desiderata (em que lançaram álbuns como ‘Irmãos Grimm em Quadrinhos’), ele montou sua própria editora, a Barba Negra.


Ainda em seus primeiros passos, a editora já definiu seus álbuns de estréia, que saem ainda este ano: ‘Era Quase Tudo Verdade’ reúne histórias de Allan Sieber (cartunista da Folha) publicadas em revistas como a ‘Sexy’ e a ‘Trip’.


Já ‘Ordinário’, de Rafael Sica (que desenhava para o Folhateen), coleta as tiras que o gaúcho publica em seu blog, rafaelsica.zip.net.


‘O Allan [Sieber] é um autor com quem a gente já vinha trabalhando, já editamos dois livros dele. E o Sica é o desenhista de quadrinhos que faz as tiras mais geniais do momento, tem um trabalho pessoal muito interessante’, diz Lobo.


Tendo os contatos de gráficas e distribuidoras, ele e Odyr investiram dinheiro próprio para lançar o negócio, mas estão ‘negociando uma parceria com uma grande editora’.


‘Editar quadrinhos não era uma coisa profissional, era um mercado muito renegado. Mas hoje em dia é tratado com profissionalismo, as editoras perceberam o valor das HQs, que elas têm de ser tratadas como qualquer livro’, diz Lobo.’


 


 


 


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