Domingo, 16 de Junho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1041
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DIRETóRIO ACADêMICO >

Perfis de futuros profissionais

Por Gabriel Bocorny Guidotti em 28/07/2015 na edição 861

Eu me aproximo do término da faculdade de Jornalismo. A formatura está prevista para o final deste ano. Em ambiente acadêmico, pude absorver, além de conhecimento e amadurecimento, certos perfis de pessoas. E não falo, exclusivamente, de indivíduos da minha universidade. Minha visão é macro a partir de convivências com estudantes de outras instituições em seminários, palestras, encontros etc.

O aproveitamento do ensino superior está diretamente relacionado ao caráter de cada um. Não se trata mais de uma escola de ensino médio, em que o final será igual para todos. O aluno de graduação precisa estar atento desde o primeiro dia de aula. A faculdade é o contato inicial que se tem com o mercado jornalístico. Se este mercado é bom ou ruim, há desempregados e empreendedores que vão trazer opiniões diferentes.

O conceito de aluno é algo mágico, pois permite projetar inúmeras potencialidades. Não é de hoje que professores avaliam, internamente, quem dará certo, e, paralelamente, preveem aqueles que resultarão no mais absoluto fracasso. Muitas vezes o esforço dos mestres não é suficiente para moldar mentes ou quebrar pensamentos pré-concebidos. A faculdade concede parte do caminho. A outra parte cumpre ao acadêmico.

Com dito anteriormente, desejo usar minhas experiências para estabelecer perfis de estudantes que conheci ao longo de minha vida. O uniforme, o emblema da universidade, muda, mas as pessoas são semelhantes. Analise as seguintes classificações e tire suas conclusões.

1) Os andarilhos: pessoas carismáticas, mas não por sua competência e esforço. Geralmente, são bem relacionados na faculdade, pois ficam muitos semestres além dos previstos no currículo, isto é, calouros se formam, e os andarilhos permanecem em ambiente universitário. Caminham pelo campus sem rumo, pensando na diversão e na festa de sexta à noite. Ninguém compreende o porquê de se manterem no curso. Não há a mínima garantia de vê-los na aula do dia seguinte. Às vezes, somem por semanas! Aparecem quando querem, a graduação é o que menos importa.

2) Os injustiçados: este é o perfil que me dá asco. São indivíduos que têm oportunidades iguais às de seus colegas, mas não refletem os mesmos resultados. Enquanto alguns conseguem bons estágios, bons empregos, os injustiçados reclamam permanentemente da própria graduação, acusando-a de ser frágil e insuficiente para a inserção no mercado de trabalho. Nesse sentido, os professores viram alvo constante. Saiba disso: a preparação no ensino superior é do próprio aluno. A faculdade incentiva e orienta, apenas isso. Quem não seguir esta linha de raciocínio, conquistará um diploma sem peso algum.

3) O perfil vencedor: pessoas que não param e não esperam. Estão sempre ligadas em oportunidades, eventos e estágios, obtendo boas colocações no mercado da comunicação. Caminham com rumo definido e não perdem tempo reclamando. Os estudantes de perfil vencedor são aqueles que conduzirão a sociedade a um futuro brilhante e acolhedor, em que o capital humano mudará a história deste país. Para pertencer a essa classe, uma conjunção de fatores se faz necessária. Em primeiro lugar, incessantes reflexões sobre o mundo. Em segundo, a busca permanente por qualificação pessoal e profissional. Ainda, a ética, aspecto muito difícil nesses dias.

Avalie os perfis e veja que classificação seu filho, irmão, primo está cursando na faculdade. Os erros de hoje sacramentam destinos. Lembre-se disso.

***

Gabriel Bocorny Guidotti é bacharel em Direito e estudante de Jornalismo

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