Segunda-feira, 18 de Março de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1028
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PeTA tenta modificar padrões da mídia

01/05/2007 na edição 431

O grupo PeTA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) escreveu uma carta a Norm Goldstein, responsável pela edição do guia de estilo da Associated Press, solicitando que o livro seja modificado para que os animais sejam tratados sempre pelos pronomes ‘ele’ e ‘ela’ nos textos jornalísticos da agência. A AP respondeu que o guia só usa pronome para objeto indefinido (em inglês, ‘it’) quando não se tem informação sobre o gênero do animal e seu nome.

Segundo a carta do PeTA, assinada pela diretora de comunicações Anna West, os pronomes pessoais são ‘merecidos’ em uma sociedade que cada vez mais reconhece os direitos dos animais. Anna ressaltou ainda que diversas revistas já fizeram a troca. O sistema legal americano elevou recentemente o status dos animais para além de ‘propriedade’, e agora estabelece que o abuso deles é um crime pior que vandalismo.

Sentimentos

‘O público hoje reconhece que as baleias, que cantam nos oceanos; os macacos, que compartilham mais de 98% de nosso DNA; as ovelhas, que podem reconhecer até 50 rostos sem vê-los por até dois anos; e os porcos e galinhas, que podem aprender a mexer em interruptores para controlar temperatura e luz em galpões de fazendas, são indivíduos inteligentes e com sentimentos – e não objetos’, dizia a carta. ‘Nossa linguagem deve refletir isso’.

De acordo com o porta-voz da AP, Jack Stokes, o guia de estilo usado atualmente pela agência já respeita o que foi pedido. ‘Não aplique um pronome pessoal a um animal a não ser que seu gênero seja estabelecido ou o animal tenha um nome’, diz a regra. Informações da Editor & Publisher [26/4/07].

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