Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1024
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DIRETóRIO ACADêMICO >

Profissão exige especialidade e formação acadêmica

Por Elis Regina Nuffer em 17/03/2009 na edição 529

Gerson Siqueira, da União Nacional dos Jornalistas Independentes, diz que há no país 18 mil ‘jornalistas’ sem diploma e que vão passar fome devido à obrigatoriedade do diploma para a profissão. Ora, se eles não fizeram uma faculdade de Comunicação (Jornalismo) e não têm diploma de jornalista devidamente registrado no Ministério do Trabalho e no órgão da classe, que é a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), não são jornalistas. Que trabalhem em outro ofício!

Jornalista é uma profissão que exige especialidade e formação acadêmica – salvo aqueles amparados pela legislação que já exerciam a profissão antes da exigência do diploma para a categoria.

Os jornalistas diplomados tiveram de passar pelos quatro anos curriculares numa faculdade, pública ou privada, há ainda os que fizeram pós, mestrado, doutorado em Jornalismo. O que acontece é que esses 18 mil ditos jornalistas não diplomados que atuam na área é que estão tirando o emprego dos jornalistas profissionais.

Sem controle social e jurídico

Sou a favor do diploma para os jornalistas, como sou para qualquer profissão que dependa de uma formação acadêmica para ser desenvolvida. Seria possível hoje na sociedade científico-tecnológica se consultar com um ‘dentista prático’, o que existia antigamente? Hoje alguém teria coragem de abrir a boca para fazer um tratamento com um desses ou a lei permite que haja ‘dentista prático’? Os mecanismos jurídicos tão importantes funcionariam nesses casos em defesa do cliente e do dentista prático, em detrimento aos profissionais habilitados para ser dentistas de fato e de direito?

Se qualquer cidadão resolver denominar-se jornalista, o que será da sociedade e o seu direito de receber informação de qualidade, e o que será dos jornalistas diplomados, capacitados para a informação como bem coletivo?

O que os donos dos meios querem é exatamente o fim do diploma para que possam comandar mais facilmente e sem nenhum controle social e jurídico os que se intitulam ‘jornalistas’ e a informação. Abaixo os não jornalistas que se dizem jornalistas!

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Assessora de imprensa da VerTV Comunicações, pós-graduada em Assessoria de Comunicação em 2004, graduada em Comunicação Social (Jornalismo) em 1990, vencedora do Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos em 1996, pelo jornal O Dia

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