Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

DIRETóRIO ACADêMICO > ENSINO SUPERIOR

Profissionalização e crescimento

Por Luiz Alves em 23/01/2007 na edição 417

É certo que vivemos hoje – em plena era da globalização, e ainda que não o queiramos – controlados e condicionados às regras e ao jogo de uma economia sustentada pela ação persuasiva da publicidade. Mas é certo também que muitas universidades estão perdendo a sua essência, a de formar cidadãos, aqui entendidos como agentes transformadores e multiplicadores de ações que visam à justiça social.

No início da década de 1970, ao entrarem na universidade, os jovens tinham, a priori, o propósito de adquirir conhecimento para aplicá-lo em prol das comunidades massacradas pela ditadura militar e pelo desprezo por um ‘estado do bem-estar-social’. As exceções confirmavam a regra. Hoje, nossos futuros administradores, doutores e comunicadores mudaram de trilha: seus conhecimentos e sua profissionalização ganham status, mas aplicados para gerar lucros e riquezas em detrimento das classes subalternas e dos bens mais preciosos que temos.

Reavaliar políticas de educação

Diante deste paradoxo, percebe-se que a evolução do conhecimento humano tomou um outro rumo: em vez de contribuir para gerar riquezas e distribuição de renda, concentram-na; em vez de criar novas tecnologias para o desenvolvimento social, usam-nas para manipular as massas e gerar exclusão social; em vez de democratizar a informação nos veículos de comunicação, aumentam o controle sobre a mídia. Ou será pessimismo demais?

Acredita-se ser possível reverter esta catástrofe – catástrofe para aqueles que conseguem enxergar além das muralhas, além das entrelinhas de uma sociedade que muitas das vezes se camufla por meio dos mass media. Tal mudança acontecerá a partir do momento em que cada ator social tomar consciência do seu papel de cidadão, de perceber a força que há na ação coletiva e nos valores humanos enquanto agentes de transformação social.

Cabe também às instituições brasileiras, inclusive as universidades, reavaliar suas políticas e metodologias de ensino, focalizando sua missão e seus valores numa sociedade mais justa e humanitária.

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Estudante de Relações Públicas, Unibahia

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