Domingo, 17 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

DIRETóRIO ACADêMICO > LEITURAS DE VEJA

Quando o assunto é educação… existem professores

Por Carlos Ramiro de Castro em 26/02/2008 na edição 474

Os estudantes e professores da rede pública de São Paulo voltaram às aulas nesta semana. A Apeoesp (Sindicato dos Professores) tem recebido inúmeras manifestações de professores inconformados com a abordagem que a revista Veja dá à educação. Nesta última edição, o editorial e a coluna de Cláudio de Moura e Castro tratam do assunto. Há também uma entrevista da secretária da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, e a coluna do economista Gustavo Ioschpe.

Formado nas Universidades da Pensilvânia e Yale e consultor do Banco Mundial, Ioschpe é conhecido por utilizar números e estatísticas para realizar ‘diagnósticos’ sobre a educação pública no país e, supostamente, contestar uma visão elitista do setor, o que é, no mínimo, irônico, para quem nunca entrou em escola pública brasileira, seja como estudante ou professor.

Cláudio de Moura também é economista, com passagem pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Há, em comum, a idéia de que o investimento no setor e o salário do professor não fazem diferença na qualidade de ensino. Obviamente, existem outras teses e experiências sobre a questão que vêm sendo solenemente ignoradas nestas abordagens.

Cartas com críticas não se publicam

E esta é nossa sugestão de pauta: estudos da Unesco apontam para a necessidade do aporte de recursos equivalentes a recursos equivalentes a 10 ou 11% do PIB na educação para que os países em desenvolvimento possam almejar a superação do seu atraso. Procura-se passar à opinião pública a idéia de que pode haver ‘mérito’ sem formação adequada, infra-estrutura escolar, plano de carreira, incentivo à progressão profissional; sem debate sobre as políticas educacionais e sem salários dignos.

A Veja não publica cartas com críticas e nem se preocupa em realizar o básico do jornalismo, que é ouvir fontes diferentes. Nada contra economistas, mas quando o assunto é educação existem também professores, como a própria Maria Helena Guimarães, ou representantes dos 220 mil que atuam na rede pública de São Paulo.

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Presidente da Apeoesp – Sindicato dos professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo

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