Segunda-feira, 25 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº992
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DIRETóRIO ACADêMICO > ILHAS FIJI

Regime militar amplia estado de emergência

15/05/2009 na edição 537

O governo militar das Ilhas Fiji anunciou que irá emitir um decreto estendendo as regras de emergência que proíbem que a mídia divulgue histórias negativas sobre o regime, noticia a AP [14/5/09]. As autoridades ordenaram a entrada de censores nas redações, no mês passado, e forçaram editores a divulgar notícias ‘positivas’, proibindo críticas ao governo e a suas ações. Em uma reunião na capital, Suva, autoridades governamentais responsáveis pela mídia do país concordaram que as atuais restrições devem ser consideradas um ‘decreto’. Elas também discutiram como poderiam ‘auxiliar a operação conjunta liderada pela polícia, Exército e Ministério da Informação para censurar a mídia diariamente’.


Dezenas de jornalistas já foram detidos e interrogados. Pelo menos três correspondentes foram expulsos de Fiji. A repressiva decisão do governo foi anunciada no dia 10/4, após o presidente Ratu Josefa Iloilo ter abolido a Constituição Nacional, demitido os juízes do país e indicado o comandante militar Frank Bainimarama a ocupar o posto de primeiro-ministro. A decisão ocorreu um dia após a Corte de Apelações ter determinado que o golpe de Bainimarama, de 2006, era ilegal.


Volta da democracia


Governos de outros países e grupos de mídia internacionais pediram ao governo de Fiji o retorno da democracia e a reinstalação da liberdade de imprensa. A única maneira dos controles serem abrandados seria se as organizações de mídia concordassem em seguir, por vontade própria, a direção editorial estabelecida pelo Ministério da Informação.


 

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