Domingo, 16 de Junho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1041
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DIRETóRIO ACADêMICO >

Sociedade perde na qualidade da informação

Por Hans Misfeldt em 23/06/2009 na edição 543

Simplesmente rasguem seus diplomas. Agora, eles não passam de um pedaço de papel. Isso porque o Supremo Tribunal Federal julgou, enfim, a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. E eles acham que não é necessário.

Dos nove ministros presentes, apenas Marco Aurélio Mello defendeu que o curso superior de Jornalismo é necessário para a formação ética e profissional. Os outros, incluindo o relator Gilmar Mendes, acham que a exigência do diploma não isenta a sociedade de notícias não verídicas.

E agora, sem a exigência do diploma, qualquer um pode ser jornalista, com livre arbítrio para captar informações, torcê-las e distorcê-las da forma que achar melhor e publicar em diversas mídias possíveis.

É fato que, nos últimos tempos, o gostinho do exercício da profissão se tornou algo possível para qualquer cidadão, principalmente com os sistemas colaborativos na internet, além dos blogs, sites e centenas de canais em que qualquer um escreve e publica suas opiniões.

Mas ainda assim, para se exercer a profissão de jornalista é necessário algum conhecimento técnico sim, sr. Gilmar Mendes. Não basta reunir as informações, organizá-las no papel e publicá-las por aí. Todo o processo de apuração é algo que envolve técnica, ética e profissionalismo, sim.

Profissionalismo e ética

Para escrever, temos esse direito. Porém não basta apenas isso, pessoas despreparadas no mercado poderão, sim, comprometer a informação, a verdade, o compromisso com a sociedade.

Todo bom profissional é muito melhor com diploma – e não é apenas um pedaço de papel, senhores ministros. O diploma é o significado de que aquele profissional tem conhecimento pleno para exercer aquela função. Os senhores cursaram o ensino superior para poderem chegar aonde chegaram, ou seja, se prepararam. Jornalistas também devem se preparar.

Felizmente, acredita-se ainda que as empresas jornalísticas, compromissadas com a ética e a verdade, irão exigir o diploma de jornalismo. Assim, não desanima milhares de alunos de jornalismo no Brasil a deixar de correr atrás não apenas daquele pedaço de papel, mas de embasamento, de profissionalismo e principalmente, de ética.

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Estudante, São Paulo, SP

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