Sexta-feira, 23 de Agosto de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1051
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DIRETóRIO ACADêMICO >

Tiago Dória Weblog

19/05/2009 na edição 538

VELOCIDADE
Tiago Dória

Sem publicidade, a internet fica mais rápida

‘Segundo a Mozilla, desenvolvedora do navegador Firefox, a extensão mais baixada em todos os tempos para o navegador é a Adblock Plus, justamente uma que, durante a navegação, bloqueia as peças de publicidade na web. Foi baixada 49 milhões de vezes com uma média de 700 mil downloads por semana.

Baixar não quer dizer que vai utilizar, mas mesmo assim esses números causaram uma reação, que, nesta semana, forçou Wladimir Palant, criador da extensão, a fazer uma pequena modificação. Quando é detectado que você passa muito tempo em um mesmo site, uma mensagem pergunta se você quer mesmo bloquear a publicidade. Meio que para gerar um sentimento de culpa.

Segundo conta Farhad Manjoo, colunista de tecnologia da revista Slate, o motivo para as pessoas utilizarem a extensão nem seria tanto para bloquear os anúncios, mas por que sem a exibição daqueles banners todos e anúncios em flash, a navegação ficaria mais rápida (sinal de que temos que mudar a tecnologia dos banners?).

Para Manjoo, até pode ser anti-ético utilizar esse tipo de extensão, mas não ilegal, mesmo se for levado em conta o fato de que atualmente sem a exibição da publicidade muitos negócios se tornam insustentáveis na web.’

 

VIDA ONLINE
Tiago Dória

Por que a internet é importante para as pessoas idosas?

‘Gill Adams, da Digital Unite, acredita que a internet faz mais sentido para as pessoas idosas do que para as mais jovens.

Em artigo na versão online do Times, entre outros motivos, diz que a web ameniza o problema de mobilidade das pessoas mais velhas (sem precisar sair de casa, via messengers, emails e chat, elas podem se comunicar com parentes e amigos), acesso 24 horas a informações sobre saúde.

E ainda. Ajuda a resgatar o sentimento de participação cívica e a individualidade ao participar de mobilizações online e comunidades, além de economizar dinheiro (a aposentadoria não anda lá essas coisas), segundo uma pesquisa, é possível economizar 840 libras, mais ou menos R$ 2.600, por ano ao utilizar serviços via web – bancos, envio de mensagens, telefone, compras online etc.

Com estudos indicando que as pessoas com idade acima de 70 anos já são as principais responsáveis pelo crescimento do uso da web nos países desenvolvidos, o trabalho de Adams ecoa de forma mais fácil.

A Digital Unite é uma organização responsável pelo Silver Surfers Day, um dia totalmente dedicado à inclusão da terceira idade na web.’

 

BAIXANDO ARQUIVOS
Tiago Dória

Download vira problema nacional

‘Há três semanas mais ou menos, eu comentei na minha coluna na MTV sobre um projeto de lei francês que pretendia cortar a internet da pessoa que é pega pela 3ª vez baixando conteúdo de forma ilegal. O polêmico projeto foi aprovado em definitivo nesta quarta-feira pelos senadores franceses.

Na primeira vez em que é pego baixando conteúdo de forma ilegal recebe uma advertência. Na segunda vez, idem. Na terceira vez, pode ter a internet cortada por até 1 ano.

A sua aplicabilidade é incerta já que o projeto vai de encontro a uma medida do parlamento europeu que proíbe a interrupção da conexão de internet de qualquer pessoa sem a ordem de um tribunal. Um orgão governamental francês, ainda a ser criado, ficará responsável pela fiscalização.

Pode parecer algo distante, lá na França, mas o projeto de lei chama a atenção por ser, em todo o mundo, um dos mais severos contra o comportamento de fazer downloads livremente. O projeto teve o endosso de parte da indústria de entretenimento – gravadoras e estúdios.

Apesar de agressiva, a indústria francesa passa a imagem de ingênua, acredita que com a lei as pessoas passarão, acredite se quiser, a comprar CDs outra vez (as vendas de mídia física tiveram uma queda de 60% nos últimos 6 anos).

Segundo o site Ars Technica, mais uma vez, a lei cai na difícil aplicabilidade, da dificuldade de definir quem será punido. Um fã de uma banda que troca com outros fãs músicas do grupo, como se fazia antigamente com as fitas cassettes, também vai ter a sua conexão cortada?

Se colocada em prática, é bem provável que a lei, que contempla apenas downloads e não streaming, incentive justamente o surgimento de sites de ‘streaming pirata’, sem contar que pode criar na França uma cultura de utilizar ‘IP mascarados’, o que será ruim para a própria segurança.

Uma boa parte da população, principalmente a mais jovem e antenada com meandros da rede, pode se acostumar a não utilizar o seu verdadeiro IP, que é uma espécie de RG (todo computador tem um IP, que permite identificar quem estava na internet).

Ainda mantenho aquela minha posição. Quer combater a ‘pirataria’ para valer? Deixe os processos judiciais de lado e forneça um serviço melhor que os ‘sites piratas’, disponibilize o conteúdo, caminho que vem sendo trilhado pelo Hulu e o Spotify e que, na maioria das vezes, têm agradado tanto usuários como a indústria e os anunciantes.

A França é um país que transforma um problema de modelo de negócios da indústria de entretenimento em um problema legal.’

 

GOVERNO
Tiago Dória

Político no YouTube é coisa para inglês ver

‘Um exemplo de algo que já comentei por aqui – como um governante ter blog ou montar perfil no Twitter ou no YouTube pode servir mais para impressionar leigo do que qualquer outra coisa. Principalmente quando não vem acompanhado de mudanças na forma de fazer política ou de se relacionar com cidadãos.

Gordon Brown, primeiro ministro britânico, resolveu desabilitar os comentários de seu perfil no YouTube. A desculpa oficial é a impossibilidade de poder moderar os comentários.

O motivo não-oficial é que ele vem recebendo muitas críticas via YouTube. A popularidade do governo britânico é a menor desde 1943. Ou seja, ele quer ser ouvido por intermédio das novas mídias, mas não ouvir por meio das mesmas.

Semelhante a alguns políticos e celebridades que entram no Twitter, querem falar, serem as mais seguidas, ver a sua ‘popularidade’ subir, mas não ouvir.

A queda da ‘popularidade online’ de Brown se reflete no E-petitions, site criado pelo próprio gabinete do político para que os cidadãos possam fazer petições ao governo. Tudo online e de graça.

Uma das mais populares petições pede a renúncia de Brown. Paul Staines, do blog político Guido Fawkes, resumiu bem a situação em entrevista ao Times. ‘Toda essa interação é mais uma forma das pessoas falarem que detestam você’.’

 

REDE PAGA
Tiago Dória

Micropagamento não é para qualquer um

‘Algo até que esperado está para acontecer.

A versão online do Wall Street Journal, ‘trendsetter’ entre os portais de notícias, adotará o sistema de micropagamento ainda neste ano. Será um dos primeiros a adotá-lo. Você pagará por cada artigo que ler, como a loja iTunes, da Apple, na área de música.

A priori, o sistema será voltado a ‘leitores casuais’ que querem ler um artigo ou outro e não pagar a assinatura de US$ 100 da versão online.

O detalhe mais importante está no fato de que o sistema de micropagamento não será adotado em cima de qualquer conteúdo do site, mas em conteúdo de nicho, especializado, o que vai ao encontro da criteriosa estratégia do WSJ sobre o que cobrar ou não na web (já comentada por mim).

São poucos os jornais que sabem trabalhar com conteúdo de nicho e o WSJ é um deles.

Ou seja, não é algo que promete ser bem sucedido para qualquer jornal, principalmente para os que trabalham com conteúdo generalista, a grande maioria, que lá fora está vendo a sua circulação e os seus anunciantes evaporarem.’

 

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