Segunda-feira, 23 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

DIRETóRIO ACADêMICO > BRIGA NA REDE

Viacom abre ação bilionária contra YouTube

14/03/2007 na edição 424

A Viacom anunciou esta semana que abriu processo de US$ 1 bilhão contra o Google por causa do YouTube. A companhia americana, dona de canais de TV paga, alega que mais de 160 mil vídeos de sua propriedade foram exibidos sem permissão no popular sítio de compartilhamento de vídeos.


A Viacom é a primeira gigante do setor de entretenimento a abrir ação contra o Google desde que a empresa comprou o YouTube – por US$ 1,65 bilhão – em novembro do ano passado. Quando a junção foi anunciada, em outubro, analistas da indústria previram que uma enxurrada de processos por violação de direitos autorais se seguiria a ela.


A popularidade do YouTube se deu justamente pela base do sítio: depender de vídeos postados por internautas comuns. Enquanto muitos descobriram aí uma fonte de diversão, criando clipes de todos os tipos, uma grande parcela começou a compartilhar vídeos de filmes e programas de televisão – que, legalmente, precisariam de permissão dos donos originais.


Dois lados


O temor agora é que o YouTube acabe prejudicando o Google. As ações da companhia caíram 13% desde janeiro. A ação da Viacom pede, além de dinheiro, que o YouTube seja proibido de exibir vídeos protegidos por direitos autorais.


‘O modelo de negócios do YouTube, baseado em formar tráfego e vender publicidade a partir de conteúdo sem licença, é claramente ilegal e está em conflito com as leis de direitos autorais’, afirmou a Viacom em declaração.


‘Nós certamente não vamos deixar que este processo se torne uma perturbação ao crescimento contínuo do YouTube e a sua habilidade de atrair cada vez mais usuários e mais tráfego e de construir uma comunidade fortalecida’, respondeu o Google, também em declaração.


Acordos furados


O processo da Viacom, mais do que tudo, ilustra as dificuldades encontradas pelo Google e pelo YouTube para conseguir entrar em acordo com as grandes empresas de entretenimento que têm vídeos colocados no sítio por internautas.


A própria Viacom havia aberto negociações com o Google sobre o assunto, mas as companhias não chegaram a um entendimento. No início do ano, a Viacom ordenou que o YouTube removesse 100 mil clipes com trechos de programas de suas emissoras, como MTV, Nickelodeon e Comedy Central – e o pedido foi atendido em uma semana.


Enquanto vive às turras com o YouTube, a Viacom assinou acordo com o Joost, projeto de TV online fundado pelos mesmos executivos que venderam o serviço de telefonia Skype ao eBay. Rival do YouTube, o Joost terá permissão para distribuir conteúdo dos canais da Viacom na rede.


No processo contra o Google, estão incluídos os 100 mil vídeos já retirados do YouTube, além de outros 60 mil que a Viacom descobriu posteriormente no sítio. No total, os clipes teriam sido assistidos 1,5 bilhão de vezes. Informações de Ben Charny [MarketWatch, 13/3/07].


 

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