Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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Na internet num piscar de olhos

Por Steve Lohr em 13/03/2012 na edição 685

Lembra-se de quando estávamos dispostos a esperar alguns segundos até que o computador respondesse a um clique num site ou ao pressionar de uma tecla? Atualmente, um intervalo de meros 4 décimos de segundo – literalmente, o tempo de um piscar de olhos – é considerado tempo demais, de acordo com o que descobriram os engenheiros do Google. Esse atraso quase imperceptível leva as pessoas a fazerem menos buscas.

“Inconscientemente, ninguém gosta de esperar”, disse Arvind Jain, engenheiro do Google que atua como mestre da velocidade na empresa. “Cada milésimo de segundo conta.” O Google e outras empresas de tecnologia estão embarcando numa nova busca pela velocidade, desafiando profissionais como Jain a tornar o veloz ainda mais rápido.

O motivo: os smartphones e tablets, famintos por dados, estão criando frustrantes engarrafamentos digitais enquanto as pessoas baixam mapas, trechos de vídeos com melhores momentos do esporte, notícias ou recomendações de restaurantes. A concorrência pelo título de mais rápido é acirradíssima.

As pessoas simplesmente deixarão de visitar um site com a mesma frequência se a sua navegação foi mais do que 25 centésimos de segundo mais lenta do que a apresentada por um concorrente direto.

Mais rápidos

“Vinte e cinco centésimos de segundo, seja para mais ou para menos, parece ser o número mágico em termos de vantagens competitivas na web”, disse Harry Shum, cientista da computação e especialista em velocidade da Microsoft.

A velocidade de navegação dos diferentes sites é tão variada quanto o seu conteúdo, e o mesmo pode ser dito da expectativa dos usuários. Uma pessoa terá mais paciência ao esperar até que um vídeo seja carregado, ao passo que será menos tolerante no caso do resultado de uma busca. E os sites são constantemente obrigados a escolher entre a riqueza de sua apresentação visual e a agilidade do seu tempo de resposta. Conforme os sites de entretenimento e notícias passam a oferecer uma quantidade cada vez maior de vídeos e gráficos interativos, o resultado pode ser uma maior lentidão geral.

Mas as pesquisas mostram que a velocidade é importante em todos os contextos. Quatro de cada cinco usuários vão desistir de esperar se um vídeo tiver sua exibição prejudicada pela lentidão no carregamento.

Num celular, uma página da web leva intermináveis nove segundos para ser carregada, de acordo com o Google, que acompanha uma ampla gama de sites que vão das centrais de grandes empresas até blogs mantidos por indivíduos. O tempo médio de download nos computadores pessoais de todo o mundo é de aproximadamente seis segundos, sendo que este tempo cai para 3,5 segundos nos EUA.

Os principais mecanismos de busca – o Google e o Bing, da Microsoft – são os serviços mais rápidos da rede, dizem os analistas, produzindo resultados em menos de um segundo.

***

[Steve Lohr, Canto dobrado: 1do New York Times]

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