Segunda-feira, 17 de Junho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1041
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Jornalismo de Facebook

Por Karoline Kuhn Teixeira em 15/10/2013 na edição 768

As redes sociais estão mudando – aliás, já mudaram – o “modo de fazer” jornalismo. Quando alguém entra em uma redação pode observar um ou outro (quando não todos os integrantes da produção) com páginas deste tipo abertas, visíveis em telas de computador, tablets e celulares. Todos prontos para levantar informações interessantes ou aguardando comentários que poderão virar aquela matéria de destaque.

Estas redes facilitaram a vida dos jornalistas? Sim. É possível dar uma resposta positiva para a questão acima. Afinal, quando 140 caracteres no Twitter não se transformaram em uma boa matéria ou quando um perfil no Facebook não contribuiu na localização da foto de alguém que sofreu um acidente e acabou falecendo? Acha assombroso quando dito isso? Mas é o que ocorre. Apesar de positivo, as redes sociais também condicionaram o jornalismo à mesmice. Imagine uma cidade pequena ou de médio porte, onde há poucos jornais e onde a relação de amigos/contatos é basicamente a mesma? Imagine ainda estes profissionais da comunicação “caçando” no Facebook ou em qualquer outra rede assuntos que podem ser repercutidos nos jornais onde atuam.

Parece muita criatividade de quem escreve este artigo, mas não é. Tornou-se fácil pautar um jornal e ainda mais fácil fazer jornalismo. Repare nos programas de TV, nas rádios, nos conteúdos de jornais impressos ou na internet. Os assuntos são basicamente os mesmos. É compreensível que fatos cotidianos e “quentes” sejam repetíveis. Mas e os demais? Acima citei cidades de até médio porte, porém esta repetição é geral. Além da mesmice, estas redes também criaram (ou fizeram aumentar) a quantidade de profissionais preguiçosos que acabam se resumindo em frases como “vi no Facebook” ou no “tuitaram tal coisa” e esquecem que também há outros modos de apurar informação e cumprir o deadline.

Não! Não é um texto contra as redes sociais mas, sim, a favor da criatividade e capacidade profissional.

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Karoline Kuhn Teixeira é jornalista, pós-graduanda em Docência para Ensino Superior e blogueira

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