Quarta-feira, 20 de Março de 2019
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Tráfego de Wi-Fi pode quadruplicar

Por Renata Batista em 29/10/2013 na edição 770

O atual tráfego pelas redes Wi-Fi, de banda larga sem fio, poderá crescer quatro vezes até 2015, impulsionado principalmente pela demanda por capacidade gerada pela disseminação das redes de telefonia móvel de terceira e quarta gerações (3G e 4G). A projeção é de Selina Lo, presidente mundial da Ruckus, provedora de Wi-Fi sediada em Sunnyvale, Califórnia. A executiva coreana cita como exemplo o que já acontece em países como o Japão, onde o padrão Wi-Fi é tão disseminado que até estações de abastecimento de carros elétricos são equipadas com as antenas para distribuição do sinal.

O Wi-Fi é indicado como uma opção para desafogar o tráfego das redes 3G e 4G. A solução já é adotada em países mais desenvolvidos como o Japão, disse Selina. Mas a executiva afirma que é preciso disseminar o padrão que permite aos sistemas identificarem automaticamente os dispositivos, sem necessidade de que o cliente digite logins ou senhas.

“Esse padrão existe. É um software que já é adotado por praticamente toda a indústria de Wi-Fi e pode ser facilmente incorporado às antenas mais antigas. Ele precisa ser disseminado nos dispositivos e adotado pelas operadoras”, disse a executiva. Hoje, apenas alguns modelos de iPhones, da Apple, e Galaxy, da Samsung, são comercializados com esse dispositivo. “Muitas operadoras pensaram que 4G resolveria o problema de capacidade criado por 3G, mas a realidade é que quanto maior a capacidade maior a demanda e, embora 4G tenha dez vezes mais velocidade, é mais fácil expandir Wi-Fi”, disse Selina. No Japão, a Ruckus instalou mais de 100 mil hotspots em um ano para atender à demanda de uma operadora de telefonia móvel.

Decisão de investimento

Com 45% de sua receita gerada apenas nos Estados Unidos, a Ruckus faturou US$ 122 milhões nos dois primeiros trimestres do ano e US$ 215 milhões em 2012. Nos mercados da América Latina e África, porém, a companhia tem registrado maior crescimento neste ano – cerca de 15% na América Latina e 20% no Brasil. “São regiões onde a receita por usuário (Arpu) é muito baixa e o Wi-Fi acaba sendo uma das soluções mais baratas para as operadoras entregarem conexão de dados em bairros de classe média e em centros comerciais”, disse.

Para Selina, a decisão de investimento responde a duas variáveis: nos mercados mais desenvolvidos, com maior receita por usuário, as operadoras adotam o Wi-Fi para ampliar a capacidade e, nos menos desenvolvidos, para melhorar a cobertura.

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Renata Batista, do Valor Econômico

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